1. Introdução
Nas últimas décadas, o mundo tem experimentado um acelerado processo de mudanças
sociais, tecnológicas, de padrões de comportamento, de relações de trabalho, de
novas estruturas produtivas, de modernos sistemas de comunicação e transporte. Essas
mudanças têm imposto às organizações vários desafios, dentre eles,
pode-se destacar, a necessidade de atrair, desenvolver e manter seu capital intelectual, como forma de
garantir sua sobrevivência neste ambiente tão complexo e competitivo.
Nesse contexto, o fator humano passa a ser diferencial de competitividade para as organizações.
O comprometimento das pessoas com as suas organizações assume papel de elevada
importância, na medida em que contribuem para um melhor desempenho organizacional. O comprometimento,
então, precisa ser entendido pelos gestores como fator estratégico. Compreender quais fatores
levam a um maior comprometimento e quais comportamentos advirão do mesmo é
condição indispensável para uma boa gestão dos talentos humanos, no sentido de
fazer com que otimizem as suas capacidades de gerar resultados positivos para as organizações
das quais fazem parte.
Assim sendo, este trabalho objetiva identificar o grau e o tipo dominante de comprometimento dos
colaboradores de uma organização militar. Busca, ainda, (a) identificar a
dimensão do comprometimento dominante na organização; (b) mensurar o
comprometimento dos colaboradores, em quatro dimensões (afiliativo, normativo, afetivo e instrumental);
(c) verificar se há diferenças significativas de comprometimento entre os
grupos de militares e servidores civis da organização; e (d) estabelecer
relações entre o tipo de comprometimento dominante e o perfil dos colaboradores.
O presente trabalho está estruturado em seções. Na primeira, tem-se essa breve
introdução, fazendo-se a contextualização do assunto abordado. Na segunda,
trabalha-se o arcabouço teórico que dá suporte a essa pesquisa, quanto ao comprometimento
organizacional. Na terceira, encontra-se o detalhamento dos procedimentos metodológicos realizados. A
quarta apresenta a análise e os resultados da pesquisa. Por fim, na quinta, têm-se as
considerações finais, seguidas das referências bibliográficas utilizadas para
consulta.
2. Comprometimento organizacional
Percebe-se que a integração social dos indivíduos, suas opiniões e
satisfação no trabalho acabam se tornando variáveis fundamentais para a busca do melhor
desempenho do trabalhador como também de seu vínculo com a organização.
Segundo Leite, “a literatura aponta altas correlações observadas entre as escalas de
comprometimento, satisfação e motivação” (LEITE, 2004, p.26). Tamayo, em seu
estudo sobre valores organizacionais e sua relação com satisfação no trabalho,
cidadania organizacional e comprometimento afetivo, conclui que “os valores organizacionais determinam
[...] o comprometimento do empregado com o trabalho e com a organização, a
identificação com o grupo e a produtividade organizacional, e a satisfação dos
empregados com o trabalho e com a empresa [...]” (TAMAYO, 1998, p.58). Também Steers (1977)
argumenta que talvez a satisfação no trabalho tenha mais influência no comprometimento do
que as características do trabalho.
Vários outros estudos foram realizados nesse sentido, especialmente para identificar o tipo de
comprometimento das pessoas com as organizações em que trabalham. Segundo Antunes,
“há evidências empíricas que sugerem a existência de (forte)
associação positiva entre o comprometimento dos empregados, a produtividade e a competitividade
organizacional, devendo, pois, o comprometimento ser apreciado ao nível da formulação
estratégica das organizações” (ANTUNES, 1999, p.1).
Em um mundo marcado por acirrada competição entre as empresas, inclusive no que diz respeito
às competências humanas, é cada vez mais comum o assédio de colaboradores por
empresas concorrentes, pois seus gestores compreendem que são as pessoas a razão principal do
sucesso de qualquer organização. A vantagem competitiva das organizações, [...]
está na gestão de recursos humanos. As pessoas passam a ser estratégicas porque pessoas
motivadas e comprometidas seriam mais produtivas e estariam mais alinhadas à estratégia global
da empresa. Assim seria possível garantir a diferenciação e a inovação
necessárias para a sobrevivência no mundo competitivo (FISCHER, 1998).
Assim, não basta ter tecnologia de ponta, recursos financeiros e materiais disponíveis e
estruturas organizacionais adequadas ao ambiente no qual as empresas estão inseridas. Por trás
de tudo isso é necessário ter pessoas comprometidas, engajadas, motivadas e alinhadas aos
objetivos de sua organização. Para Bastos, “as inovações tecnológicas
se frustram ou perdem sua força caso a organização não disponha de um
patrimônio humano efetivamente comprometido com o trabalho e que nele encontre condições
de auto-realização e crescimento” (BASTOS, 1993, p.56).
Comprometimento pode ser entendido como engajamento, envolvimento (BASTOS, 1994), ou seja, “um forte
envolvimento do indivíduo com variados aspectos do ambiente de trabalho” (BASTOS, 1994, p.28), ou
ainda, a “ligação do indivíduo com a organização”.
No mais, compreender quais fatores levam as pessoas a ter determinado nível de comprometimento com
suas organizações é importante para que os gestores possam definir suas políticas
e estratégias organizacionais, no sentido de ter o maior retorno possível do trabalho
desenvolvido pelos colaboradores. Em um ambiente tão competitivo, diante do qual as empresas se deparam
atualmente, torna-se condição de sobrevivência ter pessoas que efetivamente se doem, sejam
leais e se sintam vinculadas às suas organizações.
De acordo com Abreu, diversos fatores são explicativos para o comprometimento organizacional, é
o que o autor chama de “antecedentes do comprometimento” (ABREU, 2004, p.34), dentre eles, pode-se
citar as características pessoais das pessoas, as características do trabalho e as
experiências do trabalho.
É importante estudar o comprometimento a partir da estrutura oferecida pelas
organizações para que seus colaboradores possam desenvolver seus trabalhos. Este tipo de estudo
é nomeado por “percepção do suporte organizacional”, que significa “o
conjunto de crenças, mantidas pelos empregados, acerca do reconhecimento por parte da
organização, no momento em que valoriza suas contribuições e seu bem-estar”
(LEITE, 2004, p.48)
Assim como os antecedentes, o comprometimento organizacional também tem seus consequentes, ou seja,
determinados tipos de comportamento das pessoas. Para Steers (1977), o comprometimento conduz a vários
comportamentos específicos como desejo e intenção de permanecer na
organização; fixação do empregado ou baixar o turnover
(rotação de empregados); freqüência e desempenho no trabalho.
Toda organização espera que seus colaboradores estejam alinhados aos seus valores e focados em
sua missão e visão de futuro. Para que isso seja possível, é necessário
criar condições de trabalho que permitam que as pessoas se sintam motivadas, realizadas no seu
trabalho, que se sintam integrantes da equipe, que percebam a importância das atividades que desenvolvem
para o desempenho global de sua empresa. Enfim, essas condições geram comprometimento das
pessoas para com as organizações nas quais trabalham, comprometimento esse que trás, como
consequência, menores taxas de turnover e absenteísmo, maior produtividade e melhores
resultados (RANGEL, 2001; MOWDAY et al,1979; ABREU, 2004). Portanto, os consequentes do
comprometimento estão relacionados a uma boa gestão de pessoal.
Embora não haja consenso nos diversos trabalhos realizados com relação aos fatores que
explicam o comprometimento das pessoas com suas organizações, os enfoques afetivo, instrumental
e normativo são os mais encontrados. A pesquisa realizada por Mowday, Steers e Porter serviu de base
para vários estudos, como o realizado por Medeiros e Enders (2002), Moreira Filho (2004), Leite (2004),
Fonseca (2002), Ferreira (2001), onde todos tem como foco o comportamento afetivo.
o comprometimento vai muito além de uma postura de lealdade passiva para com a
organização, envolvendo também um relacionamento ativo tal que o indivíduo
esteja disposto a dar algo de si a fim de contribuir para o bem-estar da mesma. É um sentimento de
lealdade, o desejo de pertencer à empresa e de se esforçar por ela, sendo tais
dimensões mensuradas por meio de uma escala de atitudes (ABREU, 2004, p.25).
As pessoas desenvolvem um vínculo emocional tantos com as outras pessoas com as quais convivem como
com as organizações das quais fazem parte. Quanto maior esse vínculo, essa
relação de afetividade que há entre as pessoas e a organização, mais
dispostas elas estão a se doar. Essa relação aumenta o sentimento de pertencimento, de
fazer parte, de sentir que seu trabalho é importante para o desempenho global da
organização. Empregados comprometidos afetivamente são os que apresentam menores taxas de
rotatividade, absenteísmo e intensão de sair da empresa, bem como melhores indicadores de
desempenho no trabalho (SIQUEIRA, 2001)
Diferentemente dos vínculos que ligam as pessoas às suas organizações, no
comprometimento afetivo, diz-se que há comprometimento instrumental quando a principal
motivação para as pessoas permanecerem em suas empresas é a percepção, por
parte do colaborador, de uma relação custo-benefício positiva por permanecer naquela
organização, ou seja, quando ele entende que perderá muito do que já investiu se
sair dali. Por outro lado, se ele tiver uma proposta mais atraente, não hesitará em
fazê-lo.
O comprometimento instrumental é visto como um mecanismo psicossocial, cujos elementos
side-bets – consequências de ações prévias (recompensas e custos),
impõem limites ou restringem ações futuras, características de certos tipos de
pessoas. Assim uma linha consistente de atividade pode ser entendida como, por exemplo, como a
permanência do individuo na organização e as side-bets (trocas laterais) seriam
os diversos investimentos feitos pelo individuo (desenvolvimento de habilidades, contribuições
para fundos de pensão) que tornam difícil o abandono da organização (MORAES e
COSTA, 2007).
Portanto, enquanto o comprometimento afetivo é voluntário, no sentido de que existe por conta
de uma relação de pertencimento, de satisfação do colaborador em
relação à sua organização, o comprometimento instrumental é uma
questão de opção, ou melhor dizendo, de falta de opção, de alternativa, mas
que não diz respeito necessariamente a sentimento. Para Meyer e Allen(1991), empregados com forte
comprometimento afetivo permanecem na organização porque desejam, enquanto aqueles com forte
comprometimento instrumental (“continuação”) permanecem porque dele necessitam. A
necessidade é a falta de opção. Se houvesse alternativa de outro trabalho, se os custos
de saída fossem menores do que todo o investimento já realizado naquele trabalho, o empregado
não hesitaria em deixá-lo por outro emprego, cujos benefícios fossem maiores.
Outro tipo de comportamento abordado nessa pesquisa é o normativo, fortemente relacionado ao conceito
de cultura organizacional, entendida com: um padrão de pressupostos básicos compartilhados, os
quais são ensinados aos novos integrantes como forma correta de perceber, pensar e sentir-se em
relação aos diferentes contextos(SCHEIN, 1986)
Para Smircich (1983) a noção de cultura corresponde a um mecanismo regulatório e
adaptativo capaz de agregar indivíduos em estruturas sociais. Para Aktouf (1993), a cultura
organizacional significa um processo de produção de significados na organização,
interferindo em como as pessoas interagem e constróem suas identidades no espaço de trabalho.
Nesse sentido, a cultura organizacional é condicionadora de comportamentos. Quanto mais absorvida ela
estiver pelas pessoas, tanto mais os comportamentos individuais estarão identificados com os valores,
regras e objetivos da organização, caracterizando o que Abreu (2004) conceitua de
comprometimento normativo, segundo o qual, “o comportamento do individuo é conduzido de acordo
com o conjunto de pressões normativas que ele assume internamente” (ABREU, 2004, p.27).
De acordo com Dias (2001), o comprometimento normativo tem sua origem nas pesquisas de Weiner e Vardi (1990),
para os quais o comportamento das pessoas é resultado da internalização das normas,
regras, papéis e padrões existentes nas culturas das organizações, de tal modo que
o empregado mantém um comportamento vinculado ao que a organização espera dele.
Allen e Meyer (1991) caracterizam os indivíduos das três dimensões da seguinte forma:
Empregados com um forte comprometimento afetivo permanecem na organização porque eles querem,
aqueles com comprometimento instrumental permanecem porque eles precisam e aqueles com comprometimento
normativo permanecem porque eles sentem que são obrigados.
Por fim, tem-se o comprometimento afiliativo, que foi identificado por (MEDEIROS et al, 1999), o
qual não faz parte do modelo apresentado por Meyer e Allen (1991). O comprometimento afiliativo denota
um sentimento de fazer parte (MEDEIROS, 2003) um certo vínculo do indivíduo com
a organização, ocasionado pela integração e indentificação do
indivíduo com o grupo com o qual ele trabalha (MEDEIROS et al, 1999). A
identificação acontece quando um indivíduo aceita influências, porque ele quer
estabelecer ou manter uma relação de satisfação, com uma pessoa ou grupo, definida
por si próprio. Indivíduos que não se sentem "em casa" no seu ambiente de
trabalho podem estar com moral baixa por se sentirem excluídos do grupo; ou ainda como afirmam O'Reilly
III e Chatman (1986 p. 493, apud MEDEIROS et al, 1999), para estabelecer ou manter uma
relação de satisfação, sentindo-se orgulhoso de fazer parte de um grupo. O que
diferencia esse último do comprometimento afetivo é que enquanto aquele se caracteriza pela
pessoa querer fazer parte da organização, este diz respeito ao sentimento que resulta de
sentir-se valorizado, reconhecido pela organização, de se sentir parte dela (BORGES e MEDEIROS,
2007).
3. Metodologia
A pesquisa é um estudo exploratório, do tipo estudo de caso, por meio do qual busca compreender
o comprometimento das pessoas em uma Organização Militar de Ensino do Exército
Brasileiro. Exploratório porque tem por objetivo desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e
ideias, tendo em vista, a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses
pesquisáveis para estudos posteriores (GIL, 1999).
O efetivo de pessoal da organização estudada é formado por seiscentos e quarenta e
quatro colaboradores, entre civis e militares, empregados em atividades de apoio e no processo
finalístico (ensino). Deste total, 59,8% são militares e 40,2% civis. Fazem parte do efetivo
permanente (estabilizados) da organização 57,9% do total de pessoal, enquanto 42,1% são
de temporários (pessoal não estabilizado, no caso dos militares, são aqueles que ficam no
máximo sete anos e depois são licenciados; no caso dos civis, fazem parte deste grupo os
terceirizados ou aqueles que foram contratados por tempo determinado).
Para determinar o tamanho da amostra de pesquisa foi utilizada a seguinte fórmula para
populações finitas (TRIOLA, 1999, p.149; STEVENSON, 1981, p.201; LAPPONI, 2005, p.309):
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Fórmula 1
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n = tamanho da amostra.
Zα/ 2= valor crítico de Z.
σ = desvio-padrão de todos os valores de uma população.
E = erro de estimação permitido.
Utilizando-se essa fórmula, o tamanho da amostra independe do tamanho da população.
Segundo Triola, “o tamanho da amostra depende do grau de confiança desejado, da margem de erro
pretendida e do valor do desvio-padrão α” (TRIOLA, 1999, p.149).
Realizou-se o seguinte procedimento para chegar-se ao tamanho da amostra:
- Definiu-se uma amostra de 50 (cinqüenta) questionários como amostra piloto. Arbitrou-se a
quantidade 50 com base no Teorema Central do Limite, segundo o qual “para amostras de tamanho > 30,
a distribuição das médias amostrais pode ser aproximada satisfatoriamente por uma
distribuição normal” (TRIOLA, 1999, p.129).
- Com essa amostra piloto, realizou-se o cálculo da média e do desvio padrão (x e
s) das assertivas de cada um dos tipos de comprometimento.
- Por fim, calculou-se o desvio padrão médio e a média das médias encontrados no
procedimento anterior. Esses valores foram utilizados na fórmula 1 para obter o tamanho ideal da
amostra para essa pesquisa.
O erro foi calculado como sendo 5% do valor médio das médias, ou seja, E = 0,44.
Considerando-se um grau de confiança de 95%, obteve-se uma amostra de tamanho n = 30, suficiente para
determinar “o valor de µ (média) a menos de + E” (TRIOLA, 1999, p.149).
Portanto, o total de questionários utilizados (140) é bem superior à amostra
mínima indicada (n=30). Quando se deseja resultados mais precisos, mantendo-se as demais
variáveis da fórmula constantes, a solução é aumentar o tamanho da amostra.
Esta amostra diminui o erro de 0,44 para 0,18, garantindo resultados mais precisos.
Esse instrumento foi submetido ao pré-teste. Nessa fase, foram identificados alguns problemas de
digitação, prontamente corrigidos para a versão final.
O questionário foi estruturado em duas partes. A primeira tinha por objetivo classificar os
respondentes a partir de determinadas características pessoais: sexo, faixa etária,
formação escolar, tempo de trabalho na organização e grupo a que pertence.
A segunda parte do questionário contemplou as dimensões do comprometimento afetivo (seis
assertivas), afiliativo (oito assertivas), instrumental (sete assertivas) e normativo (nove assertivas).
Marcava-se a pontuação correspondente ao sentimento em relação a cada uma das
assertivas.
Para quantificar o grau de comprometimento, optou-se pela Escala de Lickert, cuja escala variou de 1
a 10. Com essa escala, é possível obter “uma graduação quantificada das
proposições, que são distribuídas entre os indivíduos a serem pesquisados,
podendo ser calculada a nota de cada um deles” (MARCONI e LAKATOS, 2006, p.122).
Foram distribuídos 389 (trezentos e oitenta e nove) questionários. Para preservar a identidade
das pessoas que responderam o questionário, foram distribuídas duas urnas, para que as pessoas
depositassem seus questionários respondidos.
A devolutiva dos questionários distribuídos foi de 53,2%. Após o recebimento dos
questionários, procedeu-se o tratamento dos dados. Utilizou-se uma planilha do Excel 2011 para realizar
a tabulação. Finalizada a tabulação, o passo seguinte foi excluir todos os
questionários que contivessem resposta duplicada ou em branco (informações não
disponíveis para um caso/sujeito que se pretende estudar) (MEDEIROS, 2003). Foram excluídos
quarenta e dois questionários. Em seguida, buscou-se identificar outliers (TRIOLA, 1999).
Utilizou-se o método Z-Scores para identificar os outliers, que consiste inicialmente em
calcular o Z Normal Padronizado.
Por esse método, excluem-se da amostra todos os valores que excedam a 3,3 desvios padrões da
média da amostra, pois a probabilidade de ocorrer um valor fora desse intervalo (-3,3; 3,3) é de
apenas 1,24%, tratando-se, nesses casos, de um dado muito extremo, pouco representativo da
população. Foram encontrados outliers em vinte e cinco questionários, os quais
foram excluídos da análise dos dados. Restaram 140 (cento e quarenta) questionários,
sobre os quais foram feitas as análises apresentadas na seção seguinte. Utilizou-se a
ANOVA para analisar os dados (HAIR et al,1995). Esta técnica é
utilizanda quando se compara duas ou mais médias, onde as diferenças podem ocorrer por conta de
uma variação amostral normal (variação dentro das amostras) ou porque realmente
existe diferença significativa entre as médias (variação entre as amostras). A
análise de variância (ANOVA) é um método estatístico que permite testar a
igualdade de duas ou mais médias populacionais.
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