1. Introdução
Devido às constantes mudanças no cenário da indústria automotiva que constantemente tem que se reinventar,
onde a exigência e cobrança são cada vez maiores por flexibilidade, seja na variação de produtos ofertados,
prazos de entrega ou preços, os estoques e a correta gestão dos mesmos são de extrema importância para manter
o nível de competitividade. Assim, as empresas que não tem políticas de administração eficientes e eficazes de
estoques estão fadadas ao fracasso e a prejuízos constantes.
Quando se sabe a real importância de uma administração séria dos estoques podem obter-se vantagens
competitivas significativas. O ponto de partida para todas as demais ações realizadas na administração dos
estoques é saber o índice de acuracidade dos estoques, ou seja, a precisão do nível de estoque é de extrema
importância para a tomada de decisões da empresa e reflete o cuidado e o nível de preocupação com os estoques
e por consequência a satisfação dos clientes. Manter o índice de acuracidade elevado é o grande desafio para
os gestores de materiais. Rocha et al. (2013) analisaram as percepções de empresas clientes e fornecedores
quanto ao conceito e implicações das práticas do JIT nos seus processos logísticos e concluíram que a
informação é um elemento chave no processo logístico. Rossi Filho et al. (2013) desenvolveram um método
estruturado em passos lógicos a ser usado na práticas das empresas para melhorar seu desempenho logístico.
Segundo os autores, o uso do método contribuiu para a análise e aceitação da TOC na logística de distribuição
das indústrias.
A empresa ALFA investigada nessa pesquisa tem passado por sérios problemas de divergências de estoque apesar
de realizar inventários anuais. Notou-se que se persistiam as divergências no estoque da expedição e ano após
ano o nível de acuracidade dos estoques da expedição não está melhorando. Identificou-se que constantes
divergências entre estoque físico e estoque no sistema têm causado sérios problemas como atrasos nas entregas
de produtos a clientes impactando negativamente a imagem da empresa frente a seus clientes. As divergências
de estoque são problemas comuns enfrentados diariamente por empresas que mantém grandes volumes de materiais
estocados, já que devido à alta gama de produtos e dependência das pessoas e sistemas para sua movimentação
aumentam as probabilidades de que ocorram falhas tanto humanas quanto nos sistemas. Pode-se dizer que esta
pesquisa tem grande relevância para empresas que ainda não possuem métodos alternativos de contagem e
acompanhamento dos estoques, visando à correção de divergências de saldo e também tem caráter preventivo já
que o segredo do sucesso da contagem cíclica é o acompanhamento diário dos estoques paralelo a ações de
identificação e correção de divergências de estoque.
Sabendo dessas demandas, o presente artigo propõe uma abordagem para aplicar e analisar a sistemática de
contagem cíclica no estoque da expedição, visando identificar possíveis divergências de estoque e correção
desses problemas. A pesquisa caracteriza-se por ser aplicada e exploratória com abordagem quantitativa e
quanto ao método pode ser caracterizada como bibliográfica e documental já que é baseada na solução de um
problema. O artigo está estruturado nas seguintes seções: a seção um descreve a introdução e na seção dois é
apresentado o referencial teórico com os principais conceitos a respeito do tema; a terceira seção contempla a
metodologia utilizada, no quarto módulo é detalhadamente apresentada a aplicação da ferramenta proposta; já na
seção cinco é feita a análise e discussão do tema e por fim fez-se a conclusão.
2. Logística e gestão de estoques
Para Gasnier (2002, p.17) "logística é o processo de planejar, executar, e controlar o fluxo e a armazenagem
de forma eficaz e eficiente em termos de tempo, qualidade e custos, de matérias primas em elaboração, produtos
acabados e serviços bem como das informações correlatas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o
propósito de assegurar o atendimento das exigências de todos os envolvidos. Ou seja, clientes, fornecedores,
acionistas, governo, sociedade e meio ambiente". Percebe-se que logística não se trata apenas da gestão dos
materiais, mas, trata-se também do atendimento da expectativa dos clientes, que esperam receber seus produtos
exatamente na forma, data e preço que acordaram com o fornecedor.
Os processos de gerenciamento de compra, transporte e armazenagem de matérias primas e produtos acabados e
menor custo associado são os principais fatores quando pensamos de maneira mais direta sobre o assunto
logística, pois, quando pensamos em logística associamos a palavra "transporte" que de forma leiga é associada
(CHRISTOPHER, 2008). Conforme Bowersox e Closs (2001, p. 21) o gerenciamento logístico inclui o projeto e a
administração de sistemas para controlar o fluxo de materiais, os estoques em processo e os produtos acabados,
com o objetivo de fortalecer a estratégia das unidades de negócios da empresa. Tal autor tem uma visão mais
sistêmica do processo logístico incluindo sistemas de informação ao processo como ferramenta para melhorar e
agilizar o controle e fluxo de materiais e informações.
Em linhas gerais a logística está presente em todas as empresas mesmo que de formas diferentes a cobrança por
agilidade e flexibilidade são demandas do mercado e é impreterível a adequação as estas exigências, pois,
dando o devido valor e importância à logística, a empresa torna-se competitiva e em condições de brigar por um
melhor posicionamento no mercado.
A gestão dos estoques não deve ser entendida apenas como controlar entradas e saídas de materiais da empresa
ou apenas reduzir custos, a gestão dos estoques inicia na política da empresa nas suas diretrizes definidas
pela direção já que os estoques são a base dos negócios. Ching (2010) define gestão de estoques não apenas
como um meio de reduzir custos, mas se colocada em prática como um conceito integrado a gestão de estoques se
torna uma ferramenta de estratégia fundamental para a sobrevivência do negócio. Quando se pensa apenas em
custos ou compras de setores específicos, não se está pensando em gestão integrada. Portanto, é de extrema
importância a integração dos diversos setores de uma empresa para a correta gestão dos estoques, custos,
compras, almoxarifado, produção e expedição.
Segundo Bowersox e Closs (2001, p. 255) controle de estoques é um procedimento rotineiro necessário ao
cumprimento de uma política de estoques. "O controle abrange as quantidades disponíveis numa determinada
localização e acompanha suas variações ao longo do tempo." Na visão dos autores controlar o estoque deve ser
uma rotina no dia a dia das pessoas envolvidas na gestão dos estoques, pois, com o correta informação tanto
das quantidades físicas quanto das quantidades informadas no sistema de controle de materiais o gestor terá
condições de tomar as melhores decisões com base nas informações disponíveis.
Para Bertaglia (2009, p.8) a visão global permite que os estoques sejam vistos como um todo, deve-se enxergar
como um todo os estoques porque eles normalmente não estão restritos a apenas um local na empresa, os estoques
estão em várias partes dentro da empresa, no recebimento, na produção na expedição, a visão departamentalizada
pode prejudicar o entendimento do real volume existente de estoque. Um dos principais problemas enfrentados
pelos gestores dos estoques é o chamado desbalanceamento de estoques, ou seja, percebe-se que temos aquilo que
não precisamos e não temos aquilo que precisamos (GASNIER, 2002; CORREA; GIANESI; CAON, 2007).
2.1. Inventário cíclico e curva ABC
Manter corretas as informações sobre saldos em estoque é outro grande desafio para os gestores de materiais.
A busca pela precisão das informações não é apenas um capricho, mas uma necessidade vital para a tomada de
decisões dos administradores. Existem várias maneiras de levantar as diferenças entre estoques físicos e
estoques virtuais que são os chamados inventários físicos ou contagens.
Inventário geral para Gasnier (2002, p. 107) "é o processo de contagem física de todos os itens em poder da
empresa, de portas fechadas e em uma hora pré-fixada .Este é o tipo de inventário mais comum e mais utilizado
pelas empresas. Existem outros tipos de inventário, como o inventário rotativo ou cíclico, que para Gasnier
(2002, p. 107) é um processo de recontagem física continua dos itens em estoque, programado de uma forma que
os itens sejam contados a uma frequência pré-determinada organizadas em ciclos ou períodos que são
dimensionados em função da quantidade e das categorias dos itens envolvidos. O inventário cíclico também é uma
contagem geral de todos os itens a diferença para o inventário geral é de que não é realizado a portas
fechadas, e não há necessidade de grande número de pessoas envolvidas, pois, é realizado durante o ano todo
com pequenas quantidades de itens que são contadas diariamente, semanalmente ou mensalmente.
Para Bertaglia (2009, p.358) a contagem cíclica é um processo contínuo que consiste em inventariar um certo
número de itens dentro de uma frequência estabelecida esse processo contínuo facilita a identificação de
problemas e solução imediata que, no inventário geral esses problemas só seriam vistos no final do ano onde
teríamos somados a esse problema vários outros que se acumularam durante o ano.
Para uma gestão coesa, eficaz de seu estoque o gestor deve conhecer seu estoque, suas matérias primas e
produtos, saber a importância, o impacto que cada material tem no seu estoque e também o impacto de uma
possível falta ou compra em excesso. O objetivo da curva ABC ou gráfico de Pareto é demonstrar que 80% dos
resultados correspondem a 20% dos fatores, ou seja, um pequeno número de itens é capaz de produzir um grande
efeito no todo. Essa regra do 80/20 pode ser aplicada em qualquer área, setor ou problema, no caso específico
do presente artigo será aplicada na classificação dos itens do estoque dando pesos de importância diferentes
aos vários itens em estoque conforme seu custo médio e consumo médio.
A separação dos produtos estocados em classes diferentes de acordo com o valor total consumido onde são dados
pesos de importâncias diferentes é denominada como curva ABC (BERTAGLIA, 2009). Quando ocorre uma sistemática
de estratificação ou priorização de uns em detrimentos de outros, e divisão entre classes para qualquer
população seja para produtos, processos, pessoas qualquer meio que se queira categorizar se está atendendo aos
princípios da teoria de Pareto (GASNIER, 2002).
3. Materiais e métodos
O método de pesquisa utilizado foi o bibliográfico e documental sendo o bibliográfico com base em materiais
já anteriormente publicados, livros, artigos, teses para fundamentar os trabalhos pesquisados (GIL, 2010).
Também foi utilizada a pesquisa documental que se caracteriza por utilizar documentos mais amplos geralmente
documentos internos das empresas como relatórios, memorandos anotações pessoais ou quaisquer outros documentos
que comprovem as informações obtidas. Por se tratar de algo novo a ser realizado dentro da empresa, e a base
documental ter origem na empresa, o método documental e bibliográfico se enquadram no objetivo geral.
Esta pesquisa é aplicada e tem por objetivo resolver problemas, e voltada à aquisição de conhecimentos com
vistas à aplicação numa situação especifica. Por se tratar de particularidades que variam de empresa para
empresa e o objetivo principal é a aplicação das teorias para solução de problemas o presente artigo
enquadra-se como pesquisa aplicada. Com relação à abordagem dos dados e natureza a pesquisa tem caráter
quantitativo, pois se baseia em dados diretos e objetivos. Cerca de 80% dos dados coletados na empresa são
baseados em relatórios contábeis, com muitos números e entrevistas e dados qualitativos não se aplicaram em
grande escala. Segundo os objetivos gerais a pesquisa caracteriza-se como sendo exploratória onde o
pesquisador busca mostrar claramente o problema estudado por ter maior conhecimento do problema e formular
hipóteses. Para a coleta de dados foram utilizados os seguintes critérios: levantamento dos históricos de
inventário do ano de 2011, avaliações da planilha de vendas do período de 2011, visitas no setor de expedição
e entrevista com responsável pelo setor.
Todos os dados coletados foram analisados e interpretados para servir de base tanto para o desenvolvimento da
classificação ABC quanto para a implantação do inventário cíclico e posterior comparação do índice de
acuracidade antes da implantação do inventário cíclico e depois. Os dados que serviram de base para análise
são: planilha geral de inventário da empresa, planilha geral de vendas, banco de dados sistema ERP da empresa
e históricos de inventários passados. Para este estudo o campo de pesquisa e atuação delimitou-se ao setor de
expedição da empresa ALFA um setor de extrema importância dentro da organização. A empresa ALFA caracteriza-se
como uma indústria e comércio de produtos eletrônicos com uma variada gama de produtos dos mais variados
custos, pesos e tamanhos tem fluxo de entrada e saída de produtos diariamente no setor. Outro setor importante
dentro da empresa ALFA é a produção, que tem impacto direto nas atividades da expedição já que internamente
torna-se fornecedora do setor.
Por fim foi proposta nessa pesquisa a implementação de uma metodologia, conforme Figura 1, de realização da
contagem cíclica de estoques que se diferencia do inventário geral amplamente discutido na literatura.
Figura 1: Abordagem para implantação de inventário cíclico em setores de
expedição. Fonte: autor (2013).

Um dos aspectos principais que diferenciam a abordagem proposta é considerar que os produtos acabados e
matérias primas têm ciclos diferentes de contagens, uma vez que os produtos são priorizados de acordo com sua
classificação ABC de custos. O segundo aspecto é a distribuição da frequência de realização do inventário
cíclico que é sugerida ocorrer frequência conforme o custo de aquisição dos produtos, ou seja, o valor do
inventário para o caixa da empresa. As etapas do modelo de intervenção proposto apresentado na Figura 1 são
detalhadas nas seções seguintes.
4. Resultados
Nesta seção são apresentadas todas as etapas de identificação dos problemas a partir das necessidades
percebidas na empresa em estudo, o levantamento de dados necessários para elaboração da contagem cíclica, a
aplicação da sistemática de contagem passo a passo desde a interpretação dos dados obtidos até a montagem
tanto da curva ABC quanto dos ciclos de contagem para o setor de expedição.
Todos os anos são realizados inventários gerais na empresa ALFA com o objetivo de aferir a precisão das
informações do sistema relativas a estoque, nesse processo de inventário são feitas confrontações entre
estoque físico e estoque do sistema em todos os setores da empresa. A partir dos indicadores de baixas
realizadas nesses setores constatou-se que o setor de expedição tem apresentado um elevado número de baixas de
produtos ano após ano, gerando muitos transtornos como perdas significativas para a empresa, atrasos nas
entregas de produtos a clientes, constantes mudanças na programação de produção e compras.
Além do inventário geral a empresa ALFA não contava com nenhum outro tipo de metodologia para controlar o
estoque, ou certificar-se que as quantidades físicas estocadas são iguais às quantidades cadastradas no ERP da
empresa. Somente era tomada alguma ação para identificação de algum erro, quando o mesmo é detectado de forma
aleatória durante a separação de materiais. Isso porque, não há ações preventivas e consolidadas como práticas
de gestão, para a detecção de divergências de estoques ao longo do ano. Com base nas informações coletadas o
índice de acuracidade da empresa ALFA foi identificado em 67%. Esse levantamento foi feito com base no último
inventário geral realizado pela empresa em 2011. Abaixo segue a tabela 1 com o total de itens contados, total
de itens conforme e as divergências de quantidades encontradas para mais e para menos , bem como o cálculo do
nível de acurácia do estoque. O índice é obtido calculando a razão entre a quantidade de contagens corretas e
a quantidade de contagens verificadas, segundo Gasnier (2002). Aplicando tal cálculo, os resultados gerais
encontrados no inventário foram os seguintes:
Tabela 1. Índice de acuracidade
|
Índice de acuracidade 2011
|
Valor estoque
|
|
Total de itens contados
|
142
|
R$ 413.268,36
|
|
Total de itens conforme
|
95
|
R$ 367.642,01
|
|
Total de itens não conforme
|
47
|
R$ 45.626,35
|
|
Percentual de acuracidade
|
67%
|
11%
|
Após a análise dos dados percebeu-se que o nível geral de acuracidade do setor de expedição estava bem abaixo
dos níveis utilizados pelas empresas do mesmo seguimento onde o índice mínimo aceitável de acuracia do estoque
é de 98 % no geral (GASNIER, 2002 p. 106). Mas se levarmos em conta que o setor de expedição é um local
crítico e muito importante na empresa, onde seus materiais estocados tem alto valor agregado, esse índice
deveria ser próximo de 100%. Outro ponto significativo da empresa ALFA são os valores das perdas que chegaram
a 11% do custo total do estoque representando mais de quarenta e cinco mil reais de ajustes no sistema, que
são considerados prejuízos. A partir desses dados coletados, foi proposta a implantação de uma sistemática de
inventário cíclico ou contagem cíclica com o objetivo de detectar as possíveis divergências no estoque durante
o ano, e agir para descobrir as causas, realizar as devidas correções e assim evitando o acúmulo de
divergências que são detectadas somente no final do ano através do inventário geral.
O primeiro passo para a elaboração da contagem cíclica foi a classificação dos itens do estoque atribuindo
pesos diferentes para os produtos de acordo com o seu valor e consumo médio. Para conseguir desenvolver essa
classificação foram levantados alguns dados básicos a partir de bancos de dados e relatórios de diferentes
setores: custo médio unitário, relatório mensal de vendas e planilha de inventário. Todas essas informações
foram coletadas no sistema informacional da empresa. Para iniciar a classificação utilizou-se como base de
dados e estrutura a lista geral de produtos estocados ou planilha de inventário, onde constam todos os
produtos estocados no setor de expedição. Esta planilha além de trazer os códigos dos produtos traz outras
informações tais como, custo médio unitário, custo total, quantidade no local, descrição do item entre outras,
para a planilha desenvolvida foi utilizado apenas o código do item e custo médio unitário.
Tabela 2. Exemplo de planilha de inventário criada
|
Planilha de Inventario
|
|
Item
|
Local
|
Unidade
|
Quantidade
|
Valor Unitário
|
Valor Total
|
|
PRD00077
|
EXPD02
|
Pc
|
4,00
|
R$ 34,11
|
R$ 136,44
|
|
PRD00266
|
EXPA24
|
Pc
|
57,00
|
R$ 140,80
|
R$ 8.025,32
|
|
PRD00344
|
EXPA17
|
Pc
|
19,00
|
R$ 40,07
|
R$ 761,38
|
|
PRD00522
|
EXPB08
|
Pc
|
52,00
|
R$ 106,46
|
R$ 5.536,05
|
|
PRD00522
|
EXPB09
|
Pc
|
50,00
|
R$ 106,46
|
R$ 5.323,13
|
|
PRD00588
|
EXPA22
|
Pc
|
1,00
|
R$ 1.349,84
|
R$ 1.349,84
|
Para obter a informação do consumo médio foi realizada a compilação das venda dos últimos nove meses de cada
item em estoque e divididos pela quantidade vendida. Vale ressaltar que foi considerado o consumo médio
simples, e que nessa modalidade de cálculo não são contempladas períodos de sazonalidade ou tipos de
ponderações para determinar pesos diferentes para determinados meses. A próxima tabela traz o volume mensal
vendido de cada produto e o total no período de nove meses. A tabela 3 apresenta apenas três itens para
exemplificar como foram coletados os dados. Entretanto, a análise contemplou em torno de 120 itens.
Tabela 3. Planilha de cálculo do consumo médio
|
Volume vendido em peças
|
|
ITEM
|
Meses
|
|
|
Jan
|
Fev
|
Mar
|
Abr
|
Mai
|
Jun
|
Jul
|
Ago
|
Set
|
Volume total
|
|
PRD10282
|
1.920
|
1.688
|
2.477
|
2.688
|
1.726
|
2.688
|
1.152
|
2.304
|
2.246
|
18.889
|
|
PRD00077
|
X
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
x
|
|
PRD10177
|
25
|
40
|
14
|
26
|
23
|
89
|
15
|
5
|
31
|
268
|
Para calcular o consumo médio de cada item fez-se a razão entre o volume total e o número de meses e o
resultado foi usado para construção da curva ABC. A partir das informações de todos os consumos médios esses
dados foram agregados à planilha geral de inventário e foram dispostos da seguinte maneira com seus
respectivos locais de solicitação de relatórios. Para a conclusão da curva ABC foram calculados o percentual
simples de cada item do estoque e o percentual acumulado. Este percentual acumulado é o índice que delimita a
classificação em A, B ou C. A tabela abaixo traz uma amostra do resultado geral da classificação ABC adotada
pela empresa, com todos os cálculos envolvidos e a classificação por produto. Foram analisados em torno de 120
itens.
Tabela 4. Planilha classificação ABC dos produtos expedição
|
Código
|
Volume Vendido
|
Custo
Unitário
|
Consumo Médio
|
Custo Total
|
% Simples
|
% Acumulado
|
Classe
|
|
PRD10282
|
18889
|
53,14
|
2361,125
|
125.467,82
|
13,441785%
|
13,4417846%
|
A
|
|
PRD10307
|
217
|
544,33
|
27,125
|
14.764,91
|
1,581813%
|
73,5976879%
|
A
|
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
|
PRD10236
|
3282
|
33,39
|
410,25
|
13.698,99
|
1,467618%
|
75,0653058%
|
B
|
|
PRD10200
|
25
|
469,07
|
3,125
|
1.465,84
|
0,157041%
|
94,8727231%
|
B
|
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
X
|
|
PRD10284
|
130
|
81,08
|
16,25
|
1.317,55
|
0,141154%
|
95,3092174%
|
C
|
|
PRD10244
|
1
|
84,90
|
0,125
|
10,61
|
0,001137%
|
99,0626499%
|
C
|
Esta foi a compilação geral dos itens e na Tabela 4 foram colocados apenas duas amostras de classe para
melhor entendimento do que foi feito. Os dados novos que foram acrescentados na planilha são o percentual
simples de cada item e o percentual acumulado que corresponde ao somatório de todos os percentuais simples.
Os critérios de frequência de contagens variam de empresa para empresa devido a critérios como o fluxo de
movimentações, custo dos produtos, criticidade dos itens entre outros. A análise de qual seria o número de
ciclos foi definida junto com o gestor de materiais e funcionários especialistas que atuam no setor de
expedição. Observando os pontos citados acima ficou estipulado que as frequências de contagens para o setor de
expedição deveriam ser distribuídas conforme quadro abaixo:
Tabela 5. Frequência de contagens em função da classificação
|
Categoria
|
Quantidade de SKUs
|
Ciclo
|
Contagens / ano
|
|
A
|
19
|
Mensal
|
228
|
|
B
|
40
|
Trimestral
|
160
|
|
C
|
61
|
Semestral
|
122
|
|
Total
|
120
|
-
|
510
|
A partir desse critério estipulado todos os itens do estoque classificados como item A devem ser contados a
cada 30 dias. Ou seja, considerando que 19 itens foram classificados no critério custo de inventário como
sendo da curva A, cada item foi contado 12 vezes durante o ano e o total de contagens foi 228 (19 SKUs x 12
meses). Da mesma maneira, os itens classificados como B devem ser contados a cada 90 dias e os itens C devem
ser contados duas vezes por ano. Com base na classificação dos itens e quantidade do estoque total de 120
produtos foi elaborado um plano de contagens que contempla o número total de itens a serem contados, quantos
ciclos cada classe terá e o total de contagens por ciclos conforme tabela 5 abaixo.
Tabela 5. Plano de contagem cíclica da expedição

Para uma visualização geral dos tópicos centrais do estudo a figura abaixo
5. Análise discussão dos resultados
Esta seção tem por objetivo analisar todo o processo de implantação do inventário cíclico, realizar
comparações com os métodos e critérios adotados conforme o referencial teórico e demonstrar causas e soluções
para a melhora do índice de acuracidade do setor de expedição também como os índices medidos após a
implantação da contagem cíclica.
Inicialmente identificou-se que a empresa ALFA não sabia qual era o seu índice de acuracidade do setor de
expedição que foi identificado pelo estudo com 67% de acuracidade, um índice muito abaixo do esperado para uma
empresa do segmento automobilístico que segundo a literatura deve ser no mínimo de 98% (GASNIER, 2002 p. 106).
Tendo como base esse índice de acuracidade percebeu-se que o inventário geral praticado pela empresa
mostrou-se ineficiente já que não tem caráter analítico, corretivo e investigativo das possíveis causas das
divergências, visa tão somente fins contábeis para fechamento de balanço patrimonial.
Com a proposta de implantar um método específico para a prevenção, identificação e correção de erros de
estoque, que é o que propõe o inventário cíclico, o primeiro passo para elaborar o inventário cíclico
baseou-se na classificação dos itens do estoque adotando a classificação ABC que é a forma mais utilizada na
comparação com outros tipos de classificação. Aplicando os percentuais de ponto de corte adotados pela empresa
que seguem em uma linha semelhante a regra 20/80 de Pareto, concluiu-se que 16 % do volume físico de classe A
do estoque, representa 75 % do valor total do estoque; 33 % do volume do estoque que pertence a classe B
representa 22 % do valor total do estoque e que a classe C que representa 51% do volume total do estoque tem
um impacto de apenas 5 % no valor total do estoque.
Portanto, a pesquisa mostrou-se na mesma linha das literaturas existentes para o tema de classificação ABC e
também se constatou que por se tratar de um setor onde os materiais estocados tem alto valor agregado os
pontos de corte para classificação ficaram muito próximos o que exigiu a participação do gestor de estoques
para determinar casos especiais que deveriam ser incluídos ou retirados da classe A. Por se tratar de um setor
de expedição foram levados em conta vários fatores para a elaboração do número de ciclos de cada classe ABC, e
os mais significativos foram: a criticidade dos produtos estocados e correta informação no sistema; o alto
valor agregado dos produtos estocados e as movimentações diárias.
Quando são necessárias mudanças no processo normal de um setor com a adoção de um processo novo, percebeu-se
certa resistência por parte dos colaboradores do local, por já estarem acostumados a rotina de realizar
inventário nos estoques somente uma vez por ano e não terem o compromisso com a acuracidade dos estoques.
Todavia, apesar dessa resistência inicial ao novo processo, o resultado obtido ao final do de 2012 foi
positivo para a empresa o que pode demonstrar o entendimento da real necessidade de controlar os estoques mais
de perto por parte dos funcionários da expedição. A seguir, segue nas Tabelas 6 e 7 os dados comparativos
entre os resultados medidos no último inventário geral ocorrido no final de 2012 após a implantação da
sistemática de contagem cíclica e os dados de referência obtidos no final de 2011.
Tabela 6. Comparativo índice de acuracidade
|
Índice de acuracidade
|
2011
|
2012
|
|
Total de itens contados
|
142
|
120
|
|
Total de itens Conforme
|
95
|
109
|
|
Total de itens não conforme
|
47
|
11
|
|
Percentual de acuracidade
|
67%
|
91%
|
-----
Tabela 7. Valor do estoque
|
Valor do estoque
|
2011
|
2012
|
|
Valor dos itens contados
|
R$ 413.268,36
|
R$ 350.098,44
|
|
Valor dos itens conforme
|
R$ 367.642,01
|
R$ 339.768,49
|
|
Valor dos itens não conforme
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R$ 45.626,35
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R$ 10.329,95
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Percentual de baixas estoque
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11%
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3%
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Analisando as tabelas 6 e 7 percebeu-se a significativa evolução do índice de acuracidade do setor de
expedição após a primeira rodada da implantação do inventário rotativo. O índice que, no final de 2011 foi
identificado com 67 %, após doze meses com a nova sistemática, teve um aumento para 91 % de acuracidade. Este
índice ainda está distante das boas práticas indicadas pela literatura, que é em torno de 98% (GASNIER, 2002
p. 106). Porém, se comparado ao índice anterior à implantação do modelo é clara a mudança e por se tratar de
um intervalo de tempo relativamente curto de cerca de doze meses da implantação. Portanto, o resultado
mostrou-se satisfatório.
O reflexo do aumento do índice de acuracidade é percebido diretamente nos custos do estoque. A tabela 7
demonstra os valores totais do estoque da expedição, ao final de cada ano, os valores não são os mesmos, pois,
os estoques nunca são os mesmos de ano para ano. Proporcionalmente o valor de itens "conforme" no ano de 2012
chegou a quase 93% do valor total do estoque e as baixas se resumiram a 3% do total. Este indicador revelou
que a empresa teve quase quatro vezes menos baixas de estoque no ano de 2012 em comparação ao ano anterior.
Outro fator de extrema importância levantado pelo estudo foram as causas das divergências de saldo entre
estoque do sistema em relação ao estoque físico. A identificação dessas causas e correção através de planos de
ação foram em grande parte responsáveis pelo aumento substancial do nível de acuracidade sendo as principais
causas de divergência. As principais causas identificadas ao longo da implantação da abordagem proposta foram:
erros no lançamento dos produtos acabados, notas fiscais lançadas erradas, erros de transferências entre
locais, contagem equivocada de produtos e ajustes de entrada e ou saída equivocados após inventários.
Os erros de lançamentos de produtos acabados são originados na hora da transformação dos produtos no sistema.
Ou seja, a partir do momento que as matérias primas estão em processo na produção, o responsável pela produção
lança os produtos acabados via sistema para o local de expedição sem que os mesmos estejam acabados
fisicamente e entregues fisicamente. Isto ocorre com a alegação de "agilizar" o processo de faturamento para
posterior expedição. As notas fiscais lançadas erradas ocorrem por conta de devoluções de clientes ao setor de
pós venda, ou devoluções diretas aos representantes comerciais, quando o setor fiscal recebe essas notas as
lança diretamente no setor de expedição já que se tratam de produtos, mas constantemente esses produtos não
são entregues no setor de expedição causando uma das possíveis divergências de estoque.
Outro fator importante dentro das causas que geram divergências de estoque são as chamadas transferências
temporárias que são utilizadas na empresa ALFA. Essas transferências são apenas registros de que algum produto
saiu da expedição para algum outro setor dentro da empresa. Ocorria que os produtos eram entregues
fisicamente, mas não é transferido via sistema. Isto porque para alguns setores da empresa, não é possível
realizar transferências devido ao espaço físico e neste caso especifico é utilizado essa prática. Este foi
identificado como um ponto importante dentro das causas para as divergências do estoque da expedição segundo
colaboradores da expedição.
O fator humano também foi levado em conta, já que para todas as transferências e movimentações tanto via
sistema quanto fisicamente são de inteira exclusividade de pessoas e estas são passiveis de erros. Muitos
casos de erros de contagens e divergências de estoque ocorreram devido a contagens erradas realizadas pelos
colaboradores do setor expedição e produção. Ao final de cada inventário geral são realizados ajustes de
inventário, ou seja, são realizadas entradas e ou saídas de produtos no estoque devido às diferenças
encontradas pelo pessoal de contagem física do estoque. Os ajustes de entrada e saída equivocados são a
principal consequência de uma contagem mal feita, ou anotação mal feita ou qualquer outro erro. Isso porque se
o item que estava com quantidade correta no estoque é contado de forma errônea, ocasionava um ajuste de
entrada ou saída desnecessário que somente seria identificado em duas situações: ou durante a separação de
item no estoque quando estiver próximo do fim, ou somente no próximo inventário geral que será realizado um
ano após os ajustes, assim maquiando o estoque original.
Ao se analisar tais causas, algumas ações preventivas foram implementadas. Para o problema de erro lançamento
de produtos acabados a ação proposta de melhoria foi que os produtos acabados passaram a ser lançados pelo
responsável pela expedição. Para as notas fiscais lançadas erradas, foi criado um local temporário e
identificado para lançamento de devoluções de clientes junto ao setor responsável. Quanto aos erros de
transferências entre locais, implementou-se a prática de que as movimentações para o local da expedição fossem
feitas restritamente pelos usuários da expedição. Para o problema da contagem equivocadas de produtos, uma
série de treinamentos para as pessoas envolvidas no processo foi implementada. Por fim, para o problema de
ajustes de entrada e saída equivocados após inventário, adotou-se a recontagem dos itens divergentes. Abaixo
segue gráfico comparativo dos resultados gerais dos dois últimos inventários realizados antes da implantação
do inventário cíclico e depois da implantação.
Gráfico 2. Comparativo resultado antes e após implantação
inventário cíclico

A implantação da abordagem de contagem cíclica no setor de expedição trouxe diversos benefícios para a
empresa ALFA, tanto em requisitos financeiros como já discutido, quanto em aspectos competitivos. Pois com
estoque mais preciso, os atrasos de entregas, faltas de materiais, erros de programação de produção diminuíram
possibilitando a atenção dos gestores para outros aspectos e certeza de que o cuidado com o estoque é
importantíssimo e é uma atividade diária de persistência e autodisciplina.
6. Conclusão
O objetivo principal do presente artigo foi desenvolver e implantar uma abordagem sistemática de inventário
cíclico no setor de expedição a fim de melhorar as constantes divergências do estoque, que por consequência,
apresentava um baixo nível de acuracidade devido a vários fatores levantados no presente estudo. A empresa não
tinha conhecimento de qual era o índice de acuracidade do local expedição, já que estava preocupada apenas com
os inventários gerais realizados no final de cada ano e não possuía métodos alternativos para controle durante
o ano.
O artigo contribuiu para a identificação no índice de acuracidade da empresa, que foi o ponto de partida para
todo o restante do trabalho, o índice serviu de balizador e ponto de comparação para identificar a efetividade
das ações tomadas para resolver o problema de divergências de estoque. Outro ponto inovador e que certamente
abrirá novas perspectivas para a empresa foi implantar a classificação ABC dos itens do estoque. Isso porque
tal classificação nunca havia sido feita na empresa, e além de ser utilizada na contagem cíclica atualmente
sendo utilizada pelo setor de vendas, que agora tem um melhor embasamento no que diz respeito à importância
relativa de cada produto dentro da expedição. Tal classificação também está atualmente em processo de análise
para implantação no setor de almoxarifado, responsável pelas matérias primas e em breve contará também com a
mesma sistemática de contagem cíclica utilizada na expedição proposta nesse artigo.
Os resultados obtidos ao final do ano de 2012, com um índice de acuracidade que avançou de 67 % para 91 %,
levando em consideração que o período efetivo de utilização da contagem cíclica foi de doze meses, comprovaram
que o método utilizado para controle do estoque durante o ano todo se mostrou satisfatório excedendo as
expectativas da empresa. Outro ponto importante que se concluiu diz respeito aos custos do estoque que tiveram
uma redução significativa de 11% de baixas para 3%. Possibilitando assim mais investimentos em treinamentos e
capacitação do pessoal envolvido e mais lucro para a empresa, que agora sabe informações importantes que antes
não tinha conhecimento.
Obeservou-se durante no início da presente pesquisa, a existência de poucos estudos acadêmicos de proposição
de métodos de implantação de inventário cíclico em setores de expedição. Em contrapartida, são tradicionais as
pesquisas sobre controle e gestão de estoque. Um aspecto relevante que não foi abordado nesse artigo diz
respeito ao controle de estoques de terceiros (prestadores de serviço) da empresa. Não foi identificado nenhum
estudo a esse respeito, por exemplo, nas bases de dados Scielo, Anais Simpep e Enegep. Pode-se dizer que o
tema interessa a empresas que possuem produção integral ou parcial fora das suas dependências, terceirizando
etapas do fluxo produtivo. Na empresa analisada, esta modalidade de produção terceirizada é utilizada tendo
algumas etapas de seus produtos realizadas por outra empresa. E para tal realização as matérias primas para
confecção são enviadas para a terceirizada, que as processa e envia à empresa ALFA na forma de produtos
semi-acabados. Portanto, pesquisas futuras podem ser direcionadas a propor abordagens de controle de estoques
de terceiros, considerando critérios de classificação de matérias primas enviadas e produtos semi-acabados
devolvidos à empresa focal.
Referências
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2009.
BOWERSOX, D. J; CLOSS, D. J. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de
suprimento. São Paulo: Atlas, 2001.
CORRÊA, H. L.; GIANESI, I. G. N.; CAON, M. Planejamento, programação e controle da produção. 5. ed. São
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CHING, H. Y. Gestão de Estoque na Cadeia de Logística Integrada: Supply Chain. 4º ed. São Paulo: Atlas, 2010.
CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: criando redes que agregam valor. 2.
Ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
GASNIER, D. B. A dinâmica dos estoques: Guia prático para planejamento, gestão de materiais e logística – São
Paulo: IMAM, 2002.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa – 5. Ed. – São Paulo: Atlas, 2010.
ROCHA, E. A. M.; DORNELLES, P. G. ; PACHECO, D. A. J. ; JUNIOR, A. S.; LUZ, D. F. . Analisando as
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ROSSI FILHO, T. A. ; PACHECO, D. A. J. ; PERGHER, I. ; Antunes ; VACCARO, G. L. R. . Uma abordagem
de referência para implantar a solução logística da Teoria das Restrições. Espacios (Caracas), v. 34, p. 8-25,
2013.
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