ISSN 0798 1015

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Vol. 38 (Nº 52) Ano 2017. Pág. 26

Análise da eficiência da produção da piscicultura na região de Dourados - MS

Analysis of the efficiency of pisciculture production in the region of Dourados – MS

Samuel Mota TORRES 1; Francisco de Assis Rolim PEREIRA 2; Celso Correia de SOUZA 3; Marcos Barbosa FERREIRA 4

Recebido: 11/06/2017 • Aprovado: 12/07/2017


Conteúdo

1. Introdução

2. Material e métodos

3. Resultados e discussão

4. Conclusão

Referências bibliográficas


RESUMO:

Em 2015 a aquicultura brasileira produziu um total de 574.164 toneladas de pescado, avaliados em R$ 4,4 bilhões, sendo a maior parte (69,9%) oriunda da criação de peixes, seguida pela criação de camarões (20,6%). Segundo o IBGE, que pelo terceiro ano consecutivo pesquisa e divulga a produção aquícola nacional, todas as 27 unidades da federação e 2.905 municípios brasileiros apresentaram produção da aquicultura. A China, com um a produção de 60 milhões de toneladas, lidera a produção mundial, sendo que desse total, 75% provêm da aquicultura. A presente pesquisa teve como objeto as pequenas pisciculturas da região da grande Dourados (MS) e, como objetivo principal proceder à avaliação da eficiência relativa da produção de peixes dessas pequenas pisciculturas e determinar a eficiência dos piscicultores. Para esse fim utilizou-se os conceitos de Análise Envoltória de Dados (DEA), com a aplicação do modelo de Retorno Constante de Escala (CCR) orientado a insumos, pois, esses tinham altos valores agregados. Os dados deste estudo foram obtidos a partir de um questionário aplicado a uma amostra representativa de pequenas pisciculturas da região da grande Dourados, sobre os custos com a produção de peixes.
Palavras-chave: Análise envoltória de dados; custos na produção de deixes; eficiência produtiva de peixe; pequenas pisciculturas

ABSTRACT:

In 2015 the Brazilian aquicultura produced a total of 574.164 tons of fish, apparaised in R$ 4,4 billion, being most origination from (69,9%) of the creation of fish, following for the creation of shrimps (20,6%). According to IBGE, that for the third year consecutive research and it publishes the production national aquícola, all the 27 units of the federation and 2.905 Brazilian municipal districts presented production of the aquicultura. China, with onde the production of 60 million tons, leads the world-wide production, being tha of this total, 75% tries of the aquicultura. The present inquiry tool the small fish farming of the region as an object of study of great Dourados (MS) and, like main objective there proceeded the evaluation of the relative efficiency of the production of fishes of this small fish farming and to determine the efficient fish farmers. For this aim on used the concepts of Analyse Envoltória of Datas (DEA), with the application of the model of Constant Return of Scale (CCR) orientated the inputs, so, those had nigh collected values. The data of this study were obtainde from a questionnaire devoted to a representative sample of small fish farming of the region of the great one Gilded, on the costs with the fishes production.
Keywords: Analyse envoltória of datas; costs in the production of fishes; productive efficiency of fish; small fish farming

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1. Introdução

O panorama do mercado de piscicultura no Brasil é crescente, por causa da padronização da qualidade, ganho de popularidade dos pescados, preços estáveis e oferta contínua (FAO, 2014). A aquicultura brasileira no ano de 2015 atingiu um valor de produção de R$ 4,39 bilhões, com a maior parte (69,9%) oriunda da criação de peixes.

Em 2015 a produção nacional de peixes foi no total de 483.241 toneladas o que representou um aumento de 1,5% em comparação a 2014, no qual nas Regiões Norte tiveram um aumento de (6,2%), Sudeste (12,7%) e Sul (13,1%). No Nordeste e Centro-Oeste, foram registradas quedas de 4,7% e 19,7%, respectivamente IBGE (2015). O país que lidera esse ranking é a China, com um a produção de 60 milhões de toneladas, de onde provém 75% da aquicultura. O Brasil ainda pode crescer nesse setor, pois o país tem uma enorme disponibilidade de água, favorecendo esse crescimento.

O Mato Grosso do Sul está situado em uma das maiores bacias hidrográficas do Brasil, a Bacia Hidrográfica do Paraná, onde a piscicultura é uma das alternativas para a diversificação econômica dos produtores rurais, devido a uma área rica em recursos hídricos e ao cultivo de peixes em cativeiro.

Segundo Gontijo et al. (2005), a piscicultura é considerada uma das atividades agrícolas de maior importância econômica e social nesta região, devido contribuir para a geração de renda de pescadores, pequenos proprietários rurais e comunidades indígenas, tornando-se uma atividade favorável à manutenção da estrutura familiar, principalmente às de baixa renda.

Para que os piscicultores tenham bom rendimento, é necessário que eles avaliem as estruturas de cultivos, de acordo com o ambiente, a espécie a ser cultivada e o sistema a ser adotado, pois os custos de produção são importantes para o estabelecimento do preço final, ou seja, do preço de venda (para que sejam calculados criteriosamente através de ferramentas oferecidas pela tecnologia, como as planilhas financeiras, que auxiliam os produtores a organizar todos os dados da produção).

Desta forma, o objetivo da pesquisa foi mensurar a análise de eficiência dos piscicultores da região da Grande Dourados, por meio da análise de dados da produção, com a finalidade de quantificar a sua eficiência técnica, bem como tornar mínimos seus custos sustentando a sua atual produção, empregando a técnica de Análise Envoltória de Dados (DEA).

Para atingir o objetivo proposto têm-se os consequentes objetivos específicos: qualificar em unidades produtivas eficientes e não eficientes os produtores de peixes e definir as unidades eficientes que servirão de espelhos para as unidades produtivas não eficientes a fim de que se tornem eficientes; avaliar os alvos e as folgas das unidades produtivas não eficientes para decidir os excessos ou restrições no uso de insumos que impedem as eficiências das mesmas.

Para investir nesse setor, o produtor deve estar atento a alguns fatores como o estudo de mercado, planejamento técnico e financeiro, capital de giro do empreendimento e assistência especializada. Para que a atividade piscícola seja lucrativa, é necessário forte investimento em tecnologia, como forma de melhorar o desempenho produtivo, e muitos piscicultores não possuem condições em aplicações altíssimas, pois não possuem capital o suficiente para esse investimento (OLIVEIRA, 2009).

Entre as ferramentas que quantifica a eficiência técnica, se destaca a Análise Envoltória de Dados (DEA), que serve principalmente, para avaliar a medida da eficiência relativa do produtor, ao mesmo tempo em que estabelece metas para melhoria de produção. A Análise Envoltória de Dados – DEA, é uma ferramenta administrativa, que define qual a situação competitiva de uma empresa contrapondo as suas eficiências ou ineficiências produtivas técnicas, de escala e alocativas que lida com diferentes dimensões difíceis de precisar, como um bom balanceamento entre os insumos, os gastos de produção e investimentos e os produtos de determinada empresa (FERREIRA, 2009). Assim, a hipótese que apoiará essa pesquisa é de que o produtor conhecendo a sua eficiência técnica poderá melhorar o seu desempenho. O método utilizado possibilitaria comparar num sentido multidimensional as diversas unidades de medidas e como cada DMU transforma seus insumos em produtos e informando também as alterações que devem ser realizadas ao nível de utilização dos insumos e de produtos, tornando assim unidades ineficientes em eficientes.

O presente estudo teve por objetivo diagnosticar o nível de eficiência dos piscicultores na região de Dourados na execução das atividades, gerar subsídios para o crescimento da piscicultura na região.

2. Material e métodos

Foram entrevistados 60 produtores piscicultores,a pesquisa foi realizada na  região da Grande Dourados – MS cuja área é composta por 12 municípios Itaporã, Dourados, Deodápolis, Douradina, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Caarapó, Vicentina, Glória de Dourados, Jatei, Juti e Fatima do Sul, com área total de  21.329,50 km² (MDA, 2006) .

Para o levantamento dos dados da pesquisa, foi realizada uma pesquisa de campo, sendo distribuídos a cada um dos piscicultores envolvidos no processo, um questionário semiestruturado com o título de Questionário ao produtor – Custo de produção do Peixe em Dourados (MS). Neste questionário foram coletadas as seguintes variáveis, conforme Tabela 1, tendo como inputs área de produção, quantidade de tanques (un), quantidade de funcionários (un), preço médio de vendas (R$) Kg, rendimentos unitário (R$) Kg e outputs, renda mensal (R$) e quantidade produzida (t).

Foi realizado o levantamento de informações in loco através das respostas dos 60 produtores indicado como amostra, visando características socioeconômicas dos entrevistados, levantamento de dados estatísticos governamentais e particulares. O questionário foi desenvolvido e analisado através do software Sphinx®, na realização das entrevistas, foi possível esboçar um perfil dos pesquisados por meio de dados ligados aos aspectos socioeconômicos. Foram levantados dados relacionados ao sexo, naturalidade, idade, estado civil, grau de escolaridade, quanto tempo reside na região e de onde veio e qual atividade os entrevistados desenvolviam. Ainda foram solicitados dados relacionados à propriedade como área total, se é própria, a principal atividade econômica, número de funcionários, critério utilizado para escolha da atividade desenvolvida e se possui outra atividade.

Os dados levantados foram inseridos em planilhas do software Microsoft Excel® e, subsequentemente os mesmos foram avaliados utilizando-se o procedimento de Análise Envoltória de Dados (DEA) que é uma ferramenta de análise de eficiência que possibilita maior detalhamento de todo o processo produtivo.

Essas variáveis utilizadas como indicadores de eficiência operacional, e demonstram o ganho que o produtor consegue obter em relação à sua receita bruta total pela despesa operacional total.    

Tabela 1
Descrição das variáveis econômicas de insumos (input) e produtos (output) do sistema.

Variável

Função

Área de produção (ha)

Input

Quantidade de Tanques (un)

Input

Quantidade de funcionários (un)

Input

Preço médio de Venda (R$) kg

Input

Rendimentos unitário (R$) kg

Input

Renda mensal (R$)

Output

Quantidade produzida (t)

Output

O estudo da medida de eficiência técnica usando a DEA foi dividido em três fases principais: seleção por meio da análise da eficiência das unidades produtivas (DMU do inglês Decison Making Unit) as unidades que possuíam melhor relação do produto/insumo e as que possuíam menos eficiência; determinação dos insumos (inputs) e produtos (outputs) relevantes para avaliar a eficiência técnica relativa das DMUsselecionadas e; criação e solução do modelo DEA e análises dos resultados,(ROLL et al.,1991).

Uma vez definidas as DMUs, o número de DMUs consideradasfoi o dobro (no mínimo) do número de variáveis utilizadas no modelo (LINS; MOREIRA, 1999). No presente trabalho foram utilizadas seis variáveis que impactaram diretamente na questão econômica das pequenas propriedades rurais.

Os dados da pesquisa foram inseridos no software SIAD e modelo CCR input orientado o qual se constitui de uma opção devido haver maior número de variáveis de entrada (inputs) e o elevado custo dos mesmos, podendo ser considerados bens escassos.

O software SIAD, foi desenvolvido para a entrada de dados de dois meios diferentes: diretamente, durante a execução do programa, empregando uma grade de entrada (com prévia indicação da quantidade de variáveis e DMUs) e também por meio de um arquivo de dados do tipo.txt (MEZA et al., 2001). O melhor resultado de acordo com a Tabela 2, apresentado é considerado válido para a pesquisa. A Figura 1 ilustra uma tela de computador com variáveis inseridas no SIAD utilizando-se o modelo CCR.

Figura 1
Tela de computador ilustrando o software SIAD, o modelo
CCR input orientado é visto acima à direita da imagem.

Na Figura 2, está ilustrado o software do SIAD que permite calcular as respostas do CCR input orientado, onde têm as opções da fronteira invertida, benchmarks, alvos e folgas e pesos, atendendo os objetivos do pesquisador, que avaliará as demandas necessárias para analisar os resultados obtidos.

Figura 2
Tela de computador ilustrando o software SIAD com a
geração das respostas do modelo CCR input orientado.

Assim, com as escolhas definidas das variáveis de insumos (inputs) e produtos (outputs), um acréscimo ou uma diminuição de insumoprovocava um aumento ou um abatimento proporcional de produtos. Portanto, a orientação insumo foi motivado pela decisão de se diminuir o consumo de insumos sem modificar-se a produção, pois, os insumos usados neste trabalho são escassos e custosos, devendo assim, ser minimizados.

3. Resultados e discussão

Com a realização das entrevistas, foi possível traçar perfil dos piscicultores pesquisados, através de dados ligados aos aspectos socioeconômicos. Durante a pesquisa foram levantados dados como sexo, idade, estado civil e grau de escolaridade. Também foram levantados dados sobre a propriedade, como o tamanho por hectares, titularidade, quantidade de funcionários/propriedade, critério utilizado na escolha da atividade, variação de atividades na propriedade, tempo que atua, área da piscicultura por hectares, quantidade de tanques, insumos, quantidade de funcionários, média salarial dos colaboradores, mão-de-obra especializada, treinamentos, tipos de peixes, quantidade produzida no último ano, público alvo para venda dos produtos, tipo transporte utilizado, possui treinamentos, características dos controles, licenciamento ambiental, dificuldades no licenciamento ambiental, possui informação sobre problemas ambientais.

Os dados socioeconômicos foram definidos como quantitativos e através de planilhas eletrônicas foram analisados. Em relação ao sexo dos entrevistados 83,3 % são do sexo masculino e 16,7% do sexo feminino, onde um número absoluto são 50 do sexo masculino e 10 do sexo feminino, apresentados na Tabela 2.

Tabela 2
Gênero dos produtores na região
da grande Dourados (MS), em 2016.

Sexo

Freq.

%

Masculino

50

83,3%

Femenino

10

16,7%

Total

60

100%

Os dados representados na Tabela 3 demonstram que 55% dos produtores rurais entrevistados, 33 deles, são mais experientes e tem mais que cinquenta anos de idade. Até 20 anos tem apenas um que representa 1,7% dos produtores. De 21 a 30 anos são 5%, representado pelo número absoluto de três. Já entre 31 a 40 anos são 38,3% dos produtores, totalizando um número absoluto de vinte e três piscicultores.

Tabela 3
Distribuição de faixas etárias dos produtores de piscicultura
na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Idade

Freq.

%

Até 20 anos

1

1,7%

21 a 30 anos

3

5,0%

31 a 40 anos

23

38,3%

Mais de 50 anos

33

55,0%

Total

60

100%

Conforme dados da Tabela 4, a maior parte dos piscicultores 73,3% são casados, com um número absoluto de quarenta e quatro produtores, 13,% são produtores solteiros, com número absoluto de oito produtores, quatro são viúvos numa percentagem de 6,7%, três são separados o que significa 5,0% e união estável um produtor com percentagem de 1,7%.

Tabela 4
Estado civil dos produtores de piscicultura na
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Estado civil

Freq.

%

Solteiro

8

13,3%

Casado

44

73,3%

Viúvo

4

6,7%

Separado

3

5,0%

União Estável

1

1,7%

Total

60

100%

Os dados do grau de escolaridade demonstrados na Tabela 5, mostram que a maioria, ou seja, 15 produtores entrevistados, 25%, possuem somente o ensino fundamental incompleto (1ºgrau). Sendo seis no número absoluto, o que dá 10%, com ensino fundamental completo (1ºgrau). Com ensino médio são 23,3%, sendo um número absoluto de 14 produtores entrevistados. Com nível superior completo são onze, tendo uma percentagem de 18,3% e com nível superior incompleto são nove, com 15%. Outros cursos profissionalizantes totalizam um ou 1,7% dos 60 produtores entrevistados.

Tabela 5
Grau de escolaridade dos produtores de piscicultura
na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Escolaridade

Freq.

%

Ensino Fundamental Incompleto (1º Grau)

15

25,0%

Ensino Fundamental Completo (1º Grau)

6

10,0%

Ensino médio incompleto (2º Grau)

4

6,7%

Ensino médio completo (2º grau)

14

23,3%

Ensino superior incompleto (graduação)

9

15,0%

Ensino superior completo (graduação)

11

18,3%

Outros

1

1,7%

Total

60

100%

Em relação ao tamanho das propriedades levantadas por meio da pesquisa, representada na Tabela 6, pode-se verificar que a maioria das  propriedades, ou seja 35%, possuem 10 hectares. Já dez propriedades possuem 20 hectares, 16,7%; Oito possuem 40 hectares, ou seja, 13,3%. Há quatro propriedades com 30 hectares a 60 hectares, somam 28,3% das propriedades pesquisadas. Há vinte e cinco propriedades com 70 hectares a 100 hectares, somam 25% das propriedades.

Tabela 6
Tamanho de propriedades por hectares dos produtores de
piscicultura na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Hectares

Freq.

%

10ha

21

35,0%

20ha

10

16,7%

30ha > 60ha

70ha > 100ha

4

25

28,3%

25,0%

Total

60

100%

Em relação à titularidade representada na Tabela 7, as 60 propriedades pesquisadas, 83,30%, ou seja, em número absoluto são cinquenta propriedades que pertencem aos produtores e dez são arrendadas, sendo um percentual de 16,70%. O que se pode concluir que a maioria dos produtores rurais não precisam arcar com os custos de arrendamento, porque são proprietários das terras, obtendo mais dividendos com relação a analise do resultado final de cada propriedade.

Tabela 7
Titularidade das áreas na região da
grande Dourados (MS), em 2016.

Propriedade Titularidade

Freq.

%

Própria

50

83,3%

Arrendada

10

16,7%

Total

60

100%

A Tabela 8, mostra a quantidade de funcionários por propriedade com atividade na piscicultura, 30% dos produtores faz o processo completo sem contratação de mão de obra que resultam em dezoito no total de proriedades. Das propriedades, vinte e quatro produtores, 40% das propriedades tem um funcionário; seis propriedades, ou seja, 10% têm dois funcionários. Cinco produtores responderam que tem quatro funcionários, ou seja, 6,7% por cento. Três produtores, ou seja, 5% têm cinco colaboradores. Duas propriedades, 3,3% por cento, possuem dez colaboradores e uma propriedade, 1,7% por cento, tem vinte funcionários. O que se concluiu que a maioria das propriedades pesquisadas trabalham apenas com um funcionário, gerando assim um custo reduzido com folha de pagamento.

Tabela 8
Quantidade de funcionários relacionados à atividade da piscicultura
na propriedade na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Funcionários

Freq.

%

Proprietários

18

30,0%

1

24

40,0%

2

6

10,0%

3

2

3,3%

4

3

5,0%

5

4

6,7%

10

2

3,3%

20

1

1,7%

Total

60

100%

De acordo com a Tabela 9, levou-se conta o critério utilizado para que os produtores escolhessem este tipo de atividade, dos quais 40% levaram em conta outros critérios, num número absoluto de vinte e seis produtores. 36,70% levaram em conta a tradição familiar, ou seja, vinte e dois produtores seguiram a “herança passada de pai para filho”. Vinte produtores, sendo 33,30% por cento, seguiram a tendência de mercado, que atualmente é crescente no cenário nacional e mundial. Outros 13,30%, ou seja, oito proprietários levaram em conta as condições climáticas. Sete produtores, 11,7% por cento, escolheram essa atividade devido à experiência. Outros cinco produtores, 8,3% por cento, optaram pelo critério dados de produtividade. Um produtor, 1,7% por cento, optou pelo custo de produção. Portanto, os produtores não levam em consideração todos os critérios para se escolher a atividade da piscicultura, pois todos tem o objetivo de lucratividade.

Panorama geral revela que os produtores e empresas estão apostando seriamente no potencial de retorno da piscicultura e buscando inovações tecnológicas que possibilitem expandir e diversificar seus empreendimentos, bem como oferecer produtos de melhor qualidade, com maior valor agregado, aos seus clientes. A aquicultura no Brasil já deve ser encarada como uma importante fonte de alimento ao país. Em menos de cinco anos, num horizonte muito próximo, a aquicultura deverá superar a pesca extrativa na oferta de pescado. Por isso, é fundamental a continuidade das ações de fomento e a definição de políticas públicas que possibilitem o crescimento ordenado do setor (KUBITZA; ONO; CAMPOS, 2011).

Tabela 9
Critério utilizado na escolha da atividade desenvolvida de piscicultura
na propriedade na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Critério econômico

Freq.

%

Tendência de mercado (preço)

20

33,3%

Condições climáticas

8

13,3%

Custo de produção

1

1,7%

Tradição Família

22

36,7%

Experiência na atividade

7

11,7%

Assessoria técnica

0

0,0%

Dados de produtividade

5

8,3%

Outros

26

43,3%

Total

60

100%

A principal atividade desenvolvida nas propriedades pesquisadas, segundo a Tabela 10, é a piscicultura, sendo cinquenta e oito propriedades, com 96,7% por cento tendo como a atividade principal a piscicultura. O que se pode verificar é que as propriedades tem uma diversidade de atividades, onde 18,3% ou seja, 11 propriedades com pecuária de leite. Treze propriedades, 21,7% com a pecuária de corte. Com a agricultura são 28, ou seja, 46,7%; avicultura são quatro propriedades, 6,7%; suinocultura, cinco propriedades, 8,3%; ovinocultura, uma propriedade, 1,7% e também uma propriedade, 1,7% com hortifrúti. A apreciação das respostas sugere que os produtores sobrevieram a trabalhar com a piscicultura por visão profissional, como por exemplo, o que eles relataram durante a pesquisa. Já outros produtores abordaram a atividade de forma mais profissional. Alguns tratam a piscicultura de maneira mais simples e sem compromisso e quando a atividade for estabilizada e garanta de investimentos, pretendem acrescentar os investimentos. Outros abordam a atividade de modo mais profissional, como uma forma de trabalho e renda, estudando, pesquisando, participando de eventos, participando da estruturação da cadeia.

Tabela 10
Variação atividades que possui dentro da propriedade
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Variação atividade

Freq.

%

Pecuária Leite

11

18,3%

Pecuária Corte

13

21,7%

Agricultura

28

46,7%

Avicultura

4

6,7%

Suinocultura

5

8,3%

Piscicultura

58

96,7%

Ovinocultura

1

1,7%

Hortas

1

1,7%

Total

60

100%

 O tempo de atuação na piscicultura, por parte dos produtores, demonstrado na Tabela 11, é devido ao tempo que residem nessas propriedades. Acima dos cinco anos, são quarenta produtores, ou seja, 66,7% tem a piscicultura como atividade econômica principal. Dez produtores estão a dois anos, 16,7% por cento; sete produtores com 04 anos, 11,7% e três produtores com um ano, 5,0% por cento.

Tabela 11
Tempo que atua na Piscicultura na região
da grande Dourados (MS), em 2016.

Produção

Freq.

%

1 ano

3

5,0%

2 anos

10

16,7%

4 anos

7

11,7%

Acima de 5 anos

40

66,7%

Total

60

100%

Em relação à área da piscicultura, representada na Tabela 12 pode-se perceber que a maioria dos produtores, 53,30%, ou seja, trinta e duas propriedades utilizam 2 hectares para a produção de peixes. Quatorze propriedades, 23,3%, utilizam 04 hectares. Seis proprietários utilizam oito hectares, 10%; duas propriedades com 10 hectares, 3,3%; uma propriedade com seis hectares, 1,7%; acima de 20 hectares, uma propriedade, 1,7% e com 107 hectares, uma propriedade, que representa 1,7%.

Tabela 12
Área da piscicultura (hectares) dos produtores de piscicultura
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Área

Freq.

%

2ha

32

53,3%

4ha

14

23,3%

6ha

1

1,7%

8ha

6

10,0%

10ha

2

3,3%

12ha

3

5,0%

Acima de 20ha

1

1,7%

107ha

1

1,7%

Total

60

100%

A maioria das propriedades possuem quatro tanques, ou seja, 25%, totalizando 15 propriedades. A Tabela 13 demonstra quantos tanques são inseridos nas propriedades pesquisadas. 21,7%, ou seja, no número absoluto treze propriedades, utilizam 06 tanques para a produção de peixes. Tem-se 05 propriedades com dois tanques, 8,3%; cinco propriedades, 8,3%, com 14 tanques; quatro propriedades, 6,7% com 08 tanques; quatro propriedades, 6,7% com 12 tanques; duas propriedades, 3,3%, com 16 tanques; duas 3,3% das propriedades com 26 tanques; duas propriedades, 3,3% com 50 tanques; uma com vinte, 1,7%; uma com 30, 1,7%. Esses espaços destinados a piscicultura em cada propriedade tem uma quantidade singular e própria de tanques, onde todos os tanques são cavados, nas extensões das propriedades que são inadequadas para a agricultura. Como informado pelos produtores a água nessas propriedades é analisada de boa qualidade, excelentes para atividade de piscicultura. A quantidade e o abastecimento dos tanques também são considerados satisfatórios.

Tabela 13
Quantidade de Tanques dos produtores de piscicultura
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Tanques

Freq.

%

02

5

8,3%

04

15

25,0%

06

13

21,7%

08

4

6,7%

10

5

8,3%

12

4

6,7%

14

5

8,3%

16

2

3,3%

20

1

1,7%

24

1

1,7%

26

2

3,3%

30

1

1,7%

50

2

3,3%

Total

60

100%

Os insumos utilizados na piscicultura são representados na Tabela 14, no qual a ração é o que se mais consome nas propriedades, onde cinquenta e oito produtores, ou seja, 96,7% tem gastos elevados com ração. Os alevinos são adquiridos de outros produtores da região, que fornecem para o município de Dourados e outras regiões. Os alevinos são adquiridos por quarenta e sete produtores, ou seja, 78,3%. Depois vem o adubo químico, com 6,7%, no número absoluto, quatro; um produtor, 1,7% por cento, tem gasto com pós-larva e um produtor não forneceu resposta. Os insumos empregados na atividade da piscicultura, os alevinos são adquiridos pelos produtores entrevistados, dos produtores da região. Em relação à ração, segundo informações levantadas na pesquisa, são adquiridos de diversos fornecedores, aonde muitos produtores adquirem ração no comércio da própria comunidade, outros produtores procuram fora, devido a um consumo maior ou algum tipo de ração específica. Os produtores relataram que a dificuldade pertinente a ração ainda é preço e a qualidade. A ração é um dos insumos que influencia diretamente no custo final do produto, o peixe ou pescado.

Tabela 14
Insumos para produção de peixes na região
da grande Dourados (MS), em 2016.

Insumos

Freq.

%

Não resposta

1

1,7%

Alevinos

47

78,3%

Ração

58

96,7%

Adubo químico

4

6,7%

Esterco

0

0,0%

Pós Larva

1

1,7%

Total

60

100%

Se tratando de uma atividade caracteristicamente familiar, na região, a piscicultura causa pouca mão de obra tabela 15. Dos produtores entrevistados, 65% têm funcionários que trabalham com a piscicultura, sendo que a maioria destes são contratados para outras atividades e ajudam na piscicultura, e a média salarial varia em torno de um mil reais. Essa mão de obra é pouca especializada. De acordo com o relato dos produtores eles adquirem experiência e são treinados na propriedade pelos próprios produtores.  

Tabela 15
Quantidade de funcionários que atuam na piscicultura
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Funcionários

Freq.

%

0

17

28,3%

1

29

48,3%

2

10

16,7%

3

1

1,7%

4

1

1,7%

5

2

3,3%

Total

60

100%

A Tabela 16 representa a média salarial dos colaboradores das propriedades rurais, nos quais vinte e sete produtores, 45%, pagam até R$ 1.760,00 a seus funcionários. Dezoito produtores, 30%, são os proprietários que exercem a função do funcionário para diminuir o custo de produção. Quinze produtores, 25%, pagam até R$ 880,00 reais a seus colaboradores. Pode-se notar que o salário não é muito alto, o que gera menos custos a produção.

Tabela 16
Média salarial colaboradores na região
da grande Dourados (MS), em 2016.

Média salário

Freq.

%

Proprietários

18

30,0%

R$ 880,00

15

25,0%

R$ 1.760,00

27

45,0%

Total

60

100%

Sobre a mão-de-obra especializada, representada pela Tabela 17, verifica-se que a maioria das propriedades, ou seja, 53,3% utiliza mão-de-obra especializada, totalizando o número absoluto de 32 propriedades. Vinte e oito propriedades, 46,7%, não possuem mão-de-obra especializada.

Tabela 17
Mão de obra especializada na atividade da piscicultura
na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Mão obra Especializada

Freq.

%

Sim

32

53,3%

Não

28

46,7%

Total

60

100%

 

Na Tabela 18, demonstra quantas propriedades investem em treinamento, os funcionários são treinados pelos pela área técnica dos frigoríficos. Vinte e sete produtores, ou seja, 45% investem em treinamentos para seus funcionários, já 55%, no número absoluto trinta e três produtores não investem para ter mão-de-obra especializada.

Tabela 18
Treinamentos com manejo da piscicultura na
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Treinamentos

Freq.

%

Sim

27

45,0%

Não

33

55,0%

Total

60

100%

Os produtores relataram na entrevista, que os tipos de peixes cultivados são a tilápia, catfish, carpa, tambacu, pintado, piau-çu, patinga, pacu, jundiara, curimba e tambaqui. A Tabela 19 demonstra os tipos de peixes cultivados. As espécies mais cultivadas são patinga e tambacu, com produção de vinte e cinco produtores, totalizando 41,70% das espécies cultivadas. Depois vem o pacu, com 36,7% da produção em vinte duas propriedades. Dezoito propriedades, 30% produzem tilápia. Onze produtores, 18,3%, cultivam pintado. Sete propriedades, 11,7% produzem carpa. Seis produtores, 10%, produzem piau-çu. Quatro propriedades, 6,7% produzem curimba. Jundiará, Tambaqui e catfish são produzidos por 1,7%, ou seja, cada espécie é produzida por apenas um produtor. Os produtores descreveram que produzem o pescado conforme com o que o mercado necessita, segundo a demanda. Devido a isso, a tendência de mercado passa a ser a opção indicada por 77% dos produtores. Essa ocorrência apresenta relação direta com as espécies produzidas de pacu, tambacu e patinga.

Tabela 19
Tipos de peixes na região da grande
Dourados (MS), em 2016.

Tipo peixe

Freq.

%

Tilápia

18

30,0%

Catfish

1

1,7%

Carpa

7

11,7%

Tambacu

25

41,7%

Pintado

11

18,3%

Piau-çu

6

10,0%

Patinga

25

41,7%

Pacu

22

36,7%

Jundiara

1

1,7%

Jundiá

0

0,0%

Dourado

0

0,0%

Curimba

4

6,7%

Tambaqui

1

1,7%

Total

60

100%

 Na Tabela 20, são demonstradas as quantidades de peixe produzidas no último ano em toneladas, nos quais uma propriedade, 1,7% produziu 600 toneladas de pescado. Duas propriedades, 3,3% produziram no ultimo ano 500 toneladas. Duas propriedades, 3,3% produziram o equivalente a 80 toneladas/ano. Um produtor, 1,7% produziu 72 toneladas. Duas propriedades, 3,3% tiveram uma produção de 70 toneladas. Duas propriedades, 3,3%, produziram o equivalente a 60 ton. Já 5 propriedades, 8,3% produziram 30 ton. Um produtor, 1,7% obteve uma produção de 28 ton. Dois produtores, 3,3% tiveram uma produção de 24 ton. Duas propriedades, 3,3% alcançaram uma produção de 24 ton. A produção em duas propriedades, 3,3%, foram de 20 ton. Já outras dois produtores, 3,3%, tiveram uma produção de 18 ton. Um propriedade, 1,7%, obteve uma produção de 16 ton. Quatro produtores, 6,7% obtiveram uma produção de 15 ton. Um propriedade, 1,7%, produziu o equivalente a 14 ton. Um produtor, 1,7%, conseguiu ter uma produção de 13 ton. Duas propriedades, 3,3, conseguiram alcançar a produção de 12 ton. Três, 5%, conseguiu produzir 8 ton. Uma propriedade, 1,7%, com a produção de 7 ton.

Tabela 20
Quantidade produzida na região da
grande Dourados (MS), em 2016.

600

1

1,7%

500

2

3,3%

80

2

3,3%

72

1

1,7%

70

2

3,3%

60

1

1,7%

30

5

8,3%

28

1

1,7%

24

2

3,3%

22

2

3,3%

20

1

1,7%

18

2

3,3%

16

1

1,7%

15

4

6,7%

14

1

1,7%

13

1

1,7%

12

2

3,3%

10

3

5,0%

8

4

6,7%

7

1

1,7%

6

4

6,7%

5

4

6,7%

4

4

6,7%

3

5

8,3%

2

3

5,0%

1

1

1,7%

Total

60

100,0%

Quatro produtores, 6,7% alcançaram uma produção de 6 ton. Outras quatro propriedades, 6,7% obtiveram uma produção de 5 ton. Quatro produtores, 6,7%, tiveram uma produção de 4 ton. Outras quatro propriedades, 6,7%, alcançaram a produção de 3 ton. Cinco produtores, 8,3% conseguiram produzir 3 toneladas de pescado no último ano. Três produtores, 5%, tiveram 2 toneladas e uma propriedade, 1,7% alcançou 1 tonelada no último ano.

No decorrer das entrevistas, os produtores relataram que produzem conforme demanda o mercado. O público alvo para venda dos produtos representados na Tabela 21 demonstra que quarenta produtores, ou seja, 66,7% destinam o cultivo de pescados para o consumidor final. Quinze produtores, 25%, têm como alvo os frigoríficos. Quatorze propriedades, 23,3%, fornecem para pesque e pague; 11,7%, no número absoluto, sete produtores abastecem os mercados e três produtores, 5%, para feiras livres.

Tabela 21
Público alvo para venda dos produtos região
da grande Dourados (MS), em 2016.

Público alvo

Freq.

%

Consumidor Final

40

66,7%

Frigoríficos

15

25,0%

Pesque Pague

14

23,3%

Mercados

7

11,7%

Ferias livres

3

5,0%

Total

60

100%

Os meios de transportes utilizados para transportar o pescado, é representado na Tabela 22, Temos 12 propriedades, ou seja, 20%, tem o transporte feito através da coleta dos frigoríficos. Sete produtores, 11,7%, tem frota própria e quarenta e um produtores, 68,3%, o transporte é terceirizado.

Tabela 22
Tipo de transporte utilizado na região da
grande Dourados (MS), em 2016.

Transporte

Freq.

%

Terceirizado

41

68,3%

Coleta frigorifico

12

20,0%

Frota própria

7

11,7%

Total

60

100%

Ou seja, o transporte dos peixes é realizado pelos próprios produtores, utilizando caixas apropriadas para fazer as entregas em feiras, supermercados. Em grande maioria dos casos, os compradores retiram o produto diretamente nas propriedades.

O controle financeiro é muito importante para as propriedades, mas a grande maioria na faz, e são representados na Tabela 23. A maioria dos entrevistados disseram não ter controle financeiro, ou seja, trinta e quatro produtores, 56,7%, não fazem um controle financeiro rigoroso. Vinte e seis produtores, 43,3%, fazem seu controle financeiro e as despesas e gastos de forma simples, sem ajuda de um administrador.

Dos produtores pesquisados e entrevistados, a gestão de suas propriedades, na maioria delas, é de forma muito simples. Desses produtores entrevistados, 26 produtores, 43% deles faziam o controle de caixa da atividade rural incluindo aí a atividade da piscicultura,

Tabela 23
Produtores que possuem controle Financeiro na
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Controle financeiro

Freq.

%

Sim

26

43,3%

Não

34

56,7%

Total

60

100%

Na Tabela 24, são as características dos controles financeiros utilizados pelos produtores, nos quais quando questionados, cinquenta e um produtores, ou seja, 85% fazem seu controle manualmente, por serem a maioria de pequenos produtores. Sete produtores ou 11,7% fazem o controle utilizando meios informatizados e dois produtores, 3,3% utilizam outras formas de controlar os custos.

Tabela 24
Características dos controles dos produtores
região da grande Dourados (MS), em 2016.

Controles

Freq.

%

Informatizados

7

11,7%

Manuais

51

85,0%

Outros

2

3,3%

Total

60

100%

Um item obrigatório para os produtores de peixe é o licenciamento ambiental, pois para a venda do produto, o produtor precisa seguir todas as regras do licenciamento ambiental. Na Tabela 25, demonstra as propriedades que seguem as regras do licenciamento ambiental, onde se observa que 98,3%, ou seja, cinquenta e seis propriedades estão com o licenciamento em dia e obedecem as regras. Já quatro propriedades, 6,7%, faltam se adequar, para poder comercializar seus produtos dentro das normas. Quando perguntado quais as características dos controles que eram feitos, os produtores informaram e verificou-se que 12% deles eram informatizados por algum tipo de planilha eletrônica. Uma ampla parte desses produtores, 85% faziam os controles de forma manual, não informatizado, por algum tipo de anotação.

Tabela 25
Licenciamento ambiental na atividade da piscicultura
na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Licença

Freq.

%

Sim

56

93,3%

Não

4

6,7%

Total

60

100%

Os principais problemas apontados pelos produtores durante as entrevistas, sobre o licenciamento ambiental, representados na Tabela 26, foram burocracia, com 73,3%, ou seja, 44 produtores reclamaram que o processo é muito burocrático, demora nas licenças, 23,3%, quatorze produtores apontaram a demora como um dos problemas, o custo, onde dez produtores, 16,7% reclamaram que as taxas são muito elevadas.

Tabela 26
Dificuldades no licenciamento ambiental região
da grande Dourados (MS), em 2016.

Dificuldades

Freq.

%

Custo

10

16,7%

Burocracia

44

73,3%

Demora nas licenças

14

23,3%

Fiscalização dos órgãos ambientais

3

5,0%

Falta de informação

4

6,7%

Fácil Acesso Agricultura Familiar

1

1,7%

Total

60

100%

A falta da informação também é uma das dificuldades de se obter o licenciamento ambiental, onde quatro, ou seja, 6,7%, disseram que as informações são desencontradas e poucas esclarecedoras. Um produtor, 1,7% relatou a dificuldade em obter o licenciamento familiar.

Sobre como os produtores se informam sobre os problemas ambientais, a Tabela 27 representa como eles tem acesso a essas informações, nos quais 38 produtores, 63,3%, relataram que ficam informados os sobre os problemas, através da televisão. Dezoito, ou seja, 30% disseram que é através das reuniões de associação. Dezesseis produtores, 26,7%, através da internet. Treze produtores, 21,7%, através do jornal impresso. Seis, 10% dos produtores, através do radio. Com o relato dos produtores, pode-se verificar que eles se preocupam o meio ambiente em que estão inseridos, no qual a maioria segue as regras de manejo apropriados para o cultivo de peixes.

Tabela 27
Informação sobre problemas ambientais através das mídias
na região da grande Dourados (MS), em 2016.

Informações

Freq.

%

TV

38

63,3%

Rádio

6

10,0%

Jornal

13

21,7%

Escola

0

0,0%

Reuniões de Associação

18

30,0%

Sindicatos

0

0,0%

Internet

16

26,7%

Total

60

100%

Na Tabela 28 estão representados os resultados do processamento SIAD CCR input orientado e os níveis de eficiência de cada DMU, as escalas de eficiência são apresentadas, destacando-se as DMUs 14;17;19;20;30;36 e 42 que são consideradas eficientes em relação à utilização dos recursos das propriedades. Segundo Mello (2013) os DMUs destacados são exemplos de benchmark e apresentam praticas individuais para os demais produtores nãos eficientes.

Em função dos resultados alcançados, houve uma análise de benchmarking (eficiência baseada nos valore de inputs), onde se identificaram quais são as DMUs eficientes que servem de referências para as DMUs ineficientes. Com o DEA foi possível apontar as DMUs 14;17;19;20;30;36 e 42 como sendo eficientes (Tabela 29), estão apresentados os pesos encontrados através dos dados encontrados pelo Sotware SIAD, onde observou-se que as demais são ineficientes, no qual cada uma apresenta um grau de ineficiência diferentes e para torná-las eficientes, deve-se projetar cada DMU ineficiente sobre a fronteira, por meio de uma linha que ocorreria pela origem do gráfico e pelo ponto representativo de cada uma destas DMUs.

As medidas individuais mostraram que, dos 60 produtores, sete encontram-se atuando com eficiência igual a um, ou seja, só 11,66% % dos produtores atingem a máxima eficiência técnica. A máxima eficiência técnica implica que não existe outro produtor mais eficiente produzindo o mesmo nível de produto, usando a mesma combinação de insumos. Acima da média de eficiência de 0,9 pode-se constatar que 03 produtores (ou 5% da amostra) e 47 produtores, ou 78,33%, se encontram com medida de eficiência inferior a 0,7.

Tabela 28
Resultados do processamento SIAD – CCR input orientado e os níveis de eficiências
equivalentes de cada DMU na produção de peixes de produtores rurais na região Grande
Dourados (MS), em 2016.

DMU

CCR, orientação input

Nível de Eficiência

DMU

CCR, orientação input

Nível de Eficiência

14

1

Eficiente

52

0,250000

 

17

1

Eficiente

32

0,244577

BNE

19

1

Eficiente

26

0,244544

BNE

20

1

Eficiente

60

0,234374

BNE

30

1

Eficiente

37

0,234092

BNE

36

1

Eficiente

41

0,231841

BNE

42

1

Eficiente

50

0,211957

BNE

5

0,99999

ANE*

51

0,208281

BNE

21

0,983733

ANE

12

0,207937

BNE

33

0,966982

ANE

8

0,186785

BNE

15

0,781248

MNE*

40

0,179129

BNE

54

0,760000

MNE

47

0,178437

BNE

27

0,734266

MNE

58

0,175567

BNE

57

0,625000

MNE

46

0,169269

BNE

9

0,583330

BNE*

7

0,166664

BNE

55

0,571217

BNE

6

0,165149

BNE

35

0,554499

BNE

38

0,161163

BNE

59

0,520833

BNE

53

0,133407

BNE

48

0,516797

BNE

11

0,132964

BNE

39

0,502546

BNE

10

0,130058

BNE

49

0,500000

BNE

31

0,122293

BNE

16

0,486041

BNE

1

0,119332

BNE

22

0,420354

BNE

25

0,11921

BNE

28

0,411172

BNE

45

0,111855

BNE

29

0,390625

BNE

56

0,098552

BNE

23

0,367133

BNE

18

0,095531

BNE

3

0,333328

BNE

4

0,083333

BNE

24

0,310344

BNE

43

0,073841

BNE

34

0,264064

BNE

44

0,07021

BNE

2

0,260416

BNE

13

0,055555

BNE

*ANE: Alto Nível de Eficiência; MNE: Médio Nível de Eficiência; BNE: Baixo Nível de Eficiência.

Para captar o efeito da escala de produção no grau de eficiência técnica, relaxou-se a pressuposição de retornos constantes e obtiveram-se os modelos com retornos variáveis à escala, através da adição da restrição de convexidade nos modelos com retornos constantes à escala.

Como visto anteriormente, uma condição para que o produtor apresente máxima eficiência técnica, com retornos constantes à escala, é que sua eficiência técnica, quando se consideram retornos variáveis, seja também máxima. Isso significa que, dos 07 produtores com eficiência técnica igual a um no modelo com retornos variáveis, 03 deles são igualmente eficientes no modelo com retornos constantes.

Medida de eficiência de escala é obtida pela razão entre as medidas de eficiência técnica, nos modelos com retornos constantes e com retornos variáveis. Se essa razão for igual a um, o produtor estará operando na escala ótima.

Caso contrário, o produtor será tecnicamente ineficiente, pois não estará operando na escala ótima e poderá estar operando com retornos crescentes ou decrescentes à escala. Deve-se notar que a escala ótima para a técnica DEA refere-se operar com retornos constantes à escala e não, necessariamente, no ponto de mínimo custo médio na curva de longo prazo.

Tabela 29
Valores relativos associados a cada DMU eficiente no cálculo da taxa de eficiência
para as DMUs ineficientes, na região da grande Dourados (MS), em 2016.


DMUs

Eficientes

14

17

19

20

30

36

42

1

0

0,0393

0,0119

0

0,0063

0,0005

0,0438

2

0

0,1302

0

0

0

0

0

3

0

0,0556

0

0

0

0

0

4

0

0,0278

0

0

0

0

0

5

0

0,3333

0

0

0

0

0

6

0

0

0,012

0,0427

0

0,0015

0

7

0

0,0278

0

0

0

0

0

8

0

0

0,0009

0,087

0

0,0006

0

9

0

0,1944

0

0

0

0

0

10

0

0,0434

0

0,0289

0,0145

0

0

11

0

0

0,013

0

0,019

0,0014

0,0369

12

0

0

0

0,1074

0,0144

0,0002

0,0212

13

0

0,0278

0

0

0

0

0

14

1

0

0

0

0

0

0

15

0

0,2604

0

0

0

0

0

16

0

0,243

0

0

0

0

0

17

0

1

0

0

0

0

0

18

0

0,004

0,0122

0

0

0,0001

0,0333

19

0

0

1

0

0

0

0

20

0

0

0

1

0

0

0

21

0

0

0

0

0,7792

0

0,0682

22

0

0

0,0664

0

0

0

0,1438

23

0

0,1573

0

0

0,0524

0

0

24

0

0,2069

0

0

0,0828

0

0,0414

25

0

0,0862

0,0401

0

0

0

0,0195

26

0

0

0,0715

0

0

0,0016

0,0184

27

0

0,3147

0

0

0,1049

0

0

28

0

0

0,0211

0

0,1369

0,0025

0,0685

29

0

0,2604

0

0

0

0

0

30

0

0

0

0

1

0

0

31

0,0253

0,2364

0,0425

0

0

0,004

0

32

0,1236

0,254

0,1828

0

0

0

0

33

0

0

0,0658

0,2678

0,0914

0,0065

0,0878

34

0

0

0,042

0

0

0,0011

0,1387

35

0

0

0

0,2863

0,0384

0,0004

0,0565

36

0

0

0

0

0

1

0

37

0

0,1747

0

0

0

0,0148

0

38

0

0

0,011

0,0447

0,0152

0,0011

0,0146

39

0

0,4223

0,0211

0

0

0

0,2302

40

0

0,1433

0

0

0

0

0,0896

41

0

0

0,0016

0,1305

0,0805

0

0,004

42

0

0

0

0

0

0

1

43

0

0,0014

0,0114

0

0

0

0,0248

44

0

0

0,0238

0

0

0

0,0036

45

0

0

0,0045

0,0118

0,126

0,0032

0,011

46

0

0

0,0309

0

0

0,001

0,0003

47

0

0

0,0565

0

0

0,0015

0,0092

48

0

0

0

0,1779

0,1961

0,0002

0,0351

49

0

0,25

0

0

0

0

0

50

0

0,1413

0

0

0

0

0,0353

51

0

0,0363

0,0254

0

0

0

0,1044

52

0

0,2083

0

0

0

0

0

53

0

0

0,0293

0

0

0,0002

0,0197

54

0

0

0,2

0

0

0

0,18

55

0

0,4848

0,0528

0

0

0

0,2328

56

0

0,051

0,0229

0

0

0

0,0264

57

0

0,4167

0

0

0

0

0

58

0

0

0,0595

0

0

0

0,0089

59

0

0,2604

0

0

0

0

0

60

0

0,0781

0

0

0

0

0

Através destes resultados também se pode obter uma análise de benchmarking, onde as DMUs eficientes são consideradas referências para as DMUs ineficientes. A Tabela 30 representa os pesos encontrados no modelo software SIAD, representando os pesos relativos associados a cada unidade eficiente no cálculo da taxa de eficiência para DMUs ineficientes.

Figura 3
Tela do SIAD, alvos e as folgas,
calculados pelo SIAD.

Pode-se usar como exemplo, a DMU 14, que de acordo com a Tabela 30 atingiu o grau de eficiência. A Figura 07 exibe os resultados dos parâmetros de saídas do SIAD: Atual, Radial, Folga e Alvo relativos a DMU 14.

Tabela 30
Valores encontrados pelo SIAD: atual, radial, folga e alvo das variáveis da DMU 14,
que a torna eficiente, utilizando a DMU 21 como benchmark na região da grande
Dourados (MS), em 2016.

Variável

Atual

Radial

Folga

Alvo

Área produzida(ha)

12

12

0

12

Quantidade de Tanques (un)

12

12

0

12

Quantidade Funcionários(un)

1

1

0

1

Preço médio de Venda (R$) Kg

300,0

300

0

300

Rendimentos unitário (R$) Kg

150

150

0

150

Renda mensal (R$)

3.750,00

3.750,00

0

3.750,00

Quantidade produzida(t)

300

300

0

300

Os resultados marcam que são vários os fatores pautados à ineficiência dos produtores de peixes, sugerindo uma grave insustentabilidade da atividade de piscicultura, confirmados pela desvantagem em relação ao preço de venda e ao custo médio de produção.

Durante a análise de todo o conjunto exposto, observou-se a necessidade de buscar a ampliação da eficiência como única opção para a continuação dos produtores na atividade, em um espaço de curto em médio prazo. A continuação dos produtores ineficientes na atividade provavelmente é em função do alto custo de saída, composta por ativos fixos.

Vale ressaltar que o custo social da saída de um grande número de produtores da atividade afetaria, por um lado, a oferta do produto que, nessa região, ainda depende da pulverização da oferta. De outro lado, a absorção da mão-de-obra liberada a partir do fechamento de unidades de produção, em conjunto com o elevado custo de entrada em novas atividades, geraria grande impacto social. A diminuição, ou mesmo eliminação da ineficiência dos produtores ineficientes não exige investimentos de recursos, senão o oposto, pois esta poderá ser alcançada pela redução dos custos, através da diminuição e otimização do uso dos insumos.

A residência do produtor na propriedade demonstrou-se favorável para a maior eficiência, explicada pela maior socialização dos produtores, levando a maior nível de escolaridade, maior participação em organizações de classe, acesso à informação e capacitação, e recebimento de assistência técnica, que também mostraram influenciar o maior nível de eficiência.

4. Conclusão

Conforme analise dos resultados obtidos nesta pesquisa pode-se concluir que, a piscicultura é uma atividade econômica com um alto potencial de crescimento no Mato Grosso do Sul, devido dispor de um rico recurso hídrico e a adaptação das espécies cultivadas.

Os resultados apontam que 11,66% dos piscicultores são eficientes em sua gestão, sendo a maioria ineficientes na atividade.

Em síntese, percebe-se a possibilidade de um incremento nos resultados dos produtores ineficientes, através da gestão. Com esta analise  é possível a reorientação do piscicultor para o melhoramento para a piscicultura na região da grande Dourados possa ser mais eficiente na utilização dos processos de gestão.

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1. UNIDERP Mestrando do Curso de Mestrado Profissionalizante de Produção e Gestão Agroindustrial da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP, campus III, Campo Grande, MS: samuelmtorres@yahoo.com.br

2. UNIDERP Profº. do Curso de Mestrado Profissionalizante de Produção e Gestão Agroindustrial da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP, campus III, Campo Grande, MS: frolimp@terra.com.br

3. UNIDERP Profº. do Curso de Mestrado Profissionalizante de Produção e Gestão Agroindustrial da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP, campus III, Campo Grande, MS: csouza939@gmail.com

4. 4UNIDERP Profº. do Curso de Mestrado Profissionalizante de Produção e Gestão Agroindustrial da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP, campus III, Campo Grande, MS: marcos.barbosa@uniderp.edu.br


Revista ESPACIOS. ISSN 0798 1015
Vol. 38 (Nº 52) Año 2017

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