1. Introdução
Cada vez mais a atividade de Inteligência é discutida, estudada e aplicada no mundo
contemporâneo. Na realidade ela existe desde os tempos bíblicos, quando Moisés enviou
espiões para lhe trazer dados sobre o que poderia ser a “terra prometida”. Também,
não dá para imaginar os romanos mantendo o seu império sem dados pertinentes e
confiáveis, muito menos os exploradores portugueses sem os conhecimentos da Escola de Sagres.
Segundo Cepik (2003) os serviços de inteligência das nações são
organizações governamentais especializadas na coleta, análise e
disseminação de informações sobre problemas e alvos relevantes para a
política externa, para a política de defesa nacional e a para a segurança pública
de um país. Assim, o serviço de inteligência é visto como estratégico pelas
nações e com um custo alto para gerar informações estratégicas. Essas
informações servem para alimentar estratégias deliberadas ou para identificar
estratégias emergentes para diversas finalidades: militares, econômicas, sociais e
políticas, sendo que, em alguns casos, geram vantagens competitivas.
A Inteligência de Estado é utilizada por várias nações do mundo, entre as
quais estão: Angola, Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Índia,
Israel, Japão, Portugal, Reino Unido, Rússia e Venezuela. Essa estrutura estratégica
possibilita conhecer a informação e a contrainformação do cenário macro dos
países, o que pode proporcionar vanguarda em ações do Estado.
Por se tratar de um assunto sigilosos e portanto com poucas informações explícitas,
percebe-se uma lacuna científica da pesquisa neste campo. Observa-se que a gestão desse tipo de
serviço é muito rica para área da estratégia, haja vista a possibilidade da
utilização da informação dos serviços de inteligência para
elaboração das estratégias do estado.
Ensina Cepik (2003) que no mundo, os serviços de inteligência são antigos e muito
utilizados pelos chefes de estados e nações, os quais usufruem das vantagens adquiridas
através do conhecimento gerado por esse tipo de serviço. No Brasil, a utilização
do serviço de inteligência é recente, são oitenta anos de atividades, nos quais
ocorreram muitas mudanças ao longo da sua história, porém, esse serviço sempre
atuou estrategicamente para a nação.
Desouza (2005) divide o serviço de inteligência em 3 níveis, sendo esses: a) primeiro
nível, onde estão dispostos os dados isolados que foram extraídos de atividades de
coleta; b) segundo nível, onde tem-se a análise e interpretação dos dados e a
geração de informações, tendências resultantes das atividades de
exploração e integração; c) terceiro nível, onde gera-se o conhecimento que
será utilizado para executar ações e obter vantagem estratégicas.
Portanto, chega-se ao seguinte problema de pesquisa: Qual é a produção
científica do tema Inteligência de Estado e quem são seus autores?
O objetivo geral deste estudo é identificar e mensurar a produção de artigos sobre
Inteligência de Estado e quem são seus autores. A fim de atingir o objetivo geral, tem-se os
seguintes objetivos específicos: (i) mensurar a produção científica de artigos do
tema Inteligência de Estado por ano; (ii) identificar os autores de artigos do tema Inteligência
de Estado; (iii) identificar os periódicos que mais abordam o tema Inteligência de Estado; (iv)
identificar as palavras-chave mais utilizadas na produção de artigos científicos sobre
Inteligência de Estado; (v) compreender qual a ênfase que se destaca sobre o tema
Inteligência de Estado nos artigos científicos e (vii) identificar os países que mais
pesquisam Inteligência de Estado.
O presente estudo se justifica pela importância que o tema Inteligência de Estado alcança
em qualquer país. Observa-se que toda nação que implantar um sistema de
inteligência sofisticado estará na vanguarda no que se refere a vantagem competitiva, defesa das
extensões territoriais, marítimas e aérea; dos recursos naturais e, portanto, da
própria soberania da nação.
O presente artigo esta estruturado da seguinte forma: 1. Introdução; 2. Referencial
Teórico; 3. Procedimentos metodológicos; 4. Resultado e análise dos dados; 5.
Considerações; e 6. Referências.
2. Referencial teórico
2.1 Inteligência de Estado
Com a consolidação do Estado-Nação, entre o limiar do sec. XIX e o inicio do
sec. XX, as principais potências europeias iniciaram a estruturação de seus
serviços de inteligência. Sob a baliza de agitações sociais internas, como o
crescente movimento operário, ou sob o marco das guerras e conflitos externos entre potências
(CEPIK, 2003), cujos exércitos vinham se tornando cada vez mais sofisticados e mortíferos, a
premência por informações que subsidiassem a tomada de decisões dos governantes no
campo dos conflitos tornou-se decisiva aos gestores do Estado.
Conforme Numeriano, (2007) a atividade de Inteligência configura-se como uma estratégia de
Estado, e se constitui no trabalho de coleta e análise de dados sensíveis, e na
disseminação destes para uma rede de atores e decisores, sob a forma de conhecimentos relativos
às questões de segurança do Estado e da sociedade.
Godson (2004) explica a atividade de inteligência como aquela que obtém a
informação, explora e a mantém protegida por meio de organizações
especificamente estabelecidas para este propósito. Continua que o elemento determinante dessa atividade
são as organizações estatais especializadas para esse fim, as quais utilizam as
informações secretas coletadas sobre um país estrangeiro na busca de vantagem
estratégica.
A guerra, a diplomacia e o policiamento são as três matrizes das origens históricas da
Inteligência (CEPIK, 2003). A guerra pode ser associada à Inteligência de defesa
territorial, a diplomacia à Inteligência para o campo externo, e o policiamento à
Inteligência para prover a segurança e ordem internas. Trata-se de um esquema didático,
pois, a rigor, no tempo, espaço e processo de constituição dos primeiros Estados
nacionais, estas três matrizes sempre convergiram para um amálgama de ações que
traduziam os interesses e respostas políticas na dinâmica do conflito de poder interestatal e
intra estatal (CEPIK, 2003).
A História mostra que os primeiros Estados nacionais criaram serviços de
informações para subsidiar as decisões de estado-maior de corpos de exércitos
durante campanhas militares. A função dos serviços era, pois, restrita à
informação sobre movimento de tropas, moral do inimigo, vias de suprimento, armas e
munição disponíveis, natureza do terreno e outros dados julgados úteis para a
tática e estratégia militares. Um dos textos mais célebres sobre o papel da espionagem na
guerra é o Ping-fa, de Sun Tzu.
A criação de serviços secretos é o efeito da necessidade de Estados para a defesa
e prevenção em tempos de guerra e de paz. Mas a intenção dos governantes desses
Estados é usar tais serviços para maximizar poder.
Conforme Cepik (2003), existem oito principais funções atribuídas aos serviços e
sistemas de Inteligência, a saber: (i) contribuir para tornar o processo de decisão governamental
mais realista e racional em áreas estratégicas, como política externa, defesa nacional e
ordem pública; (ii) propiciar a interação entre policymakers e oficiais de
Inteligência, aumentando o nível de especialização dos tomadores de decisão
e de suas organizações; (iii) apoiar o planejamento de capacidades defensivas e o
desenvolvimento e / ou a aquisição de sistemas de armas; (iv) apoiar as
negociações diplomáticas em diversas áreas; (v) subsidiar o planejamento militar e
a elaboração de planos de guerra; (vi) prevenir os líderes civis e militares contra
ataques, surpresas diplomáticas e graves crises políticas internas; (vii) monitorar os alvos e
ambientes externos prioritários para reduzir incertezas e aumentar o conhecimento e a confiança;
e (viii) preservar o segredo sobre as necessidades informacionais, as fontes, fluxos, métodos e
técnicas de Inteligência.
Numeriano (2007) descreve a atividade de inteligência como uma técnica, que requer ferramentas e
métodos para produzir conhecimentos. Estes meios são inspirados, em parte, na ciência
criminal e na metodologia científica. Completa que a Inteligência não tem a
pretensão de atingir o estatuto de ciência, mas ela, tal qual as ciências, também
é constituída por engrenagens para apreender, descrever e explicar o real.
Cepik (2003) afirma que o trabalho de Inteligência obedece a um ciclo, o qual descreve a
produção de conhecimento, mas, em essência, o processo pode ser reduzido às
seguintes fases e elementos: (i) planejamento e direção, (ii) coleta de dados (ostensivo ou
encobertos), (iii) processamento, (iv) produção e análise, (v) difusão e (vi)
resposta (feedback).
A atividade de Inteligência é conceitualmente dividida em duas vertentes. Uma vertente designa
a atividade voltada para a obtenção, análise e disseminação de
conhecimentos sensíveis sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência
sobre o processo decisório e a ação governamental, bem como sobre a salvaguarda e a
segurança da sociedade e do Estado. A segunda vertente é a Contra-Inteligência, que
objetiva neutralizar a Inteligência adversa, ou seja, os serviços secretos de outros Estados,
além da Inteligência privada e de grupos terroristas ou criminosos sobre alvos nacionais ou
estrangeiros. (NUMERIANO, 2007).
3. Procedimentos metodológicos
3.1 Bibliometria
Este estudo busca obter subsídios sobre as discussões realizadas em torno do tema
Inteligência de Estado. Uma forma contemporânea desse processo é a bibliometria com artigos
científicos. Segundo Pizzani et al. (2008, p. 69-70), "um dos mecanismos mais utilizados pela
comunidade científica para a disseminação dos resultados das pesquisas é a
publicação de artigos científicos em revistas, os chamados periódicos
científicos e, para avaliar a produção científica de um determinado grupo de
pesquisa foram elaborados indicadores para medir a sua visibilidade científica".
A busca pela visibilidade científica se firmou com o surgimento da cientometria na década de
1960. Pelegrini Filho et al. (1997) definiram a cientometria como a área que trata da análise de
aspectos quantitativos referentes à geração, propagação e
utilização de informações científicas, com o fim de contribuir para o
melhor entendimento do mecanismo de pesquisa científica como uma atividade social.
No entanto, o termo bibliometria é mais antigo e foi definido pela primeira vez em 1934, como parte da
bibliografia que se ocupa da medida ou da quantidade aplicada ao livro (OTLET, 1986). Assim, a bibliometria
utiliza dados matemáticos e estatísticos para quantificar as informações
referentes à produção e à disseminação do conhecimento
científico.
Conforme Araújo (2006, p.12) a bibliometria consiste “na aplicação de
técnicas estatísticas e matemáticas para descrever aspectos da literatura e outros meios
de comunicação (análise quantitativa da informação)”. Figueiredo
(1998, p. 79) conceitua bibliometria como sendo a “análise estatística dos processos de
comunicação escrita, tratamento quantitativo (matemático e estatístico) das
propriedades e do comportamento da informação registrada”.
A bibliometria também pode ser definida como um estudo quantitativo das unidades bibliográficas
publicadas; aplicação de métodos estatísticos e matemáticos ao estudo de
uso dos livros e outros meios; estudo quantitativo da produção de documentos.
A bibliometria, como método quantitativo de investigação da ciência, utiliza a
análise de citações como uma de suas ferramentas como forma de medir o impacto e a
visibilidade de determinados autores dentro de uma comunidade científica, verificando quais escolas do
pensamento vigoram dentro das mesmas (VANZ; CAREGNATO, 2003).
A bibliometria não está somente ligada a métodos quantitativos, ocupa-se também
de métodos qualitativos, e conforme Hayashi et al (2007) a bibliometria mesmo baseada na
aplicação de métodos quantitativos não consegue fugir dos métodos
qualitativos de análise. Finaliza que combinar o método quantitativo e qualitativo na
análise bibliométrica auxilia numa melhor tomada de decisão.
As principais leis bibliométricas são: Lei de Bradford (produtividade de periódicos),
Lei de Lotka (produtividade científica de autores) e Lei de Zipf (frequência de palavras).
3.2. Enquadramento Metodológico
Este trabalho teve como principal fonte de pesquisa a análise documental. A escolha da amostra
está baseada em artigos científicos, os quais são importantes meios de
disseminação do conhecimento. Adotando a linha descritiva, este artigo visou investigar,
descrever e analisar os artigos científicos sobre Inteligência de Estado nas bases de dados
Web Of Science e Scopus. Os documentos foram verificados com abordagem quali-quantitativa e
a coleta dos dados são secundários.
Barros e Lehfeld (1990) ensinam que as pesquisas qualitativas são aplicáveis nos estudos que os
dados são expostos de forma verbal, oral, ou em forma de discurso. Completam que na pesquisa
quantitativa, usa-se um conjunto de dados estatísticos, sobre os quais é realizada uma
análise descritiva dos dados, e esses podem ser ordenados por distribuição de
frequências ou montagem de tabelas.
3.3 Procedimentos da Pesquisa
A base de dados consultada foi a Web of Science. Observa-se que Web of Science oferece aos pesquisadores um
banco de dados com conteúdo multidisciplinar abrangendo mais de 12.000 dos periódicos de maior
impacto em todo o mundo, incluindo revistas de acesso aberto e mais de 150.000 procedimentos de
conferências. Essa base de dados abrange uma cobertura atual e retrospectiva em ciências,
ciências sociais, artes e humanidades, com resgate desde 1900.
A outra base de dados utilizada foi o Scopus. Essa base de dados possui resumos, citações da
literatura científica, e de fontes de informação de nível acadêmico na
Internet, além de indexar periódicos, patentes, e outros documentos nas áreas de
ciências biológicas, ciências da saúde, Ciências físicas e
ciências Sociais.
Foi utilizado o software Endnote para compilar e organizar os artigos sobre Inteligência de Estado. As
palavras-chave em inglês foram as seguintes: national intelligence, state intelligence, agency
intelligence. O filtro para encontrar os estudos sobre o tema foi artigos e ciência social. Na
sequência, tem-se a figura 1 destacando o fluxograma da pesquisa:
Figura 1 – Design da pesquisa
Fonte: Elaborado pelos autores
4. Análise dos resultados
Após a pesquisa chega-se ao quantitativo de 60 artigos. Observa-se no quadro 1 que o número de
publicação de artigos até 2007 manteve uma média de 2 artigos. A partir de 2008
ocorre uma elevação de estudos sobre Inteligência de Estado e chega-se a um número
expressivo em 2011, alcançando 11 publicações.

Gráfico 1. Quantidade de produção de artigos por ano.
Fonte: Autores.
Na tabela 1 aborda-se a lei de Bradford, a qual analisa a frequência de publicação de
artigos em periódicos. Nota-se um destaque para o periódico Intelligence and National Security
com 5 publicações, seguido pelo periódico International Journal of Intelligence and
CounterIntelligence com 3 periódicos e os demais periódicos com uma frequência de 2
publicações.
|
Periódico
|
Frequência (f)
|
Acumulado
|
|
Intelligence and National Security
|
5
|
-
|
|
International Journal of Intelligence and CounterIntelligence
|
3
|
5
|
|
Commentary
|
2
|
8
|
|
Israel Affairs
|
2
|
10
|
|
Journal of Strategic Studies
|
2
|
12
|
|
Orbis
|
2
|
14
|
|
Public Money & Management
|
2
|
16
|
|
Total
|
|
16
|
Tabela 1. Lei de Bradford.
Fonte: Autores.
A tabela 2 aborda a lei de Lotka, a qual analisa a produtividade científica por autores. Observa-se
um equilíbrio de publicação entre os autores Omand, S. D., Bar-Joseph, Uri e Thomas, M. O
primeiro destaca-se com 3 publicações, o outros dois autores obtiveram êxito com 2
publicações cada um. Vale ressaltar a publicação de um artigo do brasileiro Cepik
em um periódico internacional.
|
Autor
|
Frequência (f)
|
Acumulado
|
|
Omand, S. D.
|
3
|
-
|
|
Bar-Joseph, Uri
|
2
|
5
|
|
Thomas, M.
|
2
|
7
|
|
Total
|
|
7
|
Tabela 2. Lei de Lotka
Fonte: Autores.
Aborda-se na tabela 3 a Lei de Zipf. Essa lei destaca a frequência de palavras-chave que se destacam
como peças de busca periódicos. Dentre os 60 artigos compilados sobre Inteligência de
Estado, encontra-se em destaque a palavra Intelligence com 12 utilizações como palavra-chave, na
sequência com 8 utlizações como palavra-chave tem-se United States, em terceiro maior uso
como palavra-chave destaca-se Terrorism. Conforme elucida a tabela, as demais palavras encontram certo
equilíbrio na distribuição como palavras-chaves utilizadas nos estudos pesquisados.
|
Palavras-chave
|
Frequência (f)
|
|
Intelligence
|
12
|
|
United States
|
8
|
|
Terrorism
|
7
|
|
National Security
|
5
|
|
War
|
4
|
|
Government Agencies
|
3
|
|
Eurásia
|
3
|
|
Nuclear weapon
|
3
|
|
Iran
|
3
|
|
Intelligence Service
|
2
|
Tabela 3. Palavras-chave mais utilizadas.
Fonte: Autores
O gráfico 2 aborda a ênfase dos estudos sobre Inteligência de Estado. Classifica-se este
gráfico pelas linhas de estudo que mais aplicam estudos sobre o tema. Destaca-se com 24 estudos a linha
de administração e operações, seguida por 20 estudos sobre a linha militar e sobre
terrorismo. A linha de menor aplicação de estudo sobre Inteligência de Estado foi a que
aborda o assunto meio ambiente, com uma aparição.

Gráfico 2. Ênfase da Inteligência de Estado.
Fonte: Autores
Quanto a publicação de artigos sobre Inteligência de Estado por País de origem,
reconhece-se um expressivo numero por parte dos Estados Unidos da América com 37 artigos. Esse
país é seguido de perto pelo Reino Unido com 13 publicações. Nota-se um
equilíbrio de estudos entre os demais países que compõem a amostra, com uma média
de 1 artigo por Nação.

Gráfico 3. País de origem dos artigos.
Fonte: Autores
5. Considerações
Conclui-se que o tema Inteligência de Estado é pouco estudado, por ser um tema antigo e de
grande importância para ciência social, porém observando o aumento de
publicações de artigos a partir de 2007, as palavras-chave United State e Terrorismo e a
quantidade de publicações norte americanas, pode-se relacionar com os acontecimentos terroristas
nos Estados Unidos e as atuações da agência de inteligência americana com o aumento
do interesse nas pesquisas a cerca do tema Inteligência de Estado.
Outro aspecto que evidencia-se na pesquisa é a alta frequência de publicações do
autor inglês S.D. Omand, frente ao demais autores, em segundo lugar o israelita Uri Bar-Joseph.
Comparando-se as origens dos artigos, a Inglaterra possui 13 artigos contra 2 artigos originados de Israel,
todos do autor Uri Bar-Joseph.
A respeito da quantidade de periódicos científicos sobre o tema, observou-se mais de quinze
periódicos, mas somente sete apresentaram uma quantidade de artigos acima de duas
publicações, tendo destaque para os periódicos Intelligence and National Security e
International Journal of Intelligence and CounterIntelligence, os quais acumulam 13% do total das
publicações pesquisadas de Inteligência de Estado.
Percebe-se a grande ênfase dos autores de artigos em Inteligência de Estado na
gestão/operações dos serviços inteligência e no aspecto militar,
herança do século XX marcado por vários confrontos militares. Observa-se ainda um
príncipio de estudo na área do meio ambiente, por meio da Inteligência de Estado.
Sugere-se efetuar a pesquisa em portais nacionais e outros internacionais, para ter uma noção
mais ampla da produção científica sobre o tema, pesquisar outras variáveis
relacionadas com Inteligência de Estado.
Referências
ARAÚJO, C. A. Bibliometria: evolução histórica e questões
atuais. Em questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 11-32, jan./jun. 2006.
BARROS, A. de J. P.; LEHFELD, N. A. de S. Projeto de Pesquisa: propostas
metodológicas. – Petrópolis, RJ: Vozes, 1990.
CEPIK, M. Espionagem e democracia: agilidade e transparência como dilemas na
institucionalização de serviços de inteligência. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003.
DESOUZA, K. C. Restructuring government intelligence programs: A few good suggestions. See
front matter, 2005, Elsevier Inc. All rights reserved. Institute for Engaged Business Research, The Engaged
Enterprise, 1349 West 16th Street, Chicago, IL 60608, USA
GODSON, R. Dirty tricks or trump cards: U.S. covert action and counterintelligence.
Washington: Brassey’s, 2004.
GUEDES, V. L. S.; BORSCHIVER, S. Bibliometria: uma ferramenta estatística para a
gestão da informação e do conhecimento, em sistemas de informação, de
comunicação e de avaliação científica e tecnológica. In:
cinform–encontro nacional de ciência da informação, 6., Salvador: UFBA, 2005.
FIGUEIREDO, N. M. de. Desenvolvimento e avaliação de coleções.
2. ed. rev. e atual. Brasília: Thesaurus, 1998.
HAYASHI, M. C. P. I.; et al. Um estudo bibliométrico da produção
científica sobre a educação jesuítica no Brasil colonial. Biblios, ano
8, n. 27, fev./mar. 2007.
NUMERIANO, R. A inteligência civil do brasil, portugal e espanha:
legados autoritários como constrangimentos à democratização da
inteligência de estado na transição e consolidação
democrática. Tese (Doutorado em Ciência Política) – PPCS,
Universidade Federal de Pernambuco. 2007.
PIZZANI, L.; SILVA, R. C. da; HAYASHI, M. C. P. I. Bases de dados e
bibliometria: a presença da educação especial na base Medline.
Revista brasileira de biblioteconomia e documentação, v.4, n.1, p. 68-85, jan./jun. 2008.
PELLEGRINI FILHO, A.; GOLDBAUM, M.; SILVI, J. Producción de artículos
científicos sobre salud em seis países da América Latina, 1973 a 1992. Revista
Panamericana de Salud Publica, v.1, n.1, p.23-34, 1997.
OTLET, P. O livro e a medida: bibliometria teoria e prática. São Paulo:
Cultrix, 1986. p.19-34.
VANZ, S. A. de S.; CAREGNATO, S. E. Estudos de citação: uma ferramenta para
entender a comunicação científica. Em Questão, Porto Alegre, v. 9, n. 2, p.
295-307, jul./dez. 2003.
TZU, S. A Arte da Guerra. Rio de Janeiro: Record, 1985.
|