ISSN 0798 1015

logo

Vol. 38 (Nº 17) Año 2017. Pág. 12

Qualidade de vida e bem estar na melhor idade: Um convite ao turismo

Quality of life and well-being in old age: a tourism invitation

Paula Grechinski DEMCZUK 1; Khaled Omar Mohamad EL TASSA 2

Recibido: 27/10/16 • Aprobado: 25/11/2016


Conteúdo

1. Introdução

2. Sobre o método

3. Resultados e discussões

4. Considerações finais

Referências


RESUMO:

Este trabalho teve o objetivo de estudar o segmento de turismo na melhor idade, tendo como objeto de estudo o grupo da Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI/UNICENTRO). Para tanto, os objetivos específicos consistiram em identificar os benefícios do turismo para o segmento melhor idade; e analisar de que maneira o grupo UATI/UNICENTRO relaciona-se com a atividade turística. A primeira etapa da pesquisa foi o levantamento bibliográfico, seguido de pesquisa de campo utilizando-se das técnicas de observação e entrevista. Como resultado, foram apresentados ao grupo 25 tópicos relacionados à atividade turística, os quais despertaram o interesse da UATI em aprofundar seus conhecimentos sobre turismo, culminando em um projeto de extensão com oficinas semanais.
Palavras chave: Melhor Idade. Oficinas. Turismo.

ABSTRACT:

This work aimed to study the tourism segment in the best age, having as object of study the Open University Seniors group (UATI/UNICENTRO). Therefore, the specific objectives consisted of identifying the benefits of tourism to the best segment age; and analyze how the UATI / UNICENTRO group relates to the tourist activity. The first stage of the research was the literature, followed by field research using the observation and interview techniques. As a result, it was introduced to the group 25 topics related to tourism, which aroused the interest of the UATI to deepen their knowledge of tourism, culminating in an extension project with weekly workshops.
Keywords: Best Age. Workshop. Tourism.

1. Introdução

Estudos mostram que a longevidade dos idosos no mundo e no Brasil é uma realidade, corroborados por dados estatísticos relacionados ao aumento da expectativa de vida ao nascer (IBGE, 2006). As alterações demográficas observadas nos países em desenvolvimento também são sentidas na maioria das sociedades do mundo, como França, Inglaterra e outras, ocasionando mudanças na pirâmide etária populacional (BERQUÓ, 1999). No entanto, este aumento da expectativa de vida do idoso brasileiro nem sempre é ajustado a uma qualidade de vida satisfatória.

Nos últimos anos, tem crescido o interesse por investigações relacionadas ao envelhecimento. O envelhecimento é um tema de crescentes preocupações no Brasil, país que em 2030 deverá ter cidadãos com 60 anos ou mais em maior quantidade que crianças de até 14 anos (IBGE, 2015). Fatores para esta expansão se devem a melhora na qualidade de vida e exigem que as políticas públicas se atualizem para abranger este grupo de pessoas.

O processo de envelhecimento e suas consequências se constituem em preocupações da humanidade desde o início da civilização. Estudos realizados a partir do século XX, englobando inicialmente os aspectos biológicos do envelhecimento, mas que progressivamente foi abarcando todas as áreas do conhecimento, sendo reunidos em uma área de conhecimento intitulada Gerontologia, que investiga o processo de envelhecimento, com base nos conhecimentos biológicos, mental, social e comportamental.

O turismo é uma atividade bastante abrangente, e no decorrer do tempo foram apresentadas algumas definições, que vieram se moldando até o conceito utilizado atualmente. De acordo com De la Torre (1992 apud BARRETTO, 1995, p. 13)

O turismo é um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário e temporário de indivíduos ou grupo de pessoas que, principalmente por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem do seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade de fins lucrativos, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômica e cultural.

A partir desta definição percebe-se que são vários os motivos que levam as pessoas a praticar o turismo, ocorrendo então a divisão do mercado em segmentos de modo a suprir as necessidades e desejos do público alvo. Segundo Ignarra (2003, p.116) a segmentação de mercado é “[...] o ato de identificar e agrupar grupos distintos de compradores que podem exigir produtos e/ou compostos de marketing separados”.

Um dos públicos do mercado turístico que tem apresentado crescimento é o da melhor idade. Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, a população está em um rápido processo de envelhecimento, onde nota-se a existência de hábitos saudáveis, e a mudança no perfil desta população é um verdadeiro desafio tanto para a atividade turística quanto para a sociedade e governo. Para este público as viagens são como uma terapia e tratamento para a saúde, pois melhora a autoestima, desenvolve a confiança pessoal, melhora a aceitação com as situações de conflito e a angústia do processo de envelhecimento.

Há algum tempo atrás a atividade despertava o interesse da população idosa, mas o turismo não era acessível a todos, devido à queda do rendimento. Com isso o Ministério do Turismo criou o Programa Viaja Mais Melhor Idade, que oferece oportunidade dos idosos, aposentados e pensionistas viajar pelo Brasil e usufruir os benefícios que a atividade turística proporciona, promovendo a inclusão social.

Na Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO) Campus Irati, a Universidade Aberta para a Terceira Idade está em atividade há 10 anos, sendo uma forma de integrar a Terceira Idade à sociedade e ao meio acadêmico de maneira a levantar a autoestima e possibilitar a troca de experiências. No programa são oferecidos a este grupo oficinas de artesanato, música e teatro, atividades físicas, atividades circenses, inclusão digital entre outros.

Diante do exposto, o objetivo geral nesta investigação foi  estudar o segmento de turismo na melhor idade, tendo como objeto de estudo o grupo UATI/UNICENTRO, Campus de Irati. Como objetivos específicos pretendeu-se identificar os benefícios do turismo para o segmento melhor idade, bem como analisar de que maneira o grupo UATI/UNICENTRO relaciona-se com a atividade turística.

2. Sobre o método

A metodologia desta pesquisa esteve baseada em uma primeira etapa de levantamento bibliográfico acerca dos temas turismo; melhor idade; segmentação do turismo; e turismo na melhor idade. A partir do conhecimento obtido com a pesquisa teórica, partiu-se para a análise da relação do grupo UATI/UNICENTRO com a atividade turística, utilizando-se de observação e entrevista.

A primeira entrevista foi direcionada ao coordenador do programa, de modo a identificar os benefícios do turismo para o segmento melhor idade. Após esta etapa, foram realizados encontros com os participantes do grupo UATI nos quais foi possível identificar os temas de interesse do grupo. Os resultados obtidos possibilitaram um estudo do segmento de turismo na melhor idade, culminando com a institucionalização de um projeto de extensão com oficinas semanais sobre Turismo com início em agosto de 2015 e término previsto para agosto de 2017.

3. Resultados e discussões

A Universidade Aberta para a Terceira Idade (UATI) está em atividade na UNICENTRO desde o ano de 1997, sendo constituída enquanto programa de extensão permanente no ano de 2007. A UATI articula ações em âmbito universitário com a finalidade de investigar o envelhecer, uma demanda crescente de atenção. São oferecidos a este grupo oficinas de artesanato, música, teatro, atividades físicas, atividades circenses, inclusão digital entre outros, com o objetivo de integrar a terceira idade à sociedade e ao meio acadêmico de modo a proporcionar uma troca de experiências.

Com o objetivo de identificar os benefícios do turismo para o segmento melhor idade, foi realizado um levantamento teórico. O processo de envelhecimento é tema abordado por diferentes áreas do conhecimento, e a tendência ao envelhecimento populacional é um dado observado por muitos autores. No âmbito do turismo, percebe-se que mais idosos estão aderindo às atividades de lazer e oportunidades de viagens.

Tal demanda identificada é coerente ao atendimento de marco legal desta necessidade, em que se pode citar a Lei nº 8.842 que criou a Política Nacional do Idoso, destacando-se o artigo n° 4, onde constitui como diretriz a: [...] “viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso, que proporcionem sua integração às demais gerações” (BRASIL, 1994). Cabe, portanto, a toda sociedade e em especial as Instituições públicas oferecerem condições para tal. Neste sentido, Siqueira et al (2015, p. 162) apontam que, “Atualmente os idosos possuem lugar na sociedade, bem como locais onde possuem contato com pessoas de sua idade, para realizar atividades variadas de lazer, como danças, realizações de estudos pertinentes ao interesse dos mesmos que podem ser encontrados em Universidades Abertas à Terceira Idade (UATIs)”.

Segundo Sena et. al. (2007) este segmento do turismo está crescendo devido à maior conscientização sobre a importância da atividade física e do lazer para uma vida melhor. Há algum tempo atrás, as viagens despertavam o interesse da população idosa, porém não eram acessíveis financeiramente. Os autores (Idem, 2007) afirmam que hoje a população idosa constitui um expressivo fator de desenvolvimento do turismo, tanto pela sua disponibilidade de tempo quanto pelo seu poder aquisitivo.

Para este público as viagens podem contribuir para a melhora a autoestima, a confiança pessoal, e uma melhor aceitação com as situações de conflito e angústia do processo de envelhecimento. Observando essas situações, o Ministério do Turismo criou o programa Viaja Mais Melhor Idade, que oferece oportunidade dos idosos, aposentados e pensionistas viajar pelo Brasil e usufruir os benefícios que a atividade turística proporciona, promovendo a inclusão social (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2015).

Cunha (2004) também afirma que o turismo tem sido cada vez mais procurado pelo público da terceira idade como uma forma de dar uma sentido melhor para esta fase da vida: melhorar a qualidade de vida; buscar o convívio social, entrosamento e amizade com outras pessoas; adquirir novas experiências; e entrar em contato com novas culturas. A autora (Idem, 2004) observa que a atividade turística proporciona reflexos positivos na saúde física, emocional e psicológica dessas pessoas, contribuindo com a manutenção e resgate da autoestima.

Quanto aos programas voltados para idosos nas Universidades brasileiras, Palma (2000) afirma que estes surgiram a partir da década de 1990, com o objetivo comum de rever estereótipos e preconceitos com relação à velhice, promover a autoestima e resgate da cidadania, incentivar a autonomia, independência e auto expressão, além da reinserção social.

O conceito de turismo da terceira idade é exposto por Moletta (2000) como um tipo de turismo planejado para pessoas com mais de 60 anos, que dispõem de tempo livre e condições financeiras favoráveis. Percebe-se, portanto, que o turismo é uma atividade benéfica para o segmento melhor idade, uma vez que contribui de maneira positiva para o bem estar, saúde e qualidade de vida da população idosa.

Com o objetivo de analisar de que maneira o grupo UATI/UNICENTRO relaciona-se com a atividade turística, foi realizada uma entrevista não estruturada com o atual coordenador da UATI. O mesmo afirmou que havia o interesse do grupo no que diz respeito à atividade turística, e especificamente a realização de viagens de lazer. A partir da anuência do coordenador, foi elaborado e apresentado ao grupo UATI, 25 tópicos relacionados ao turismo e à terceira idade (QUADRO 01 – Conteúdos de Turismo para a UATI) com o intuito de identificar o interesse do grupo nas discussões sobre a atividade turística, conforme Quadro 1 abaixo.

QUADRO 01 – Conteúdos de Turismo para a UATI

TEMA

TÓPICOS

 

Introdução ao turismo

Desvendando o turismo: as primeiras viagens organizadas

Todo mundo pode: inclusão social no turismo

Diferentes tipos de deslocamentos: terra, água e ar

 

 

 

 

 

Tipos de viagens e segmentação

Será que gostamos de cultura?

Como são as atividades que envolvem aventura?

A socialização do espaço: turismo popular

Ah, os eventos: jogos, desfiles, festas e shows

Um olhar para a natureza: o que ela nos conta?

Equilíbrio corpo e mente: o papel da saúde nos deslocamentos

Rir é o melhor remédio: lazer e recreação

Mais do que arroz com feijão: a cultura gastronômica

A religiosidade de encanta

O glamour vem à tona: turismo para classe alta

A melhor idade: viajar é preciso!

 

 

Programa Viaja Mais Melhor Idade do Ministério do Turismo

Programa Viaja Mais Melhor Idade: características, crédito e ofertas

Como aproveitar o programa Viaja Mais Melhor Idade?

Para onde ir?

Documentos em dia para viagens nacionais e internacionais

 

Como organizar uma viagem

Sazonalidade? Vou me programar para economizar

Receita do sossego: minha bagagem, minha vida

Conheço minha própria cidade? Irati em foco

 

Destinos

Patrimônio mundial: existe no Brasil?

Pegando uma corzinha: o que as praias têm de melhor

Quero comer bem: os melhores restaurantes brasileiros

Parques Nacionais: um encontro com a natureza

FONTE: Elaborado pelos autores (2015).

Os temas propostos foram baseados nas pesquisas relacionadas a este segmento do turismo, e também vão ao encontro dos propósitos e demandas do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade. Os conteúdos foram apresentados de forma lúdica e criativa com o intuito de despertar o interesse do grupo pelo turismo. Observou-se o interesse de dez participantes do grupo em aprofundar seus conhecimentos sobre os tópicos apresentados. Sendo assim, foi proposto aos interessados, a realização de encontros semanais com duração de 60 minutos para discutir sobre cada um dos assuntos. O início dessas atividades ocorreu em agosto de 2015.

Além desses encontros para discussão de temas relacionados ao turismo, as oficinas contribuíram para incentivar os participantes a realizar algumas viagens, como um roteiro de viagem para Joinville, para participação na Festa das Flores entre os dias 17 e 22 de novembro de 2015, que contou com aderência total do grupo. A viagem foi organizada de modo participativo com os integrantes da UATI: definição do destino, duração da viagem (em dias), horários de saída e retorno, refeições, investimento, locais a serem visitados, meio de transporte, etc. Dessa forma, foi possível aproximá-las do processo de planejamento de uma viagem e despertar ainda mais o interesse em praticar o turismo.

4. Considerações finais

Ao propor um estudo do segmento de turismo na melhor idade, estabeleceu-se como objeto de estudo o grupo UATI/UNICENTRO, Campus de Irati. A identificação dos benefícios da atividade turística para a melhor idade foi relevante, pois a partir deste entendimento tornou-se possível analisar de que maneira o grupo UATI relaciona-se com a atividade turística.

Até o momento, os participantes não haviam tido uma aproximação com conceitos e explicações sobre o turismo, e quando foram apresentados os assuntos relacionados à atividade turística, foi possível perceber que alguns participantes do grupo desejavam aprofundar seus conhecimentos. Ainda, o planejamento de uma viagem na qual o grupo teve participação em todas as etapas também despertou o interesse, e foi motivador.

Foi possível identificar através do estudo, que as ações relacionadas ao Turismo cumprem com o objetivo de integrar diferentes gerações em atividades que ampliem o conceito de Turismo, levando conhecimento à comunidade da UATI em questão, e na qual os idosos participantes identificam a importância de divulgar e reconhecem o Turismo como uma atividade essencial para a melhora da qualidade de vida.

Conclui-se, de acordo com os objetivos propostos, que o turismo é uma atividade benéfica para a melhor idade, contribuindo para a melhora da qualidade de vida, relações sociais e aumento do conhecimento sobre diversos assuntos históricos, culturais, geográficos e ambientais. Ao demonstrar esses benefícios para o grupo UATI, despertou-se o interesse e a motivação para a realização de viagens que certamente trarão os benefícios anteriormente mencionados para o grupo que foi objeto deste estudo. 

Este estudo teve algumas limitações. Para melhor compreensão dos achados neste estudo sugere-se, ainda, investigar a percepção dos alunos idosos inscritos nas oficinas, buscando identificar temas de maior atração, quais outras abordagens que gostariam que fossem desenvolvidas, bem como identificar se as metodologias adotadas vem atendendo as expectativas e sendo prazerosas aos idosos participantes.

Referências

BARRETTO, M. Manual de Iniciação ao Estudo do Turismo. Campinas: Papirus, 1995.

BERQUÓ, E. Considerações sobre o envelhecimento da população no Brasil. In: NERI, A. L. Velhice e sociedade. Campinas (SP): Papirus, 1999.

BRASIL. Casa Civil. Política Nacional do Idoso. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8842.htm>. Acesso em 27 mai. 2016.

CUNHA, D. L. G. C. Turismo na terceira idade: um estudo sobre a capacitação de profissionais. (Monografia). Especialização em Gestão e Marketing do Turismo. Centro de Excelência em Turismo. Universidade de Brasília. Brasília, 2004.

IGNARRA, L. R. (2003). Fundamentos do Turismo. 2 Ed. São Paulo: Thomson.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mudança Demográfica no Brasil no Início do Século XXI. Subsídios para as projeções da população. Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: <http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv93322.pdf>. Acesso em 27 mai. 2016.

MOLETTA, V. F. (2000). Turismo para a terceira idade. Porto Alegre: SEBRAE-RS.

MINISTÉRIO DO TURISMO. Viaja Mais Melhor Idade. Disponível em <http://www.viajamais.gov.br/vm/viajamais.mtur> Acesso em 16 de abril de 2015.

PALMA, L. T. S. Educação permanente e qualidade de vida: indicativos para uma velhice bem sucedida. Passo Fundo, RS: UPF, 2000.

SENA, M. F. A.; GONZÁLEZ, J. G. T.; ÁVILA, M. A. (2007). Turismo da terceira idade: análises e perspectivas. Caderno Virtual de Turismo, V. 7, N. 1.

SIQUEIRA, A. C. C; et al. O Turismo de Terceira Idade e a escolha dos destinos turísticos: um estudo com a demanda da cidade de Ponta Grossa – PR, em uma viagem realizada para Aparecida do Norte – SP. In: ANJOS, F. A; ANGELI, N. P; FONTANA, R. F. (Orgs.). Turismo na Natureza. Itajaí, SC: Univali, 2015.


1. Professora do Curso de Turismo da Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO. Mestre em Gestão do Território - UEPG. Chefe da Divisão de Extensão Comunitária - DIEX/I. E-mail: peul_t@hotmail.com . Paraná, Brasil.

2. Professor do Curso de Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Educação e Desenvolvimento Comunitário da Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO. Doutor em Educação Física – UFPR. E-mail:  khaledunicentro@hotmail.com . Paraná, Brasil.


Revista ESPACIOS. ISSN 0798 1015
Vol. 38 (Nº 17) Año 2017

[Índice]

[En caso de encontrar algún error en este website favor enviar email a webmaster]

©2017. revistaESPACIOS.com • Derechos Reservados