Espacios. Vol. 36 (Nº 19) Año 2015. Pág. 12

O mercado da carne suína: consumo e percepção

The market for pork: consumption and perception

Marcos Messias Diógenes LIMA 1; Danielle Miranda de Oliveira ARRUDA Gomes 2; Fabiane de Barros Figueiredo CAVALCANTE 3; Raíssa Karen Leitinho SALES 4

Recibido: 12/06/15 • Aprobado: 07/08/2015


Contenido

1. Introdução

2. Referencial teórico

3. Metodologia

4. Análise de dados

5. Conclusão

6. Referências Bibliográficas


RESUMO:

Lombo suíno quando comparado à picanha bovina possui menor teor de colesterol, de sódio e praticamente a mesma quantidade de proteína. A despeito disso o consumo interno deste tipo de carne ainda é pequeno, perdendo para carne bovina e de frango. Este artigo tem como objetivo descrever a percepção do jovem universitário em relação ao consumo da carne suína. Efetuou-se um estudo qualitativo, por meio de entrevista com 20 jovens universitários no período de agosto a setembro de 2014. Concluiu-se que tabus ou mitos não são os principais fatores impactantes no consumo da carne suína e sim a preferência alimentar.
Palavras-chave: consumo, percepção, carne suína.

ABSTRACT:

Pork (rib) when compared with bovine (steak) has lower cholesterol, sodium and practically the same amount of protein. Brazilian domestic pork consumption is less than beef and chicken. This article aims to describe the perception of college students in relation to the pork consumption. Thus, a qualitative study was conducted through 20 interviews with college students from August to September 2014. Among the data, one can be highlighted: taboos or myths are not the main consumption impacting factors of pork but taste preference. Keywords: consumption, perception, pork.

1. Introdução

A carne suína é a mais produzida e consumida em escala mundial, superando a carne bovina e de frango. A média de consumo por pessoa na Europa é 44 quilos. China e Canadá registram 35. Nos Estados Unidos, o consumo atinge 30 quilos por pessoa e a média mundial é 16 quilos. O Brasil, apesar de ser o quinto produtor mundial de carne suína, está abaixo da média, com um consumo de 13 quilos por pessoa. (aps.org.br; consultado em 23/03/2015)

Estes dados poderiam sinalizar um potencial de crescimento no consumo interno, principalmente se for considerado que as carnes de frango e bovina atingem um consumo per capita de 36 e 38 quilos respectivamente. (aps.org.br; consultado em 23/03/2015)

Porém, projeções feitas para a segunda década do século XXI afirmam que os suínos perderão sua liderança para o frango. Por volta de 2023, o ranking de suprimentos de carne será composto da seguinte forma: 53% por cortes de frango; 31% de carne suína e 16% por carne bovina. (www.sba1.com; consultado em 23/03/2015)

A queda de consumo da carne suína poderá acarretar uma perda financeira para o Brasil, uma vez que o país ocupa o quarto lugar no ranking de exportações deste tipo de proteína, com um volume anual de 494.228 toneladas, gerando o valor de $ 1.588.997.000. (www.abipecs.org.br;  consulado em 23/03/2014)

Buscou-se com esta pesquisa descrever a percepção do jovem universitário em relação ao consumo da carne suína. Espera-se com o trabalho elucidar alguns dos motivos que possam sinalizar a pouca aceitação deste tipo de proteína entre jovens. Escolheu-se o público universitário por ser um grupo mais homogêneo culturalmente e por serem possíveis consumidores para as próximas décadas.

Acredita-se que a descoberta de motivos do pouco ou do não consumo da carne suína possa servir como ferramenta de marketing para um alavancamento do consumo interno com recompensas positivas para a economia nacional.

2. Referencial teórico

São apresentados, a seguir, os principais conceitos teóricos que dão respaldo a esta pesquisa. Entre os construtos analisados, podem ser citados: aspectos econômicos da suinocultura no Brasil; produção e consumo da carne suína no Brasil bem como as características da carne suína.

2.1. Aspectos econômicos da suinocultura no Brasil

Cerca de 730 mil pessoas dependem diretamente da suinocultura. A partir de um processo de produção integrado, com disponibilidade de insumos como grãos de milho e de soja, a atividade apresenta um caráter mais competitivo no cenário externo em termos de custo de produção. O custo de produção brasileiro é considerado o menor se comparado aos países como China e Estados Unidos, por exemplo (Roppa, 2002).

A suinocultura é uma atividade desenvolvida em pequenas e médias propriedades que gera 2,5 milhões de empregos na Região Sul; fixa o homem no campo; viabiliza o produtor de cereais; movimenta uma grande cadeia agropecuária e transforma subprodutos, resíduos e alimentos não convencionais em proteína de alta qualidade (Tramontini, 2000).

O Brasil possui uma grande vantagem na sua participação no cenário mundial, pois apresenta grande quantidade de terras disponíveis para a agricultura e, portanto, grande capacidade para a produção de grãos. A despeito disso, encontra-se em quarto lugar na produção mundial com 3.330.000 ton/ano; perdendo para a China (52.350.000 ton/ano), União Europeia (22.630.000 ton/ano) e Estados Unidos (10.554.000 ton/ano) (conab.gov.br).

No cenário de exportação, o Brasil ocupa também o quarto lugar, exportando 661.000 ton/ano; seguidos dos Estados Unidos (2.442.000 ton/ano). União Europeia (2.226.000 ton/ano) e Canadá (1.230.000 ton/ano). Estes números geram uma receita anual de US$ 1.457.822.151 para o Brasil (conab.gov.br).

2.2. Produção e consumo da carne suína

O estado de Minas Gerais é considerado tradicionalmente como produtor de suínos, possuindo o quarto maior rebanho do país. Em 2002, Minas Gerais possuía 150.544 matrizes e um rebanho de aproximadamente 3,4 milhões de cabeças, com uma produção estimada em 150.000 toneladas (Couto e Ferreira, 2004).

O maior consumo de carne suína ocorre na forma de produtos industrializados, e apresentam um custo mais elevado, por isso não se encontra com tanta frequência no cardápio do brasileiro. Pesquisas mostram que 70% do consumo de suínos ocorrem na forma de produtos industrializados e 30% do consumo é in natura. Foi a partir de meados dos anos 90 que a demanda pela carne suína e seus derivados começou a aumentar, provocado, principalmente, pela queda dos preços e também através de um fundo de promoção e divulgação, promoções na mídia, mostrando os benefícios do consumo de suíno e eliminando o mito de ser uma carne que faz mal à saúde. Tudo isso foi realizado pelos próprios suinocultores (Polleto, Filho e Barni, 2001).

A cadeia suinícola é formada pela indústria de insumos e criação de animais, abate e processamento, distribuidoras (atacadista e varejista) e consumidor final. No Brasil é uma atividade predominantemente de pequenas propriedades rurais, onde 80% dos suínos são criados em propriedades de até 100 hectares. Na região sul do país, o desenvolvimento da suinocultura envolve a integração entre os criadores e a indústria processadora. A produção intensiva de suínos em unidades especializadas vem ganhando espaço na suinocultura brasileira, isso tem provocado o aumento da produtividade por matriz, resultando em ganhos mais significativos para os produtores que possuem mais tecnologia (Wilkinson; Rocha, 2005).

Antes o sistema de produção na suinocultura brasileira era extensivo, logo: exigia pouca mão de obra; os suínos eram de baixo potencial genético; e alimentados com restos de lavoura ou comida; a assistência técnica e os conhecimentos zootécnicos eram bastante precários e as instalações eram inadequadas. Tudo isso, gerava baixos níveis de produtividade e rentabilidade econômica. A partir dos anos 70, a suinocultura brasileira se tornou uma moderna cadeia produtiva, operando com altos índices de produtividade integrada e com um grandioso complexo industrial. Os avanços no campo da genética reforçou o desempenho dos produtores, pois visa melhorias na saúde, na qualidade da carne e nas características de (Freitas, 2006).

No Ceará, o programa de melhoramento genético começou no fim dos anos 60, com o apoio da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e nos anos 80, foi criada a Associação de Suinocultores do Estado do Ceará (ASCE). Com os incentivos governamentais, estima-se que o Ceará chegou a ter 15 mil matrizes e 300 criadores com assistência técnica. Porém, com o aumento da taxa de juros, a suinocultura cearense ficou prejudicada, pois dificultou a expansão da atividade. A redução da atividade no Ceará foi muito grande, passou para, aproximadamente, 6 mil matrizes e 50 produtores com assistência técnica (Freitas, 2006).

O sistema de produção tradicional de suínos praticamente não existe mais no Ceará, sendo substituído por um sistema de produção mais moderno, equiparando-se aos sistemas de produção do sul do país. São utilizados animais de raça com alta eficiência produtiva e excelente linhagem sanguínea, suínos de grande porte e elevada qualidade da carcaça, além, também, de alta tecnologia no sistema de produção. Os produtores estão localizados na região metropolitana de Fortaleza, com destaque para Maranguape, e nos municípios de Sobral, Acaraú, Aquiraz, Eusébio, Pacajus, São Gonçalo do Amarante. Os produtores cearenses são independentes, enquanto que no Sul, Sudeste e Centro-oeste grande parte da produção é integrada (Freitas, 2006).

2.3. Razões para o baixo consumo de carne suína no Brasil

Em pesquisa acerca do consumo de carne suína realizada com estudantes de nível médio, da cidade de Irati, Paraná, observou-se que, primeiramente, em relação ao consumo de carnes em geral, 75% dos estudantes afirmaram consumir carne todos os dias da semana, 7% relataram consumir carne uma vez por semana e 2% não incluíam carne em sua dieta alimentar. Quando questionados sobre a carne suína, apenas 15% afirmaram consumi-la mais de uma vez por semana, enquanto que 16% consomem uma única vez por mês e 17% não consomem carne suína (Thoms, Elise et al 2010).

Em outra pesquisa realizada na cidade de Guarabira, na Paraíba, revelou que a preferência dos consumidores de carnes deixa a carne suína em quarto lugar. Nessa cidade, a carne bovina assume a liderança com 64%, a de frango em segundo lugar com 25%, a de peixes em terceiro lugar com 8%, e a carne suína assume a quarta posição com apenas 3%. Eles alegaram que a carne suína, além de ser carregada e prejudicial a saúde, é gordurosa (Silva; Silva, 2010).

Alguns fatores influenciam no baixo consumo de carne suína no Brasil, são eles: grande extensão territorial que permite produzir bovinos a baixo custo; grande desenvolvimento da avicultura e diferenciação de cortes; custos do produto ao consumidor e preconceitos relacionados à carne suína (Tramontini, 2000).

Como o porco pode ser hospedeiro de muitos parasitas e doenças em potencial, a ciência médica considera que há alto risco para várias doenças. A carne do animal criado sem condições higiênicas, estando crua e não tratada, pode conter toxinas perigosas, vermes e doenças latentes. Muitos animais apresentam essas infestações, porém, pelo fato do porco ser oportunista e altamente onívoro (com uma dieta extensiva incluindo qualquer tipo de alimento comestível), estão mais vulneráveis às infestações. A ciência médica considera como mito o problema de ácido úrico causado pelo consumo de carne suína, a não ser quando há ingestão excessiva de fontes proteicas e mau funcionamento renal. A influenza é umas das mais conhecidas doenças que os porcos compartilham com os humanos. A doença pode ser encontrada em diversos animais além dos porcos. Ela se estabelece nos pulmões do animal durante os meses de verão e podem afetar tanto os animais como os humanos (carnesuinabrasileira.org.br, consultada em 24/03/2015).

Em outra pesquisa, realizada pela Associação Paulista de Criadores de Suínos, junto a donas de casa, chegou à conclusão de que o sabor da carne suína é o principal ponto forte. E os pontos fracos é que a carne é considerada perigosa e faz mal (35%) e que possui muita gordura e colesterol (55%) (www.migplus.com.br. Acessado em 24/03/2015).

Em um estudo realizado com consumidores de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, com o objetivo de determinar os fatores que afetam a preferência dos brasileiros por produtos suinícolas, constatou que 48,56% dos entrevistados não a consomem por acreditarem em tabus. (www.cnpsa.embrapa.br. Acessado em 26/03/2015)

A religião é outro fator impactante no consumo deste tipo de proteína, dentre elas podem ser destacadas o islamismo e o judaísmo. Povos desta religião acreditam que o porco não é um animal que deva ser consumido como os outros tipos de animais, proibindo assim seu consumo.

No Brasil, líderes da comunidade mulçumana afirmam existir entre 70.000 e 300.000 mulçumanos no país, com o menor valor representando aqueles que praticam religião (Castro, 2014).

Em relação aos judeus, de acordo com dados do censo de 2010, existem 107.329 judeus no Brasil, apesar de outras fontes apresentarem um número maior de seguidores. (IBGE, 2010).

2.4. Razões da proliferação de tabus em relação à carne suína

Existem muitas explicações para o motivo do consumo da carne suína ser um tabu para certos povos. Algumas religiões acreditam que o porco é um animal impuro e por isso, proíbem o seu consumo. Dentre elas podem ser citadas: o islamismo e o judaismo.

Conforme Ortigara (2000) algumas passagens na bíblia sagrada falam sobre o consumo da carne suína, como no livro levítico, capítulo 11, com o título "os animais que se devem comer". e no versículo 3 ao 8 diz:

"3 Tudo o que tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se dividem em duas, e remói, entre os animais, aquilo comereis. 4 Destes porém não comereis, dos que remoem ou dos que tem unhas fendidas: o camelo; que remói mas não tem unhas fendidas; este vos será imundo; 5 E o coelho, porque remói, mas não tem unhas fendidas, este vos será imundo. 6 E a lebre, porque remói, mas não tem as unhas fendidas, esta vos será imunda. 7 Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, mas não remói; este vos será imundo; 8 Da sua carne não comereis, nem tocareis no seus cadáver, este vos serão imundos."

Os livros de Moisés e o Alcorão foram importantes meios de transmissão de informações na época, e essas informações se perpetuaram até os dias de hoje (Ortigara, 2000).  Moisés, o primeiro legislador do mundo, proibiu o consumo da carne de porco, pois este animal era, na época, o principal transmissor de doenças parasitárias como a teníase e a cisticercose, portando ele tomou essa medida como forma de evitar o surgimento dessas doenças no seu povo, os hebreus. Os árabes, em época anterior ao islamismo, tinham eliminado a carne de porco de sua alimentação, talvez influenciados pelos judeus, seus vizinhos, e adotou a doutrina de Maomé, que proibia o consumo da carne de porco pelo alcorão, livro sagrado muçulmano. Na antiga Pérsia, atual Irã, onde os preceitos do alcorão são muito disseminados, a criação de porcos é muito rara. Na África também, pelo mesmo motivo.

Martinez (2004) comenta que o novo testamento da bíblia sagrada não traz nenhuma proibição quanto ao consumo de carne suína, e cita algumas passagens do livro sagrado, como a de Paulo dizendo que: "pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graça" (I tm4:4). E o livro de Atos que também aborda algo parecido, em que Pedro, tendo fome, quis comer, mas enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase, e viu o céu aberto e um objeto descendo, como se fosse um grande lençol, sendo baixado pelos quatro pontos da terra, no qual havia de todos os quadrúpedes e répteis da terra e aves do céu. E uma voz lhe disse: Levanta-te Pedro, mata e coma. Mas Pedro respondeu: de modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda (o porco estando incluído na lei). Então a voz lhe falou pela segunda vez: não chames tu comum ao que Deus purificou.

Outro aspecto impactante na proliferação dos tabus em relação à carne suína vem do fato do porco ser um animal onívoro e, portanto, hospedeiro fácil para vários tipos de doenças transmitidas pelo próprio homem. Ressalte-se o fato que bovinos ou qualquer outro tipo de animal ao beber água em fontes contaminadas pelo homem também será sujeito de transmissão de doenças e não só animais, bem como plantas e hortaliças desenvolvidas em solo contaminado também são fontes de contaminação para o homem. Convém salientar que o sistema de inspeção ao abate avalia individualmente cada carcaça e facilmente identifica os casos positivos, os quais correspondem a 0,008%, segundo dados do Serviço de Inspeção Federal (www.cnpsa.embrapa.br Acessado em 02/03/2015).

Portanto, cabe ao ser humano a proteção alimentar. O porco, o boi, o frango, as frutas e as verduras quando não higienizados corretamente ou quando não cozidos adequadamente podem sim transmitir doenças, mesmo que inspecionados.

2.5. Características e benefícios da carne suína

A maior parte da gordura na carne suína (cerca de 70%) está situada abaixo da pele, enquanto 20 % se encontram entre os músculos. Isto configura uma grande vantagem em relação à gordura, pois como está localizada numa camada bastante evidente, sua remoção fica fácil, o que pode evitar o aumento do consumo de calorias, lipídios e outras substâncias prejudiciais à saúde (Sarcinelli; Venturine; Silva, 2007).

Um estudo da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, revelou que a carne suína tem menos colesterol do que a carne de boi e de frango. O resultado desta pesquisa também foi comprovado por estudos dos Estados Unidos e Alemanha (disponível em www.doencaalzheimer.com.br; consultado em 15/04/2015).

O estudo mostrou que o teor de colesterol da carne suína (bisteca e lombinho) é de 49 miligramas em cada 100 gramas, enquanto na carne bovina (contrafilé) o índice é de 51 miligramas. Na de frango, é de 58 miligramas. O teor de colesterol do pernil suíno é de 50 miligramas em cada 100 gramas, enquanto na carne escura do frango o índice é de 80 e no coxão duro do boi, 56. O toucinho do porco tem menos colesterol que a pele de frango, com 104 (disponível em www.doencaalzheimer.com.br; consultado em 15/04/2015).

Além disso, a carne suína também possui menor quantidade de sódio e potássio em relação às outras carnes, sendo a mais indicada na dieta de pessoas com hipertensão arterial. (Gonzaga et al, 2011). Disponível em www.xa.yimg.com/kq/groups/.../name/características+da+carne+suína(1).pdf Consultado em 15/04/2015).

Ao se analisar 100g de lombo suíno, nota-se a presença de 280 Kcal, 28,9g de proteína e 82mg de colesterol. A mesma quantidade de picanha bovina, sem gordura e grelhada, contém 238 Kcal, 31,9g de proteína e 100mg de colesterol. Com a sobrecoxa de frango, sem pele e assada, estão presentes 233 Kcal, 29,2 de proteína e 145 mg de colesterol (VIVASAUDE, 2014)

Segundo Bragagnolo e Rodriguez-Amaya (2002) a carne suína é composta pelos seguintes elementos e suas porcentagens na composição geral: água (72%), gordura (7%), minerais (2%) e carboidratos (menos que 1%). Com isso, pode-se concluir que a carne suína, fazendo uma comparação com outros tipos de alimentos, é rica em proteínas e pobre em carboidratos, contendo baixo nível energético, aproximadamente 147 Kcal/100g de carne suína. Observou-se que 100g de filé suíno é 55% mais calórico que 100g de lombo suíno, possuindo 30% a mais de lipídios. (ver gráfico dos cortes de carne).

Conforme Zacharias (2013), a falta de proteínas na dieta alimentar inibe o sistema imunológico, retarda o crescimento em crianças, além de estar associada à má nutrição em diversos graus.

As principais fontes de vitaminas do complexo B são carne suína, leite de vaca e os cereais integrais. A carne suína é a principal fonte da tiamina. Pode conter até dez vezes mais a quantidade desse micronutriente, em relação à carne bovina e de frango. A deficiência da tiamina na dieta pode causar complicações no sistema nervoso e cardiovascular, e também a doença beribéri. O suprimento de 66% das necessidades de tiamina diárias em homens e 72% em mulheres pode ser feito com o consumo de 85g de lombo suíno (Magnoni; Pimentel, 2007).

A carne suína apresenta muitos benefícios para o homem, por ser um alimento rico em nutrientes. É classificada como carne vermelha, assim como a bovina. É rica em proteína de alto valor biológico, ácidos graxos monoinsaturados, vitaminas do complexo B (tiamina e riboflavina) e muitos minerais, como ferro, selênio e potássio. (Sarcinelli; Venturine; Silva, 2007).

Magnoni e Pimentel (2007) comentam que o crescimento da preocupação em relação à saúde e bem estar fez com que as indústrias e grupos de pesquisas investissem em suínos com menor taxa de gordura, colesterol e calorias. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) lançou no mercado, em parcerias com cooperativas, o macho suíno Embrapa MS58, com mínimo 58% de carne magra na carcaça. Esse suíno foi obtido por melhoramento genético e cruzamentos entre diferentes raças, resultando na redução do teor de gordura nas carcaças, acompanhado de outros aspectos nutricionais da carne suína. Com o sucesso comercial do suíno MS58, foi desenvolvido o macho Embrapa MS60, com no mimo 60% de carne magra na carcaça, sendo lançado oficialmente em 2000.

Zacharias (2013) comenta que uma pesquisa realizada pelo United States Department of Agriculture (USDA) concluiu um estudo apontando que a carne suína possui menor teor de colesterol, sódio e potássio que a carne bovina e a de frango. A carne suína também possui grande quantidade de tiamina, vitamina B1, que é muito importante na prevenção de problemas vasculares e selênio, um poderoso antioxidante que promove a renovação celular.

O indivíduo, ao consumir 85 gramas de carne suína, está suprindo suas necessidades diárias de nutrientes, pois está atendendo aos seguintes percentuais de nutrientes: tiamina (53%), cobalamina (33%), Fósforo (22%), niacina (20%), riboflavina (19%), piridoxina (18%), zinco (15%), potássio (11%), ferro (7%), magnésio (6%)

O lombo suíno contém baixo teor de gorduras saturadas e colesterol, menor teor de sódio que as outras carnes e maior presença de potássio. Portanto, o lombo suíno é um forte aliado no controle da pressão arterial (Magnoni; Pimentel, 2007).

3. Metodologia

Esta pesquisa caracteriza-se pela utilização de métodos qualitativos. A escolha do método é explicada pela necessidade de compreensão de um fenômeno complexo e de forma global (NEVES, 1996). O que se enquadra na pesquisa em questão, uma vez que envolve crenças, percepções de consumo e preferência alimentar. Ressalte-se também o fato de que este tipo de estudo permite a obtenção de insights sobre o assunto (AAKER et al., 2001).

A coleta de informações se baseou em fontes primárias e secundárias para oferecer suporte necessário à análise dos resultados (AAKER, et al., 2001).

Os dados primários foram obtidos a partir das informações coletadas nas entrevistas. Foram feitas entrevistas semi-estruturadas com 20 (vinte) universitários no período de agosto a setembro de 2014. Com as entrevistas procurou-se descobrir a frequência de consumo da carne suína, em quais ocasiões eram consumidas, o que pensavam a respeito do consumo e aos que foi detectada a rejeição ao tipo de proteína estudado, procurou-se descobrir o motivo do não consumo.

A construção dos dados secundários teve como norte o objetivo da pesquisa e alguns pontos-base, a saber: aspectos econômicos da suinocultura no Brasil, produção e consumo deste tipo de carne, razões do baixo consumo da carne suína no Brasil, bem como suas características e benefícios.

4. Análise de dados

Dos vinte entrevistados, três disseram não consumir esse tipo de carne. Os motivos citados por eles foram os seguintes:

"Não gosto do sabor e da textura",

"Eu não consumo carne suína, pois não gosto do sabor dela, então não consumo" e

"Não tenho costume e quando surge a oportunidade, sempre aparece o que eu realmente gostaria de comer".

Percebe-se com isso, que tabus ou mitos não são causas do não consumo e sim preferência alimentar.

Em relação aos dezessete que disseram consumir a carne suína, quando questionados sobre com que frequência era o consumo, sete responderam que consumiam raramente; duas responderam que consumiam uma vez ao mês; três responderam que consumiam três vezes ao mês; três consumia quatro vezes ao mês; e dois consumia oito vezes ao mês.

Quando se perguntou a ocasião em que os entrevistados consumiam a carne suína, cinco afirmaram consumir no almoço e no churrasco com familiares; cinco disseram consumir no churrasco com familiares e em eventos; e sete responderam que comiam carne suína apenas em almoço. Quanto à forma de consumo, a resposta foi praticamente unânime, quase sempre a carne suína era consumida assada ou cozida, ou seja, a carne suína em feijoada não foi citada.

Quando questionados sobre a percepção que cada um tinha a respeito da carne, quatro dos entrevistados afirmaram ser uma carne extremamente boa, agradável e saborosa, cinco disseram ser uma carne magra, saudável e de grande valor nutritivo, e o restante dos entrevistados disseram ser uma carne boa, mas que precisa de certos cuidados na hora do preparo. Seguem algumas citações de alguns entrevistados:

"antigamente tinha nojo, hoje consumo sem problemas, as pessoas diziam que comer suíno era perigoso."

"sei que ela é saudável, apesar de ouvir de algumas pessoas que ela é a mais contamina."

"pode trazer benefícios ou malefícios de acordo com o corte e preparo."

"De grande valor culinário, mas que requer cuidados maiores em seu preparo."

Percebe-se que na amostra pesquisada três (3) dos vinte (20) entrevistados não comem proteína suína, por não gostarem do sabor, da textura e por ter a possibilidade de comer outra carne que não a suína. Dos dezessete (17) que consomem o tipo de carne pesquisada, sete (7) afirmam comer raramente; dois (2) uma vez ao mês; dois (2) oito vezes ao mês; três (3), três vezes ao mês e os outros 3 (três) restantes, quatro vezes ao mês. Estes dados conotam um baixo consumo da carne, corroborando o que foi encontrado na pesquisa bibliográfica.

Em relação à ocasião de consumo, foi configurado como uma forma de socialização, em eventos como churrasco ou almoço com familiares. Constatou-se que cinco (5) consumiam em almoço e churrasco com familiares; cinco (5) em churrasco e eventos com familiares e sete (7) em almoços. Em nenhum caso foi citada a feijoada ou o feijão como um dos itens de consumo de carne suína. Tendo sido o consumo ou da carne assada ou cozida.

No que diz respeito à percepção da carne, percebeu-se que quase a metade reconhece os cuidados na preparação. Porém, ressalte-se o fato de que este cuidado deve ser não apenas com o porco, mas com qualquer outro tipo de proteína ou alimento. Isto pode denotar a perpetuação dos tabus descritos na pesquisa bibliográfica. Dos dezessete (17) que consomem carne de porco, 4 (quatro) consideram-na extremamente boa; oito (8), boa mas que exige cuidados na preparação e cinco (5) consideram ser uma carne magra, saudável e de grande valor nutritivo.

5. Conclusão

Com esse trabalho, conclui-se que a carne suína é a proteína de origem animal mais consumida no mundo, que gera renda para milhares de famílias no Brasil e que alavanca a economia nacional. Porém, apesar de ter área propícia para o cultivo de suínos, de ser uma carne saudável e de ser a 4ª produtora mundial, sua produção ainda é pouca quando comparada aos líderes de mercado. Some-se a isso o fato de estimativas futuras indicarem a queda do consumo, portanto, um fator que poderia ser positivo para aquecer a economia nacional, encontra-se em perigo.

Tabus e mitos divulgados há séculos prejudicam até hoje e foram constatados na pesquisa bibliográfica. Por outro lado, nas entrevistas constatou-se que os mesmos não interferem no consumo da carne suína e sim a preferência alimentar. Os indivíduos que declararam não comer carne suína afirmaram não gostar do sabor ou da textura da carne, preferem outro tipo de proteína animal que não a suína.

Isto pode sinalizar a necessidade de divulgação científica em maior escala dos benefícios da carne suína. A propagação dos benefícios poderá aumentar o consumo por parte daqueles que acham a carne saborosa, mas só a consomem em churrasco ou em almoço em família ou em eventos (este público representou quase ¾ dos entrevistados). Apenas pouco mais de ¼ dos consumidores de carne suína reconhecem que a carne de porco é magra, saudável e com grande valor nutritivo.

A falta de informação e de um marketing mais eficiente pode fazer com que a carne suína não seja tão apreciada pelos brasileiros. Uma campanha nacional de conscientização dos benefícios deste tipo de proteína para a saúde, bem como para a economia do país poderiam despertar o desejo de consumo e alavancar o consumo interno.

Pesquisas estratificadas por níveis culturais poderiam ser efetuadas na busca de saber qual consome em maior quantidade a carne suína e por que. Outras sugestões de pesquisa seriam: estudar outros motivos que levem ao pouco consumo interno desta proteína: aumento de fiéis em religiões ou crenças que proíbem o consumo deste tipo de carne? Preço?  

Já que na literatura afirma ser tabu e mito fatores impactantes no consumo de suínos e nesta pesquisa não foram encontrados estes fatores como os impactantes, será que em um grupo de nível cultural diferente os dados encontrados seriam os mesmos?

Esta pesquisa, portanto, suscitou pontos até então tidos como verdadeiros. Acredita-se que servirá de motivação para novos estudos, bem como de estímulo para o consumo; o que poderá alavancar a economia nacional, segurar o homem no campo e diminuir o ciclo de pobreza nas capitais.

6. Referências Bibliográficas

ABCS. Associação Brasileira dos Criadores de Suínos. "História dos suínos". Disponível em: <http://www.abcs.org.br/producao/genetica/175-historia-dos-suinos>. Acesso em 14 de novembro de 2014.

ABIPECS. Associação Brasileira da indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. Disponível em: < http://www.abipecs.org.br/news/820/101/Russia-respondeu-por-quase-40-das-exportacoes-de-carne-suina-em-setembro.html>.  Acesso em 26 de outubro de 2014.

ABIPECS. Associação Brasileira da indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. "Carne suína e preceitos religiosos". Disponível em: http://www.carnesuinabrasileira.org.br/religioso.html. Acesso em 30 de setembro de 2014.

ABPA. Associação Brasileira de Proteína Animal. "Restrições Internacionais à carne Suína". (2009). Disponível em:< http://www.abipecs.org.br/news/65/127/Restricoes-internacionais-a-carne-suina.html>. Acesso em: 18 de novembro de 2014.

APS. Associação Paranaense de Suinocultores. "Os benefícios da carne suína para sua saúde" (2011). Disponível em:< http://www.aps.org.br/home/1-timas/307-os-beneficios-da-carne-suina-para-sua-saude.html>. Acesso em 14 de novembro de 2014.

BRAGAGNOLO, Neura; RODRIGUEZ-AMAYA, Délia B (2002). "Teores de colesterol, lipídios totais e ácidos graxos em cortes de carne suína". Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 22, n. 1, p. 98-104.

Carne Suína Brasileira. "Carne suína e medicina". Disponível em: <http://www.carnesuinabrasileira.org.br/medicina.html >. Acesso em 26 de outubro de 2014.

Carne Suína Brasileira. "Riscos no consumo da carne suína não qualificada". Disponível em: <http://www.carnesuinabrasileira.org.br/medicina2.html>. Acesso em 18 de novembro de 2014.

Carne Suína tem menos colesterol do que carne de frango. Disponível em: www.doencaalzheimer.com.br; consultado em 15/04/2015

COUTO, Daniel Luiz Amorim; FERREIRA, Adriana Vieira (2004). "Avaliação dos determinantes do consumo de carne suína no município de Patos de Minas-MG". In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL. Disponível em: < http://www.sober.org.br/palestra/12/04O205.pdf>. Acesso em 28 de setembro de 2014.

ALMEIDA FREITAS, Sérgio Henrique; MATOS, Verônica Damasceno. "ESTIMATIVA DO MERCADO DE CARNE SUÍNA NO ESTADO DO CEARÁ: uma aplicação do Método dos Mínimos Quadrados Ordinários em Dois Estágios". Disponível em: < http://www.sober.org.br/palestra/12/01P055.pdf>. Acesso 10 de outubro de 2014.

FÁVERO, Jerônimo Antonio; BELLAVER, Claudio. "Produção de carne de suínos. In: Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Carnes". São Pedro, SP: ITAL, Instituto de Tecnologia de Alimentos, 2001.

"Países europeus consomem seis vezes mais carne suína". FOLHA ONLINE – EQUILÍBRIO. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/equi20000811_porco03.shtml>. Acesso em 26 de outubro de 2014.

GONZAGA, Alexandre; MARTINS, Carla; FURST, Débora; FERREIRA, Guilherme; EMÍLIO, Heitor; FERREIRA, Michel; ALMEIDA, Philippe; CHAVES, Ranier; PENA Samuel (2011). "A característica da carne suína – influência do bem estar animal e do manejo adequado na qualidade da carne". Disponível em www.xa.yimg/kq/groups/

MAGNONI, D.; PIMENTEL, I (2007). "A importância da carne suína na nutrição humana". São Paulo: UNIFEST, p. 1-4. Disponível em:< http://www.abcs.org.br/attachments/099_4.pdf>. Acesso em 15 de outubro de 2014.

MARTINEZ, Pr. João Flávio (2011). "É pecado comer carne?". Disponível em: < http://www.cacp.org.br/e-pecado-comer-carne/>. Acesso em 27 de outubro de 2014.

POLETTO, A.; FILHO, J.; BARNI, E (2001). "Avaliação do Potencial de Mercado dos Produtos Industrializados Derivados do Suíno". Santa Catarina, p.14-16. Disponível em: < http://www.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/anais01cv2_pt.pdf#page=14>. Acesso em 5 de outubro de 2014.

Benefícios da carne de porco (2014). Revista VIVASAÚDE. Disponível em: < http://revistavivasaude.uol.com.br/guia/beneficios-da-carne-de-porco/1412/ >. Acesso em 18 de novembro de 2014.

ROPPA, Luciano. Carne suína: mitos e verdades (2002). "Primera jornada sobre calidad". Disponível em: <http://www.porkworld.com.br>. Acesso em 30.04.2002.

SARCINELLI, M. F.; SILVA, L. C.; VENTURINI, K. S (2007). "Característica da Carne Suína". Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. Disponível em: <http://www.agais.com/telomc/b01907_processamento_suinos.pdf >. Acesso em 15 de outubro de 2014.

SILVA, Jobson Paulo da; SILVA, Ludmila da Paz Gomes (2010). "Estudo e Avaliação do Consumidor de Carne Suína "In Natura" e Industrializada na Microrregião de Guarabira-PB". AGROPECUÁRIA CIENTÍFICA NO SEMIARIDO, v. 5, n. 1.

THOMS, Elise et al (2010). "Perfil de consumo e percepção da qualidade da carne suína por estudantes de nível médio da cidade de Irati, PR". Rev. Acad., Ciênc. Agrár. Ambient, v. 8, n. 4, p. 449-459.

TRAMONTINI, Paulo (2000). "Consumo da carne suína a experiência brasileira". São Paulo: Expo Center Norte, p.6-11. Disponível em: <http://www.docsagencia.cnptia.embrapa.br/suino/anais/0009_tramontini.pdf>. Acesso em 10 de outubro de 2014.

ZACHARIAS, Maria Cândida J. "Desmistificando a carne de porco e seus benefícios" (2013). Disponível em: < http://vidanutritiva.net/wp/desmistificando-a-carne-de-porco-e-seus-beneficios-na-alimentacao/>. Acesso em 27 de outubro de 2014.


1. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará - UECE, 2014.
2. Doutora em Administração de Empresas (1992); Mestre em Administração (1987); Mestre em Marketing (1986). Todos os títulos de Pós-graduação foram obtidos pelo Institut dÀdministration dÈmtreprises de lÙniversité de Nice – França. Graduada em Ciências Contábeis pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (1985), Brasília-DF-Brasil. É Professora Titular da Universidade de Fortaleza – UNIFOR, Fortaleza- Ceará-Brasil e professora do curso de graduação na Universidade Estadual do Ceará – UECE, Fortaleza- Ceará-Brasil (danielle@unifor.br).
3. Mestre em Administração de Empresas (2002) e graduada em Administração de Empresas (1999). Ambos os títulos foram obtidos pela UNIFOR – Universidade de Fortaleza, Fortaleza-Ceará-Brasil. Possui cursos no exterior, Ithaca – NY – USA (2002-2003) e (2012-2013) e cursos como aluna ouvinte em Cornell University (2003 e 2013) (fabiane@secrel.com.br).
4. Mestre em Administração de Empresas (2014); especialista em Assessoria de Comunicação (2011) e graduada em Comunicação Social - Jornalismo (2009). Todos os títulos foram obtidos pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, Fortaleza-Ceará-Brasil. Professora de Graduação do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão da Universidade de Fortaleza – UNIFOR, Fortaleza-Ceará-Brasil. (raikaren@hotmail.com)


Vol. 36 (Nº 19) Año 2015

[Índice]

[En caso de encontrar algún error en este website favor enviar email a webmaster]