ISSN 0798 1015

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Vol. 38 (Nº 04) Año 2017. Pág. 13

Inovação, papeis organizacionais em um estudo de caso na ótica da Tríplice Hélice na suinocultura Catarinense

Innovation, organizational papers in a case study on the triple Helix optics in pigs of Santa Catarina

Cinthya Mônica da Silva ZANUZZI 1; Clarissa Stefani TEIXEIRA 2; Marcelo MACEDO 3

Recibido: 12/08/16 • Aprobado: 15/09/2016


Conteúdo

1. Introdução

2. Referencial Teórico

3. Metodologia

4. Estudo de caso analisado

5. Considerações finais

Bibliografia


RESUMO:

A cadeia produtiva da suinocultura catarinense, motivada por exigências legais e de mercado, constituiu um arranjo institucional, composto por Governo, Empresas e Universidade, visando impulsionar a pesquisa e inovação. Para compreender este arranjo, o presente artigo se propõe analisar o papel dos seus atores utilizando a Teoria dos Papéis em Time (Belbin, 1981) e as relações entre as instituições, conforme modelo da Tríplice Hélice. Com a união das duas análises foi possível estabelecer um cenário de inovação para suinocultura e propor alguns desdobramentos, buscando sua sustentação como um habitat de inovação.
Palavras-chave: Inovação; Tríplice Hélice, Papéis Organizacionais.

ABSTRACT:

The Santa Catarina’s swine production chain motivated by legal and Market requirements constituted an institutional arrangement composed by the Government, Companies and University, to boost research and innovation. In order to understand this arrangement the present article aims to analyze the role of the its actors using the Theory of Roles in Team (Belbin, 1981) and relations between the institutions according to the model of the Triple Helix. With the union of two analyzes was possible to establish an innovation scenario for swine production and propose some developments seeking their support as an innovation habitat.
Keywords: Innovation, Triple Helix, Theory of Roles in Team.

1. Introdução

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne de suínos do Brasil (ABPA, 2016). O Estado é considerado o berço das maiores agroindústrias produtoras e processadoras de carne suína e o modelo organizacional adotado por elas é o de integração vertical, no qual a coordenação da produção de suínos é viabilizada por meio de um contrato de parceria entre o produtor rural e a agroindústria (Miele & Waquil, 2007). No Estado, segundo a Secretaria da Agricultura, há aproximadamente 7000 produtores de suínos. Novas configurações estão sendo exigidas dessas unidades produtivas, em função das pressões oriundas de novos processos tecnológicos e produtivos, favorecendo aquelas de maior escala e mais capitalizadas em termos de recursos econômicos e humanos para enfrentar a concorrência.

Apesar dos números favoráveis, a cadeia suinícola apresenta potencial poluidor em todos os seus segmentos, desde os insumos até a distribuição e o consumo (Kurtz, 2011). Devido ao seu potencial poluidor, a produção de suínos é considerada pela Resolução do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), como sendo potencialmente causadora de degradação ambiental, assim necessita de autorização ou licença ambiental para sua operação. A Fundação do Meio Ambiente Estadual (FATMA) é o órgão ambiental responsável pela emissão das licenças ambientais, cabendo a Fundação definir as normas e procedimentos a serem adotados para o licenciamento.

Neste contexto, o papel da inovação e do conhecimento são os fatores que definem a competitividade e o desenvolvimento de setores, empresas e até de indivíduos (Cassiolato & Lastres, 2002), mas apesar das grandes e numerosas inovações tecnológicas presentes no agronegócio brasileiro, o investimento em pesquisa e desenvolvimento é baixo. Assim, para Scolari (2006), o setor e o Estado necessitam de ações integradas, contínuas e duradouras em diferentes níveis envolvendo as universidades, as instituições científicas e tecnológicas e as empresas privadas. Deste modo, motivados por este cenário, as Agroindústrias Catarinenses, por intermédio da sua associação AINCADESC, resolvem impulsionar a criação de um arranjo entre instituições de pesquisa e do governo, visando a inovação dos processos de criação e revisão de parâmetros ambientais da norma estadual, referentes a produção de suínos.

Considerando o arranjo institucional proposto, este artigo tem por objetivo descrever o papel dos atores e as relações das instituições na ótica da tríplice hélice, como modelo de inovação por meio do estudo de caso. Entender os papéis organizacionais e os comportamentos associados auxilia o desenvolvimento de políticas e estratégias para melhorar o desempenho e a força das redes (Borba; Collere; Furlan, 2011). Esta abordagem é importante no contexto, pois o arranjo institucional proposto atua timidamente como habitat de inovação regional.

Para identificação dos papéis, foi utilizada a Teoria dos Papéis em Time de Belbin (1981), juntamente com a teoria de Da Silva e Maciel (2009), aplicada em ambientes de inovação no Brasil. Da Silva e Maciel (2009) descrevem nove papéis que podem ser apresentados em suas categorias: liderança – ruler e o networker; intermediação - bridger e a bonder; criatividade – creator e investigator; produção – implementer, evaluator e controller, que serão descritos e discutidos no estudo de caso, juntamente com o conceito da tríplice hélice como modelo de inovação.

2. Referencial Teórico

A colaboração entre atores tem sido apontada como elemento relevante para a produção de inovações. Segundo Pellegrin (2008), a inovação deve ser desenvolvida de forma contínua em todos os elos de uma cadeia de valor, de modo a ampliar as fronteiras competitivas dessa cadeia, o autor ainda observa que é necessário estabelecer formas de relação entre os diversos atores envolvidos na cadeia e, dessa forma, sustentar e efetivar os processos de inovação. Para OCDE, 2007, inovar em processos é utilizar métodos de produção novos ou significativamente melhorados. Esses métodos podem envolver modificações na organização ou no equipamento da produção, além de uma união dessas mudanças, podendo derivar da utilização de novo conhecimento. Além dos processos de inovação internos, destaca-se ainda a adoção de práticas de inovação para fora das fronteiras da organização, como os modelos colaborativos entre atores que também podem contribuir para inovação (Vaccaro & Mendes, 2011).

Um modelo colaborativo pode ser compreendido através da Tríplice Hélice, preconizado por Etzkowitz e Leydesdorff (2000) e, rediscutido por Etzkowitz (2009), que propõe um modelo de interação coparticipativa entre Governo, Empresa e Universidade. Trata-se de um modelo espiral de inovação que leva em consideração as múltiplas relações recíprocas em diferentes estágios do processo de geração e disseminação do conhecimento (Gomes & Pereira, 2015). Cada Hélice é uma esfera institucional independente, mas trabalha em cooperação e interdependência com as demais esferas através de fluxos de conhecimento (Stal & Fujino, 2005), e envolve atividades convergentes entre organizações, universidades e governo para promoção de um ambiente estruturado, sob a égide de conceitos relacionados com a inovação (Etzkowitz & Eeydesdorff, 2000).

Ainda para os autores, esse modelo apresenta não apenas a interação dos atores, mas sua transformação interna pela interação:

Outro fator importante neste modelo, visando a inovação, destacado por Da Silva e Maciel (2009), é entender os papéis organizacionais para auxiliar o desenvolvimento de políticas e estratégias para melhorar o desempenho e a força das redes de inovação. Para os autores, um papel organizacional é um conjunto de comportamentos preferidos que uma organização tende a assumir em uma situação de rede e o que determina uma empresa a assumir um papel tem origem em vários motivos: liderança pessoal, imposições legais ou por consenso entre os membros da rede, importantes para o arranjo institucional em análise.

Esses papéis são agrupados em categorias relacionadas à liderança, intermediação, criatividade e produção (Borba; Collere; Furlan). Para Da Silva e Maciel (2009), os nove papéis podem ser apresentados em suas categorias: liderança – ruler e o networker; intermediação - bridger e a bonder; criatividade – creator e investigator; produção – implementer, evaluator e controller.

 O quadro 1 apresenta: o modelo comportamento esperado, pontos fortes e possíveis fraquezas dos papéis organizacionais.


Categoria

Papel

Comportamento Esperado

Pontos Fortes

Possíveis Fraquezas

Liderança

Ruler

Dirigir as atividades na direção de um conjunto de objetivos pré-definido frequentemente estabelecido por um único ou pequeno grupo de grandes patrocinadores ou outros interessados; forçar a ação através de diferentes formas de poder institucionalizado.

Faz as coisas acontecem na maneira oportuna; segue planos pré-definidos; não compromete os objetivos.

Não ouve opiniões de outros parceiros; propensão a criar, em vez de evitar conflitos com outros atores, se os planos não são seguidos; coloca os objetivos, em primeiro lugar, tende a tornar-se isolado.

Networker

Harmonizar metas individuais e a definição de planos de ações coletivas; apoiar a interação e agir como um mediador; dirigir as atividades para buscar objetivos comuns através de negociação, comunicação, persuasão e competências visionárias.

Bom na negociação e resolução de conflitos; é capaz de trazer a colaboração de organizações diferentes e até mesmo conflitantes.

Lento para agir, porque vai ouvir todos os parceiros; pode parecer manipulador ou muito político.

Intermediação

Bonder

Criar ligações formais entre as organizações, criar e fazer valer ligações entre as organizações; criar uma atmosfera de confiança na rede.

Necessário para criar uma atmosfera de confiança na rede; cria ligações que são previsíveis e formais.

Tendência de criar ligações artificiais que são inflexíveis e dificultam o desligamento; torna relações rígidas por excesso de regras e formalizações.

Bridger

Estimular projetos e ações colaborativas entre empresas e outras organizações; criar ligações heterogêneas e coincidências que irão melhorar interações entre setores.

Cria pontos de encontro na rede para relações novas e informais; aumentam as “ colisões” entre membros que não se relacionam na rede.

Ligações informais ou fracas podem não ter a confiança necessária para diminuir custos de transação nas relações entre atores

Criatividade

Creator

Criar conhecimento original através do desenvolvimento científico e tecnológico; agir por motivação interna, baseada nas próprias escolhas estratégicas.

Avança o conhecimento local com talentos e resultados científicos e tecnológicos alinhados com o estado-da-arte; não é limitado aos padrões locais, sendo capaz de desafiar a inércia e provocar mudanças.

Tendência a sofrer da síndrome da “Torre de Marfim”; tendência a se isolar do contexto local.

Investigator

Buscar fontes de especialização e conhecimento existentes fora do contexto local, combinando-os para formar novos conhecimentos para o contexto local; agir motivado por necessidades e demandas da rede; criar ligações entre o ambiente local e externo.

Traz novas idéias do ambiente externo; desenvolve contatos externos; cria novo conhecimento coletivamente; favorece conversação; ouve e tenta atender às necessidades da rede.

Pode ser visto abaixo da média em criar avanços significativos no estado-da-arte.

Produção

Implementer

Produzir produtos e serviços para o Mercado ou como resultados intermediários para outras organizações da rede.

Entrega resultados; cuidadoso com a qualidade das entregas.

Apenas mediano no desenvolvimento de soluções avançadas e inovadoras; muito focado em assuntos de curto prazo; não tem a “visão da floresta”.

Evaluator

Avaliar programas, projetos e ações de outros membros da rede; avaliar o desempenho da rede.

Bom em apontar e analisar direções alternativas; julga com precisão.

Não inspira outros atores; geralmente visto como pessimista.

Controller

Realizar avaliações formais dos resultados e desempenho das organizações. Verificar o cumprimento de protocolos formais e regulamentos institucionalizados; impor penalidades.

Metódico; previsível; procura erros e omissões.

Ortodoxo; inabilidade de ver possibilidades alternativas for a de sua doutrina; falta de inventividade.

Fonte: Collere, Borba e Furlan (2011).

3. Metodologia

A metodologia adotada foi estudo de caso que discorre sobre o conceito de tríplice hélice e de papéis organizacionais. O marco teórico contribui para a ampliação do entendimento do arranjo institucional analisado através do modelo da tríplice hélice, houve a identificação de cada hélice Empresa – Governo- Universidade e suas relações, bem como os papéis que desempenham os atores presentes no estudo. Utiliza-se também a descrição de um projeto de pesquisa desenvolvido pelos atores, para elucidar as relações, os papéis e a geração de conhecimento, tendo a inovação como resultado. Nas considerações finais são apresentadas as conclusões e as recomendações de dobramentos futuros, visando à sustentação do modelo de inovação estudado como um habitat de inovação regional ou estadual, que extrapola o escopo inicial do arranjo proposto.

4. Estudo de caso analisado

A cadeia produtiva da suinocultura no estado de Santa Catarina, devido à necessidade de se manter competitiva e ambientalmente adequada, através da Associação da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (AINCADESC), resolve fomentar a pesquisa aplicada, através da parceria com instituições de ciência e tecnologia, como a Embrapa Suínos e Aves, para a realização de projetos que possam promover o conhecimento e a inovação necessária para a atualização de parâmetros e metodologias da norma ambiental empregada pela FATMA.

Como o objetivo inicial seria a revisão das normas adotadas pela Fundação, a instituição participou do arranjo e dos projetos. Assim, dá-se a formação do arranjo institucional, embora na sua concepção não tivesse como base o conceito da tríplice hélice, segue o modelo proposto por Etzkowitz (2009), onde as hélices são constituídas com instituições das Empresas-Universidades-Governo. Neste caso, representa a hélice das Empresas a AINCADESC, Associação representante das agroindústrias produtoras de suínos e aves no Estado; a hélice Universidade se deu através da Instituição de Ciência Tecnologia a Embrapa Suínos e Aves e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a hélice do Governo representada pela FATMA e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), onde parte dos recursos para viabilizar os projetos foi captado.

4.1 Caracterização das instituições

Para relato do caso, primeiro é realizada uma breve caracterização das instituições envolvidas:

4.2. Breve Descrição de um Projeto de Pesquisa

Segundo Tavares (2012), os problemas ambientais resultantes da suinocultura obrigam o desenvolvimento de sistemas de produção cada vez mais equilibrados, tendo-se o consumo de água na atividade como um forte impacto ambiental, quer pelo seu consumo enquanto recurso, assim como a emissão dos gases e os dejetos produzidos.

Deste modo, um dos projetos desenvolvidos pelo do arranjo institucional foi o de “Determinação do consumo de água, da geração de dejetos e da emissão de gases de efeito de estufa na produção de suínos”, desenvolvido e coordenado pela Embrapa Suínos e Aves com o apoio da empresa Brasil Foods (BRF), da Associação das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina e UFSC. Segundo Tavares (2012), este projeto surgiu para responder à lacuna de informações atuais quanto aos valores de referência diários de consumo de água e produção de dejetos gerados em 38 unidades produtivas na fase fisiológica de crescimento/terminação da cadeia de produção de suínos.

Após o desenvolvimento do projeto, pode-se concluir que os objetivos do estudo foram atingidos, visto que, além de comprovada a robustez da metodologia, foi também perceptível a necessidade de revisão dos valores utilizados atualmente na suinocultura pelas entidades reguladoras do ambiente no Estado de Santa Catarina (Tavares, Oliveira, Belli, 2012).Os mesmos autores concluem que valores obtidos para a produção de dejeto nas unidades foram na sua totalidade inferiores aos utilizados na época pelo órgão ambiental no Estado, a FATMA, o que podia indicar uma necessidade de revisão da Instrução Normativa 11 para o planejamento das instalações suínas. Desta forma, as informações geradas no projeto serviram de subsídio às entidades licenciadoras para atualizarem as tabelas das instruções normativas que estimam os consumos de água e geração de dejetos (EMBRAPA, 2016).

Paralelo ao projeto apresentado, outros foram e estão sendo desenvolvidos, tais como: Critérios técnicos para o licenciamento ambiental da suinocultura; Desenvolvimento de um software de gestão ambiental da suinocultura, entre outros, pode-se dizer que o arranjo institucional proposto criou um espaço propício para fomentar novas ações e projetos, demandas pela cadeia produtiva da suinocultura.

Além disso aconteceu a transferência de tecnologia através da realização de capacitações técnicas, promovidas pelo Núcleo Temático de Meio Ambiente da Embrapa, com apoio da FATMA e AINCADESC, que teve como público-alvo técnicos do licenciamento da Fundação, técnicos das empresas integradoras, dos projetistas terceirizados e acadêmicos. O projeto ainda teve em vista a transferência e divulgação dos resultados para outros estados produtores de suínos, como Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Fomentou também, dissertação e tese do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina.

4.3 Análises do estudo de caso no contexto da tríplice hélice e dos papeis dos atores

A relação entre as instituições das: Empresas - AINCADESC e SINDICANE; Universidade - UFSC e Embrapa Suínos e Aves e do Governo - FATMA e FAPESC criou um espaço colaborativo e materializou a interação Universidade - Governo - Empresa descrita no modelo desenvolvido por Etzkowitz. A proposição desse arranjo institucional começou da necessidade de um setor produtivo de atualizar e determinar novos parâmetros para as normas ambientais, mas extrapolou o objetivo inicial, pois através das múltiplas relações nos diferentes estágios do processo de geração e disseminação do conhecimento, gerou um processo de inovação de transferência de tecnologia, corroborando com a base conceitual abordada no presente artigo.

Também pode-se observar que as instituições, ao representar as hélices e as suas relações, promovem fatores decisivos para a criação desse ambiente propício à inovação, como: a existência de uma base sólida científica para desenvolver conhecimento, tecnologias, o apoio governamental e a aproximação com a iniciativa privada.

Do ponto de vista do modelo dos papéis organizacionais temos as empresas caracterizadas como Implementers e as suas entidades representativas AINCADESC e SINDICARNE, configuradas como Bonders, Bridget e networker, pois desenvolveram o papel de liderança ao propor e compor o arranjo institucional e de intermediação ao agir como um mediador entre as diferentes instituições e aos seus associados. Na esfera da ICT a Embrapa como creater, pois atuou no desenvolvimento científico e tecnológico e investigator, ao buscar e complementar fontes de conhecimento de outras instituições de pesquisa, como a UFSC e o setor privado - as agroindústrias. A FATMA atuou como controler ao desenvolver seu papel no cumprimento da legislação ambiental, como órgão ambiental responsável pela fiscalização e licenciamento ambiental no Estado e como bonder ao fortalecer as ligações entre as instituições e de fazer valer as suas ligações, através da adoção dos resultados de pesquisas na atualização das suas normas. Igualmente a FAPESC, como Bonder e Bridget, ao desenvolver seu papel de fomentar e incentivar a pesquisa e inovação.

Quadro 2- Mostra a síntese dos papéis das diversas entidades e atores,
bem como sua caracterização dentro dos eixos da tríplice hélice.

 EIXOS TH

ATORES

PAPÉIS

ICTs

EMBRAPA

Creator e Investigator

UFSC

Creator

GOVERNO

FATMA

Bonder e Controler

FAPESC

Bonder e Bridget

EMPRESAS

AICADESC

Bonder, Bridget e Networker

SINDICARNE

Bonder e Networker

 

AGROINDÚSTRIAS

Implementer

Fonte: Adaptado Collere et al. (2011).

5. Considerações finais

Ao analisar a relação entre as instituições que compõem a tríplice hélice e o papel dos seus atores, por meio do estudo de caso foi possível realizar as seguintes considerações:

  Também é possível apresentar sugestões de futuras ações:

Bibliografia

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Tavares, J. M. R., Oliveira, P. A., Belli Filho, P.. (2012). Sustentabilidade da Suinocultura–Reduções de Consumo de Água e de Dejetos na Produção Animal. SIMPÓSIO LUSOBRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, v. 15.

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Cassiolato, J. E. & Lastres, H. M. M. (2002). O enfoque em Sistemas Produtivos e Inovação Locais. Gestão do Desenvolvimento e Poderes Locais: Marcos Teóricos e Avaliação. Salvador: Casa da Qualidade, p. 61-76.

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Da Silva, Q.B. & Maciel, S. M.  (2009). Papéis Organizacionais e Ligações em um Ambiente de Inovação em Rede: um Estudo de caso do Porto Digital. In: XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas. ANPROTEC: Florianópolis.

 De Borba, M. Leandro; Collere, V.O.; Furlan, S. A. F. (2016). Os Espaços de Inovação e os Atores Estabelecidos Desenvolvimento da Região Norte Catarinense.

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1. Possui graduação em Agronomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1993). Especialização em Engenharia de segurança do Trabalho pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente é Coordenadora de Projetos do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária.

2. Doutoranda programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção Universidade Federal de Santa Catarina. Email: clastefani@gmail.com

3. Professor Adjunto I do Departamento de Engenharia do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Email: marcelomacedo@egc.ufsc.br


Revista ESPACIOS. ISSN 0798 1015
Vol. 38 (Nº 04) Año 2017

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