Espacios. Vol. 37 (Nº 19) Año 2016. Pág. 3

Análise de adesão de competências organizacionais relacionadas à pós-implementação de sistemas ERP em hospitais públicos da administração direta de São Paulo - SP

Analysis of organizational competencies accession related to post-deployment of ERP systems in public hospitals of São Paulo, Brazil

Nendy Temístocles RIBEIRO 1; Mario Ivo SERINOLLI 2; Márcia Cristina Zago NOVARETTI 3; Ivelise Araújo DE SOUZA 4

Recibido: 04/03/16 • Aprobado: 12/04/2016


Conteúdo

1. Introdução

2 Referencial teórico

3 Procedimentos metodológicos

4 Resultados e discussão

5 Considerações finais

Referências


RESUMO:

Para avalia a adesão às competências organizacionais vinculadas à gestão dos sistemas ERP no setor hospitalar público, em sua perspectiva de pós-implementação, desenvolveu-se uma matriz de competências em três hospitais de São Paulo - SP. As evidências sugerem existir um conjunto de competências organizacionais ligadas à pós-implementação dos aplicativos ERP, relacionadas à qualidade de uso e das informações extraídas, gestão plena de TI, inovação tecnológica e requisitos de segurança, sigilo e confiabilidade, legalmente exigidos em questões de saúde. Delinearam-se pontos fortes e fracos que resultaram na proposição de um roteiro de boas práticas.
Palavras-Chave: Gestão em Saúde; ERP; Competências Organizacionais; Hospitais Públicos.

ABSTRACT:

To assess adherence to organizational competencies related to the management of ERP systems in public hospital sector, in the view of post-implementation, we have developed an array of competencies in three hospitals in São Paulo – SP, Brazil. Evidence suggests that there is a set of organizational skills related to post-implementation of ERP applications, related to quality of use and extracted information, full TI management, technological innovation and safety requirements, confidentiality and reliability, required by law for health issues. They are outlined strengths and weaknesses that resulted in proposing a road map of best practices.
Keywords: Management in Health; ERP; Organizational Skills; Public Hospitals.

1. Introdução

A estratégia do negócio determina o sucesso de uma empresa, no entanto, requer eficácia operacional, que por sua vez, depende da sincronia entre a estratégia de negócio e os recursos capacitadores organizacionais, como por exemplo, a Tecnologia de Informação (TI). As organizações estão em contínua busca do sincronismo da estratégia e a tecnologia da informação porque sabem da vantagem competitiva que agregarão ao negócio. Contudo, este é um grande desafio que poucos, até o momento, conseguem superar (Rodrigues & Fernandez, 2012).

A utilização de Business Intelligence por meio de ferramentas apropriadas pode proporcionar para as organizações a implantação de sistemas de informação que possam absorver novos conceitos na gestão das informações estratégicas, como por exemplo, o Balanced Scorecard (BSC). Juntos, Business Intelligence e Balanced Scorecard são ferramentas poderosas para gerar informações táticas e estratégicas, assim como monitorar o desempenho das organizações por meio da medição de indicadores (Rodrigues & Fernandez, 2012).

O desalinhamento da estratégia de TI é, em geral, um grande obstáculo para a implementação de mudanças no negócio. De uma forma geral, as organizações ainda estão insatisfeitas com a qualidade da geração de informações para o gerenciamento do negócio, e consequente suporte insatisfatório à tomada de decisões (Rodrigues & Fernandez, 2012). Neste contexto, a Governança em TI deve promover o alinhamento da TI ao negócio (suas estratégias e objetivos), o que inclui aplicações e infraestrutura de serviços de TI. Além disso, deve promover a implantação de mecanismos que garantam a continuidade do negócio contra interrupção e falhas (manter e gerir as aplicações e a infraestrutura de serviços).

Fernandes e Abreu (2014) representam a visão de Governança em TI pelo "Ciclo da Governança de TI", composto por quatro grandes etapas: (1) alinhamento estratégico e compliance, (2) decisão, (3) estrutura e processos, e (4) gestão do valor e do desempenho. O alinhamento estratégico e compliance se referem ao planejamento estratégico da TI. A etapa de decisão (compromisso, priorização e alocação de recursos), refere-se às responsabilidades pelas decisões relativas à TI em termos de arquitetura de TI, serviços de infraestrutura, investimentos, necessidades de aplicações, etc. A etapa de estrutura e processos (operações e gestão), refere-se à estrutura organizacional e funcional de TI, aos processos de gestão e operação dos produtos e serviços de TI, alinhados com as necessidades estratégicas e operacionais da empresa. Nesta fase são definidas ou redefinidas as operações de sistemas, infraestrutura, suporte técnico, segurança da informação, governança de TI e outras funções auxiliares. A etapa de gestão do valor e do desempenho se refere à determinação, coleta e geração de indicadores de resultados dos processos, produtos e serviços de TI, à sua contribuição para as estratégias e os objetivos do negócio, e à demonstração do valor da TI para o empreendimento (Fernandes & Abreu, 2014).

No contexto gerencial de tecnologia, o Enterprise Resource Planning (ERP) é definido como um sistema de pacotes de software de negócios que facilita uma empresa para gerenciar o uso eficiente e eficaz dos recursos (materiais, recursos humanos, finanças, etc.), fornecendo uma solução integrada total para a organização por meio de uma visão orientada a processos uniformizados em toda a empresa (Bonaparte, Austin, & Okoro, 2015).

Ao longo dos últimos anos, as empresas ao redor do mundo têm implementado o Enterprise Resource Planning, já que o seu uso tem sido considerado como um dos principais determinantes para ganhar vantagem competitiva (Dezdar & Ainin, 2011). A maioria dos adotantes de ERP acreditam que os sistemas otimizam as operações em termos de velocidade e valor, reduzindo desperdícios. Sistemas ERP permitem a integração de funções, divisões de negócios em termos de troca de informações e de fluxo, bem como a integração de funções de negócios diversos, como contabilidade, finanças, recursos humanos, operações, vendas, marketing, informações de clientes, e até mesmo a cadeia de abastecimento. Todos esses benefícios apontam para melhora no desempenho da empresa (Bonaparte et al., 2015). No entanto, a implementação de ERP é arriscada e exige uma quantidade substancial de recursos (Katerattanakul, Lee, & Hong, 2014).

Hoje, os consumidores estão preocupados com mais do que apenas qualidade e preço. Cada vez mais, eles também se preocupam com os impactos sociais e ambientais dos produtos. Os executivos acreditam que a sustentabilidade tem um lugar permanente na agenda corporativa. No entanto, os sistemas atuais de Tecnologia de Informação (TI) não são suficientes para apoiar as empresas que estão buscando compreender e gerir o impacto de suas atividades em toda extensão da cadeia de valor. Esse fator ajuda a explicar por que a sustentabilidade ainda não se tornou totalmente integrada nas estratégias de negócio. Sistemas de TI clássicos para planejamento de recursos empresariais melhoram significativamente processos de negócios e de gestão dos recursos da empresa. O ERP, hoje, fornece uma visão integrada de processos de negócio em vários departamentos, e como tal, ele é o centro nervoso do sistema de registro para muitas empresas (Odenwald & Berg, 2014).

Nesse sentido, e considerando os constantes avanços, o ambiente das empresas muda, incluindo as empresas hospitalares, fazendo surgir a necessidade de um gerenciamento também inovador, sistematizado, que invista na gestão, e que ofereça instrumentos para tomada de decisões. Não basta a modernização tecnológica do setor se não haver planejamento e estratégias que facilitem a tomada de decisão. Hospitais adotam diferentes formas de suprir essa necessidade. Alguns deles optam por desenvolver sistemas próprios, outros escolhem sistemas baseados em tecnologias livres, e outros ainda preferem os sistemas produzidos e comercializados por empresas desenvolvedoras de sistemas. Dentre os sistemas, o de maior destaque é efetivamente o ERP (Souza et al., 2014).

Assim, o sucesso da competitividade de um hospital, ou até mesmo a busca incessante de seus objetivos em detrimento de sua missão, depende fundamentalmente da gestão estratégica e, para isso, os Sistemas Integrados de Gestão aparentam ser uma ferramenta de apoio deveras recomendada (Souza et al., 2014).

Estudos em Harvard nos anos 90 já sinalizavam que o ERP parece ser um sonho a se tornar realidade, mas se não houver cuidado, este sonho pode se tornar um pesadelo. Os pacotes de softwares prometem a integração perfeita de toda informação que flui através de uma empresa, incluindo informações financeiras, contábeis, de recursos humanos, cadeia de suprimentos, etc. Para os gestores, que lutam com orçamentos apertados, há uma grande frustação na incompatibilidade de sistemas operacionais e inconsistência de dados (Davenport, 1998).

Nesse sentido, Majed (2002), aponta que cerca de 70% das implementações de sistemas ERP chegaram ao seu final oferecendo menos funcionalidades aos usuários do que as previstas originalmente como necessárias ao pleno atendimento do fluxo de informações das empresas estudadas. Outros casos de impactos negativos gerados por falhas nos projetos de implementação de ERP têm sido relatados na literatura (Markus, Axline, Petrie, & Tanis, 2000).

Dezdar & Ainin (2011), complementam que a implementação de um sistema ERP é um processo complexo, que inclui um grande número de fatores e condições que podem potencialmente influenciar o sucesso da implementação. Esses fatores podem ter um efeito positivo sobre o resultado do projeto de implementação de ERP, e a ausência de tais condições poderia criar problemas. Há muitas circunstâncias em que a implementação falha, sobretudo em termos de prazo e custo, e no final, essas empresas não colhem os benefícios que vêm com a implementação de ERP.

Um dos grandes desafios das organizações usuárias de sistemas ERP não é somente o de como criar valor sobre os investimentos realizados nesses aplicativos, mas também o de como preservar esse valor na pós-implementação, para que se possa maximizar o respectivo retorno sobre o investimento realizado e manter as eventuais vantagens competitivas adquiridas ao longo do tempo. Jain (2008), argumenta que o problema de como o valor do ERP é criado durante o período de pós-implementação, incluindo as respectivas competências empresariais associadas, continua sem uma análise extensiva e recorrente na literatura atual.

No âmbito hospitalar, ao longo dos anos, surgiram gerações de sistemas de informação que priorizam a integração de dados clínicos e administrativos, com o objetivo de otimizar e qualificar o atendimento, reduzir custos e obter informações relevantes que compõem um perfil da saúde em uma determinada região. Como componente importante do ERP no âmbito hospitalar, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) tornou-se a principal ferramenta com a qual o médico e sua equipe precisam lidar em suas atividades diárias. Espera-se que a informação no PEP esteja disponível e atualizada, onde e quando o médico precisa, que os dados armazenados estejam legíveis, diferentemente da escrita manual, exatos e confiáveis, e que as ferramentas que acompanham o PEP reduzam a possibilidade de erro. Entretanto, apesar dos aparentes benefícios trazidos pela adoção do PEP, o avanço dessa tecnologia no setor de saúde exige não só um investimento de alto custo por parte das instituições de saúde, como também uma educação paralela dos profissionais de saúde, além de um estudo destinado a melhorar as práticas de registro (Canêo & Rondina, 2014).

Morais et al. (2013), avaliam que no cenário informacional hospitalar o desenvolvimento e manutenção de sistemas de informação em saúde são atividades complexas, devido: (a) à falta de padronização e dificuldades de interoperabilidade entre aplicações, (b) à característica interdisciplinar da saúde, que exige a agregação de saberes de vários profissionais usuários na construção de sistemas de informação, e (c) à natureza fragmentada do setor de saúde e às dificuldades em sistematizar processos em aplicações, além da atual mudança de paradigma, de um modelo reativo, centrado na doença, para um modelo preventivo, que dificulta a fluidez na comunicação entre os três níveis de atenção e na atenção contínua. Considerando as evidências decorrentes dos pontos mencionados, surge a questão de pesquisa norteadora do presente trabalho: Como as competências organizacionais vinculadas ao processo de pós-implementação de softwares ERP estão inseridas no setor hospitalar público de administração direta na Zona Norte de São Paulo?

Como resposta à questão de pesquisa, este trabalho pretende colaborar para o aprofundamento do conhecimento relacionado ao universo de aplicativos ERP na perspectiva de pós-implementação, e apresenta como objetivo principal o de explorar o mecanismo de adesão das competências organizacionais que estejam vinculadas ao processo de pós-implementação de software ERP em hospitais de administração direta da Zona Norte de São Paulo. O trabalho foi conduzido por meio de uma abordagem qualitativa, a qual contempla a realização de uma extensa revisão bibliográfica relacionada às vertentes teóricas do estudo, posteriormente complementada pela realização de pesquisa empírica por meio de estudo de caso em três hospitais públicos, de categoria Hospital Geral, de administração direta no Estado de São Paulo, os quais não foram identificados por solicitação de seus dirigentes.

No levantamento bibliográfico, a pesquisa apresenta conceitos teóricos relacionados às características clássicas e atuais dos sistemas ERP, bem como são apresentados os conceitos teóricos relacionados à formação das competências organizacionais no âmbito da gestão da tecnologia da informação hospitalar, a fim de se estabelecer as premissas conceituais formadoras das competências organizacionais vinculadas ao processo de pós-implementação de softwares ERP no âmbito hospitalar.

2. Referencial teórico

2.1 Competências organizacionais

A utilização do construto competência no nível organizacional tem sua origem na ideia da transformação de recursos em lucro, proposta pela escola econômica da Visão da Firma Baseada em Recursos (Penrose, 1959). Assumindo as ideias da teoria da Visão da Firma Baseada em Recursos como pressupostos, Hamel e Prahalad (1995) conceitualizam as competências organizacionais como conjuntos de habilidades e tecnologias produtivas específicas, que derivam das composições dos recursos organizacionais.

A gestão por competências é uma alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações. Propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias para se alcançar objetivos, conforme Brandão e Guimarães (2001). Ainda segundo os autores, a gestão por competências constitui um processo contínuo, que tem como etapa inicial a formulação da estratégia organizacional. Em seguida, em razão dos objetivos estabelecidos, definição dos indicadores de desempenho no nível corporativo e metas, e identificação das competências necessárias para concretizar o desempenho esperado. Carbone (2012, p.18) sobre a proposta da Gestão por Competências:

A proposta da Gestão por Competências é compreender quais são as competências organizacionais críticas para o sucesso empresarial, desdobrá-las em termos de competências profissionais e desenvolvê-las junto ao quadro de funcionários internos. Trata-se de uma metodologia de gestão moderna, focada nos negócios, no mercado e no desenvolvimento profissional permanente. Trabalha com o pressuposto que o maior patrimônio das organizações são as competências dos seus funcionários.

Segundo Janna et al (2009), os primeiros esforços para identificar as competências em TI em hospitais apareceram em um estudo em 1.999 realizado por Haruki et al. que entrevistou gerentes de hospitais no Japão sobre Sistemas de Gestão Dedicados como faturamento e recursos humanos; Sistemas dedicados à pacientes de ambulatório; internações; resultados de laboratório; histórico de medicação, entre outros. Dois anos mais tarde, Goldberger e Kremsdorf identificaram 54 funcionalidades clínicas em Sistemas de Informação em um esforço para priorizar e avaliar as competências de TI em um grande ERP hospitalar nos Estados Unidos. Desse estudo, 5 processos de trabalho foram agrupados: avaliação dos resultados dos retornos; prestação de assistência clínica e documentação; departamento de cirurgias; internações e procedimentos administrativos.

Amarasingham et al. (2006) realizaram uma pesquisa sobre as competências em TI em quatro hospitais norte-americanos, apresentando um instrumento que mede a automação e usabilidade das operações de Sistemas de Informação em hospitais. O instrumento foca principalmente em diagnósticos e procedimentos médicos (consultas médicas, resultados de exames, etc). Foram identificados 69 itens para avaliar a automatização ao longo de quatro subitens, quais sejam: resultados de exames (laboratoriais, por exemplo); notas e registros (de sinais vitais, por exemplo), entrada de pedidos (medicamentos, por exemplo) e; processos diversos (monitorização de eventos, usabilidade, eficácia, facilidade de uso e suporte).

2.2 Competências organizacionais de tecnologia da informação em hospitais

A Tecnologia de Informação em Saúde é um fator extremamente importante para todo sistema de saúde aprimorado. Organizações hospitalares localizadas nos Estados Unidos e Canadá estão sempre buscando novas oportunidades para investir em novas tecnologias a fim de melhorar e aprimorar os processos clínicos, eficiência, contribuir na segurança do paciente e melhorar a eficácia da assistência. Entretanto, mesmo com os últimos progressos na adoção de tecnologia da informação em organizações hospitalares, o nível e a qualidade de competências em TI ainda continua a ser heterogêneo e disperso,  sendo assim, um desafio para se avaliar (Jaana, Paré, & Sicotte, 2009).

Ainda segundo Janna et al. (2009), as primeiras tentativas de identificação das competências de tecnologia da informação em empresas de saúde começaram a aparecer no estudo de Haruki et al. (1999), que entrevistaram gerentes de hospitais no Japão sobre sistemas de gestão dedicados como faturamento e recursos humanos, sistemas dedicados à pacientes de ambulatório, internações, resultados de laboratório, histórico de medicação, entre outros. Dois anos depois, Goldberger e Kremsdorf (2001), encontraram 54 funcionalidades clínicas em Sistemas de Informação em um esforço para destacar e avaliar as competências de TI localizadas em um grande ERP hospitalar nos Estados Unidos. Desse estudo, cinco processos de trabalho foram listados: avaliação dos resultados dos retornos; prestação de assistência clínica e documentação; departamento de cirurgias; internações e procedimentos administrativos.

2.3 Competências de aplicativos ERP no âmbito da saúde

Segundo Araújo et al. (2013), nas organizações voltadas à área da saúde, têm se identificado um aumento na pesquisa e desenvolvimento de aplicativos de informática e tecnologia, tais como: Prontuário Eletrônico do Paciente - PEP, Internet em Saúde, Sistemas de Apoio à Decisão e Telemedicina, entre outros. Grande parte desses sistemas informacionais se utiliza de redes de computadores na transmissão de documentos e registros contendo informações sobre a situação da saúde dos pacientes. Desta maneira, estes dados podem ficar um tanto vulneráveis a acessos não autorizados.

Veio então, a necessidade de garantia da autenticidade da informação, do sigilo e a privacidade dessas informações trazidas pela rede destes sistemas. Um dos principais requisitos era a identificação do receptor e o emissor de uma determinada informação, como também promover documentos eletrônicos emitidos pelos profissionais da saúde sejam equivalentes, juridicamente, a um documento assinado de próprio punho (Araújo et al., 2013). Houve, então, a necessidade da legalização dos sistemas responsáveis por manipular dados relacionados com a saúde do paciente. Várias solicitações sobre a criação de uma regulamentação foram feitas ao Conselho Federal de Medicina (CFM), que decidiu desenvolver um processo de certificação de sistemas informatizados em saúde em cooperação técnica com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) (Araújo et al., 2013). Assim, abriu-se a necessidade de certificação de sistemas que tratam de informações de pacientes, bem como certificação individual de usuários como requisitos para que os registros em papel fossem dispensados. 

3. Procedimentos metodológicos

Como mencionado anteriormente, o objetivo principal deste estudo é o de explorar o mecanismo de formação das competências organizacionais que estejam vinculadas ao processo de pós-implementação de software ERP, com base no cenário operacional de três hospitais públicos de São Paulo - SP. Nesses termos, a pesquisa empírica realizada neste estudo pode ser classificada como exploratório-descritiva, qualitativa, positivista, dedutiva, e será abordada por meio do método de estudo de casos múltiplos, de acordo com as três diretrizes descritas a seguir:

  1. Como pré-requisito para a condução de um estudo empírico exploratório, desenvolver uma análise aprofundada do referencial teórico bibliográfico concernente à temática de gestão do ERP no período de pós-implementação, como forma de delinear e embasar teoricamente o aspecto das competências organizacionais no âmbito hospitalar, foi uma das estratégias consideradas.
  2. Também, a partir da identificação dos pontos de apoio teóricos sobre a questão de pesquisa, identificar as premissas orientadoras do estudo exploratório e elaborar de forma estruturada o construto final na pesquisa (protocolo de pesquisa e questões de pesquisa) de forma a buscar a necessária aderência entre a questão principal de pesquisa, as premissas orientadoras da pesquisa e as informações colhidas em campo, como subsídio à formulação das conclusões deste estudo.
  3. Ainda, um estudo empírico exploratório foi realizado com o objetivo de revelar como os hospitais públicos usuários de aplicativos ERP aderem às competências organizacionais na pós-implementação.

Nestes termos, a primeira diretriz descrita foi alcançada por meio do levantamento do referencial bibliográfico e do conjunto de considerações apresentadas. Após, houve a elaboração das premissas e a formulação do construto final da pesquisa, bem como a estruturação e a viabilização do estudo empírico exploratório realizado.

Após a etapa de revisão da literatura, a tática metodológica empregada neste estudo levou em consideração o fato de que o protocolo de pesquisa final deveria ser desenvolvido com o objetivo de tornar-se um instrumento capaz de proporcionar uma investigação real dos fenômenos observados. De acordo com Martins e Theóphilo (2009), o protocolo de pesquisa deve: (1) resumir os fatos observados (na literatura), (2) constituir um objeto ideal para a pesquisa, isto é, promover o progresso da observação e (3) constituir a base para previsão e a explicação dos fatos.

Para a operacionalização da pesquisa, foram selecionados três hospitais públicos da administração direta do Governo do Estado de São Paulo, localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo, de perfil geral e comparável do ponto de vista informacional. Foram entrevistados três profissionais que exerciam (no momento das entrevistas) o cargo de responsável pela área de TI (Gerente de TI).

4. Resultados e discussão

Com base na discussão de cada uma das proposições, associada à análise das entrevistas, documentações e registros em arquivos, apresenta-se na Figura 1, a síntese da aderência às competências encontradas na literatura.

PROPOSIÇÃO

HPA

HPB

HPC

Proposição 1

(Integração de dados)

Ainda que a integração não seja total, mais de 90% dos sistemas integram o ERP.

 Ainda que a integração não seja total, mais de 85% dos sistemas integram o ERP.

 Apenas cerca de 11% dos sistemas estão integrados.

Proposição 2

(Padronização de dados)

Padronização no ERP e criação de tabelas "de/para" para compatibilidade entre sistemas.

Padronização no ERP e criação de tabelas "de/para" para compatibilidade entre sistemas.

Padronização no ERP.

Proposição 3

(Capacitação interdisciplinar)

Capacitação constante.

Capacitação constante.

Baixa capacitação.

Proposição 4

(Gestão de recursos em TI)

Gestão participativa entre TI e Direção.

Gestão participativa entre TI e Direção.

Gestão de recursos limitada e burocratizada.

Proposição 5

(Ferramentas de Gestão)

Business Intelligence em forma de dashboards.

SIM

Business Intelligence em forma de dashboards.

Não foi identificada nenhuma ferramenta BI.

Proposição 6

(Governança)

Por meio do Gestor do Contrato Terceirizado.

Por meio do Gestor do Contrato Terceirizado.

Governança compartilhada com a alta gestão.

Proposição 7

(Usabilidade do ERP)

Sistema se adapta às necessidades do usuário.

Sistema se adapta às necessidades do usuário.

Sistema não se adapta aos usuários.

Proposição 8

(Acessibilidade)

Sistemas não integrados geram retrabalho e baixa qualidade dos dados.

Sistemas não integrados geram retrabalho e baixa qualidade dos dados.

Sistemas não integrados geram retrabalho e baixa qualidade dos dados.

Proposição 9

(Autonomia na gestão)

Poder decisório centralizado na alta gestão.

Poder decisório centralizado na alta gestão.

Poder decisório centralizado na alta gestão.

Proposição 10

(Satisfação das necessidades dos clientes)

ERP com contrato de manutenção atende clientes internos e externos.

ERP com contrato de manutenção atende clientes internos e externos.

ERP não tem desenvolvimento para o cliente interno e externo.

Proposição 11

(Interoperabilidade)

Não há previsão contratual entre sistemas terceiros de obrigação de integração.

Não há previsão contratual entre sistemas terceiros de obrigação de integração.

Não há previsão contratual entre sistemas terceiros de obrigação de integração.

Proposição 12

(Acesso remoto)

Acesso disponibilizado com regras de segurança.

Acesso disponibilizado com regras de segurança.

Hospital não tem permissões para acesso remoto.

Proposição 13

(Certificação do ERP)

ERP possui certificação SBIS-SGS2.

ERP possui certificação SBIS-SGS2.

ERP não possui certificação SBIS-SGS2.

Proposição 14

(Certificação do ERP)

Hospital reconhece e valoriza certificação.

Hospital reconhece e valoriza certificação.

 

Hospital reconhece e valoriza certificação, mas a decisão de contratar um sistema sem certificação não coube à Instituição.

Proposição 15

(Certificação do ERP)

ERP oferece grande confiabilidade e segurança.

ERP oferece grande confiabilidade e segurança.

ERP não certificado gera insegurança e vulnerabilidade.

Proposição 16

(Certificação individual)

Hospital não possui certificação dos profissionais. Não há política de implantação.

Hospital não possui certificação dos profissionais. Não há política de implantação.

Hospital não possui certificação dos profissionais. Não há política de implantação.

Figura 1 - Síntese da aderência às competências.
Fonte: Elaborado pelos autores.

5. Considerações finais

Com base na literatura estudada e na análise e interpretação dos dados coletados nos três hospitais, é possível responder à questão apresentada para este estudo: "Como as competências organizacionais vinculadas ao processo de pós-implementação de softwares ERP estão inseridas no setor hospitalar público de administração direta na Zona Norte de São Paulo - SP? ".

A implementação de ERP é arriscada, e exige uma quantidade substancial de recursos (Katerattanakul et al., 2014). Nos últimos anos, surgiram novas gerações de sistemas de informação hospitalar que priorizam a integração de dados clínicos e administrativos, com o objetivo de otimizar e qualificar o atendimento, reduzir custos, além servir de base de tomada de decisão pelo Gestor (Canêo & Rondina, 2014).

Conforme Janna et al. (2009), apesar de esforços para mensurar as competências em TI em hospitais, surgiram limitações em relação aos parâmetros usados, como por exemplo, a ausência de uma estrutura conceitual ou padronização de indicadores com foco em áreas específicas (hardware, software, infraestrutura, etc). Nesse sentido, apesar dos progressos na adoção de TI em hospitais, o nível de competências em TI continua a ser heterogêneo, disperso em todo sistema de saúde, sendo assim desafiador de se avaliar.

As competências organizacionais vinculadas ao processo de pós-implementação de software ERP têm potencial impacto na operacionalização dos fluxos internos dentro de um hospital.

Em relação à organização e apresentação das evidências empíricas coletadas durante as atividades de campo, após terem sido compiladas e apresentadas nas respectivas seções deste estudo, conclui-se que foi essencial tal ordenação lógica para responder à questão principal da pesquisa. Como previu a metodologia da pesquisa empregada neste estudo, para que se pudesse compreender a adesão das competências organizacionais vinculadas ao processo de pós-implementação de softwares ERP no âmbito hospitalar público de São Paulo - SP, foi necessário partir da própria questão principal da pesquisa para, a partir da revisão bibliográfica efetuada, seguida das respectivas proposições, tenha sido possível chegar a um conjunto proposto de competências organizacionais que serviram de base para o desenvolvimento da pesquisa de campo.

Conforme observado, pode-se concluir que, com base no levantamento das competências organizacionais derivadas da literatura e das observações empíricas associadas, o Hospital Público A (HPA) e o Hospital Público B (HPB) apresentaram resultados similares, com maior aderência às competências organizacionais, sendo a gestão e os recursos investidos muito parecidos. Já o Hospital Público C (HPC) apresentou um perfil de gestão e recursos em TI diferenciado, obtendo menor aderência às competências organizacionais relacionadas a pós-implementação do ERP no hospital.

Diante da análise realizada, a Figura 2 apresenta a análise prática de pontos fortes e pontos fracos identificados nos hospitais, os quais influenciaram diretamente na aderência às competências organizacionais ligadas a pós-implementação de sistemas ERP. Esta análise sintetiza a modelagem de necessidades e deficiências, podendo ser replicada para futuros estudos ou planejamentos que envolvam sistemas ERP em hospitais públicos.

 
   Pontos Fortes
Pontos Fracos

HPA

Contrato de manutenção e desenvolvimento do sistema;

Integração e compatibilidade de importação/exportação de dados com mais de 90% de sistemas terceiros;

Adoção de padronização e protocolos clínicos;

Equipe 24 horas disponível para capacitação, treinamentos e help-desk;

Gestão participativa e conjunta com a Direção do Hospital;

Utilização de dashboards e business intelligence;

ERP certificado SBIS-SGS2, demonstra confiabilidade.

Investimentos insuficientes;

Governança limitada à burocracia governamental;

Baixa autonomia na gestão de TI;

Processo de integração às vezes é lento, demoram-se meses, e nesse período ocorre retrabalho;

Falta de previsibilidade de cláusula contratual de integração entre o ERP e sistemas terceiros;

Falta de integração com sistemas governamentais que não oferecem plataforma de integração, gerando retrabalho e má qualidade de dados;

Falta certificação individual dos profissionais;

ERP não substitui o arquivo em papel, que ainda continua ser usado.

HPB

Contrato de manutenção e desenvolvimento do sistema;

Integração e compatibilidade de importação/exportação de dados com mais de 85% de sistemas terceiros;

Adoção de padronização e protocolos clínicos;

Equipe 24 horas disponível para capacitação, treinamentos e help-desk;

Gestão participativa e conjunta com a Direção do Hospital;

Utilização de dashboards e business intelligence;

ERP certificado SBIS-SGS2, demonstra confiabilidade.

Investimentos insuficientes;

Governança limitada à burocracia governamental;

Baixa autonomia na gestão de TI;

Processo de integração às vezes é lento, demoram-se meses, e nesse período ocorre retrabalho;

Falta de previsibilidade de cláusula contratual de integração entre o ERP e sistemas terceiros;

Falta de integração com sistemas governamentais que não oferecem plataforma de integração, gerando retrabalho e má qualidade de dados;

Falta certificação individual dos profissionais;

ERP não substitui o arquivo em papel, que ainda continua ser usado.

HPC

ERP possui padronização e alguns protocolos instalados;

Governança compartilhada com a alta gestão do hospital;

Integração com o Sistema CROSS (governamental)

Não há contratato de manutenção do sistema, limitando a ferramenta ao que está implantado;

ERP não atende todas as demandas dos clientes internos e externos;

Investimentos insuficientes;

Governança limitada à burocracia governamental;

Baixa autonomia na gestão de TI;

Baixa capacitação de profissionais;

Falta de previsibilidade de cláusula contratual de integração entre o ERP e sistemas terceiros;

Falta de integração com sistemas governamentais que não oferecem plataforma de integração, gerando retrabalho e má qualidade de dados;

Sistema não têm certificação, o que o deixa vulnerável para questões legais que possam surgir;

Falta certificação individual dos profissionais;

ERP não substitui o arquivo em papel, que ainda continua ser usado.

Figura 2 - Análise de Pontos Fortes e Pontos Fracos.
Fonte: Elaborado pelos autores.

Com base na análise de pontos fortes e fracos, e atendendo ao objetivo específico de "Propor melhorias no modelo de gestão formado pela matriz de competências no âmbito da gestão do ERP", recomenda-se que: 1 - Os hospitais tenham contrato de manutenção de sistema, ou que mantenham o sistema constantemente atualizado, atendendo às demandas do cliente interno e externo; 2 - Os contratos terceirizados de ERP, bem como sistemas de prestadores de serviços, contemplem cláusulas de obrigatoriedade e prazo de integração; 3 - Os hospitais tenham equipe de TI em horário disponível para atender os usuários de forma ininterrupta, e que no quadro existam profissionais híbridos, com formação tanto em TI quanto em saúde, para que possam melhor entender e atender às demandas dos usuários; 4 - Capacitação constante dos profissionais da saúde, melhorando a qualidade das informações e participação dos usuários na transformação do ERP com foco na melhor operacionalização; 5 - Os sistemas ERP devem atender aos requisitos de segurança e confiabilidade, portanto, devem possuir certificação SBIS-SGS2, associada à certificação individual dos profissionais para que se possa eliminar o uso do papel; 6 - Deve-se inovar na gestão por meio do uso de dashboards, usadas para chamar a atenção dos gestores para acompanhamento just-in-time de métricas e indicadores; 7 - Os recursos em TI devem ser administrados de forma criativa e consciente, uma vez que o próprio poder público dificulta a gestão de recursos pela burocratização de processos de compras e contratação de serviços; 8 - Atribuir estudos e justificativas de investimento que possam convencer o poder público a direcionar recursos suficientes para a TI por meio de projetos de sustentabilidade e retorno financeiro.

A presente experimentação limitou-se a um estudo de casos múltiplos envolvendo três hospitais públicos de administração direta do Estado de São Paulo, e por isso, apresenta limitação de replicação para a área privada e para outras regiões do Brasil, especialmente pela diferenciação de perfil entre as instituições. Além disso, cada hospital apresentou apenas um gestor de TI, impedindo a comparação entre entrevistados da mesma Instituição. Sendo assim, sugerem-se novos estudos complementares e comparativos, explorando o valor do uso do ERP conforme o grau de aderência às competências organizacionais e habilidades destes aplicativos, além de estudos comparativos de resultado de desempenho conforme o grau de aderência das competências.

Referências

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1. Programa de Mestrado Profissional em Administração – Gestão em Sistemas de Saúde (PMPA-GSS), Universidade Nove de Julho (UNINOVE), São Paulo, SP, Brazil.
2. Programa de Mestrado Profissional em Administração – Gestão em Sistemas de Saúde (PMPA-GSS), Universidade Nove de Julho (UNINOVE), São Paulo, SP, Brazil.Autor para correspondência: mserinolli@gmail.com
3. Programa de Mestrado Profissional em Administração – Gestão em Sistemas de Saúde (PMPA-GSS), Universidade Nove de Julho (UNINOVE), São Paulo, SP, Brazil.

4. Programa de Mestrado Profissional em Administração – Gestão em Sistemas de Saúde (PMPA-GSS), Universidade Nove de Julho (UNINOVE), São Paulo, SP, Brazil.


Revista Espacios. ISSN 0798 1015
Vol. 37 (Nº 19) Año 2016

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