1. Introdução
As mudanças ocorridas na sociedade têm apresentado fortes influências e
características da pós-modernidade. A alteração repentina de atitude, de humor, de
desejos, dos costumes das pessoas entre outras tem sido as maiores representações da
consequência do mundo pós-moderno. Mas afinal o que se entende por pós-modernismo? Pode-se
dizer que é um movimento social que surge como uma forma cultual de dominação e que traz
consigo novas maneiras de socialização, de pensar e de agir.
A presença de objetos tecnológicos como telefones celulares, tablets, notebook,
entre outros faz com que a escola busque se adaptar aos indivíduos contemporâneos e para tentar
cumprir com sua função ela tem a necessidade de aprender a utilizar estes recursos
tecnológicos para atrair a atenção dos alunos. Acredita-se que toda essa presença
dos objetos tecnológicos tem causado desestabilidade na escola e em grande velocidade fazendo com que
ela não tenha condições de se adaptar a todas essas características dessa nova
sociedade.
(...) cada vez mais crianças, constituídas por novas e variadas
práticas culturais, adentram nossas escolas, causando inquietações,
desestabilizando e incomodando, porque, de certa forma, já não é mais
possível classificá-las e enquadrá-las em uma cartografia. Sem essa garantia de
ordem e estabilidade, por longo tempo assegurada pelos enquadramentos pedagógicos modernos,
educadores dos tempos pós-modernos estão inseguros, sem rumo, confusos, quase
imobilizados. (Momo e Costa, 2010, p. 988).
Mesmo com toda a tentativa de inclusão dos recursos tecnológicos na sala aula os
professores sentem que há dificuldade de prender a atenção dos alunos, pois não se
trata apenas no uso destes recursos e sim de como fazer com que os alunos se interessem pelos conhecimentos
escolares.
O que se pode perceber é que a escola tem sofrido perturbações e mesmo com
toda iniciativa dos profissionais da educação tem sido quase que impossível fazer com que
os alunos tenham interesse em aprender conteúdos disciplinares e dessa forma construam seu
próprio conhecimento. Pode-se se dizer que a escola foi invadida por
Seres estranhos, ameaçadores e incompreendidos nos olham nos pátios,
corredores e salas de aula. A infância como fase da inocência, da dependência, da
insegurança e da ignorância dos segredos do mundo e da vida parece que está
desaparecendo rapidamente. No lugar dela instalam-se as infâncias dos tempos
pós-modernos, insondáveis, múltiplas, instáveis, paradoxais, selvagens,
incontroláveis, enigmáticas (Momo e Costa, 2010, p. 988-989).
É inegável que o espaço escolar necessita de mudanças e que estas
exigem além de políticas públicas, capacitação de professores na
formação inicial e continuada para utilização dos recursos tecnológicos bem
como a aquisição de equipamentos de tecnologia. Dessa forma, faz-se necessário adequar a
sala de aula à realidade dos alunos. É importante que a escola se torne um ambiente atrativo
para o ensino de conteúdos disciplinares e a construção de conhecimento, e não
somente um local para seus alunos exibirem seus objetos tecnológicos.
2. O computador e seu uso
A sociedade necessita de indivíduos criativos e com a capacidade para criticar de modo
construtivo, pensar, aprender sobre aprender, trabalhar em grupo e conhecer seus próprios potenciais.
Isso requer um indivíduo que está atento às mudanças que acontecem em nossa
realidade e que tenha a capacidade de constantemente melhorar e reorganizar suas ideias e ações.
Tal necessidade implica na transformação das escolas de hoje. Essa transformação
é muito mais profunda do que simplesmente instalar o computador como um novo recurso educacional, pois
aprender um determinado assunto deve ser o produto de um processo de construção de conhecimento
realizado pelo aprendiz e por intermédio do desenvolvimento de projetos que usam o computador como uma
fonte de informação ou recurso para resolver problemas significativos para o aprendiz (Valente,
1999).
O computador pode ser um importante recurso no processo de construção de
conhecimento pelos alunos. Ao questionarmos “por que usar computadores na
educação?”, a resposta mais provável é o fato de estarmos interessados em
explorar as características dos computadores que contribuem para o processo de
conceituação ou construção do conhecimento. Ele pode refletir sobre os resultados
de suas ações e ideias, e esta reflexão é o mecanismo pelo qual o aprendiz se
torna consciente de seu conhecimento e, assim, pode transformar seus esquemas mentais em
operações e noções mais complexas. A grande maioria dos educadores acredita que o
computador motiva o aluno, que é a ferramenta da atualidade ou que facilita o aprendizado. No entanto,
os diferentes usos do computador na sala de aula levaram à conclusão de que os usos que
são mais semelhantes à práticas pedagógicas tradicionais são os menos
efetivos para promover a compreensão do que o aprendiz faz (Valente, 1999).
Assim, o uso do computador em sala de aula tem modificado a ideia de ser um simples instrumento
no processo pedagógico tornando-se um importante auxiliador no processo de ensino e de aprendizagem e
na construção de conhecimentos pelo aprendiz, permitindo assim repensar sobre a aprendizagem de
conceitos que estão presentes na interação do aprendiz com recurso tecnológico.
Diante desses aspectos, verificou-se a aprendizagem do conceito de função afim,
seus parâmetros e o comportamento gráfico, em alunos ingressantes do curso de licenciatura em
Matemática por meio da utilização do software Geogebra.
3. Descrevendo o estudo
Este trabalho foi realizado com quatorze acadêmicos do primeiro ano de um curso de
licenciatura em Matemática de uma Instituição de Ensino Superior, pública, do
interior do Paraná, na disciplina de Função. Objetivou-se, por meio de uma atividade,
verificar a aprendizagem do conceito de função afim, seus parâmetros e o comportamento
gráfico por meio da utilização do software Geogebra. Pois, acredita-se que
O oposto à matemática pronta é a matemática em status
nascente. Isto é o que Sócrates ensinou. Hoje, desejamos que isso seja um começo
real ao invés de ser estilizado; o educando deve, por ele mesmo, reinventar
matemáticas... O processo de aprendizagem tem que incluir fases de invenções
dirigidas, isto é, de invenções não no sentido objetivo, mas no senso
subjetivo, visto da perspectiva do estudante (Freudenthal, 1973, apud Steinbring, 2005, p.15).
Para a realização da atividade, dividiu-se os alunos da turma em duplas, na qual
se buscou compreender de que forma os acadêmicos entendem o uso de recurso tecnológico na
construção do conceito de função. Assim, inicialmente, foi solicitado que fizessem
a definição da função afim e o comportamento gráfico da mesma em
relação aos seus parâmetros bem como o registro da contribuição do uso do
software Geogebra. Para isto, a atividade foi desenvolvida de modo que os acadêmicos a refletissem sobre
o uso de recursos tecnológicos na construção do conhecimento.
Então, foi solicitado aos acadêmicos que definissem a função afim
até mesmo pelo fato de ser um conceito prévio advindo da Educação Básica e
também pela sua presença na licenciatura em Matemática. Após, discutiu-se sobre os
aspetos definidores da função afim (o conjunto domínio e a função (x,
ax+b)) e os aspectos característicos (dependentes dos parâmetros a e b) que são imagem e
comportamento gráfico da função. Em seguida solicitou-se que realizassem a
construção gráfica da função afim e registrassem de modo escrito o
comportamento gráfico em relação aos seus parâmetros em cada um dos quatro momentos
conforme indicado no Quadro 1:
|
Momentos
|
Definição dos parâmetros
|
|
1ª
|
O valor do parâmetro a ser positivo e o parâmetro b
igual a zero.
|
|
2ª
|
O valor do parâmetro a ser negativo e o parâmetro b
igual a zero.
|
|
3ª
|
O valor do parâmetro a ser positivo ou negativo e o
parâmetro b diferente de zero.
|
|
4ª
|
O valor do parâmetro a ser igual a zero e o
parâmetro b diferente de zero.
|
Quadro 1 – Situações para análise do
comportamento gráfico da função afim
Fonte: os autores (2013)
|
Posterior a essa atividade, solicitou-se que os acadêmicos descrevessem de que forma o uso
do software Geogebra pode contribuir na aprendizagem do conceito de função afim, acredita-se que
Todo conhecimento matemático, seja ele científico ou escolar, necessita do
contexto de referência, e, neste sentido, todo conhecimento é um contexto
específico. Sobre esta base, a diferença entre matemática científica e
escolar encontra-se nos diferentes tipos de contextos de referências usados nestes diferentes
contextos de desenvolvimentos sociais. Uma diferença importante diz respeito ao contexto de
referência na matemática escolar, a qual deve ser ajustada para a necessidade da
aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo dos estudantes (Steinbring, 2005, p.13).
As duplas realizaram várias discussões acerca do conceito envolvido na atividade.
Durante a realização da atividade buscou-se verificar o conceito de função afim
pelos alunos além de apresentar uma atividade que possibilita a construção de
conhecimento por meio da utilização do software Geogebra em sala de aula. Assim, ao final
da atividade foram recolhidos os registros escritos para posterior análise.
A pesquisa caracterizou-se como qualitativa, pois o pesquisador buscou coletar dados e
analisá-los de modo a atingir o objetivo de verificar a aprendizagem do conceito de
função afim em acadêmicos do no curso de licenciatura em Matemática. Pois, de
acordo com Bogdan e Biklen (1994), a pesquisa qualitativa pode ser entendida como a tentativa de
compreensão de significados e características de situações apresentadas por
entrevistados ou pesquisados, para se aprofundar nos fenômenos, levando em conta a sua complexidade e
particularidades, de maneira a não almejar generalizações e sim a compreensão das
singularidades.
Por se tratar de sete duplas, decidiu-se escolher quatro duplas que realizaram a atividade. As
duplas foram numeradas de um a sete, sendo escolhidas ao acaso as quatro duplas (D1, D2, D3, D4) que foram
analisadas neste trabalho.
Para a análise dos registros produzidos pelos acadêmicos na atividade realizada
optou-se pela análise de conteúdo, pois é considerado um instrumento de análise
interpretativa que possibilita uma compreensão que parte da realidade concreta da
situação estudada. Para Moraes (1999, p. 7) a “análise de conteúdo constitui
uma metodologia de pesquisa usada para descrever e interpretar o conteúdo de toda classe de documentos
e textos” e pode ser considerado um instrumento,
um guia prático para a ação, sempre renovada em
função dos problemas cada vez mais diversificados que se propõe a investigar.
Pode-se considerá-la como único instrumento, mas marcado por uma grande variedade de
formas e adaptável a um campo de aplicação muito vasto, qual seja a
comunicação (Moraes, 1999, p. 7).
A metodologia de análise de conteúdo constitui um conjunto de procedimentos de
análise das comunicações, orais ou escritas, cujo objetivo é encontrar
indicadores, qualitativos ou quantitativos, que possibilitem inferir (deduzir de forma lógica) sobre
conhecimentos relacionados às mensagens analisadas. Assim, a análise de conteúdo é
indicada quando o pesquisador pretende manipular as mensagens para inferir “conhecimentos sobre o
emissor da mensagem ou sobre o seu meio” (Bardin, 2009, p. 34).
Desse modo, sendo a análise de conteúdo um instrumento que pode ser adaptado a uma
variedade de pesquisa, coube ao pesquisador determinar uma maneira de fazer o uso desta metodologia neste
trabalho de modo a atingir o objetivo anteriormente definido.
4. Estrutura da análise
Utilizando como base a análise de conteúdo e mediante os aspectos
característicos da função afim, definiu-se como categorias a priori os quatro momentos
apresentados anteriormente no Quadro 1. Tal escolha de se deu em concordância com o que diz Bardin
(1999) a respeito do processo de categorização, pois este “tem como objectivo (da mesma
maneira que a análise documental) fornecer, por condensação, uma
representação simplificada dos dados brutos” (Bardin, 1999, p. 112) e também pelo
conjunto de “boas características” que as categorias devem possuir:
- a exclusão mútua: esta condição estipula que cada elemento
não pode existir em mais de uma divisão. As categorias deveriam ser construídas
de tal maneira que um elemento não pudesse ter dois ou vários aspectos
susceptíveis de fazerem com que fossem classificados em duas ou mais categorias;
- a homogeneidade: o princípio da exclusão mútua depende da
homogeneidade das categorias. Um único princípio de classificação deve
governar a sua organização;
- a pertinência: uma categoria é considerada pertinente quando está
adaptada ao material de análise escolhido, e quando pertence ao quadro teórico definido;
- a objectividade e a fidelidade: estes princípios, tidos como muito importantes no
início da história da análise de conteúdo, continuam a ser válidos.
As diferentes partes de um mesmo material, ao qual se aplica a mesma grelha categorial, devem ser
codificadas da mesma maneira, mesmo quando submetidas a várias análises;
- a produtividade: adicionaremos às condições geralmente invocadas uma
qualidade muito pragmática. Um conjunto de categorias é produtivo se fornece resultados
férteis: férteis em índices de inferências, em hipóteses novas e em
dados exactos. (Bardin, 1999, p. 113-114).
Para a definição das unidades de registro baseou-se nos critérios de
correção e avaliação apresentado por Buriasco, Cyrino e Soares (2004) que
possibilitam corrigir e registrar a produção discente na resolução de
questões abertas. A adoção de tal método se dá tendo em vista que
as respostas dos alunos não devem ser codificadas apenas como certas ou erradas,
e sim, separadas inicialmente em três blocos - “responde adequadamente a
questão”, “responde parcialmente a questão” e “não
responde a questão” – e classificadas como - “crédito completo”,
“crédito parcial” e “nenhum crédito”, respectivamente (Buriasco,
Cyrino e Soares, 2004, p. 5).
As autoras consideram que este método de correção possibilita ao professor
verificar a compreensão do aluno em relação ao que foi solicitado na atividade de modo a
identificar o que ele já conhece ou está em busca de aprender, pois “se a resposta dada a
uma questão está incorreta, necessariamente a produção do aluno deve ser examinada
para considerar possíveis créditos parciais” (Buriasco, Cyrino e Soares, 2004, p. 6).
Assim, definiu-se a estrutura de análise, onde as categorias são os momentos apresentados no
Quadro 1 e as unidades são os critérios definidos por Buriasco, Cyrino e Soares (2004).

Fig. 1 – Categorias e unidades de análise
Fonte: os autores (2013)
Após escolha da estrutura acima se iniciou a análise dos registros apresentados e
a avaliação realizada baseados na análise de conteúdo no qual são
apresentados adiante.
5. Análise dos registros
Nos Quadros 2, 3, 4 e 5 apresenta-se, de acordo com a definição da amostra e das
categorias de análise, a transcrição dos registros realizados pelas duplas e a
comparação com as respostas corretas de acordo com a definição e o comportamento
gráfico da função afim. Também se registrou um meta texto no qual se buscou
compreender a aprendizagem do conteúdo pelos alunos. Nos Quadros a seguir apresenta-se cada categoria,
os registros e os textos criados para a análise das atividades e suas respectivas
avaliações.
A primeira análise deu-se da categoria: O valor do parâmetro a ser positivo e o
parâmetro b igual a zero, conforme Quadro 2.
|
Categoria: O valor do parâmetro a ser positivo e o parâmetro
b igual a zero.
Registro correto: Tem-se uma reta crescente, passando pela origem do plano cartesiano, e a medida que
o valor de a aumenta, a abertura angular entre a reta e o eixo das abscissas aumenta, ficando a reta
mais próxima do eixo Oy.
|
|
Dupla
|
Registro da dupla
|
Avaliação
|
|
D1
|
A reta será crescente e passará pelo o ponto de origem e a
reta ficará mais próxima ao eixo de y, quando maior o a não interceptará
nenhum dos eixos.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D2
|
A medida que o valor de a aumenta a reta vai ficando mais próxima
do eixo y.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D3
|
A reta passa pelo ponto origem, devido ao coeficiente angular ser
positivo, a reta é crescente.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D4
|
Quanto maior o parâmetro de a mais próximo ao eixo de y
fica a reta, sendo crescente.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D1: esta dupla faz o registro correto da situação
até determinado momento, mas comete um erro na complementação da resposta.
D2: registra apenas a relação do coeficiente angular em relação ao eixo
Oy, porém não descrevem as demais características.
D3: pode-se perceber que há certa confusão em relação ao comportamento
gráfico da função e seus parâmetros. No registro a dupla justifica que a
reta passa na origem do plano cartesiano por seu coeficiente angular ser positivo, o que não
está correto.
D4: esta dupla registra que quanto maior o coeficiente angular, mais próxima do eixo Oy a reta
estará e será crescente. Porém, deixa de registrar que a mesma passa pela origem
do plano cartesiano.
|
Quadro 2 – Análise da quarta categoria: O valor do
parâmetro a ser positivo e o parâmetro b igual a zero
Fonte: os autores (2013)
A interpretação dos dados referente à categoria “O valor do
parâmetro a ser positivo e o parâmetro b igual a zero” permite supor que há falta de
entendimento do comportamento da função em relação ao coeficiente angular e o
coeficiente linear. No que diz respeito ao coeficiente angular, a maioria afirma que a reta é crescente
em função deste ser positivo e afirma que quanto maior for seu valor, mais próxima do
eixo Oy a reta estará. No entanto, esta mesma maioria deixa de registrar que a reta passa pela origem
do plano cartesiano e que este fato ocorre em função do valor atribuído ao
parâmetro b (coeficiente linear). Dessa forma, pode-se afirmar que o fato do coeficiente linear ser
nulo, levou os alunos a desconsiderarem as alterações ocorridas no comportamento gráfico
da função e que possivelmente a visualização gráfica não se mostrou
suficiente para que os alunos realizassem o registro corretamente.
Em seguida analisou-se os registros efetuados pelas duplas em relação a segunda
categoria conforme descrito no Quadro 3.
|
Categoria: O valor do parâmetro a ser negativo e o parâmetro
b igual a zero.
Registro correto: Tem-se uma reta decrescente, passando pela origem do plano cartesiano, e a medida
que o valor de a diminui, a abertura angular entre a reta e o eixo das abscissas aumenta, ficando a
reta mais próxima do eixo x.
|
|
Dupla
|
Registro da dupla
|
Avaliação
|
|
D1
|
Reta decrescente, ela ficará mais próxima do eixo y, a
reta também passa pelo ponto de origem. Ela não interceptará nenhum dos eixos.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D2
|
Quanto maior o número negativo de “a”, a reta vai
ficando próxima ao eixo, a diferença é que torna-se uma função
decrescente neste caso.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D3
|
A reta passa pelo ponto de origem, assim como no primeiro caso, o que
difere as duas é o coeficiente angular, que neste caso é negativo. Sendo assim a reta
será decrescente.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D4
|
Quando os valores de a são negativos a reta é decrescente
e quanto menor os parâmetros de a mais próximo do eixo de y fica a reta.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D1: a dupla registra adequadamente que a reta é decrescente e que
passará pela origem do plano cartesiano, porém faz afirmação indevida
quando relata que a reta ficará mais próxima do eixo Oy e que não
interceptará nenhum dos eixos.
D2: o registro realizado por esta dupla tem apenas uma informação correta, que se trata
da afirmação de que a reta é decrescente. Porém, afirma que “a reta
ficará mais próxima do eixo” e não identifica de que eixo, e também,
registra a seguinte sentença “quanto maior o valor negativo de a”, o que demonstra
que há uma tentativa de descrever que se o coeficiente angular tender ao infinito negativo, ou
seja, quanto menor este coeficiente, a função ficará mais próxima do eixo
Ox.
D3: esta dupla faz a comparação com a situação anterior e comenta que a
diferença esta no coeficiente angular que agora é negativo e assim a
função tem comportamento decrescente. No entanto, não registra a
relação do coeficiente angular e a proximidade com o eixo Ox ou Oy, e também
não apresenta a relação do coeficiente linear quando a função
intercepta a origem do plano cartesiano.
D4: no registro apresentado por esta dupla pode-se verificar que a mesma considera que a reta é
decrescente tendo em vista que o valor do coeficiente angular é negativo, porém
há um erro no momento em que registra que “quanto menor os parâmetros de a mais
próximo do eixo de y fica a reta”, pois acontece exatamente o contrário, ou seja,
quanto menor o valor do coeficiente angular, mais próximo do eixo Ox a função
estará.
|
Quadro 3 – Análise da segunda categoria: O valor do
parâmetro a ser negativo e o parâmetro b igual a zero
Fonte: os autores (2013)
A análise desta categoria possibilitou verificar novamente que os alunos não
fizeram a relação do parâmetro b em relação a função
interceptar a origem do plano cartesiano. Também é possível afirmar que há alunos
que se confundem ao registrar por meio da escrita a quantificação em relação a
números negativos e por este motivo fazem a afirmação de que quanto maior o
parâmetro a mais próximo do eixo Oy a função estará. Acredita-se que o erro
de registro em relação aos valores negativos do coeficiente angular seja um problema de
registro, pois o software apresentou o comportamento gráfico da função na medida em que o
valor do parâmetro era alterado.
No Quadro 4 apresenta-se a análise da terceira categoria que propõe a
interpretação do comportamento da função quando da alteração do
coeficiente angular e linear. Esta categoria, uma vez que a análise do coeficiente angular já
foi realizada nas categorias anteriores, tem como objetivo demonstrar, especificamente, o comportamento da
função ao se alterar o coeficiente linear.
|
Categoria: O valor do parâmetro a ser positivo ou negativo e o
parâmetro b diferente de zero.
Registro correto: Se a for positivo a reta será crescente, sendo
que quanto maior o valor de a mais próximo do eixo Oy a reta estará e se o valor de a
for menor, mais próximo do eixo Ox a reta ficará. Se a for negativo a resta será
decrescente, sendo que quanto maior o valor de a mais próximo do eixo Oy a reta estará e
se o valor de a for menor, mais próximo do eixo Ox a reta estará. Em
relação ao parâmetro b, quando este é positivo ou negativo, a
função intercepta o eixo Oy exatamente no valor determinado para ele.
|
|
Dupla
|
Registro da dupla
|
Avaliação
|
|
D1
|
A reta sempre interceptará o eixo de y no ponto a e se
deslocará pelo eixo de x conforme o ponto b, sua classificação em crescente ou
decrescente será determinada pelo a, positivo ou negativo, se b>0, ela se deslocará
nos valores positivos em eixo y e nos valores negativos no eixo de x. Se b<0, ela se
deslocará nos valores negativos do eixo y e positivos no eixo de x (se a>0). A reta
não passará pelo ponto de origem do gráfico pois b≠0. Se b>0, a reta
interceptará valores positivos tanto no eixo y como no eixo de x. Se b<0, a reta
interceptará valores negativos tanto no eixo de y quanto no eixo de x (se a<0).
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D2
|
Quando o valor de a for positivo e b também positivo a reta
assume valores positivos em y e negativos em x.
Se a for negativo e b positivo os valores de x e y serão
positivos.
Se a for negativo e b negativo os valores de x serão positivos e
os de y serão negativos.
|
Nenhum Crédito (NC)
|
|
D3
|
Neste caso, o coeficiente angular com valores positivos ou negativos,
interceptará na condição da reta ser crescente ou decrescente.
Alterando o coeficiente linear, ele desloca-se no eixo de y (valores + =
para cima; valores neg (-): para baixo).
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D4
|
A reta de b se desloca no eixo de x para valores positivos a esquerda e
valores negativos se deslocam para a direita.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D1: a dupla faz o registro correto do comportamento gráfico da
função em relação a alteração dos parâmetros,
porém coloca informações adicionais que dificultam o entendimento daquilo que
querem relatar e também cometem erro ao identificar qual o eixo do plano cartesiano a
função irá interceptar.
D2: o registro efetuado pela segunda dupla tem a intenção de posicionar o quadrante em
que determinados pontos se encontram, porém, isso permite afirmar que se preocuparam com pontos
específicos da função e não na análise geral da
situação solicitada.
D3: no registro apresentado pela terceira dupla pode-se perceber que analisam corretamente o
comportamento em relação ao coeficiente angular, mesmo usando o termo
“interceptará” de forma incorreta. Em relação a
alteração do coeficiente linear os alunos percebem que para valores positivos a
função se deslocará para cima no eixo y, e para valores negativos a reta se
deslocará para baixo no eixo y. Entretanto, não apontam que o ponto onde a reta
intercepta o eixo de y é exatamente no valor determinado para o parâmetro b.
D4: percebe-se que esta dupla analisa o comportamento da função em relação
ao coeficiente linear, porém não se atenta para o que ocorre no eixo Oy e assim ficam
restritos ao eixo Ox. Também não fazem nenhum comentário das
alterações do comportamento da função quando da alteração do
coeficiente angular.
|
Quadro 4 – Análise da terceira categoria: O valor do
parâmetro a ser positivo ou negativo e o parâmetro b diferente de zero
Fonte: os autores (2013)
Percebe-se que a visualização gráfica da função permite aos
alunos identificarem o comportamento da função em relação aos parâmetros,
porém em alguns casos é possível identificar que algumas duplas não conseguem
fazer as relações corretas entre os coeficientes e o gráfico da função.
Nesse sentido, pode-se dizer que ao investigar esta categoria os alunos comentem erros pelo fato de não
se atentarem para situação como um todo.
No Quadro 5 tem-se a análise da última categoria que propõe a
interpretação o comportamento da função quando não há
inclinação da reta. Esta categoria, que analisa o coeficiente linear da função,
objetiva demonstrar a função constante que é determinada pelo parâmetro b.
|
Categoria: O valor do parâmetro a ser igual a zero e o
parâmetro b diferente de zero.
Registro correto: A reta será sempre constante, paralela ao eixo Ox, e interceptará o eixo
Oy exatamente no valor do parâmetro b.
|
|
Dupla
|
Registro da dupla
|
Avaliação
|
|
D1
|
A reta sempre será paralela ao eixo de x, ela se deslocará
no eixo de y conforme o ponto b. Se b>0, ela cortará o eixo de y em valores positivos. Se
b<0, ela cortará o eixo de y em valores negativos.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D2
|
Quando a for zero, o b≠0 a reta é constante.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D3
|
Será uma reta constante, onde a mesma chegará o mais
próximo do eixo de (x), porém sem intercepta-lo, neste caso.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D4
|
Quando a for igual a 0 a reta só se desloca no eixo de y paralela a
x com valores de b (+) se desloca para cima e valores de b negativos desloca para baixo.
|
Crédito Parcial (CP)
|
|
D1: Esta dupla faz o registro parcialmente correto, pois relata que a reta
será paralela ao eixo Ox de acordo com o valor do parâmetro b, porém não
registra que esta reta constante intercepta o eixo Oy exatamente no valor do parâmetro b.
D2: O registro efetuado por esta dupla apresenta corretamente a informação que a
função é constante, porém não faz a relação do ponto de
interceptação do eixo Oy com o parâmetro b.
D3: Faz a afirmação correta em relação a reta constante, mas comete erro ao
falar que a reta chegará perto do eixo Ox sem interceptá-lo e não registra a
relação do valor do parâmetro b com o ponto em que a função constante
intercepta o eixo Oy. Pois, se o valor do parâmetro b for igual a zero, a reta será um
constante coincidente com o eixo Ox.
D4: Não cita que a função é constante, mas afirma que será paralela
ao eixo Ox. E faz o registro que a reta se deslocará no eixo Oy dependendo do valor do
parâmetro b ser positivo ou negativo, mas não registra que a interceptação
será exatamente no mesmo ponto que o valor de b.
|
Quadro 5 – Análise da quarta categoria: O valor do
parâmetro a ser igual a zero e o parâmetro b diferente de zero
Fonte: os autores (2013)
Nesta categoria é possível identificar, pelo registro efetuado pelos alunos, que
eles entendem que a função na forma incompleta f(x)=b trata-se de uma função
constante, ou ainda, uma reta paralela ao eixo Ox, porém não registram que o ponto de
interseção entre a reta constante e o eixo Oy é exatamente no valor do parâmetro b.
Diante das análises realizadas, referente ao comportamento da função afim
com base nos registros das quatro duplas, apresenta-se um metatexto sobre os registros realizados pelas duplas
durante a atividade na intenção de apresentar quais as interpretações realizadas
em função destes registros.
6. O metatexto
Aqui se relata a interpretação dos registros efetuados por cada dupla na tentativa
verificar a aprendizagem do conceito de função afim por meio da utilização do
software Geogebra, tendo em vista que estes alunos já tiveram contato com tal conceito.
A dupla D1 apresenta na atividade um bom aproveitamento do conceito de função
afim, fazem os registros de acordo com o que visualizam no software, porém sempre na tentativa de
complementar, ou ainda, melhorar a sua resposta, comentem erros nas informações adicionais.
Acredita-se, tendo em vista a interpretação que a dupla realizou da atividade, que o erro na
complementação da questão foi causado por uma desatenção no momento de
registrar o nome dos eixos e até mesmo do ponto de interseção da reta e do eixo
coordenado.
Já para a segunda dupla percebe-se que as informações apresentadas quanto
ao conceito são parcialmente corretas por não descreverem as características da
função de acordo com a situação analisada. Percebe-se que estes alunos não
fizeram uma análise mais geral da situação estudada e em alguns momentos não
perceberam os detalhes da função em relação a alteração dos
parâmetros. Pode-se dizer esta dupla tem noção do conceito de função afim,
porém não conseguiram entender quais as alterações causadas no comportamento
gráfico da função quando da alteração dos seus parâmetros.
A penúltima dupla, assim como a anterior, apresenta registros parcialmente corretos, pois
mostra em alguns momentos não ter conhecimento do conceito de função afim, mas em
determinados momentos erram as informações. Tais erros podem ter sido cometidos por falta de
atenção ou por desconhecimento de algumas particularidades da função afim e seus
parâmetros. A dupla chega a relatar que o fato da função interceptar os eixos coordenados
na origem do plano cartesiano ocorre por esta ter o coeficiente angular positivo, o que se pode dizer que
é uma falta de domínio do conteúdo.
Da análise da última dupla pode-se dizer que fazem poucas
observações a respeito do comportamento da função afim, não fazem
menção quanto a classificação desta em relação ao coeficiente
angular e nem quanto ao ponto de onde a reta intercepta o eixo Oy, apesar de comentar do comportamento da
função constante em relação ao coeficiente linear. A dupla ainda comete um erro ao
relatar o comportamento da função em relação ao coeficiente angular quanto este
é negativo. Porém, o erro não é causado por desconhecerem o conceito de
função afim, mas sim por não se atentarem a condição dos números
negativos ao dizer qual número é maior que o outro.
Em resumo, apresenta-se abaixo, conforme Quadro 6, a avaliação realizada com base
(categorias e unidades) nos registros feitos pelas duplas. Apenas uma das duplas não responde um dos
momentos em relação ao comportamento da função afim, o que impossibilita afirmar
que eles desconhecessem o conceito para que o registro correto fosse apresentado. No entanto, nenhum registro
pôde ser considerado com crédito completo (CC), pois apresentavam informações
incompletas.
|
|
Momento 1
|
Momento 2
|
Momento 3
|
Momento 4
|
|
Duplas
|
CC
|
CP
|
NC
|
CC
|
CP
|
NC
|
CC
|
CP
|
NC
|
CC
|
CP
|
NC
|
|
D1
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
|
D2
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
-
|
-
|
x
|
-
|
x
|
-
|
|
D3
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
|
D4
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
-
|
x
|
-
|
|
Total
|
0%
|
100%
|
0%
|
0%
|
100%
|
0%
|
0%
|
75%
|
25%
|
0%
|
100%
|
0%
|
Quadro 6 – Análise quantitativa dos registros
Fonte: os autores (2013)
A análise dos registros da atividade permitiu compreender qual o conhecimento dos alunos
em relação ao conceito de função afim além de indicar que possíveis
erros são causados por desatenção dos alunos ou ainda por errarem conceitos
matemáticos básicos que são considerados pré-requisitos. Tudo isso só foi
permitido pela visualização dos gráficos criados no software Geogebra e pela
possibilidade de simular graficamente, de modo dinâmico, as alterações em
relação aos parâmetros da função afim. Além disso, assim como Borba e
Villarreal (2005), acredita-se que
o conhecimento é produzido junto com uma dada mídia ou tecnologia da
inteligência. Por esta razão, adotamos a perspectiva teórica que sustenta a
noção que conhecimento é produzido por um coletivo composto de
seres-humanos-com-mídias, ou seres-humanos-com-tecnologias, e não, como outras teorias sugerem,
por apenas um ser humano individual, ou coletivo composto apenas de humanos (p. 23).
Assim, corrobora-se com Borba e Villarreal (2005) que o uso das tecnologias de
informação e comunicação (TIC) contribui para a construção do
conhecimento deixando de lado a noção ingênua de que estas são apenas auxiliares
pedagógicos no processo de ensino e de aprendizagem.
7. Considerações finais
O objetivo deste estudo é verificar a aprendizagem do conceito de função
afim pelos alunos por meio da utilização do software de geometria dinâmica Geogebra. Nesse
sentido, a criação de um contexto, a atividade mediada pelo uso da TIC, permitiu identificar
falhas no processo de ensino e aprendizagem de Matemática, falta de atenção dos alunos na
interpretação da visualização gráfica dentre outros. Porém,
evidenciou-se que o uso desse instrumento tecnológico contribui para construção do
conhecimento pelos alunos, pois estes podem adquirir conceito, modifica-lo, e ainda, aprimorar aquele
previamente aprendido.
Toda essa constatação da aprendizagem só foi possível mediante a
análise dos registros criados pelos alunos durante a realização da atividade. Apesar de
os registros escritos permitirem algumas interpretações sobre os aspectos da
função afim, baseados na análise de conteúdo, percebeu-se que o confronto de uma
gravação dos diálogos dos alunos no desenvolvimento da atividade poderia contribuir para
compreender alguns erros. No entanto, como não se efetuou a gravação, pode-se dizer que o
registro escrito revelou certa falta de domínio do conceito de função afim e que as
duplas cometeram equívocos na interpretação da visualização do
gráfico gerado pelo software.
A atividade propiciou verificar o entendimento dos alunos sobre o conteúdo abordado na
atividade bem como a percepção da necessidade de retomada do conceito de função
afim com o auxílio do software Geogebra para que os alunos consigam interpretar a
visualização gráfica proporcionada por esta TIC e assim modifiquem os conhecimentos
anteriormente assimilados.
Todo esse processo possibilitou perceber uma falha no processo de ensino e de aprendizagem que
mostrou a necessidade de retomar o conceito de função afim e de rever a prática docente
de modo a pensar em diferentes formas de ensino de conceitos. Também se verificou que a
aplicação de uma atividade na qual os alunos tem a possibilidade de manipular a TIC e registrar
o que ele visualiza, fazendo conexões com conceitos prévios, permite a construção
de conhecimentos além de permitir que estes tenham contato com outra forma de ensina e aprender. Este
tipo de atividade poderá ser utilizado por estes acadêmicos no momento de ensinar a
Matemática para seus alunos, já que se trata de um curso de licenciatura e entende-se como
necessário o uso das TIC em sala de aula de modo a favorecer a construção do conhecimento
pelos alunos e chamar a atenção destes para a aula mesmo com toda a presença da
pós-modernidade na escola.
Referências bibliográficas
Buriasco, R. L. C., Cyrino, M. C. C. T. y Soares, M. T. C. (2004). Um estudo sobre a
construção de um manual para correção das provas com questões abertas de
matemática – AVA2002. En: Anais do VIII Encontro Nacional de Educação
Matemática, Educação Matemática: um compromisso social, Recife:SBEM.
Bogdan, R. y Biklen, S. (1994). Investigações qualitativas em
educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Ed. Porto.
Bardin, L. (2009). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.
Borba, M. C. y Villareal, M. E. (2005). Humans-with-media and the reorganization of mathematical
thinking: information and communication technologies, modeling,experimentation and visualization. New York:
Springer.
Momo, M. y Costa, M. V. (2010). Crianças escolares do século XXI: para se pensar
uma infância pós-moderna. Cadernos de Pesquisa, v. 40, n. 141, p. 965-991. Recuperado el 15 de
marzo de 2013, de http://www.scielo.br/pdf/cp/v40n141/v40n141a15.pdf.
Moraes, R. (1999). Análise de conteúdo. Revista Educação. Porto
Alegre, n.37, ano XXII, p.7-31. Recuperado el 18 mayo de 2013, de
http://cliente.argo.com.br/~mgos/analise_de_conteudo_moraes.html.
Steinbring, H. (2005). The construction of new mathematical knowledge in classroom
interaction: an epistemological perspective. Dordrecht: Springer.
Valente, J. A. (1999). O computador na sociedade do conhecimento. En: Valente, J. A. (Org.) O
computador na sociedade do conhecimento. Campinas: UNICAMP/NIED.
|