1. Introdução
O sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação(C,T&I) brasileiro é
formado por agentes do setor governamental, produtivo e educacional. Em nível estadual,
há as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAP´s), agentes
que fomentam projetos de pesquisa de instituições públicas e privadas
(HERRLEIN, 2001).
As FAP´s pertencem à administração indireta e exercem o papel do governo
de incentivar a partilha de conhecimento na sociedade, buscando o bem estar social, o
desenvolvimento econômico e benefícios em termos de arrecadação do Estado
(PEIXOTO, 2005).
Como o sistema de C,T&I vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, também os
investimentos em pesquisa tiveram um aumento notável, no entanto, é necessário
avançar em inovação, transformando os atuais índices de
produção cientifica em elementos de desenvolvimento tecnológico (BORGES, 2007).
Isto faz com que as instituições que compõem esse sistema busquem formas de
gerir melhor os recursos aplicados, se mostrando interessadas em avaliar suas políticas de
financiamentos em C,T&I, e assim justificar suas decisões. Além disso, há
maior cobrança da sociedade em relação aos investimentos públicos feitos
em C,T&I, fazendo com que sejam incorporados a este sistema novas formas de informar ao
público o que vem sendo desenvolvido (FRANCISCO, 2002).
Neste contexto, a busca por processos e sistemas eficientes de avaliação de resultados
de projetos e programas públicos se intensifica. Além da transparência, este
sistema deve servir também, e principalmente, como uma ferramenta gerencial, que permita
correções e ajustes nas políticas de investimento.
Tradicionalmente, as FAP´s vinham apresentando a destinação dos recursos sem
indicar os benefícios sócio-econômicos proporcionados. Um sistema de
avaliação ex-post (ou de resultados) poderá fornecer respostas que justifiquem
não somente os recursos financeiros empregados, mas também as escolhas feitas, as
áreas científicas de maior potencial ou regiões mais carentes de
desenvolvimento cientifico e tecnológico (FRANCISCO, 2002), bem como as necessidades de
inovação.
O presente artigo está dividido em cinco seções: a primeira relativa à
introdução; a segunda seção trata do referencial teórico que
aborda três assuntos relacionados com o tema - Conceitos e tendências de C, T&I as
FAP's e a evaliação ex-post em projetos de pesquisa; a terceira
seção trata do método aplicado na pesquisa (estudo de casos múltiplos),
coleta e tratamento dos dados; a seção quatro mostra a análise e
interpretação dos resultados e, finalmente, a quinta trata das
considerações finais seguida das referências.
2. Referencial Teórico
2.1. Ciência, Tecnologia e Inovação: Conceitos e Tendências
A Ciência, a Tecnologia e a Inovação – C,T&I - são fatores
determinantes para o desenvolvimento econômico de um país. Para Zouain (2001)
ciência e tecnologia são sistemas diferentes, mas inter-relacionados. A tecnologia
alimenta a ciência com problemas, instrumentos e recursos. A ciência, por sua vez,
alimenta a tecnologia produzindo conhecimento e capacidades básicas, porém, em menor
extensão.
Para Spinak (1998) a ciência é definida como um sistema de produção de
informação, na forma de publicações e patentes, considerando
publicação como qualquer informação 6 registrada em formatos permanentes
e disponíveis para o uso comum. Já a tecnologia é definida como a
aplicação desse conhecimento da ciência à produção em
geral.
Segundo Rocha e Ferreira (2001, p. 65) "As abordagens baseadas nas politicas de ciência e
tecnologia estão sendo substituídas pela concepção dos sistemas
nacionais de inovação". O processo de inovação vem assumindo um
papel estratégico nas discussões sobre a sobrevivência e a competitividade das
empresas brasileiras.
Essa nova tendência, de acordo com Baêta (1999), decorre de uma demanda crescente por
tecnologia e da necessidade de inovar imposta pela nova estrutura econômica. Segundo a autora,
a abertura dos mercados fez com que empresas e governos buscassem estratégias para aumentar o
nível da capacitação tecnológica no país.
As economias industrializadas vêem a incorporação do conhecimento
científico como característica central da inovação tecnológica. O
desafio é incrementar a capacidade de inovar e de transformar conhecimento em riqueza para a
sociedade brasileira. Esta transformação acontece através da ação
inovadora tanto das empresas (SILVA e MELO, 2001), como dos agentes governamentais.
2.2 As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAP's)
A Constituição Federal de 1988 facultou aos estados a vinculação
orçamentária para o setor de C,T&I, estimulando assim atividades de fomento
à pesquisa científica e tecnológica por parte dos governos. No Brasil, o
sistema para apoiar esta descentralização são as Fundações
Estaduais de Amparo à Pesquisa.
As FAP´s estão inseridas no Sistema de C,T&I e são responsáveis pela
distribuição de recursos financeiros governamentais destinados ao desenvolvimento
científico e tecnológico do país e dos estados. Atuam no fomento e
capacitação de recursos humanos e nas atividades de C,T&I, sob a forma de
programas que se classificam em básicos e especiais. Os programas básicos destinam-se
ao atendimento das demandas nas diversas áreas do conhecimento, mediante critérios de
mérito, ou também, de acordo com as prioridades de investimento estabelecidas pelo
órgão. Os programas especiais atendem a áreas consideradas estratégicas,
por meio de mecanismos de indução, da articulação interinstitucional e
da incorporação de critérios relevantes (NEVES, 1999).
As FAP's têm papel decisivo na qualidade e na velocidade em que ocorrem os avanços
científicos e tecnológicos no País. É por meio delas que novos
campos de pesquisa são incentivados e áreas incipientes podem desenvolver-se, ao
mesmo tempo em que se mantém assegurada a continuidade da pesquisa em campos maduros
(FRANCISCO, 2002).
Além dos projetos de pesquisa, de maneira geral, as FAP´s também concedem
recursos para auxílio na organização de eventos, auxílio pesquisador
visitante, apoio à pósgraduação e bolsas.
A Constituição de cada Estado estabelece um valor percentual a ser repassado às
Fundações para apoio à pesquisa. Ocorre que, na maioria dos estados, isto
não é cumprido, o que demonstra a fragilidade do sistema em relação
à política que é praticada.
As FAP´s devem reconhecer que o principal cliente do sistema é a sociedade e que seus
anseios de eficiência/eficácia, em termos de C,T&I deveriam ser monitorados
permanentemente de forma a identificar desvios entre o almejado e o alcançado (PEIXOTO,
2005).
Em virtude do baixo nível de recursos destinados pelas empresas, o governo ainda é um
importante agente na execução e no financiamento da P&D, portanto, tão
importante quanto a avaliação é a divulgação dos resultados dos
projetos apoiados pelas FAP´s. É através da demonstração destes
resultados que o sistema científico e tecnológico poderá apresentar à
sociedade os benefícios pelos quais é responsável.
No entanto, estas fundações não parecem estar preparadas para essas
exigências. É possível constatar deficiências em seus processos de
controle interno, avaliação de desempenho e prestação de contas para o
ambiente externo, potencializando a necessidade de compreender e atuar sobre sua
situação financeira e operacional (PEIXOTO, 2005).
Para atender as cobranças e verificar se as atividades promovidas estão realmente
gerando produtos e serviços para a sociedade, dentre outras ações, as
FAP´s necessitam construir sistemas eficientes para avaliar os resultados de seus programas e
projetos.
3 Avaliação em Projetos de Pesquisa
Tratando-se de recursos públicos, é importante que os resultados alcançados
tenham potencial para um retorno sócio-econômico, não só pela escassez de
recursos como também para prestar contas à sociedade sobre o retorno dos investimentos
que estão sendo feitos pela administração pública. Segundo Herrlein
(2001, p. 10):
A avaliação de projetos constitui-se uma tarefa complexa e necessária, pois
influencia a tomada de decisão com respeito a investimentos públicos. Num ambiente
de escassez de recursos, qualquer investimento deve proporcionar um resultado que compense o
esforço despendido.
Castro (2006) afirma que toda organização deve ser analisada sob o escopo da
eficácia e da eficiência. A eficácia relaciona-se com o atendimento dos
objetivos desejados (SCHWARTZMAN, 2002). A eficiência considera que mais importante que o
simples alcance dos objetivos estabelecidos é deixar explícito como tais objetivos
foram conseguidos (TORRES, 2004). Além da eficácia e da eficiência, a literatura
especializada incorporou um terceiro conceito, a efetividade. Na área pública, esta
afere em que medida os resultados de uma ação trazem benefício à
população (CASTRO, 2006).
Francisco (2002) afirma que a avaliação de projetos tem como objetivo justificar
escolhas, controlar o desenvolvimento e auxiliar os processos de decisão. É utilizada
para fornecer subsídios tanto para as atividades administrativas como para as operacionais,
direcionando-as à obtenção de melhores índices de eficácia,
eficiência, relevância, e ainda de impactos positivos (efetividade). É um
processo orientado para a ação e para a gestão. Implica na análise do
contexto e na determinação de critérios apropriados, parâmetros de
referência, variáveis, medições e indicadores (MARTINEZ e ALBORNOZ, 1998
apud FRANCISO, 2002).
Devido à existência de diferentes metodologias, existe um dilema sobre qual deve ser o
foco da avaliação. Cohen e Franco (2004) apresentam duas metodologias básicas:
(1) Avaliação de processos – corresponde à gestão, pois é
realizada durante a implementação do programa procurando identificar as dificuldades
que ocorrem durante o processo a fim de efetuar correções ou adequações.
(2) Avaliação de impactos ou resultados – tem objetivos mais amplos, pois
procura responder se o programa funcionou ou não, em que medida o programa alcançou
seus objetivos e quais foram os seus efeitos.
Costa e Castanhar (2003) ainda apresentam a metodologia da avaliação de metas que
é o tipo mais tradicional e tem como propósito medir o grau de êxito que um
programa obtém com relação aos produtos mais imediatos (ou concretos) que dele
decorrem.
Para uma melhor precisão na determinação dos resultados dos projetos apoiados,
é necessária a escolha por um método adequado de avaliação
ex-post . Serão apresentadas a seguir as principais teorias conceituais e
metodológicas sobre este tipo de avaliação.
3.1 Avaliação Ex-post em Projetos de Pesquisa
A avaliação ex-post é realizada após a conclusão do
projeto, ou, mais precisamente, após o término do prazo estipulado para esta
execução, permitindo a identificação dos resultados obtidos na pesquisa
considerando seu desempenho ou sucesso (SBRAGIA, 1984).
Embora se associe normalmente a avaliação de desempenho ou resultados à
mensuração de eficiência, este não é o único e nem o mais
importante critério a ser utilizado, a lista deles é longa e a escolha de um, ou
vários, depende dos aspectos que se deseja privilegiar na avaliação. Segundo o
manual da UNICEF (1990, apud Costa e Castanhar, 2003) os mais comuns são: (1)
Eficiência: a menor relação custo/benefício possível para o
alcance dos objetivos estabelecidos; (2) Eficácia: medida do grau em que o programa atinge os
seus objetivos e metas; (3) Impacto (ou efetividade): indica se o projeto tem efeitos (positivos) no
ambiente externo em que interveio, em termos técnicos, econômicos, socioculturais,
institucionais e ambientais; (4) Sustentabilidade: mede a capacidade de continuidade dos efeitos
benéficos alcançados pelos projetos após o seu término; (5)
Análise custo-efetividade: comparação de formas alternativas da
ação social para a obtenção de determinados impactos, para ser
selecionada aquela atividade/projeto que atenda os objetivos com o menor custo; (6)
Satisfação do beneficiário: avalia a atitude do usuário em
relação à qualidade do atendimento que está obtendo; (7) Eq�idade:
procura avaliar o grau em que os benefícios estão sendo distribuídos de maneira
justa e compatível com as necessidades do usuário.
Trata-se de estabelecer critérios para verificar se os resultados do projeto foram positivos
não somente no que se refere aos seus próprios objetivos e custos, mas também
verificar quais foram os impactos gerados na sociedade como um todo, levando-se em
consideração as principais necessidades identificadas previamente.
Cotta (1998), afirma que a diferença entre uma avaliação de resultados e de
impactos depende do tipo de análise que se pretende realizar, se o objetivo é
identificar os efeitos de 11 uma intervenção sobre a clientela atendida, refere-se a
uma avaliação de resultados; se a intenção é captar os reflexos
desta mesma intervenção em contexto mais amplo, então, referese de uma
avaliação de impacto.
Um dos resultados mais importantes e alvo das pesquisas no país são os impactos de
inovação. Mas as pesquisas de inovação precisam respeitar um tempo
mínimo para que o conhecimento e/ou a tecnologia adquiridos sejam aplicados e a empresa possa
medir os benefícios gerados. Já a pesquisa básica não precisa deste
respaldo, visto que não se relaciona a uma inovação específica. Diante
disso, é importante que se distingam os produtos e impactos efetivos daqueles potenciais
(CAMPOS, 1999).
Uma estrutura de avaliação destinada à medição dos
benefícios econômicos da P&D, recomendada por Williams e Rank (1998 apud
Francisco, 2002) consideram que as atividades de pesquisa geram três tipos de outputs:
resultados da P&D, aumento do conhecimento e da perícia, e produtos que afetam as
atividades futuras de inovação.
Destes, são gerados três tipos de benefícios: (1) benefícios diretos:
desenvolvimento de novos produtos ou processos de produção; (2) benefícios de
competências: devidos ao uso dos conhecimentos ou da experiência ganha durante a
P&D; (3) benefícios para o sistema de inovação: desenvolvimento de
inovações a partir do uso das facilidades disponíveis como resultado do
esforço da P&D.
Para que a avaliação de resultados seja possível, o planejamento deve ser
consistente. Uma maneira de se testar essa consistência, apresentada por Costa e Castanhar
(2003), é através da definição prévia da matriz lógica do
programa. Esta começa pela identificação dos objetivos gerais e
específicos, dos indicadores de performance pelos quais o programa será avaliado, bem
como a indicação das fontes de dados que serão usadas para as
mensurações, comparações e análises necessárias.
Num segundo momento essa metodologia se volta para a identificação dos recursos
(financeiros, humanos e de infra-estrutura) alocados ao programa, as atividades previstas, os
resultados/impactos esperados (imediatos, médio e de longo prazo) e as relações
causais que a teoria por trás do programa pressupõe que podem ser assumidas.
Relaciona-se com este tipo de processo a gestão por objetivos ou resultados, que tem sido
utilizada por alguns autores como uma ferramenta moderna e competente, que persegue a
evolução de indicadores objetivamente expressos, para que todo o sistema se mova
compromissado. Assim, é necessário que a administração pública se
gerencie não mais por inputs (recursos), mas sim por resultados, sejam eles
quantificáveis, tangíveis e imediatos (serviços oferecidos) ou impactos
voltados aos usuários (SANTOS e KOBASHI, 2005).
Verifica-se uma multiplicidade de conceitos aplicáveis e uma variedade de critérios
apontados pelos estudiosos da matéria. Mas, nem a dificuldade nem o risco devem ser
obstáculos para as tentativas de se aplicar essa metodologia, pois, esse é um campo em
que o aprendizado com as experiências práticas contribui para a superação
das dificuldades conceituais e operacionais (COSTA e CASTANHAR, 2003).
A aplicação destes conceitos e critérios requer formas específicas de
operacionalização, que são conhecidas como indicadores.
3.2 Indicadores de Avaliação de Projetos de Pesquisa
Para Wilk (apud Seadi; Fracasso; Santos, 2003, p.1), indicador pode se conceituado como:
[...] estatísticas que medem aspectos quantificáveis da criação,
disseminação e aplicação de ciência e tecnologia. Como
indicadores eles devem ajudar a descrever o sistema de ciência e tecnologia,
possibilitando uma melhor compreensão de sua 13 estrutura, do impacto de suas
políticas e programas e do impacto de ciência e tecnologia na sociedade e na
economia.
Na perspectiva de Kondo (1998), a escolha de indicadores na área de C,T&I deve levar em
consideração razões como: necessidades sociais do país, efeitos em
cascata, melhorar um bem público com uma ação particular que poderá
melhorar o bem-estar da sociedade.
Tradicionalmente, estes indicadores são desagregados segundo três dimensões: (1)
a natureza da pesquisa (básica e aplicada) e atividades científicas e técnicas
correlatas; (2) os setores que executam ou financiam estas atividades (governo,
instituições de ensino superior e empresas); e (3) a classificação dos
recursos de cada um destes setores, obedecendo a critérios específicos para o governo
(segundo objetivos sócio-econômicos), as instituições de ensino superior
(segundo áreas do conhecimento) e as empresas (segundo setores de atividade econômica)
(BRASIL, 2007).
Mais recentemente, foram desenvolvidos os chamados indicadores de resultados, que incorporaram a
produção de patentes e a transferência de tecnologia. Mas, segundo Brasil
(2007), são ainda incipientes as tentativas de elaboração de indicadores de
impacto, isto é, formas de mensurar como determinado resultado científico ou
tecnológico afeta as várias dimensões das condições de
existência dos indivíduos.
De acordo com Kondo (1999), os indicadores existem para permitir aos tomadores de decisão
verificar se o sistema sob sua responsabilidade está atingindo os objetivos para o qual foi
planejado. Assim, um sistema de avaliação ex-post , necessário para as
FAP´s, deve fornecer respostas que justifiquem não somente os recursos financeiros
empregados, mas também as escolhas feitas, como as áreas científicas de maior
potencial ou regiões mais carentes de desenvolvimento científico e tecnológico.
Os indicadores são fundamentais para a 14 construção deste sistema, pois,
servem para reduzir a incerteza no processo de tomada de decisão (FRANCISCO, 2002).
Devido à variedade das áreas de conhecimento envolvidas nos projetos de C,T&I, em
especial os destinados aos projetos apoiados por FAP´s, diferentes objetivos econômicos
e sociais são enfatizados, sendo necessária a elaboração de indicadores
que apresentem características próprias, como a generalidade e a capacidade de
adequação a variados casos (HERRLEIN, 2001).
Um conjunto de indicadores é proposto por Francisco (2002) para avaliar os projetos
financiados pela FAP do Rio Grande do Sul. Esta fez uma análise dos indicadores apresentados
por vários outros autores e manuais, estabelecendo, de uma forma muito apropriada, aqueles
que serviriam para medir os resultados e impactos dos projetos de pesquisa na área de
C,T&I:
- Indicadores de Insumo – usados para demonstrar os investimentos nas atividades de
pesquisa.
- Indicadores de Produto – é o resultado imediato da pesquisa, ou seja, os produtos
gerados como publicações, patentes.
- Indicadores de Impacto Social – servem para quantificar os impactos das atividades
científicas em função de toda sociedade, não apenas o seu impacto
econômico.
- Indicadores de Inovação – são os objetivos econômicos (ampliar
a gama de produtos, desenvolver produtos ecológicos, manter ou aumentar a
participação no mercado, diminuir custos de produção, melhorar as
condições de trabalho, etc).
Nem todos os indicadores escolhidos podem ser relevantes para todos os projetos, assim como existem
indicadores que podem ser imprescindíveis na avaliação de algum projeto, eles
vão variar de acordo com os objetivos e a natureza dos mesmos.
De acordo com Geisler (2000), duas das características mais importantes a serem apresentadas
por um conjunto de indicadores de avaliação, que são a validade e a
confiabilidade. A validade é essencial porque conecta o instrumento de medição
com o fenômeno a ser analisado, ou seja, é o que descreve o grau no qual os valores
apurados realmente medem o que se propõem a medir. A confiabilidade refere-se ao grau no qual
diferentes leituras do instrumento de medição estão dentro de uma escala de
erro aceitável.
Para se chegar a indicadores confiáveis, é necessário definir alguns passos de
construção do sistema de avaliação. Deve-se saber o que se deseja
mensurar e atingir e partir daí levantar um conjunto de medições
passíveis de serem avaliadas, que são combinadas e colocadas sob forma de indicadores.
Estes devem ser testados, segundo critérios estabelecidos, para que possam realmente servir
de auxílio na avaliação (GEISLER, 2000).
Para a avaliação de projetos apoiados por FAP´s, é importante que o
conjunto de indicadores selecionados destaque as características relacionadas à
validade, confiabilidade, relevância, abrangência do uso dos mesmos e a possibilidade de
quantificação (mensuralidade), além da viabilidade de coleta dos dados
(FRANCISCO, 2002).
A escolha dos indicadores adequados envolve uma fundamentação nos reais objetivos e
interesses daquilo que se pretende medir. E para manipulá-los é necessário que
se possua conhecimento suficiente para interpretar os dados obtidos e transformá-los em
informações importantes para o Sistema de C,T&I.
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