1. Introdução
A Ilex paraguariensis Saint Hilaire (Aquifoliacea) é uma planta amplamente conhecida na
América do Sul como erva mate. É uma erveira consumida tradicionalmente nas regiões sulinas do Brasil, na
forma de infusão ou chimarrão, sendo muito apreciada pelo seu sabor característico que distingue das outras
bebidas.
A erva mate apresenta composição química complexa, contém metilxantinas, saponinas, taninos, vitaminas,
componentes minerais, substâncias aromáticas, ácidos graxos, terpenos, álcoois, cetonas, aldeídos, fenóis,
entre outros. Possui em sua composição 11 glicosídeos e estão presentes também alcalóides como a cafeína,
teofilina e teobromina, sendo estes os componentes mais interessantes sobre o ponto de vista farmacológico e
terapêutico. São eles responsáveis pelas propriedades estimulantes do mate (Jacques, 2005).
O mate vem sendo explorado industrialmente devido sua capacidade de produção de bebidas estimulantes,
destacando seu potencial no combate a oxidação lipídica celular, por ser considerado um extrato vegetal rico
em antioxidantes.
Nessa amplitude, destacam-se os extratos secos e chás, os quais têm sido impreterivelmente empregados nas
dietas alimentares devido ao seu alto teor de compostos fenólicos, ou seja, substâncias antioxidantes que
minimizam a oxidação e envelhecimento das células, contribuindo na redução de comorbidades metabólicas
associadas à gordura visceral e obesidade.
Comunidades científicas demonstram a questão do consumo do extrato de erva mate, como produto terapêutico,
propiciando uma significativa redução no perfil lipídico, nas concentrações séricas de colesterol total e LDL-
colesterol e pelo seu efeito hipoglicemiante, devido a sua alta capacidade antioxidante. Tais estudos postulam
os diversos compostos bioativos encontrados na planta Ilex paraguariensis St. Hil., os quais auxiliam
no combate ao processo de envelhecimento celular, protegendo o organismo contra diversas patologias associadas
ao excesso de peso corpóreo (Ballus, 2008; Bracesco et al, 2010)
A erva-mate apresenta altos conteúdos de cafeína, porém é observada a ocorrência de grandes variações nos
valores desse composto. Diversos fatores afetam o teor da cafeína como os aspectos genéticos, método e
condições de cultivo, idade da planta, época de colheita, tipo de processamento e metodologia de análise.
Linhares e Lima (2006) afirmam que a cafeína é uma substância ergogênica muito utilizada por praticantes de
atividades físicas, previamente à realização de exercícios físicos, com o objetivo de diminuir a fadiga
muscular e, consequentemente, aprimorar o desempenho físico, sobretudo em atividades de longa duração. A
cafeína tem efeito sobre sistema nervoso central, acelera a entrada de oxigênio nos pulmões, aumenta a
velocidade do metabolismo e acelera o batimento cardíaco.
Recentemente, a cafeína tem sido muito utilizada de forma aguda, antes da prática de exercícios de natureza
aeróbia e anaeróbia, com o objetivo de protelar a instalação do processo de fadiga e, consequentemente,
aprimorar a performance atlética (Altimare et al., 2010).
Diante do conhecimento dessas informações, o principal objetivo geral da pesquisa foi averiguar o efeito no
rendimento físico após a ingestão de erva mate (Ilex paraguariensis St. Hil.) em adultos fisicamente
ativos.
2. Materiais e Metódos
2.1 Delineamento do Estudo
2.1.1. Método
Na presente pesquisa utilizou-se o método dedutivo, onde o raciocínio parte do geral para o específico.
Contudo, do ponto de vista da natureza, a pesquisa é aplicada. Na forma de abordagem do problema, busca-se por
dados quantitativos.
No entanto, em relação aos objetivos sugeridos, o estudo buscou por dados exploratórios.
2.1.2 População de estudo
Participaram da presente pesquisa, inicialmente, 20 indivíduos, de ambos os sexos, de qualquer etnia e nível
socioeconômico, na faixa etária dos 18 a 50 anos de idade. No decorrer da pesquisa, houve a desistência de 04
participantes devido ao fato dos mesmos terem desistido dos treinos da academia.
2.1.3 Critérios de inclusão na amostra
Os critérios de inclusão foram:
- Participantes com idade entre 18 e 50 anos;
- Não tabagistas;
- Não etilistas;
- Disponibilidade para encontros com os pesquisadores;
- Indivíduos que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
2.1.4. Critérios de exclusão da amostra
Foram excluídos da amostra:
- Indivíduos menores de 18 anos de idade;
- Indivíduos tabagistas;
- Indivíduos etilistas;
- Portadores de hipertensão arterial;
- Indivíduos intolerantes a Ilex paraguariensis;
- Indivíduos intolerantes a cafeína e seus derivados;
- Indivíduos com tratamento medicamentoso da obesidade;
- Mulheres em período gestacional;
- Indivíduos que se recusaram a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
3. Coleta de Dados
3.1 Instrumento utilizado
Por ser considerado como um dos instrumentos comumente utilizados para coletar dados em um sistema de
pesquisa, foi feito o uso de um questionário para a obtenção da coleta de dados no presente estudo.
O questionário está no formato de anamnese direcionado para atletas a qual se compõe de questões fechadas
subdivididas quanto a dados pessoais, dados antropométricos e investigação dos hábitos alimentares do
voluntário e dados a respeito do treinamento físico.
Avaliação do estado nutricional
A fim de avaliar o estado nutricional, bem como investigar os hábitos alimentares dos participantes da
pesquisa, foi utilizada a anamnese adaptada ao atleta, considerando todos os achados clínicos que influenciam
no quadro atual do indivíduo com o objetivo de estabelecer um diagnóstico nutricional conclusivo e
personalizado.
Além disso, foram avaliadas as seguintes medidas antropométricas: peso corporal total, índice de massa
corporal (IMC) e circunferência da cintura em centímetros.
O peso dos atletas foi verificado com uma balança digital, da marca Tanina modelo BC 554 Modelo Aironman e a
circunferência de cintura foi aferida com fita métrica inelástica, três centímetros acima da cicatriz
umbilical. Para a realização das medidas antropométricas os participantes usavam roupas leves, sem calçados ou
outros adornos, a fim de que não houvesse interferência na avaliação.
Para a análise dos resultados de medidas antropométricas e rendimento físico foram calculados média e
desvio padrão. Os mesmos foram expressos em gráficos e tabelas.
Avaliação do rendimento físico
Com o objetivo de avaliar o rendimento físico e agilidade dos atletas, foi utilizado o Teste de Shuttle
Run, com a utilização de dois blocos de madeira, um cronômetro e espaço livre de obstáculos. Para
realizar o teste o atleta se posiciona com um dos pés, o pé anterior, mais próximo possível da linha de saída.
O início do teste se dá com a voz de comando: "Atenção! Já!", sendo acionado ao mesmo tempo o
cronômetro. O atleta inicia a prova, correndo à máxima velocidade até os blocos equidistantes da linha de
saída que ficam à 9 metros e 14 centímetros, pega um deles e retorna ao ponto de onde partiu, depositando esse
bloco atrás da linha de partida. Em seguida, continua correndo e vai em busca do segundo bloco, procedendo da
mesma forma. O cronômetro é parado quando o atleta coloca o último bloco no solo e ultrapassa com pelo menos
um dos pés a linha final. Ao pegar ou deixar o bloco, o atleta terá que transpor pelo menos um dos pés as
linhas que limitam o espaço demarcado. O bloco não deve ser colocado ao solo e não jogado.
3.2 Erva mate utilizada nos suplementos
A erva mate (Ilex paraguariensis St. Hil) utilizada para a presente pesquisa foi gentilmente doada
pela empresa Bitumirim – Indústria e comércio de erva mate LTDA do município de Ivaí, estado do Paraná na
forma de extrato seco. O extrato foi encapsulado em cápsulas de 250 mg em uma farmácia de manipulação na
cidade de Ponta Grossa-Pr.
Distribuição das cápsulas e orientações
As cápsulas foram distribuídas após a realização da avaliação antropométrica e dos testes de agilidade.
Os participantes da pesquisa foram divididos em dois grupos, o Grupo Placebo (n=8), para o qual foram
distribuídas cápsulas sem princípio ativo e o Grupo Erva-Mate (n=8), que ingeriram as cápsulas de erva-mate
(Ilex paraguariensis St. Hil).
Para o Grupo Placebo, foi entregue um frasco de polietileno atóxico, contendo 120 cápsulas de substância
placebo com 250 mg. E para o Grupo Erva Mate também foi fornecido um frasco de polietileno atóxico, com 240
cápsulas de 250 mg do extrato seco da erva mate (Ilex paraguariensis St. Hil) acondicionadas com
antiumectante (dióxido de silício).
Os participantes do Grupo Erva Mate foram orientados a ingerir regularmente a dose de 4 cápsulas de 250 mg do
princípio ativo (Ilex paraguariensis St. Hil), sendo duas cápsulas 1 hora após o desjejum e duas
cápsulas antes do exercício físico, totalizando 1000 mg/dia. Para os pacientes do Grupo Placebo, a orientação
foi a mesma, porém com a única diferença de ingerirem 1 cápsula 1 hora após o desjejum e 1 cápsula antes do
exercício físico, ao invés de duas cápsulas.
Durante os 60 dias, os participantes foram instruídos a manter uma alimentação equilibrada e receberam
orientações de como montar um prato saudável. Além disso, foi fornecido um cardápio elaborado com base no
Gasto Energético Total (GET) específica para cada atleta. A média do GET de todos os atletas participantes da
pesquisa foi de 3.398,16 calorias.
O cardápio continha as seis refeições, subdivididas em desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde,
jantar e ceia. Todos também receberam uma lista de substituições de alimentos baseada nos grupos alimentares.
3.3 Comitê de ética
Todos os participantes concordaram com o protocolo de pesquisa proposto, o qual foi aprovado pelo Comitê de
Ética em Pesquisa do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (CEP/CESCAGE) sob número de protocolo
1036/CEP.
4. Resultados e Discussão
Toda a análise e discussão dos resultados será apresentada dividida nos dois grupos participantes da
pesquisa, os quais são denominados Grupo Placebo e Grupo Erva Mate.
As avaliações antropométricas e o teste de agilidade foram realizadas em duas etapas. A primeira foi no dia
da entrega do suplemento e a segunda sessenta dias após os atletas ingerirem as cápsulas, em ambos os grupos.
4.1 Perfil da Amostra
Caracterização dos participantes
A pesquisa foi realizada em uma academia na cidade de Ponta Grossa/PR com atletas praticantes de Muay Thai.
O Muay Thai é uma luta originária da Tailândia, sendo que esta luta é o esporte nacional, tornando-a a maior
potência desse esporte no mundo. O Muay Thai exige forte preparação física, agilidade, capacidade de realizar
movimentos rápidos com mudança de direção em sentido. Ainda de acordo com os autores, os principais
influenciadores na performance são a força, velocidade, flexibilidade e coordenação (Silva e Martins, 2011).
Os atletas participantes do estudo praticavam Muay Thai 3 ± 1,2 vezes em média por semana. Participaram da
presente pesquisa, inicialmente, 20 indivíduos, de ambos os sexos, de qualquer etnia e nível socioeconômico,
na faixa etária dos 18 a 44 anos de idade, sendo a idade média de 25 ± 7 anos. No decorrer da pesquisa, houve
a desistência de 04 participantes devido ao fato dos mesmos terem desistido dos treinos da academia.
Os resultados apresentados se referem aos dados de 16 atletas, sendo dividido em dois grupos, o Grupo Placebo
e Grupo Erva Mate.
No Grupo Placebo, dos oito participantes três são do sexo feminino e cinco do sexo masculino; no Grupo Erva
Mate duas pessoas são do sexo feminino e seis do sexo masculino.
Variação do peso dos atletas
A média da variação de peso para os dois grupos (Placebo e Erva Mate) é apresentada no Gráfico 01.

GRÁFICO 01 – Variação do peso médio dos atletas
FONTE: Dados coletados em uma academia na cidade de Ponta Grossa/PR, 2012.
Com relação aos atletas do Grupo Controle, o peso médio inicial era de 75,2 kg, ± 16,55 kg, e após os
sessenta dias o peso médio reduziu para 73,81 kg, ±15,80 kg, representando redução de 1,8% do peso corporal
total. E o Grupo Experimental tinha peso médio inicial de 82,2 kg, ± 20,59 kg reduzindo para 80,4 kg, ±20,07
kg, o que representa redução de 2,22% do peso corporal total.
Como pode ser observado no Gráfico 01, a variação de peso entre os dois grupos foi similar, ocorrendo em
termos percentuais uma redução um pouco maior de peso dos atletas que ingeriram a cápsula de erva mate.
Pedroso et al. (2010) conduziu um estudo com ratos, no qual o extrato aquoso da erva mate não interferiu
significativamente na redução do peso corporal durante 8 semanas de intervenção. Entretanto, identificou-se um
efeito redutor considerável na quantidade de gordura abdominal presentes nos animais da linhagem
Wistar.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2006) no artigo "Perda de Peso: Tratamentos
Heterodoxos e Suplementos Nutricionais", o efeito da cafeína testada isoladamente não apresentou diferença
significativa na redução de peso em relação ao placebo.
Por outro lado, Arçari (2009), em sua pesquisa com camundongos durante 8 semanas observou que a infusão de
erva mate promoveu a redução de peso corpóreo, enfatizando que os animais tiveram significativas modificações
sobre o peso corporal.
Circunferência de cintura
O Gráfico 2 demonstra a variação da circunferência de cintura média dos atletas, em centímetros, no qual se
constata uma sensível redução na circunferência de cintura, principalmente no grupo Erva Mate.

GRÁFICO 02 – Variação da circunferência de cintura média dos atletas (em
centímetros)
FONTE: Dados coletados em uma academia na cidade de Ponta Grossa/PR, 2012.
A circunferência média de cintura do Grupo Placebo reduziu de 85,63 ± 12,37 cm para 82,88 ± 11,32 cm,
correspondendo a uma redução de 3,21%. Por outro lado, os participantes do Grupo Erva Mate apresentaram uma
maior redução em relação ao Grupo Placebo, a qual correspondeu a 4,90%, sendo que na avaliação inicial a
circunferência média de cintura era de 88,06 ± 12,67 cm reduzindo para 83,75 ± 13,38 cm após sessenta dias
ingerindo as cápsulas de erva mate.
Pedroso et al. (2010) encontrou resultados significativos na redução de gordura abdominal no estudo
realizado com ratos da linhagem Wistar. Segundo esses autores, há basicamente quatro hipóteses para
os resultados encontrados:
A primeira seria em relação à propriedade estimulante da erva-mate. Devido a sua composição de metilxantinas
[...], há um possível aumento do gasto energético dos animais tratados, fazendo com que, assim, os ratos
utilizem substratos lipídicos do tecido adiposo abdominal para gerar energia exigida pelo efeito estimulante
das metilxantinas. A segunda hipótese concentra-se na capacidade lipolítica da cafeína, substância encontrada
na erva-mate. A capacidade de lipólise da cafeína poderia ser uma das responsáveis pela diminuição da gordura
abdominal dos animais tratados em relação ao grupo-controle. A terceira hipótese é de que os resultados foram
obtidos por causa dos efeitos da saponina, que já foi relacionada anteriormente com a diminuição da absorção
intestinal de lipídios, através da inibição da atividade da enzima lípase pancreática [...]. Com uma menor
absorção intestinal dos lipídios ingeridos pela dieta, poderia promover uma maior mobilização de lipídios do
tecido adiposo abdominal para gerar energia, por exemplo, o que diminuiria a quantidade de gordura abdominal.
A quarta hipótese baseia-se nos dados encontrados por Pang et al. [...] de diminuição do volume dos adipócitos
do tecido adiposo visceral. Neste trabalho, encontrou-se uma diminuição dos níveis séricos de leptina dos
ratos tratados com Ilex paraguariensis. Essa diminuição do volume dos adipócitos foi considerada responsável
pela alteração nos níveis de leptina.
Ainda, Pedroso et al. (2010) conclui que a diminuição significativa da quantidade de gordura abdominal
estaria relacionada à presença de saponinas e metilxantinas no extrato de erva-mate.
Teste de Agilidade
Foi utilizado o Teste de Shuttle Run, teste de agilidade, aplicado com a finalidade de avaliar se
houve melhora no rendimento físico e agilidade dos atletas após os sessentas dias de ingestão das cápsulas de
erva mate (Ilex paraguariensis St. Hil). Os resultados obtidos são apresentados no Gráfico 03.

GRÁFICO 03 – Tempo do teste de agilidade (em segundos).
FONTE: Dados coletados em uma academia na cidade de Ponta Grossa/PR, 2012.
No Grupo Erva Mate houve a maior redução no tempo de duração do teste de agilidade, reduzindo o tempo médio
de 11, 88 ± 1,41 segundos na primeira aferição para 9,39 ± 0,73 segundos após sessenta dias, correspondendo a
redução de 20,95%.
Já no Grupo Placebo a redução foi menor, de apenas 12,30%, partindo de 11,69 ± 0,73 segundos para 10,25 ±
1,60 segundos após sessenta dias.
Estudos têm demonstrado que a ingestão de cafeína resulta num aumento da força muscular acompanhado de uma
maior resistência à instalação do processo de fadiga muscular. Acredita-se que tal processo está relacionado a
ação direta da cafeína no sistema nervoso central, acelerando a entrada de oxigênio nos pulmões, fazendo com
que a velocidade do metabolismo aumente, bem como acelerando os batimentos cardíacos (Linhares e Lima, 2006).
Acredita-se que a cafeína possua mecanismos de ação central e periférica, capaz de excitar ou restaurar as
funções cerebrais e bulbares, além de desencadear alterações metabólicas e fisiológicas as quais melhoram o
desempenho atlético (Altimare et al., 2006).
Nogueira et al (2011) conclui que o efeito da cafeína na performance dos exercícios se deve, provavelmente, à
diferença na percepção do cansaço. A cafeína tem um papel ergogênico no desempenho do exercício alterando a
percepção do esforço e da disponibilidade física. Os indivíduos que foram submetidos à cafeína relataram maior
disposição para a prática de exercícios físicos e diminuição da sensação de esforço.
Os trabalhos encontrados apontam a cafeína como um eficiente agente ergogênico em exercícios de diferentes
naturezas, tanto em exercícios aeróbios e anaeróbios, sendo utilizada com a finalidade de protelar a fadiga e,
em consequência, melhorar o desempenho físico (Altimari, 2010).
5. Conclusão
Por meio dos resultados obtidos com este estudo, que teve como objetivo averiguar o efeito no rendimento
físico após a ingestão de erva mate (Ilex paraguariensis St. Hil.) em adultos fisicamente ativos, foi
possível concluir que após os sessenta dias utilizando cápsulas do extrato seco de erva mate, os atletas
pesquisados apresentaram redução do peso corporal e cintura corporal maior quando comparados ao grupo que usou
placebo. Além disso foi possível comprovar o efeito ergogênico do extrato seco de erva mate em atletas
praticantes de Muay Thai.
Em relação a variação de peso entre o Grupo Erva Mate e o Grupo Placebo a variação foi similar, mas em termos
percentuais observou-se maior redução de peso dos atletas que ingeriram a cápsula de erva mate.
A avaliação da circunferência de cintura demonstrou que os indivíduos que ingeriram as cápsulas da erva mate
tiveram maior redução em relação ao grupo placebo, possivelmente devido ao efeito termogênico da cafeína
presente no extrato seco de erva mate.
Observou-se também que o maior benefício obtido com a ingestão da erva mate ocorreu na redução do tempo do
teste de agilidade, constatando-se o eficiente efeito ergogênico da cafeína, que melhora a capacidade física
protelando o processo de fadiga muscular e consequentemente melhorando o desempenho físico.
Enfim, constatou-se com este trabalho os efeitos favoráveis do consumo do extrato seco da erva mate em
indivíduos fisicamente ativos (Ilex paraguariensis St. Hil).
Tais conclusões ressaltam que a fitoterapia tem uma afinidade com a área de nutrição, pois ambas se
interrelacionam para promover a saúde e bem-estar das pessoas através de fontes naturais.
6. Referências
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permitida?; Niterói, Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 314 p.
Altimari, L. R., Moraes, A. C., Tirapegui, J., Moreau, R. (2006); Caffeine and performance in anaerobic
exercise; Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, 17 p.
Arçari, D. P. (2009); Efeitos biológicos do consumo de chá-mate (Ilex
paraguariensis) frente à obesidade em camundongos; São Paulo, Dissertação de mestrado Universidade de
São Paulo, 74 f.
Ballus, C. A. (2008); Erva-mate: uma importante fonte de compostos bioativos; Porto Alegre, Informativo
Conselho Regional de Química n. 106, 6 p.
Bracesco, N.; Sanchez, A.G.; Contreras, V.; Menini, T.; Gugliucci A. (2010); Recent advances on Ilex
paraguariensis research: Minireview; Journal of Ethnopharmacology.
Da Silva, P. F.; Martins, A. C. da S. (2011); Muay Thai versus força, flexibilidade e agilidade. Uma
análise da contribuição do Muay Thai na melhora das valências físicas mais utilizadas na prática da
modalidade; Buenos Aires, EFDeportes.com revista digital.
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Alegre, Tese de Doutorado - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 139 f.
Linhares, T.C.; Lima, R.M. (2006); Prevalência do uso de suplementos alimentares por Praticantes de
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Nogueira, S. C. G.; Valentim, A. C. F. F.; Silva, J. R. V. (2011); Efeito da atividade física e cafeína
no processo de emagrecimento: um estudo piloto; Buenos Aires, Revista Digital
EFDeportes.com, 1 p.
Pedroso, G. L.; Mendes, R. H.; Persch, K.; Jahn, M. P.; Kucharski, L. C. (2010); Efeito do Extrato Aquoso de
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