1. Introdução
Atualmente ao falar em Gestão de Pessoas nas organizações, significa dizer que há
uma grande necessidade dos profissionais dessa área da Administração para atrair e manter
pessoas. Vislumbra a união de um conjunto de esforços para atingir um resultado em comum,
significando o principal diferencial competitivo que mantém e promove o sucesso das mesmas. Para tanto,
cabe à Gestão de Pessoas identificarem as necessidades de seus colaboradores e buscar
desenvolvê-los no alcance de objetivos e metas alinhados ao plano global estratégico da
organização.
O trabalho ocupa um espaço de grande importância na vida das pessoas, e a maior parte dos
indivíduos exerce uma atividade laboral, e grande parte de suas vidas é passada dentro das
organizações, com toda a sua envolvência, sendo neste sentido que a relação
do homem com o seu trabalho é de fundamental importância para a sua qualidade e vida (MARTINS,
2008).
O novo modelo de gestão de pessoas tem como função o desenvolvimento do talento humano,
bem como desenvolver estratégias para mantê-lo, aderindo a um conjunto de políticas e
práticas essenciais na relação de todas as partes envolvidas, ou seja, líderes com
seus liderados - nível estratégico, nível operacional e nível tático.
Essas ferramentas podem ser constituídas de: recrutamento e seleção, treinamento e
desenvolvimento, avaliação de desempenho, política de cargos e salários,
benefícios sociais, banco de dados, sendo que toda essa ação bem estruturada e trabalhada
vem a resultar numa melhor qualidade de vida das pessoas dessas organizações.
Teixeira (2010), afirma que a qualidade de vida significa, portanto, entender e procurar atender a pessoa em
suas necessidades integrais relacionadas às dimensões mental, física, social, emocional e
espiritual. Sendo assim sua definição é tão ampla quanto à dimensão
do ser humano, uma vez que persegui-la significa entender e procurar atender a pessoa em suas necessidades
integrais.
Observa-se que a condição humana no trabalho torna-se uma das preocupações dos
gestores, e a qualidade de vida do trabalhador passa a ser tratada com maior importância nas
organizações. Aspectos como o vínculo e a estrutura da vida pessoal, familiar, atividades
de lazer e esporte, expectativa de vida, cuidados com a saúde, alimentação, combate a
vida sedentária podem ser desencadeadores da melhora da qualidade de vida das pessoas.
Recentemente esses profissionais estão submetidos à pressão em função do
aumento da competitividade e demais fatores, portanto o gestor deve respeitar o trabalhador, investindo na sua
qualidade de vida para que esses atuem com satisfação e motivação na
realização de suas atividades. Nesse sentido, o presente trabalho apresenta uma pesquisa
desenvolvida na filial da Farmácia Gold, localizada na região fronteira Noroeste do Estado do
Rio Grande do Sul, com o objetivo de encontrar fatores que influenciam a qualidade de vida dos seus
colaboradores.
2. Revisão bibliográfica
Falar de gestão de pessoas é o grande diferencial competitivo das organizações,
são elas que dinamizam e criam soluções variáveis para enfrentar a dinâmica
das mudanças, pelo capital intelectual que simboliza a importância do fator humano na era da
informação. A busca das empresas pela intensa qualidade e produtividade de seus produtos e
serviços frente ao mercado externo é o diferencial competitivo nos dias atuais, pois produzem,
vendem, comunicam, lideram, motivam, supervisionam e gerenciam as atividades.
Segundo Chiavenato (2008), a gestão de pessoas é o conjunto integrado de atividades de
especialistas e de gestores – como agregar, aplicar, recompensar, desenvolver, manter e monitorar
pessoas – no sentido de proporcionar competências e competitividade à
organização. Ainda hoje se referenciam as pessoas como Recursos Humanos, mas a questão
é, podem-se considerar as pessoas como recursos? O novo papel da gestão de pessoas tem a
função de capacitar, treinar, desenvolver e, acima de tudo, observar como essas pessoas se
comportam diante de seus desafios.
Mas as pessoas devem ser visualizadas como parceiras das organizações. Como tais, elas
são fornecedoras de conhecimentos, habilidades, competências e, sobretudo, o mais importante
aporte das organizações: a inteligência que proporciona decisões racionais e que
imprime significado e rumo aos objetivos globais. As organizações bem - sucedidas se deram conta
disso e tratam seus funcionários como parceiros do negócio e fornecedores de competências
e não mais como simples empregados contratados (CHIAVENATO, 2008).
Qualidade de vida no trabalho, nas palavras de Mello (2006, p.3), "o trabalho é uma forma de atividade
própria do homem, enquanto ser social", pois está diretamente ligado a algum tipo de retorno,
preferencialmente de ordem monetária ou material.
Destaca-se que é esta a atividade que ocupa um lugar muito importante na vida do ser humano, pois
é no trabalho que passam a maior parte do tempo, mas isso criou um ambiente altamente turbulento e
instável, em consequência das constantes mudanças trazendo à tona a tecnologia da
qualidade de vida no trabalho (QVT) como uma alternativa, ainda não devidamente explorada na
gestão de recursos humanos, mas preponderante para o sucesso organizacional, pois há uma
preocupação em enfocar o ser humano em todas as suas dimensões, sejam elas, mental,
social, emocional, física e espiritual através de ações de melhoria do ambiente e
condições de trabalho, emprego de técnicas de ginástica laboral, sessões de
relaxamento, atividades lúdicas e muitos outros recursos ortodoxos e criativos (MELLO, 2006).
Neste aspecto, a Qualidade de Vida no Trabalho "nasceu" relacionada aos movimentos reformistas. A
ênfase original deu-se entre 1969 e 1974, influenciada pela preocupação da sociedade
norte-americana no que diz respeito aos efeitos do trabalho na saúde e no bem-estar geral dos
trabalhadores e pelas maneiras de se desenvolver as pessoas no trabalho. No final da década de 1970,
houve uma queda no interesse pelo aspecto Qualidade de Vida no Trabalho em função de a sociedade
desviar a preocupação para a inflação crescente e a crise energética
(TOLFO; PICCININI, 2001).
De acordo com Limongi e Albuquerque apud Vasconcelos (2001), a sociedade atual transformou-se
significativamente com o surgimento da globalização e isso acarretou em novos paradigmas de
modos de vida tanto em uma perspectiva interna como externa a empresa, acarretando em novos valores e demandas
de Qualidade de Vida no Trabalho.
Martins (2008), afirma que a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) trata da experiência emocional da
pessoa com seu trabalho, aborda os efeitos desta realidade no bem-estar da pessoa do ponto de vista emocional
e profissional, focalizando as suas consequências na pessoa e os seus efeitos nos resultados da
organização.
3. Material e método da pesquisa
O estudo pode ser classificado como o conjunto de procedimentos usados para auxiliar no desenvolvimento do
trabalho. Vergara (2000, p.46) relata que, "existem dois critérios básicos para classificar os
mais diferentes tipos de pesquisa: quanto aos fins e quanto aos meios". Quanto aos meios, se classificou como
uma pesquisa bibliográfica e documental, pois se buscou informações em livros, revistas e
sites de internet. Quanto aos fins, a pesquisa se classificou como estudo de caso qualitativo, desenvolvendo
pesquisa junto aos colaboradores, identificando fatores que influenciam na qualidade de vida dos mesmos.
A pesquisa bibliográfica foi utilizada para revisar a literatura existente, resgatando os principais
autores sobre a temática envolvida.
Foi caracterizado também como estudo de caso por aprofundar o assunto permitindo seu conhecimento de
forma ampla e detalhada.
Para a coleta de dados elegeu-se a utilização dos instrumentos de pesquisa
bibliográfica, que contribuiu com o embasamento teórico e aplicação de um
questionário misto, com questões abertas e fechadas como instrumento de
investigação, no intuito de obter informações para subsidiar a
construção deste trabalho.
A pesquisa qualitativa foi realizada através de um questionário, o qual teve como base o
instrumento de coleta de dados de Chiavenato (2008) aplicado aos colaboradores e, apresentada por
demonstrativo de gráficos.
A primeira farmácia foi adquirida e inaugurada em 1990. Há mais de dez anos a empresa adotou a
cidade de Passo Fundo como sede e centro administrativo de todos os seus negócios por ser uma cidade
pólo, tanto na medicina, como na educação e em demais atividades, pela
localização estratégica. A empresa tem como missão a solidez e a
inovação, através da condução do negócio com ética e
responsabilidade, integrando-se harmoniosamente com a comunidade e com o meio ambiente.
Dentre os principais produtos e serviços que a empresa trabalha pode-se dividi-los em dois grandes
grupos: medicamentos (similar, genérico e ético) e perfumarias, sendo que os medicamentos
representam cerca de 65% e a perfumaria cerca de 35% sob o faturamento mensal da empresa. Portanto, para a
realização do presente estudo foi escolhida a filial da Farmácia Gold, a qual foi
inaugurada janeiro de 2004 e conta atualmente com doze funcionários efetivos.
4. Diagnóstico e análise
Esta pesquisa foi elaborada a fim de identificar quais são os fatores que influenciam a qualidade de
vida dos colaboradores da filial da Farmácia Gold, a empresa em questão aplicou a pesquisa em
apenas 67% dos seus colaboradores.
Os colaboradores tiveram prazo de sete dias para responder. Obteve-se retorno de cem por cento das pesquisas,
sendo que foram questionados, balco-farmacistas, farmacêuticos, gestor e auxiliar de escritório.
Inicialmente, perguntou-se aos colaboradores se eles se sentem úteis nos seus trabalhos, no sentido de
perceber sua relevância para a empresa.
Dos entrevistados 62% das pessoas responderam que sempre se sentem úteis e 38% responderam às
vezes, o que demonstra que a maioria deles sente-se importantes e desenvolvem trabalhos que depende deles,
conforme Gráfico 1.
Gráfico 1 - Relevância do colaborador no ambiente de trabalho

Quando questionados se eles sentem-se valorizados e se as opiniões e sugestões são
reconhecidas, apenas 25% responderam que sempre se sentem valorizadas e suas opiniões e
sugestões são reconhecidas e 75% pessoas responderam às vezes, conforme Gráfico 2.
Possivelmente, a gestão não está levando em consideração muita das
opiniões e sugestões que a equipe tenha proposto. Neste sentido, é preciso que esta
estimule e discuta as sugestões, caso contrário, pode acabar bloqueando a equipe e, mais tarde,
os colaboradores podem não se importar em melhorar ou sugerir algo.
Gráfico 2 - Valorização do colaborador quanto ao
reconhecimento das opiniões e sugestões.

Ao questionar se os colaboradores sentem-se motivados para ir ao trabalho e se saem realizados e agradecidos,
62% responderam sempre, 25% responderam às vezes e 13% responderam raramente (Gráfico 3).
Nota-se que a maioria da equipe gosta do que faz e tem motivação para trabalhar. É
natural que nem todos os dias, por um motivo ou outro a motivação não seja a mesma, mas o
que precisa de uma atenção especial é um caso isolado, de uma pessoa que diz raramente
estar motivado para realizar suas tarefas.
No que se refere ao clima organizacional da empresa, 50% consideram bom, 37% consideram satisfatório e
13% ruim. Nota-se no Gráfico 4 que grande parte dos colaboradores sente-se bem em trabalhar na empresa
ou a considera habitual e tem uma boa relação com os colegas.
Apenas 13% dos colaboradores não se sentem bem em trabalhar na empresa e, por ser o único, este
deve ter dificuldades em se relacionar com os outros, não tem habilidade em trabalhar em equipe ou
então não se sente valorizado ou reconhecido como gostaria.
Gráfico 3 – Motivação do colaborador para
deslocar-se ao trabalho.

Neste sentido, um bom clima organizacional, ou seja, um ambiente de trabalho com qualidade, que permita uma
interação dinâmica entre pessoas e organizações, interfere direta e
indiretamente na produtividade dos colaboradores, refletindo nas relações interpessoais, na
produtividade e nas atitudes dos agentes envolvidos.
Gráfico 4 – Clima Organizacional da empresa.

Quanto à iluminação do ambiente de trabalho, 100% dos colaboradores responderam que
é bem iluminado, o que trás inúmeros benefícios, uma vez que se torna mais
agradável, menos cansativo.
Dificilmente vai prejudicar a visão de quem trabalha e o fato dos móveis serem de cores claras
também torna o ambiente mais iluminado e atrativo para os clientes. Assim, por se tratar de uma
farmácia, entende-se que a adoção destes requisitos faz-se necessária e
fundamental, pois ambientes bem iluminados e limpos denotam espaços asseados, onde há
preocupação com a qualidade dos serviços prestados.
A Ergonomia atua diretamente nas ações, envolvendo qualquer situação de trabalho.
É a ciência de "conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o
trabalhador a adaptar-se à tarefa". Desta forma, quanto aos equipamentos de trabalho, que fazem parte
do escopo da ergonomia, todos os colaboradores questionados responderam que são adequados. Como a
empresa está em constante crescimento, ela investe em equipamentos modernos e sofisticados, tanto para
comunicação interna de dados, como também para atender da melhor forma o cliente,
satisfazendo as necessidades de todos e, desta forma, podendo ser um fator de relevância na qualidade de
vida no trabalho.
Portanto, quando questionados se o salário é adequado e atende as expectativas, 50% responderam
que sim, que atende as expectativas e 50% respondeu que não atende como podemos visualizar no
Gráfico 5. Uma das justificativas para essa diferença possivelmente se dá pelo fato de
que a empresa paga salário fixo mais comissão, então o salário depende muito do
esforço de cada um.
Gráfico 5 – Expectativas dos colaboradores quanto ao
salário.

Questionou-se sobre a possibilidade de inovar no ambiente de trabalho e 25% responderam que sempre buscam
fazer coisas novas, 50% responderam às vezes e 25% responderam raramente (Gráfico 6). Pode-se
perceber que muitos não se sentem motivados para inovar e alguns parecem não ser desafiados para
inovar ou sugerir algo novo.
Gráfico 6 – Capacidade de inovação no ambiente de
trabalho.

Ao avaliar os fatores de estabilidade que podem levar as pessoas a se sentirem mais seguras para permanecer
no emprego por tempo significativo atingiu-se o percentual de 50% tanto sim como não, e na perspectiva
de sim se levantou os fatores de tempo de serviço do colaborador na empresa, aumento de salário,
produtividade, grau de responsabilidade do colaborador, seu nível de comprometimento com a
organização e o alcance de metas (Gráfico 7).
Gráfico 7 – Estabilidade no trabalho

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Gráfico 8 – Perspectivas de crescimento no trabalho

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Gráfico 9 – Relacionamento interpessoal

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A perspectiva de crescimento na empresa é um fator preponderante na escolha de um emprego. Neste
sentido, pode-se visualizar no Gráfico 8 que 75% dos colaboradores da Empresa em questão
responderam que tem expectativas de crescimento na organização e apenas 25% demonstram que
não. Como a empresa se encontra em processo de expansão e muitas vagas são abertas,
é possível que os colaboradores que tenham interesse de crescer na empresa se dediquem na busca
de aperfeiçoamento para almejar novos cargos.
No que tange ao relacionamento, segundo o Gráfico 9, 87% das pessoas responderam que se relacionam bem
com seus colegas e apenas 13% respondeu às vezes. Percebe-se que o grupo se relaciona muito bem e,
possivelmente tem facilidade de trabalhar em equipe.
No que se refere à distribuição do trabalho, 37% responderam que a
distribuição do trabalho sempre é feita de forma igual para todos, 50% responderam
às vezes e 13% respondeu raramente (Gráfico 10).
Gráfico 10 – Distribuição do trabalho entre colegas

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Com relação à pesquisa realizada entre os colaboradores, destaca-se como interesse da
maioria a realização de integrações entre os colaboradores e suas famílias
em datas festivas, mostrando o interesse em transformar a equipe de trabalho, bem como a oferta de uma
associação para realização de suas atividades. Complementado, a assistência
odontológica e a concessão de comissão na perfumaria são benefícios
importantes para 20% dos entrevistados onde-se classificou no item outros, conforme Gráfico 11.
Gráfico 11 – Benefícios não ofertados pela empresa,
mas de interesse dos colaboradores.

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No quesito convívio social e meio ambiente, obtêm-se apenas 2% de resposta afirmativa,
demostrando que com acesso a cultura e preocupação com os hábitos alimentares não
são considerados fatores que influenciam na qualidade de vida dos colaboradores da empresa nesta
pesquisa, segundo Gráfico 12.
Gráfico 12 – Fatores mais importantes que interferem na qualidade
de vida dos colaboradores.

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Portanto, acredita-se que é fundamental para o sucesso de uma equipe de trabalho a oferta de um
ambiente apropriado, o comprometimento de todos, bem como a motivação e a
satisfação, onde as empresas estejam preocupadas cada vez mais com a interação com
seus colaboradores. "A saúde, a segurança, o bem estar e a motivação são
fatores imprescindíveis para que o trabalhador desafie seus próprios limites em
função da organização" (RODRIGUES, 1994, p. 1).
Assim, com base nos resultados obtidos com a referida pesquisa, entendem-se necessárias algumas
alterações na sistemática de trabalho da empresa em estudo, visando desta forma que os
gestores percebam os colaboradores como parceiros ativos do processo produtivo e estes, por sua vez,
reconheçam a dimensão da organização que envolve a melhora constante dos
níveis de produtividade e a necessidade de comprometimento de todos os envolvidos.
5. Considerações finais
O presente trabalho foi motivado e norteado pela intenção de encontrar resposta para uma
questão que interfere significativamente no clima organizacional das empresas, os fatores que
influenciam na qualidade de vida no trabalho, onde o capital humano é visto como o grande diferencial
competitivo da empresa.
A partir das analises, permite-se afirmar que o processo de interação entre a empresa e seus
colaboradores ocorre de forma satisfatória, uma vez que a maioria sente-se valorizada e tem
reconhecimento dos gestores, inferindo de forma significativa na motivação do desenvolvimento de
suas atividades cotidianas.
A pesquisa evidencia a existência de 13% dos colaboradores insatisfeitos com o ambiente de trabalho.
Neste aspecto, é possível propor primeiramente pesquisa de clima organizacional, atividades em
grupo, no sentido de identificar o fator que está interferindo de forma negativa o desempenho do mesmo
e, caso a gestão entenda por ser necessário, também é possível a
realização de uma abordagem individual, visto que a adoção de ferramentas que
possibilitem ao público interno ser ouvido é essencial para o reconhecimento deste, enquanto
agente de pertencimento da organização.
A integração dos colaboradores e seus familiares em datas festivas foi um ponto que se entendeu
por ser de relevância na busca de qualidade de vida no trabalho, pois evidencia o sentimento de
coletividade da equipe de trabalho. Assim, sugere-se a adoção de atividades de
integração social e familiar, sejam elas na área do esporte, lazer ou cultura, pois os
investimentos tanto nas condições de trabalho quanto na preocupação com o seu bem
estar deve ser encarado como um fator muito importante.
Diante da analise do estudo realizado e das sugestões apresentadas, considera-se que a empresa possui
condições de implementar ações que possam desenvolver o comprometimento com a
organização e melhorar a qualidade de vida dos envolvidos no processo.
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organizacional e estilo de liderança, numa organização de saúde. Lisboa: ISCTE,
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Acesso em 05 de outubro de 2009.
RODRIGUES, M. V. C. Qualidade de vida no trabalho: evolução e analise no nível
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TEIXEIRA, C. G.- Gestão da saúde e qualidade de vida no trabalho: análise de um
modelo estruturado de avaliação da saúde de trabalhadores de uma empresa mineradora de
grande porte. Lisboa: ISCTE, 2010. Dissertação de mestrado. Disponível em:
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TOLFO, S. da R.; PICCININI, V. C. "As melhores empresas para trabalhar no Brasil e a Qualidade de Vida no
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VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 2.
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