ISSN 0798 1015

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Vol. 38 (Nº 15) Año 2017. Pág. 12

Fatores que influenciam na escolha profissional e a importância da orientação vocacional e ocupacional

Factors that influence professional choice and the importance of vocational and occupational orientation

Jacques Andre GRINGS 1; Carlos Fernando JUNG 2

Recibido: 18/11/16 • Aprobado: 26/11/2016


Conteúdo

1. Introdução

2. Procedimentos metodológicos

3. Resultados

4. Análise e Discussão dos Resultados

5. Considerações Finais

Referências


RESUMO:

Este artigo apresenta uma revisão sistemática com o objetivo de evidenciar e analisar as contribuições oriundas de pesquisas relacionadas à indecisão profissional e sobre o papel que representa a orientação vocacional ocupacional na vida dos adolescentes. Para tanto, foram selecionadas cinquenta e sete publicações das plataformas Scielo e periódicos CAPES, sendo que cinquenta e cinco artigos foram publicados em revistas científicas brasileiras e dois artigos em revistas portuguesas. Foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2000 e 2015. A escolha profissional se mostra em um momento da vida do adolescente no qual afloram muitas incertezas sobre qual carreira irá escolher. Neste contexto, a orientação vocacional ocupacional pode auxiliar o jovem a enfrentar esse desafio. No entanto, esse serviço ainda não ganhou notoriedade suficiente para garantir presença nas grades curriculares.
Palavras-chave: Orientação profissional; orientação vocacional ocupacional; indecisão profissional.

ABSTRACT:

This paper presents a systematic review in order to highlight and analyze the contributions derived from research related to vocational indecision and the role that is the occupational vocational guidance in the lives of adolescents. Therefore, fifty-seven publications and periodicals Scielo CAPES platforms were selected, and fifty-five articles were published in Brazilian scientific journals and two articles in Portuguese magazines. Articles published between the years 2000 and 2015. The professional choice shown in a moment of teenage life in which emerge many uncertainties about which career will choose. In this context, occupational vocational guidance could help young people to meet this challenge, but this service has not gained enough notoriety to ensure presence in the curricula.
Key words: Professional orientation; occupational vocational guidance; professional indecision

1. Introdução

O estudante passa na adolescência por um processo de transição onde afloram angústias e incertezas inerentes ao momento que vive. Neste contexto o jovem constrói a identidade ocupacional e precisa definir qual carreira irá seguir (LISBOA, 1997). As constantes mudanças no mundo do trabalho (DIAS e SOARES, 2009) somadas ao um aumento expressivo da oferta de cursos de nível superior no Brasil (MEC, 2013) podem estar contribuindo para tornar a escolha profissional um desafio ainda maior. Nesse sentido a orientação profissional pode se tornar um aliado importante do adolescente nesse momento de escolha (SOARES, 2000) e poderia ser incluída nas bases curriculares, principalmente no ensino médio (LEVENFUS, 2010).

A escola serve como referencial para os jovens, pois junto com a família contribui com a formação humanística e a promoção da cidadania, ultrapassando seu papel de divulgadora de informações e mera repetidora de conteúdos. Professores e educadores possuem o desafio de desenvolver nesse adolescente as competências necessárias que o tornem apto a realizar as muitas escolhas, mais precisamente na fase escolar, relacionadas à profissão que irá seguir (OLIVEIRA, 2000; SOARES, 2000). Considerando que geralmente quem escolhe é um adolescente e que ele irá se deparar com muitas mudanças em um momento tão conturbado de sua vida, Bohoslavsky (1998) se mostra surpreso que esse sujeito consiga realizar essas escolhas e definir sua identidade ocupacional.

No Brasil, conforme números do último Censo da Educação Superior divulgados pelo MEC, em 2013 existiam 7.305.955 estudantes matriculados. De 2002 a 2013 o número de alunos na educação superior dobrou, sendo que o número de concluintes acompanhou a evolução passando de 479.275 para 991.010. Porém, apesar do aumento exponencial do número de alunos matriculados e de formandos no ensino superior, pouco mais de 36% dos acadêmicos que ingressam no ensino superior concluíram a graduação (MEC, 2013).

Além da questão de ordem financeira, a falta de uma orientação profissional mais efetiva pode ser uma das causas da desistência precoce destes alunos. Melo-Silva, Lassance e Soares (2004) reconhecem a importância de oferecer educação profissional aos estudantes, porém consideram não menos importante o acompanhamento da transição entre a escola e o mercado de trabalho. Neste contexto, para que a escolha vocacional seja bem sucedida, o sujeito deve possuir a capacidade de suportar os sentimentos dúbios em relação aos objetos e testar sua capacidade de resiliência em relação ao que considerava como certo (LEVENFUS, 1997).

No Brasil, a orientação profissional ficou evidente em 1924 com a criação, por parte do engenheiro Suíço Roberto Mange, do Serviço de Seleção e Orientação Profissional para os alunos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (CARVALHO, 1995). A orientação profissional, conforme salienta Soares (2000) pode ser realizada com os mais diversos objetivos, bem como diferentes populações, mas o que deve ser considerado é que o sujeito é capaz de fazer suas próprias escolhas, mesmo que esteja com condições limitadas.

Levenfus (2010) nos traz definições distintas entre orientação profissional e orientação vocacional ocupacional. Para a autora, a orientação profissional se limita a orientar e informar o jovem sobre as profissões e o mercado de trabalho, sem levar em conta aspectos relacionados às questões intrapsíquicas do sujeito. Já a orientação vocacional ocupacional é algo mais abrangente, pois não se limita a analisar aspectos de profissão, mas também de construção da identidade, visto que busca promover a aliança das afinidades do sujeito com sua vocação para o trabalho.

Esse artigo discute as contribuições oriundas de pesquisas a respeito da indecisão profissional dos jovens estudantes, os fatores que contribuem para a escolha profissional e qual o papel que representa a orientação profissional no sentido de auxiliar o jovem na busca do autoconhecimento.

2. Procedimentos metodológicos

Esta revisão sistemática apresenta contribuições sobre a indecisão profissional e a orientação vocacional ocupacional no contexto educacional e do trabalho. Castro (2001) define revisão sistemática como uma revisão planejada que visa responder a uma pergunta específica, sendo assim utilizados métodos explícitos e sistemáticos para selecionar os estudos e para coletar e analisar esses dados.

Foram utilizados quatro critérios de inclusão, sendo necessário para que o artigo integre essa revisão: (i) conter as expressões “escolha profissional”, “indecisão vocacional”, “orientação vocacional ocupacional” e “identidade vocacional” no título; (ii) conter as expressões “indecisão profissional”, “orientação profissional” e “orientação vocacional ocupacional” em qualquer parte do trabalho; (iii) ter sido publicado entre os anos de 2000 e 2015; e, (iv) ser artigo científico.

Após esta primeira etapa os critérios de inclusão dos artigos foram aplicados sobre as bases de dados da plataforma Scielo e Periódicos CAPES. Foi possível a inclusão de mais de 700 artigos que atenderam os critérios de inclusão. Após o descarte dos artigos que não versavam diretamente sobre os temas propostos para a revisão sistemática, foram selecionados 57 artigos para a realização deste estudo.

A partir da leitura dos artigos que foram selecionados foi desenvolvida uma planilha eletrônica com vistas a organizar as seguintes informações: (i) título; (ii) autores; (iii) periódico; (iv) palavras-chave; (v) percepção de orientação profissional; (vi) percepção de orientação vocacional ocupacional; (vii) percepção de identidade vocacional; (viii) percepção de indecisão profissional.

Após a coleta dos dados, foram analisados e categorizados de maneira a relacionar as percepções dos autores sobre o tema estudado. Assim sendo, os conteúdos dessa síntese referem-se: (i) ao entendimento dos conceitos de orientação profissional; (ii) a indecisão profissional do adolescente; (iii) o papel que representa a orientação profissional; (iv) as influências externas na escolha profissional. De forma a facilitar a análise dos resultados, foi elaborado um gráfico que demonstra o ano de publicação de cada artigo.

3. Resultados

O Quadro 1 apresenta uma síntese das publicações, em ordenação cronológica, utilizada durante a revisão da literatura. Esse quadro relaciona cada publicação ao país em que se realizou a pesquisa e à área de publicação.

Ano

Autor

País

Área de Publicação

2000

PRIMI, R.; MUNHOZ, A. M. H.; BIGHETTI, C. A.; NUCCI, E. P. D.; PELLEGRINI, M. C. K.; MOGGI, M. A.

BRASIL

Psicologia

2000

SANTOS, P. J.

PORTUGAL

Psicologia

2002

ANDRADE, J. M. d.; MEIRA, G. R. d. J. M.; VASCONCELOS, Z. B. d.

BRASIL

Psicologia

2003

NEIVA, K. M. C.

BRASIL

Psicologia

2003

LOBATO, C. R. P. S.; KOLLER, S. H.

BRASIL

Psicologia

2003

LASSANCE, M. C.; SPARTA, M.

BRASIL

Psicologia

2003

BARDAGI, M. P.; LASSANCE, M. C. P.; PARADISO, A. C.

BRASIL

Psicologia

2003

RIBEIRO, M. A.

BRASIL

Psicologia

2004

BALBINOTTI, M. A. A.; WIETHAEUPER, D.; BARBOSA, M. L. P.

BRASIL

Psicologia

2005

SPARTA, M.; BARDAGI, M. P.; ANDRADE, A. M. J. d.

BRASIL

Psicologia

2005

BASTOS. J. C.

BRASIL

Psicologia

2005

SANTOS, L. M. M. d.

BRASIL

Psicologia

2005

RIBEIRO, M. A.

BRASIL

Psicologia

2006

BARDAGI, M.; LASSANCI, M. C. P.; PARADISO, A. C.; MENEZES, I. A. d.

BRASIL

Psicologia

2006

HUTZ, C. S.; BARDAGIR, M. P.

BRASIL

Psicologia

2007

REICHERT, C. B.; WAGNER, A.

BRASIL

Psicologia

2007

VALORE, L. A.; VIARO, R. V.

BRASIL

Psicologia

2007

SOARES, D. H. P.; KRAWULSKI, E.; DIAS, M. S. d. L.; D’AVILA, G. T.

BRASIL

Psicologia

2007

GONÇALVES, C. M.; COIMBRA, J. L.

BRASIL

Psicologia

2007

PEREIRA, F. N.; GARCIA, A.

BRASIL

Psicologia

2007

BARRETO, M. A.; VAISBERG, T. A.

BRASIL

Psicologia

2008

ALMEIDA, M. E. G. G. d.; PINHO, L. V. d.

BRASIL

Psicologia

2008

FARIA, L. D. C.; TAVEIRA, M. d. C.; SAAVEDRA, L. M.

BRASIL

Psicologia

2008

BARDAGI, M. P.; HUTZ, C. S.

BRASIL

Psicologia

2009

CUNHA, M. C. T. C. S. B. C.; FARIA, L. d. C.

PORTUGAL

Psicologia

2009

SANTOS, M. A. D.; CARDOSO, É. A. d. O.; MELO-SILVA, L. L.

BRASIL

Psicologia

2009

FERREIRA, T. H. S.; FARIAS, M. A.; SILVARES, E. F. d. M.

BRASIL

Psicologia

2009

SOBRAL, J. M.; GONÇALVES, C. M.; COIMBRA, J. L.

BRASIL

Psicologia

2009

NUNES, M. F. O.; NORONHA, A. P. P.

BRASIL

Psicologia

2010

MARTINS, D. d. F.; NORONHA, A. P. P.

BRASIL

Psicologia

2010

NORONHA, A. P. P.; OTTATI, F.

BRASIL

Psicologia

2010

COIMBRA, S.; FONTAINE, A. M.

BRASIL

Psicologia

2010

OLIVEIRA-CARDOSO, É. A.; MELO-SILVA, L. L.; PIOVESANI, F. P.; SANTOS, M. A.

BRASIL

Psicologia

2010

ARRUDA, M. N. F. d.; MELO-SILVA, L. L.

BRASIL

Psicologia

2010

OLIVEIRA, M. D. A. D.; MELO-SILVA, L. L

BRASIL

Psicologia

2010

POCINHO, M. D.; CORREIA, A.; CARVALHO, R. G.; SILVA, C.

BRASIL

Psicologia

2011

ALMEIDA, F. H. d.; MELO-SILVA, L. L.

BRASIL

Psicologia

2011

ALMEIDA, M. E. G. G. d.; MAGALHÃES, A. S.

BRASIL

Psicologia

2011

SANTOS, A. F. d. O.; MELO-SILVA, L. L.

BRASIL

Psicologia

2011

GAMBOA, V.; PAIXÃO, M. P.; JESUS, S. N. D.

BRASIL

Psicologia

2012

BARBOSA, A. J. G.; LAMAS, K. C. A.

BRASIL

Psicologia

2012

NORONHA, A. P. P.; MANSÃO, C. S. M.

BRASIL

Psicologia

2012

VALORE, L. A.; CAVALLIET, L. H. R.

BRASIL

Psicologia

2012

DIAS, M. S. d. L.; SOARES, D. H. P.

BRASIL

Psicologia

2012

MAGALHÃES, M. d. O.; ALVARENGA, P.

BRASIL

Psicologia

2012

SARRIERA, J. C.; PARADISO, A. C.; SCHUTZ, F. F.; HOWES, G. P

BRASIL

Psicologia

2013

FARIA, L. C.

BRASIL

Psicologia

2013

ALONSO, W, d. C.; MELO-SILVA, L. L.

BRASIL

Psicologia

2013

MANAIA, M. M. d. C.; MEDEIROS, A. P.; GONÇALVES-dos-SANTOS, G. A.; SILVA, L. L. M.

BRASIL

Psicologia

2013

SHIMADA, M.; MELO-SILVA, L. L.

BRASIL

Psicologia

2013

OLIVEIRA, C. T. D.; DIAS, A. C. G.

BRASIL

Psicologia

2014

FERNANDES, F. S.; GONÇALVES, C. M.; OLIVEIRA, P. J.

BRASIL

Psicologia

2014

VENTURA, C. D.; NORONHA, A. P. P.

BRASIL

Psicologia

2014

VERIGUINE, N. R.; BASSO, C.; SOARES, D. H. P.

BRASIL

Psicologia

2014

JUNQUEIRA, M. L.; SILVA, L. L. M.

BRASIL

Psicologia

2015

LEAL, M. d. S.; MELHO-SILVA, L. L.; TEIXEIRA, M. O.

BRASIL

Psicologia

2015

FARIA, L. C.; PINTO, J. C.; VIEIRA, M.

BRASIL

Psicologia

Quadro 1 - – Síntese das publicações no período de 2000 a 2015.

Na Figura 1 são apresentadas as publicações encontradas entre os períodos de 2000 a 2015, onde são demonstradas as ocorrências por ano de publicação.

Figura 1 – Número de publicações por ano

Foi encontrada uma maior ocorrência de publicações entre os anos de 2007 e 2013, ver Figura 1. Todos os artigos coletados para o estudo estão centrados na área da Psicologia, sendo que cinquenta e cinco deles foram publicados em revistas científicas brasileiras e dois em revistas de Portugal.

4. Análise e Discussão dos Resultados

Para os adolescentes, a escolha profissional geralmente é acompanhada de ansiedades e conflitos. A orientação profissional pode auxiliar o jovem nesse momento de indecisão, porém ainda existem poucos instrumentos disponíveis que possam auxiliar os profissionais nos diagnósticos necessários (PRIMI et al, 2000). Esses autores desenvolveram um inventário, que aplicado com 227 jovens do ensino fundamental e médio, objetivou apontar as dificuldades da decisão profissional. Este estudo evidenciou, entre outros, a falta de informação e insegurança junto à falta de preparo da escola como alguns dos fatores de indecisão profissional.

Inúmeros investigadores têm dispendido tempo a estudar os principais fatores que contribuem para a indecisão vocacional (BOHOSLAVSKY, 1998; LUCCHIARI, 1993; SOARES, 1997, 2000, 2007). Mesmo que ainda não exista um modelo de interveção apropriado e unânime, torna-se possível apresentar dois tipos de indecisão vocacional. Enquanto o primeiro revela uma indecisão caracterizada pela arduidade com relação ao próprio processo de exploração vocacional, o segundo geralmente está associado a uma indecisão generalizada, onde o sujeito apresenta dificuldades em todos os domínios de vida e não somente no sentido vocacional (SANTOS, 2000).

As pessoas passam boa parte de suas vidas trabalhando, sendo que o trabalho sempre foi e continua sendo considerado importante para o desenvolvimento do sujeito. A escolha da carreira a ser seguida não deve ser vista como uma tarefa fácil, pois implica tomar decisões que poderão influenciar o futuro do adolescente. A indentidade vocacional desse jovem vai sendo consolidada no decorrer de sua vida, conforme vai adquirindo consciência de sua personalidade. Dessa forma, o profissional que atua na área de orientação vocacional deve atender as demandas atuais frente às mudanças tanto da sociedade quanto das instituições e das próprias pessoas (ANDRADE, MEIRA e VASCONCELOS, 2002; LASSANCE e SPARTA, 2003).

Bardagi, Lassanci e Paradiso (2003) buscaram investigar trajetórias acadêmicas, satisfação com a escolha profissional e expectativas quanto à orientação profissional com trezentos e noventa e um estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS). Quase 44% dos participantes do estudo relataram que já pensaram em trocar de curso, evidenciando que não estavam preparados quando fizeram a escolha profissional, sendo que as mulheres são as que mais cogitaram evadir do curso escolhido. Foi na ordem de 42% os que declararam ter cogitado desistir ou trocar de profissão já no primeiro ano do curso. Os autores concluem que essa dúvida quanto ao curso escolhido é positiva por um lado, mas negativa por outro, visto que essas dúvidas poderiam ter sido sanadas já no ensino médio, preparando assim o aluno para que fosse capaz de efetuar uma escolha consciente.

A escolha profissional geralmente ocorre em um momento da adolescência em que o jovem precisa abrir mão de projetos antigos e das escolhas fantasistas para enfrentar a realidade (LEVENFUS, 1997). A partir dessa constatação, a maturidade para a escolha da profissão pode compreender duas dimensões: atitudes e conhecimentos. A atitude é formada por três subdimensões que são a determinação, está aponta o quanto o jovem está seguro e determinado em relação à escolha profissional; a responsabilidade, que diz respeito a quanto o jovem se preocupa com a escolha da profissão e por fim a independência, esta reflete o quanto o jovem decide por si só, sem intereferência externa. Já no que tange a segunda dimensão, a de conhecimento, apresenta outras duas subdimensões que são o autoconhecimento, este reflete o quanto o jovem conhece de si próprio, aqui citando Lisboa (1997) “o que sou?”, e o conhecimento da realidade educativa e socioprofissional (NEIVA, 2003).

Lobato e Koller (2003) desenvolveram um estudo que buscou investigar a maturidade vocacional de noventa e oito estudantes de ensino médio, em função de gênero e do sexo, fazendo uso do Inventário Brasileiro de Desenvolvimento Profissional (IBDP). Um dos resultados da pesquisa mostrou que os participantes em geral não estão aptos a realizar as escolhas profissionais, sendo que os homens se mostram mais interessados em planificar suas carreiras enquanto as mulheres buscam mais informações sobre as profissões e estão mais atentas e informadas sobre o mundo do trabalho.

Ribeiro (2003) desenvolveu uma pesquisa com duzentos e cinquenta e dois jovens estudantes do ensino médio em escolas públicas de São Paulo. Esse estudo buscou identificar novas demandas em orientação profissional por parte desses adolescentes. A pesquisa evidenciou que as principais demandas dos jovens estão relacionadas a possibilidades concretas de inserção no mercado de trabalho, visto que são questões que não são acessíveis a eles. O ensino superior ainda continua sendo o alvo da maioria dos alunos de ensino médio, mas é fato que muitos ainda relacionam a conclusão do ensino médio com o ingresso no mercado de trabalho.

Diversos estudos buscam investigar a influência de fatores socioeconômicos na escolha profissional (MARTINS e NORONHA, 2010; BARRETO e VAISBERG, 2007), e apontam que a condição econômica menos favorecida influi de forma direta no processo decisório. Balbinotti, Wiethaeuper e Barbosa (2004) realizaram um estudo com oitocentos e sessenta estudantes do ensino médio e buscaram investigar a existência de diferenças nos níveis de cristalização conforme o sexo, a idade, o ano de instrução e o tipo de escola. A pesquisa não demonstrou significância nas questões de genêro, de idade e o ano de instrução. Já no que se refere ao tipo de escola e a cristalização de preferências profissionais apresentou-se favorável a escolas públicas onde geralmente estão inseridos alunos de mais baixa renda.

Sobral, Gonçalves e Coimbra (2009) apresentaram os resultados de um estudo que buscou relacionar as questões socioeconômicas da família, no que se refere a emprego/desemprego, com a trajetória vocacional dos filhos. Essa pesquisa foi desenvolvida com a participação de trezentos e vinte e sete jovens estudantes de escolas públicas de Portugal. De forma geral, o estudo evidenciou que os filhos de pais desempregados tendem a apresentar um menor grau de investimento vocacional, visto que se sentem mais desmotivados quanto á suas escolhas futuras. Já os filhos de pais empregados demonstram sentir maior confiança, sendo que acreditam que poderão alcançar sucesso profissional.

Bastos (2005) buscou investigar dez egressos de escola pública concluíntes do ensino médio e analisar quais fatores referentes à trajetória educacional e profissional foram determinantes para a sua escolha profissional. Ficou evidenciado que o fato de possuir um maior nível de escolaridade não contribui para que o sujeito consiga ascensão social. A pesquisa apontou a baixa qualidade do ensino médio, não contribuindo dessa maneira para formar o aluno com competências necessárias para ingressar no ensino superior. Nenhuma das escolas pesquisadas apresentou qualquer forma de orientação profissional.

Sparta, Bardagi e Andrade (2005) investigaram características sócio-demográficas e vocacionais em 59 alunos de baixa renda, sendo que boa parte destes jovens já prestaram vestibular e definiram a profissão que irão seguir. As autoras concluíram que não existe uniformidade no nível de exploração vocacional entre esses jovens, podendo estar relacionado com a diferença de idade entre os participantes. Outro resultado do estudo aponta que a questão de genêro não apresenta influências sobre a exploração vocacional.

Ribeiro (2005) estudou a hipótese de que cada adolescente apresenta um projeto de vida escolhido por sua família, podendo assim incluir ou não o estudo universitário. Para tanto, desenvolveu uma pesquisa com cento e cinquenta e cinco estudantes evadidos do curso de psicologia em uma universidade privada. As questões de ordem econômica foram as que mais foram citadas como motivo da evasão escolar. Os resultados também evidenciaram que mais de 70% dos entrevistados desistiram do curso nos três primeiros semestres, indicando assim que o impacto da cultura e da rotina universitária contribui com essa evasão.

Hutz e Bardagi (2006) através de um estudo com 467 adolescentes concluíntes do ensino médio na cidade de Porto Alegre buscaram investigar a influência que os estilos parentais representam sobre a indecisão profissional desses jovens. Os resultados auferidos pela pesquisa atestam que os estilos parentais afetam de maneira significativa na formação de competências essenciais que influenciam a decisão profissional. Dessa forma fica evidente a representação da família nas interações com o jovem e na maneira que o influencia na escolha da profissão que irá seguir, ratificando estudos de Levenfus (1997) que ainda ressalta o papel de superprotetor que os pais representam perante os filhos quanto às escolhas.

Bardagi et al (2006) desenvolveram uma pesquisa na UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul com trezendos e quarenta formandos. Este estudo teve como objetivo investigar a satisfação com a escolha profissonal e as expectativas quanto à entrada no mercado de trabalho. Como resultado da pesquisa, ficaram evidenciadas as dificuldades e as incertezas dos universitários em relação á escolha profissional e à entrada no mercado de trabalho. A partir dos dados coletados, os pesquisadores ressaltaram a importância de existir um planejamento escolar adequado, bem como uma política de formação do aluno, com vistas a apresentar ao discente o mundo profissional de forma mais precoce possível.

Buscando compreender a relação entre a autonomia dos jovens e o tipo de relação existente entre pais e filhos durante o período da adolescência, Reichert e Wagner (2007) proporam um estudo com 168 jovens de 14 e 15 anos em uma escola de ensino particular em Porto Alegre. A pesquisa evidenciou que a figura materna, mesmo não permanecendo a maior parte do dia junto ao filho, é a que estabelece o maior vínculo de intimidade com o jovem contribuindo de forma primordial para a educação do filho. A responsabilidade e o afeto são as dimensões que os jovens consideram mais presentes na relação com os pais, porém, no sentido oposto aparece a falta de controle dos pais sobre os seus atos.

Gonçalves e Coimbra (2007) investigaram que tipo de influência os pais possuem no desenvolvimento vocacional de seus filhos e que tipos de ações intencionais ou não que realizam para apoiar o adolescente no processo de formação vocacional. Salienta-se com o estudo a forte influência materna no processo de escolha vocacional, corroborando a pesquisa de Reichert e Wagner (2007). Essa dependência materna fica ainda mais evidente em países menos escolarizados, onde a figura paterna configura-se de forma apenas ilustrativa.

A família influencia de forma direta no processo de escolha profissinal do adolescente (LEVENFUS, 1997; ALMEIDA e PINHO, 2008; ARRUDA & MELO-SILVA, 2010), porém outro fator é apontado em alguns poucos estudos como decisivo nesse processo: a opinião dos pares/amigos (SANTOS, 2005). Neste sentido, Pereira e Garcia (2007) buscaram analisar as relações de amizade e a possível influência na escolha profissional. Para tanto, realizaram uma pesquisa com noventa e seis jovens estudantes do ensino médio de uma escola particular. O estudo ratificou a influência da família no processo de escolha profissional do adolescente. Existe uma rede de cooperação e troca de informações com os amigos, mas os mesmos não influenciam de forma significativa na decisão profissional do jovem.

Soares et al (2007) através de uma proposta de atividade de orientação profissional com jovens participantes de um curso pré-vestibular popular buscaram sensibilizar esses jovens para o processo de escolha do curso superior e articular a integração dos alunos. A orientação profissional tradicionalmente foi voltada a intervir na escolha do curso superior em classes mais abastadas. Quando perpassa para classes mais populares, fica evidente o quanto as condições de ordem socioeconômica são determinantes no processo de escolha, visto que esse aluno geralmente busca acesso em cursos menos concorridos.

Valore e Viaro (2007) investigaram as expectativas dos adolescentes quanto ao projeto de vida, a relação profissional e a sociedade a partir da fala de estudantes de ensino médio que participavam de um programa de orientação profissional. Mais da metade dos entrevistados, 54,88% respondeu que a estabilidade e a independência financeira são os principais fatores que consideram para escolher a profissão, porém o restante respondeu escolher a profissão considerando fazer o que gosta. Outro fator importante evidenciado pela pesquisa é que boa parte dos entrevistados consideram as questões relacionadas com perspectiva humanitária da profissão como fator de escolha, indo de desencontro á lógica de mercado.

A orientação profissional no Brasil atende um jovem que busca conciliar seus desejos pessoais com o mercado de trabalho, porém volta-se a um público geralmente de classe média ou alta que possui a condição de escolha, diferente do aluno de mais baixa renda que precisa ajudar sua família e trabalha no que lhe é oferecido. Barreto e Vaisberg (2007) investigaram as concepções de estudantes de psicologia, estes futuros orientadores vocacionais, sobre o adolescente em vias de escolha de profissão. As autoras concluem que existe uma grande oferta de cursos superiores, contribuindo dessa forma para a indecisão do adolescente bem como traz questionamentos sobre o papel que os pais e a sociedade representam no sentido de incentivar e preparar esse jovem para fazer suas próprias escolhas.

A fase da adolescência é um momento de escolhas e de construção da identidade. Essas escolhas geralmente vem acompanhadas de muitas dúvidas e incertezas sobre o futuro profissional. Nesse sentido a família se apresenta como fator determinante e influente na escolha profissional do jovem, sendo que ela pode auxiliar ou mesmo dificultar esse processo. Diferentes fatores podem ser observados como determinantes na escolha profissional do adolescente, entre eles pode-se citar o contexto socioeconômico que está inserido, suas crenças, família entre outros. Considerando que a passagem para o mundo adulto e o momento da escolha profissional gera muitas incertezas ao adolescente, o auxílio da família torna-se muito importante para definir a direção a seguir e a dirimir conflitos (ALMEIDA e PINHO, 2008).

Faria, Taveira e Savedra (2008) realizaram uma investigação da exploração e indecisão de carreira com cento e setenta e oito estudantes de úlimo ano do ensino médio em escolas de Portugal. A pesquisa evidenciou um alto nível de espectativas de carreira para ambos os sexos. Já no que se refere à preferência profissional, a grande maioria das alunas buscaram profissões como professora, veterinária e psicóloga, sendo que os alunos preferiram profissões como polícia, engenheiro e desportista. O estudo também verificou que as alunas não se sentem confiantes em conseguir emprego na área preferida, sendo que os alunos se mostraram menos indecisos do que as alunas.

Nunes e Noronha (2009) realizaram uma pesquisa com trezentos e trinta e três alunos estudantes do ensino médio. Essa pesquisa analisou diferenças de média na autoeficácia e suas fontes e nos interesses em função das variáveis de gênero. Como fator de comparação foi selecionado o sexo, o tipo de escola e a série escolar dos participantes. Os resultados apontaram diferença da autoeficácia em função do sexo, sendo que os homens aparecem melhores empregados em ocupações realistas e empreendedoras. A pesquisa também apontou que as séries escolares e o tipo de escola não geraram muitas diferenças.

Cunha e Faria (2009) relatam uma intervenção psicológica com um jovem de 14 anos de idade, estudante do 9º ano de uma escola privada de Portugal. As autoras tinham como objetivo avaliar o efeito da intervenção psicológica vocacional na indecisão e na conduta exploratória. Após analisar os resultados do pré e pós-teste, identificaram uma evolução favorável do nível de idecisão e exploração vocacional. A partir do resultado da intervenção, embasado nos dados empíricos, os profissionais que atuam com orientação profissional podem continuar apostando na consulta psicológica com vistas a auxiliar o adolescente na tomada de decisão.

Santos, Carsoso e Melo-Silva (2009) buscaram caracterizar o perfil sociodemográfico, educacional e clínico de pessoas inscritas no serviço de orientação profissional. A pesquisa evidenciou maior incidência de procura de atendimento por parte do sexo feminino, sendo que esse resultado pode ser explicado por algumas especificidades de genêro, pois as mulheres possuem maior sensibilidade e afetividade. A passagem da intervenção vocacional para a psicoterapia é um momento crítico e que demanda cuidados do orientador, visto que é nesse momento que se deve compreender a inseparabilidade da dimensão vocacional relativamente á dimensões de ordem social.

A construção da identidade é objeto de estudos de diversos autores. Utilizando um instrumento de escala tipo Likert que avalia os estados de identidade, Shoen-Ferreira, Aznar-Farias e Silveira (2009) buscaram verificar os estados de identidade em que se encontravam setecentos e cinquenta e três estudantes do ensino médio de escolas públicas em São Paulo. Uma das descobertas da pesquisa evidenciou que as estudantes apresentam um estado maior de maturidade na construção da identidade em relação ao sexo oposto. Uma das causas desse fenômeno apontada pelas autoras remete ao fato de que as mulheres ingressam na puberdade em média dois anos antes que os rapazes. Uma escolha madura, conforme entendimento de Bohoslavsky (1998) depende de aceitar os conflitos internos e não de negá-los. Passa pela idéia de que o adolescente não deve identificar somente seus próprios gostos e interesses, mas também o mundo exterior, as profissões e as ocupações.

Buscando investigar os interesses profissionais de jovens, considerando o nível educacional e socioeconômico do país, Martins e Noronha (2010) desenvolveram um estudo com cento e onze estudantes do 3º ano do ensino médio de uma escola particular na região Sul do país. Como instrumento, as autoras fizeram uso de um questionário sociodemográfico e a Escala de Aconselhamento Profissional (EAP). Um dos resultados encontrados pela pesquisa apontou correlações significativas para as dimensões “ciências exatas” e “atividades burocráticas” em relação ao número de bens, assim como “ciências biológicas e da saúde” e “ciências humanas e sociais” referindo-se á renda mensal.

 Diversos estudos tem buscado evidenciar o papel que os pais representam no processo de escolha profissional dos filhos (ALMEIDA e MELO-SILVA, 2011; GONÇALVES e COIMBRA, 2007; ANDRADE, 1997; FARIA, PINTO e VIEIRA, 2015). Neste sentido, Noronha e Ottati (2010) desenvolveram um estudo que buscou evidenciar as relações entre os interesses profissionais de 81 jovens estudantes do ensino médio e os níveis educacionais dos pais. Como um dos resultados da pesquisa, ficou constatado que a menor formação acadêmica dos pais pode influenciar o adolescente na busca por formação superior.

A partir dos estudos desses autores fica evidente que a família influencia de forma decisiva no processo de escolha profissional do adolescente. Porém ainda não existem muitas pesquisas que buscam investigar o papel da família no momento da evasão do curso. Bardagi e Hutz (2008) buscaram pesquisar esse assunto. No momento da escolha profissional os pais se mostraram como modelos profissionais, como incentivadores dos estudos e da obtenção do diploma universitário. Os participantes do estudo afirmaram que os pais sempre incentivaram os estudos e indicavam que o curso superior era necessário para conseguir um bom emprego e um futuro profissional. Já no período da evasão, os participantes relataram terem recebido apoio parental. Esse estudo também apontou que a figura materna é citada como mais compreensiva, apoiadora e aberta à comunicação com o filho, estando assim alinhado com pesquisas de Reichert e Wagner (1997) e Ventura e Noronha (2014).

Oliveira-Cardoso et al (2010) realizaram um estudo com vinte e quatro sujeitos durante o período de 2003 a 2006. Essa pesquisa teve como objetivo investigar possíveis benefícios advindos do processo de orientação vocacional/profissonal simultâneo à psicologia. Os autores concluiram que a psicoterapia sendo utilizada de forma concomitante com a orientação vocacional, pode promover e mobilizar os recursos internos dos clientes. O estudo também evidenciou que a integração entre aconselhamento de carreira e aconselhamento pessoal é possível e necessária para que seja possível realizar intervenções eficazes.

Já Coimbra e Fontaine (2010) apresentaram uma pesquisa que foi aplicada com quatrocentos e quarenta e nove estudantes do 9º ano em uma escola de Portugal. O estudo buscou analisar o efeito do gênero e nível socioeconômico sobre os interesesses ocupacionais e quatro dimensões de auto-eficácia: ocupacional, matemática, acadêmica e generalizada. As autoras refletem sobre a possibilidade de influência indireta dos professores no comportamento dos alunos, pois a maneira que eles tratam os alunos pode vir a interferir em suas crenças, sendo que essas intereferem no seu desempenho. Concluem também que os professores não podem ser os únicos responsáveis por minorar as diferenças entre grupos sociais em termos escolares e vocacionais, visto que os próprios pais e outros agentes sociais devem contribuir para diminuir essas desigualdades.

Oliveira e Melo-Silva (2010) realizaram um estudo que buscou descrever o perfil de cento e quarenta alunos concluíntes de cursos de graduação de uma universidade pública e compreender influências das variáveis sociodemográficas e acadêmicas nas suas trajetórias profissionais. A pesquisa demonstrou que os pais que possuem ensino superior intereferem de maneira direta no desempenho dos estudantes. A pesquisa também demostrou que quanto melhor a condição socioeconômica da família, melhores são as condições do adolescente para alcançar sucesso no vestibular.

Um estudo de autoria de Arruda e Melo-Silva (2010) teve como objetivo avaliar a intervenção de carreira e foi realizada em um curso de psicologia em uma universidade pública no Brasil com 77 jovens com idade entre 17 e 24 anos. Os temas “escolha da carreira” e “informações sobre as profissões” foram os mais destacados devido a serem os temas centrais da orientação profissional. Na pesquisa, outro tema que mereceu atenção foi a forte influência da família. Já no que diz respeito à intervenção de carreira, os sujeitos consideraram muito importante o papel da orientação profissonal para acertar na escolha da carreira.

Pocinho et al (2010) realizaram uma pesquisa que visou analisar a influência do gênero, da família e dos serviços de orientação profissional na decisão de carreira com mil e novecentos e trinta alunos concluíntes do ensino médio em escolas de Portugal. Metade dos alunos que participaram do estudo apresentaram dificuldades de escolha profissional, estando alinhado com o número de estudantes portugueses que mudam de curso no primeiro ano de faculdade. Outro resultado evidenciado pelo estudo se refere ao grau de escolaridade dos pais, pois quanto maior esse grau, menor o índice de indecisão profissional do filho.

A busca por orientação profissional geralmente remete a um público adolescente e que está em vias de ingressar na universidade, porém a demanda por este tipo de serviço não está restrita somente a este perfil de pessoa.  Santos e Melo-Silva (2011) proporam um estudo que buscou investigar os motivos pelos quais pessoas adultas buscam orientação profissional e de carreira em um serviço de uma universidade pública com pessoas de 20 a 48 anos. Alguns dos achados da pesquisa apontam que entre os adultos, existe uma maior preocupação referente ao rearranjo do planejamento da carreira, sendo que logo após aparece a preocupação com a definição de um curso superior.

Gamboa, Paixão e Jesus (2011) elaboraram um estudo que buscou descrever uma intervenção vocacional de preparo e apoio ao processo de estágio e analisar o possível impacto na exploração vocacional dos adolescentes nas seguintes dimensões: “exploração de si próprio”, “exploração do meio”, “exploração sistemática e intencional” e “quantidade de informação”. A intervenção vocacional teve impacto positivo e significativo nas dimensões “exploração de si próprio” e “exploração do meio”, ficando evidente que uma breve intervenção vocacional pode apresentar resultados importantes na atividade exploratória dos alunos.

Diversos estudos reconhecem a importância da família na construção da identidade vocacional do sujeito (SOARES-LUCCHIARI, 1997; HUTZ e BARDAGIR, 2006; REICHERT e WAGNER, 2007; ALMEIDA e MAGALHÃES, 2011). O processo de escolha profissional se sobrepõe a fatores tanto de ordem social quanto individual, pois envolvem influências do meio familiar, do mundo do trabalho e de maneira mais ampla no campo social, político, econômico e cultural. Todos esses agentes influenciam e são influenciados pela trajetória vocacional humana (ALMEIDA e MELO-SILVA, 2011).

Barbosa e Lamas (2012) analisaram um projeto de orientação profissional transversal ao currículo escolar avaliando a participação dos professores e as implicações da intervenção no comportamento vocacional dos alunos do segundo ano do ensino médio. Constatou-se que aumentou de forma significativa o número de docentes que realizaram atividades referentes a escolha profissional de forma trasversal ao currículo. Outro resultado apresentado pelo estudo enfatiza que grande parte dos participantes da pesquisa mencionou como opções profissionais as carreiras que exigiam diploma de curso superior.

A condição socioeconômica do adolescente pode influenciar na escolha profissional, sendo que o jovem pertencente a famílias mais abastadas pode escolher profissões mais dispendiosas (MARTINS e NORONHA, 2010). Realizando uma pesquisa com cinquenta e quatro estudantes de um curso pré-vestibular, todos eles participantes de um programa de orientação profissional, Valore e Cavallet (2012) buscaram identificar, entre outros objetivos, quais as dificuldades que estes jovens encontravam nesse momento de decisão. Dessa amostra, 71% ainda não tinham definido uma escolha profissional, mesmo estando a apenas seis meses da inscrição para o vestibular. A grande maioria desses jovens apontou a falta de informação sobre o curso e o mercado de trabalho como fator importante de indecisão.

O estudo da identidade ocupacional pode ser considerado como uma fase importante do desenvolvimento humano, visto que é extremamente relevante a decisão sobre o fazer profissional: a adolescência (LISBOA, 1997). Considerando que a orientação profissional busca compreender quais variáveis intereferem na tomada de decisão, Noronha e Mansão (2012) propuseram um estudo que buscou investigar as relações existentes entre os interesses profissionais e os afetos, tanto positivos quanto negativos. Participaram da pesquisa quinhentos e vinte e nove alunos de escolas públicas e particulares. Foram encontradas poucas associações entre interesses profissionais e afetos.

Dias e Soares (2012) realizaram um estudo com quatorze formandos de uma universidade brasileira. Nesse ensaio, as autoras buscaram estabelecer a relação entre a escolha profissional no direcionamento de carreira. O termo “mercado de trabalho” desperta no adolescente sentimentos de ansiedade e insegurança, assim sendo, estratégias que visam preparar o aluno com mais cursos e estágios pode ajudar a enfrentar esse momento de indecisão.  Os alunos formandos passam por fases em que as escolhas são meramente transitórias e vão desenvolvendo novos interesses e objetivos, denotando assim possibilidades peculiares de inovação na área de orientação profissional com o objetivo de auxiliar o jovem a escolher sua carreira.

Magalhães e Alvarenga (2012) desenvolveram um estudo que buscou investigar possíveis relações entre estilo parental, indecisão vocacional e instabilidade de metas com a participação de cento e noventa e nove estudantes de escolas públicas no sul do Brasil. É nesta passagem pela adolescência, no momento em que ocorrem diversos conflitos com a família (ANDRADE, 1997), que o sujeito precisa tomar decisões que irão determinar o seu futuro profissional. Ficou evidenciado a partir da pesquisa que os estilos parentais influenciam a capacidade de estabelecer metas, que por sua vez impacta a decisão de carreira.

Sarriera, Paradiso, Schutz e Howes (2012) por sua vez, buscaram comparar possíveis diferenças na integração à universidade de duzentos e setenta e três estudantes de três universidades e identificar o perfil dos estudantes de cada instituição. A maior interação do estudante com o ambiente universitário foi apontado com relevante para promover a sua inserção à universidade. Os autores também concluem que a universidade deve oferecer uma maior atenção áqueles alunos que desenvolvem outras atividades paralelas ao curso, visto que são esses alunos que demonstram maior dificuldade para dar conta das atividades acadêmicas.

Faria (2013), por sua vez, buscou investigar como a condição de emprego e desemprego dos pais influencia a construção de projetos vocacionais do adolescente, considerando suas crenças, comportamentos e reações afetivas de exploração vocacional relacionando com sua capacidade de tomada de decisão vocacional. Participaram desse estudo trezentos e vinte e um estudantes portugueses que frequentavam o último ano do ensino médio. Um dos resultados da pesquisa apontou que os adolescentes que tinham pais desempregados apresentaram um grau menor de exploração vocacional, dificuldades em se comprometer com um objetivo profissional e muita ansiedade.

Alonso e Melo-Silva (2013) buscaram avaliar processos e resultados de uma intervenção em orientação profissional que foi desenvolvida com trinta e três ex-estagiários de uma universidade pública. A avaliação do atendimento foi realizada nas dimensões das condições oferecidas pelo serviço, o processo e os resultados alcançados com a interevenção. As condições oferecidas pelo serviço foram consideradas adequadas. O estudo evidenciou a influência da família na escolha profissional e a ocorrência do desenvolvimento da maturidade profissional a partir da intervenção proposta.

Manaia et al (2013) realizaram uma intervenção com vinte e dois adolescentes e dois coordenadores com o objetivo de facilitar as decisões de carreira e promover a discussão sobre a influência familiar na escolha profissional. Segundo os autores a família continua exercendo poder de influência no processo de decisão profissional, haja vista que no estudo os adolescentes afirmaram que tinham muito medo de não serem aprovados no vestibular e gerar frustação para a sua família. Os participantes da pesquisa também relataram a angústia de escolherem uma carreira e virem a se arrepender depois, bem como o medo de optar por uma profissão que não lhes ofereça um salário esperado.

Os pais geralmente acabam por influir tanto de forma direta quanto indireta no processo de escolha profissional do adolescente, sendo que podem influenciar de forma positiva, servindo de referência ou de forma negativa, dizendo até mesmo para o filho não seguir os seus passos (SOARES-LUCCHIARI, 1997). Oliveira e Dias (2013) buscaram investigar a influência dos pais na escolha profissional, a partir da ótica dos genitores. Os pais compreendem a importância e a delicadeza da escolha profissional, porém reconhecem não saber como se portar nesse momento decisivo na vida de seus filhos, pois afirmam que não interferem no processo de tomada de decisão. Os pais relataram que, pelo fato de os filhos morarem na mesma casa no decorrer da graduação, acabaram por participar de forma mais ativa no decorrer do curso, sendo que aqueles que possuiam conhecimento na área de estudo do filho, acabavam até por sugerir alguma leitura.

A pouca informação do adolescente, a falta de maturidade e o nível socioeconômico são variáveis importantes quando se aborda a questão da indecisão profissional. Considerando a questão de gênero, Shimada e Melo-Silva (2013) desenvolveram um estudo com trezentos e setenta e três jovens, com idade entre quatorze e vinte e um anos, procedentes de escolas públicas. Essa pesquisa teve como objetivo avaliar os interesses profissionais entre participantes do sexo feminino. O estudo evidenciou um maior interesse com atividades relacionadas a literatura e maior rejeição com atividades caracterizadas pela organização e racionalidade.

Fernandes, Gonçalves e Oliveira (2014) adaptaram a Escala de Exploração e Investimento Vocacional (EEIV) em mil e quatrocentos e sessenta e um estudantes com idade entre quatorze e vinte e quatro anos em escolas públicas e privadas. A questão de genêro é bastante discutida entre os que a estudam, sendo que alguns autores não encontram diferenças entre os sexos no desenvolvimento vocacional (NEIVA, 2003), já outros, alinhados com os resultados deste estudo, apontam evidências de que o fator de genêro é determinante no sentido da escolha profissional, visto que as mulheres apresentam níveis mais elevados de ansiedade, indecisão, depressão e insegurança (HUTZ e BARDAGI, 2006).

A escolha de uma profissão se apresenta em um momento da vida do adolescente onde ele está se redescobrindo e construindo sua identidade vocacional (LUCCHIARI, 1993). A identidade vocacional não irá aflorar ao final do processo de orientação vocacional e deverá levar ainda muitos anos para que isso ocorra (BOHOSLAVSKY, 1998). Com o objetivo de verificar a predição de crenças de autoeficácia com base no suporte familiar, Ventura e Noronha (2014) aplicaram uma pesquisa com cento e quarenta e dois jovens estudantes do ensino médio de escola pública. O estudo sugere que os jovens conseguem escolher a profissão de forma autônoma. Outro resultado advindo da pesquisa revela que o adolescente considera a figura materna como ponto de apoio afetivo e incentivo à sua autonomia, corroborando assim Reichert e Wagner (1997).

Veriguine, Basso e Soares (2014) relatam uma intervenção realizada com quinze jovens de baixa renda que participavam do Programa Primeiro Emprego. A condição econômica e as relações de trabalho influenciam fortemente a noção de mercado de trabalho de cada sujeito. Alguns jovens planejam suas vidas buscando um salário alto, estabilidade na carreira, uma vida tranquila e sem o trabalho pesado. Porém, diferentemente do que sonham, geralmente acabam trabalhando em profissões que rendem baixos salários, que exigem muito esforço e acabam por serem excluídos socialmente.

Junqueira e Melo-Silva (2014) investigaram a questão da maturidade para a escolha da carreira. Participaram do estudo setecentos e quarenta e oito jovens com idades entre quatorze e vinte e um anos, sendo que foram considerados o perfil sociodemográfico e sua evolução após a intervenção. Um dos resultados apresentados pela pesquisa evidenciou que os jovens que buscam por orientação profissional necessitam de intervenção no que se refere ao desenvolvimento da maturidade, principalmente nas dimensões “determinação”, “autoconhecimento” e “conhecimento da realidade”.

A influência parental foi objeto de estudo de Faria, Pinto e Vieira (2015). As autoras buscaram analisar os estilos parentais a partir da percepção de duzentos e noventa e seis jovens estudantes de Portugal e os seus níveis de exploração vocacional. As questões de gênero novamente são apontadas como relevantes, visto que as participantes do sexo feminino apresentam maiores crenças em como o autoconhecimento e a exploração do mundo acadêmico e profissional pode vir a contribuir em sua carreira profissional. Os alunos que apontam seus pais como mais exigentes se relacionam melhor com os níveis de exploração vocacional.

Considerando a variável sexo, tipo de escola e nível socioeconômico, Melo-Silva e Teixeira (2015) buscaram analisar a confiança com que duzentos e quarenta e um adolescentes de duas escolas lidam com tarefas de desenvolvimento de carreira. A variável sexo não apresentou diferença significativa na percepção da autoeficácia em desenvolvimento de carreira. Os jovens de nível socioeconômico mais elevado apresentam uma maior capacidade de planejar suas carreiras, corroborando assim estudos de Balbinotti, Wiethaeuper e Barbosa (2004).

5. Considerações Finais

Este artigo apresentou uma revisão sistemática da literatura referente à indecisão profissional, os fatores que influenciam a tomada de decisão e qual o papel que representa a orientação profissional no sentido de auxiliar o jovem na busca do autoconhecimento. A procura por artigos ocorreu através das plataformas Scielo e Periódicos CAPES, sendo que cinquenta e sete foram selecionados para compor o estudo. A grande maioria dos artigos, cinquenta e cinco, foram oriundos de revistas científicas brasileiras, todos relacionados à área da psicologia.

A adolescência é um período de construção da identidade vocacional (ANDRADE, MEIRA e VASCONCELOS, 2002) e de passagem para a vida adulta. Esse período, permeado de volatilidade, de incertezas e de inseguranças, alcunhado assim por Bauman (2003) de “modernidade líquida”, é um período no qual o adolescente precisa tomar importantes decisões que deverão impactar em sua vida profissional (BOHOSLAVSKY, 1998). Diversos são os fatores que influenciam a sua tomada de decisão, alguns com menor, outros com maior impacto.

Foi evidenciado que a família aparece como o fator de maior influência na escolha profissional do sujeito (LEVENFUS, 1997; ALMEIDA e PINHO, 2008; ARRUDA e MELO-SILVA, 2010; MAGALHÃES e ALVARENGA, 2012; ALONSO e MELO-SILVA, 2013), sendo que a figura materna é apontada como a que mais influencia o processo de decisão do filho (REICHERT e WAGNER, 2007; GONÇALVES e COIMBRA, 2007; BARDAGI e HUTZ, 2008 e VENTURA e NORONHA, 2014). O adolescente que possui pais desempregados apresenta um menor grau de exploração vocacional (FARIA, 2013), porém pode vir a influenciar de forma positiva na busca por curso superior (NORONHA e OTTATI, 2010). 

O estudo mostrou que a condição socioeconômica é apontada por diversos autores como fator determinante no processo de escolha profissional (MARTINS e NORONHA, 2010; BARRETO e VAISBERG, 2007; MELO-SILVA e TEIXEIRA, 2015), pois os adolescentes que possuem uma condição econômica mais abastada apresentam uma melhor condição de escolha da profissão, diferentemente do adolescente de renda mais baixa, que geralmente acaba por não ter a oportunidade de escolher a profissão. Esse momento de escolher o curso superior é um período de incertezas e angústias, pois além da existência desses fatores emocionais, o adolescente enfrenta outro desafio que é a forte competição entre os candidatos, visto que não existem vagas para boa parte dos alunos interessados (OLIVEIRA, 2000).

Foi possível entender que o adolescente passa por um período de sua vida de consolidação da identidade, de afirmação, o saber “quem sou eu” se confunde com o “que sou eu”? É geralmente nessa fase escolar que precisa definir o caminho profissional que vai seguir, sendo que esta decisão deverá impactar toda sua vida profissional.

Por fim, o estudo demonstrou que a dicotomia entre o que a universidade oferece e o mercado de trabalho, apresenta uma visão distante da realidade que geralmente provoca a evasão dos alunos de alguns cursos universitários ou a busca em massa de outros. Assim sendo, o sistema de orientação profissional poderia ocupar lugar de destaque no meio acadêmico auxiliando o adolescente a efetuar suas escolhas de maneira consciente, mas não é o que geralmente ocorre, visto que a orientação profissional ainda nem faz parte das grades curriculares da grande maioria das escolas brasileiras.

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1. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional – PPGDR. Faculdades Integradas de Taquara – Faccat – Taquara – RS – Brasil. Email: Jacques.grings@gmail.com

2. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional – PPGDR. Faculdades Integradas de Taquara – Faccat – Taquara – RS – Brasil. Email: carlosfernandojung@gmail.com


Revista ESPACIOS. ISSN 0798 1015
Vol. 38 (Nº 15) Año 2017

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