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Espacios. Vol. 34 (4) 2013. Pág. 15 |
A intermediação financeira: as linhas de crédito de curto, médio e longo prazo dos bancos comerciais e o BNDESThe financial intermediation: the credit lines of short, medium and long term of commercial banks and BNDESMarina Donizete Cursino dos Santos 1, Paulo Cesar Ribeiro Quintairos 2 e Edson Trajano Vieira 3 Recibido: 06-10-2012 - Aprobado: 18-02-2013 |
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RESUMO
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ABSTRACT: |
1. IntroduçãoA partir dos anos de 1950 solidificaram os fundamentos da economia brasileira, propagaram-se os bancos e, com eles os primeiros sintomas de uma debilitada capacidade empresarial para administrá-las. Em 1945 foi criado a SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito), seu objetivo imediato era exercer o controle do mercado monetário, como instrumento de controle do volume de crédito e dos meios de pagamento, o depósito compulsório. Neste período muitos bancos encerraram suas atividades, outros desapareceram através de fusões e incorporações e assim solidificou o Sistema Financeiro Nacional – SFN em 1964. Os bancos passaram ser as principais peças do SFN, operando em todas as modalidades de intermediação financeira, tendo como o segmento de capital de giro e outras operações de curto prazo, médio e longo. Para os bancos, o desenvolvimento econômico possibilitou a disseminação de suas redes de agência por todo o território nacional para atender à crescente necessidade de transferência de ativos financeiros entre as entidades econômicas. O SFN tem como base o conceito abrangente que define um conjunto de instituições que se dedicam a proporcionar condições satisfatórias para manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores – mercado financeiro – permitindo que um agente econômico (indivíduo ou empresa) seja colocado em contato com outro, assim o mercado de crédito pode ser considerado como elemento dinâmico no processo de crescimento. O mercado do crédito está vinculado à atuação do governo sobre a sua política monetária, que é conduzida e controlada pelo Banco Central. Dado à relevância desta parte da economia, o mercado de crédito, visto que a demanda de recursos em função das necessidades dos agentes econômicos é grande, tais recursos caracterizados como financiamento de curto, médio e longo prazo, são instrumentos capazes de gerar dinamismo para a economia. Regido pelo Banco Central temos a atuação dos Bancos Comerciais, Bancos Múltiplos e Banco de Financiamento, o mercado de crédito é o principal canal de captação de recursos por parte das micro, pequenas e médias empresas no setor industrial. As instituições financeiras (bancos) por meio da intermediação financeira aproximam os agentes superavitários com os agentes deficitários, e para resguardar o capital emprestado a seus agentes deficitários, no momento da decisão necessitam de uma Política de Crédito bastante estruturada para minimizar os riscos do não recebimento dos valores emprestados. Dado à relevância de tais financiamentos, o objetivo desse estudo será analisar, compreender e descrever a oferta e a demanda do capital de terceiro oferecidos pelas instituições financeiras para as micro, pequenas e médias empresas. De forma mais específica, analisar o comportamento do agente deficitário no mercado de crédito, focando as linhas de crédito de curto, médio e longo prazo, ofertadas pelas instituições financeiras e pelo BNDES. Para tanto, partimos de uma descrição do Sistema Financeiro Nacional, pontuando a relevância das instituições e do BNDES referente o controle e direção do mercado de crédito. O estudo está baseado na pesquisa qualitativa e bibliográfica, espera demonstrar o acesso as linhas de crédito de curto, médio e longo prazo por meio da intermediação financeira a disponibilização para as micro, pequenas e médias empresas para financiar os seus investimentos ou suprir as necessidades de caixa, que tem escassez de capital próprio. 2. Referencial teórico2.1 A Intermediação FinanceiraO termo mercado pode ser compreendido como o processo pelo qual as pessoas interessadas em vender algum produto ou serviço. No mercado financeiro, ocorre o mesmo mecanismo de aplicação da lei de oferta e demanda, relacionado, ao seu produto especifico, o uso do dinheiro no tempo. Conforme o autor Oliveira e Pacheco (2011), para que a economia cresça e se desenvolva, é preciso que haja investimento em produção, as empresas, de maneira geral, não possuem recursos próprios Suficientes para financiar todo investimento necessário a sua atividade produtiva, assim, faz-se necessário complementar os recursos próprios, que são escassos, com recursos de terceiros. A intermediação financeira, de um lado existe os agentes superavitários ou poupadores ofertam recursos por uma remuneração que é representada pela taxa de juros, que faz render o dinheiro não gasto no presente. Do outro lado os agentes deficitários ou tomadores de recursos. Quando ocorre o encontro dos agentes superavitário com os agentes deficitários, cada agente analisa suas alternativas e fecha a transação a um determinado preço: a taxa de juros. A fim de sanar as dificuldades desses agentes, é preciso criar um agente intermediário que faça uma espécie de ponte entre os agentes, assim, o mercado financeiro exerce o papel de intermediário nesse processo, sendo composto por instituições especializadas em conciliar interesses de poupadores e tomadores de recursos (OLIVEIRA E PACHECO, 2011) Os intermediários financeiros introduzem diversas vantagens no sistema econômico e em suas metas de crescimento, baseada em uma economia globalizada, em que as operações de mercador se tornam mais complexas, os intermediários financeiros passam a trabalhar de forma mais especializada, sofisticando seus negócios e suas relações com tomadores e poupadores de recursos (ASSAF NETO, 2011). A intermediação financeira garante maios agilidade e rapidez ao processo, ao permitir tanto que os agentes (superavitário e deficitário) invista o seu recurso ou tome recurso a qualquer tempo. A redução do risco de não pagamento, o acesso simultâneo de um grande número de agentes deficitários e superavitários dilui o risco de o poupador não receber seus recursos de volta devido a inadimplência. A especialização é uma característica da intermediação financeira, os agentes superavitários podem contratar serviços especializados na análise de crédito dos tomadores de recursos. E por fim a definição mais clara do preço do dinheiro, isso é representada pela taxa de juros (OLIVEIRA E PACHECO, 2011). O desenvolvimento da intermediação financeira associa–se ao próprio desenvolvimento econômico, é sabido que a intermediação financeira nos países capitalistas cumpre a importante tarefa de canalizar e transformar eficientemente os recursos de poupança em investimento, assim, quanto mais desenvolvido o estágio de intermediação financeira, maior tende a ser a formação de capital e mais eficiente a alocação de recursos (LOPES & ROSSETTI, 2011). Independente da estrutura institucional do sistema financeiro da economia, a função essencial da intermediação financeira é a de processar os fluxos de financiamento indireto da economia entre os agentes superavitários e os deficitários. 2.2 A Organização do Sistema Financeiro NacionalO Sistema Financeiro Nacional pode ser entendido como um conjunto de instituições e instrumentos financeiros que visa transferir recursos de agentes econômicos (pessoas, empresas, governo) superavitários para os deficitários e por meio desse processo de distribuição de recursos do mercado financeiro que se evidencia a função econômica e social do SFN (ASSAF NETO, 2011). Na economia existem agentes que possuem interesses e necessidades opostas, mas que se complementam. Para que os interesses de ambas as partes sejam atendidos, os agentes deficitários precisam encontrar com os agentes superavitários; então, surge o agente intermediário que faz uma ponte entre os agentes tomadores e poupadores. Tal processo consiste em conciliar interesses de ambos (OLIVEIRA e PACHECO, 2011). Conforme Oliveira e Pacheco (2011), as principais funções dos agentes intermediários são: a intermediação financeira, que garante maior agilidade e rapidez ao processo, ao permitir tanto que o agente superavitário invista seu recurso quanto que o agente deficitário tome recursos a qualquer tempo, sem a necessidade de que os interesses ocorram simultaneamente; a redução do risco de não pagamento, já que o acesso simultâneo de um grande número de agentes deficitários e superavitários dilui o risco de o poupador não receber seus recursos de volta devido a inadimplência do tomador, gerada por qualquer motivo; e a especialização de serviços, por conta das instituições que participam do mercado financeiro possuírem profissionais especializados e de alta tecnologia, que permitem que sua análise de crédito de um tomador de recursos seja mais eficiente. A estrutura do Sistema Financeiro Nacional envolve dois Subsistemas o Normativo e Intermediação.O subsistema normativo é responsável pelo funcionamento do mercado financeiro e de suas instituições, fiscalizando e regulamentando suas atividades. Compõem esse subsistema: o Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central do Brasil (Bacen), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as Instituições Especiais. Dentro do perfil das Instituições Especiais temos: o Banco do Brasil (BB), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, o Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF). (ASSAF NETO, 2011). O subsistema de intermediação é formado por várias instituições classificadas em bancárias e não bancárias de acordo com a capacidade que apresentam de emitirem moeda; instituições auxiliares do mercado e instituições definidas como não financeiras e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) (ASSAF NETO, 2011). As autoridades monetárias da organização do SFN são compostos pelo Conselho Monetário Nacional – CMN e pelo o Banco Central do Brasil – Bacen. As autoridades de apoio inicia com a Comissão de Valores Mobiliários – CVM, Banco do Brasil – BB, Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Caixa Econômica Federal – CEF e Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional – CRSFN. As instituições financeiras monetárias são os Bancos Comercias – BC, Caixas Econômicas – CE, Bancos Cooperativos – Bco e Cooperativas de Crédito – CC. |
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Necessidade: |
Produto/Programa: |
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Aquisição de máquinas; equipamentos e outros bens de produção, como insumos e serviços por meio de crédito rotativo. |
Cartão BNDES |
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Projeto de construção; ampliação; reforma de lojas, galpão, armazém, fábrica, depósito, escritórios e outros; incluindo a aquisição de veículos, máquinas e equipamentos e capital de giro associado ao projeto. |
BNDES Automático |
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Aquisição de máquinas e equipamentos novos, incluindo ônibus e caminhões, de fabricação nacional e credenciados pelo BNDES. |
BNDES Finame BNDES Finame Leasing BNDES Procaminhoneiro |
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Aquisição no mercado interno de softwares e serviços correlatos desenvolvidos no Brasil e credenciados no BNDES. |
BNDES Prosoft-Comercialização |
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Capital de Giro |
BNDES Progeren BNDES Microcrédito |
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Produção de bens a serem exportados. |
BNDES Exim Pré-Embarque |
Quadro 1 - Classificação do Portfólio do BNDES – Março 2011
Fonte: BNDES, Cartilha de apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas, (2011), elaborado pelo autor.
O BNDES apresentou uma preocupação com o desenvolvimento do crédito, buscando aprimoramento dos métodos operacionais e gerenciais, a redução dos custos de transação. Dessa forma, o BNDES contribui para a expansão do setor industrial com um portfólio variável para que as MPMEs possam alcançar a auto-sustentabilidade.
Conforme expõe a tabela 1 na comparação do crescimento do desembolso e número das operações realizadas no período de janeiro a março de 2011 e 2012. A tabela expõem, uma variação positiva nos produtos BNDES Automático Investimentos e Cartão BNDES, operações de crédito realizada a longo prazo por intermédio das instituições credenciadas para atenderem em especial as MPMEs.
Tabela 1 - Desembolso e Número de Operações Anual do Sistema BNDES por Produto no período de janeiro a março de 2011 e 2012 (em R$ milhões e percentual )
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Modalidade/Produto - Indireta (Período Janeiro/março) R$ milhões |
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Discriminação |
2011 |
Nº. |
2012 |
Nº. |
Variação % VALOR |
Variação % Nº.Oper |
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- BNDES AUTOMÁTICO . Apoio ao Investimento |
1.001,2 |
15.612 |
1.426,5 |
20.251 |
42,48 |
29,71 |
|
|
- BNDES AUTOMÁTICO. Programas Agrícolas |
57,3 |
384 |
167,6 |
691 |
192,72 |
79,95 |
|
|
- FINAME |
7.287,0 |
36.872 |
4.935,4 |
39.650 |
-32,27 |
7,53 |
|
|
- FINAME LEASING |
62,0 |
254 |
16,2 |
54 |
-73,88 |
-78,74 |
|
|
- FINAME AGRICOLA |
1.165,2 |
7.840 |
1.288,1 |
8.220 |
10,55 |
4,85 |
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|
- FINEM |
49,3 |
4 |
9,4 |
4 |
-80,96 |
0,00 |
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- BNDES-EXIM |
101,4 |
51 |
45,7 |
25 |
-54,89 |
-50,98 |
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- CARTÃO BNDES |
1.324,1 |
98.192 |
2.079,6 |
150.125 |
57,05 |
52,89 |
|
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Total |
11.047,5 |
159.209 |
9.968,5 |
219.020 |
-9,77 |
37,57 |
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Fonte: BNDES, Série Histórica do Apoio do BNDES as MPMEs, (2011), elaborado pelos autores
As linhas de crédito de curto, médio e longo prazo existem para serem utilizadas, pois faz parte de um complexo financeiro dentro o mercado de crédito e dão ênfase à economia do país. As linhas de crédito são denominadas como um capital de emergência para acalmar a situação financeira das micro, pequenas e médias empresas, que tem escassez de capital próprio. As características da intermediação financeira em uma economia em determinado período não só dependerão da magnitude dos déficits e dos superávits de seus agentes econômicos, outros fatores também determinaram a dimensão e as características da intermediação (LOPES E ROSSETTI, 2011).
As empresas que utilizam o capital de terceiro são classificadas por meio do seu faturamento, como micro, pequenas e médio porte. Usam as linhas de crédito disponíveis no mercado financeiro para suprir as necessidades momentâneas de caixa ou para fazer pequenos investimentos.
As micro, pequenas e médias empresas enfrentam problemas estruturais de acesso ao crédito, devido à sua insuficiência de garantia e até mesmo de informação para que as instituições financeiras possam, com tranqüilidade, analisar se devem ou não conceder o crédito, pois os empresários que utilizam do capital de terceiro não tem lastro, exceto os bens pessoais.
Geralmente, os recursos existentes no mercado financeiro para as micro, pequenas e médias empresas dividem-se em dois segmentos: o destinado ao capital fixo ofertado pelo BNDES para financiamento de longo prazo e o destinado ao capital de giro ofertados pelo bancos Comerciais através de linhas de crédito de curto e médio prazo .
A empresa deverá fazer uma pesquisa no mercado de crédito para entender o custo das linhas de crédito de curto, médio e longo prazo ofertadas pelos bancos Comerciais e BNDES, sempre questionando a seguinte pergunta: com as taxas de juros praticadas no mercado há capacidade de pagar o crédito tomado e resolver o problema financeiro da minha empresa?
Assim, o mercado de crédito permite que os recursos ociosos sejam transferidos de agentes superavitários para agentes deficitários, sendo classificada esta operação de financiamento indireto por meio da intermediação financeira, Alguns recursos oferecidos aos agentes deficitários são denominados linhas de crédito de curto e médio prazo como o Vendor e Compror, e financiamento de longo prazo o portfólio do BNDES.
A evolução da intermediação financeira associa-se ao próprio processo de desenvolvimento econômico, pois a intermediação financeira nos países capitalista cumpre a importância tarefa de canalizar e transformar eficientemente os recursos e de poupança em investimentos, assim quanto mais desenvolvido a intermediação financeira maior tende a ser a formação de capital e mais eficiente as alocações de recursos.
ASSAF NETO, A. Mercado financeiro. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
BANCO DO BRASIL. Financiamentos do Banco do Brasil. Disponível em: <http://www.bb.com.br> Acesso em: 21 de agosto 2011.
BNDES, Cartilha de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas. (2011). Disponível em: <www.bndes.gov,ve> Acesso em: 23 de junho 2011 e 25 de abril de 2012.
CARVALHO, F. J. C. Economia monetária e financeira. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
FORTUNA, E. Mercado financeiro: produtos e serviços. 18. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
LOPES, J. C.; ROSSETTI, J.P. Economia monetária: 9. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
OLIVEIRA, G. ; MACHADO, M. Mercado financeiro: objetivo e profissional. 2. ed. São Paulo: Fundamento Educacional, 2011.
Relatório de Economia Bancária e Crédito 2009. Disponível em: <http://www.bcb.gov.br> Acesso em: 20 de agosto 2011.
RICHARDSON, R. J. Pesquisa Social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
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1 Universidade de Taubaté. e-mail: marina@viapol.com.br |
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