Espacios. Vol. 35 (Nº 4) Año 2014. Pág. 20


Análise do nível de produtividade e competitividade em aglomerado produtivo de empresas

Analysis of the level of productivity and competitiveness in a cluster of companies

Leozenir Mendes BETIM 1, Luis Mauricio RESENDE 2 , Pedro Paulo de ANDRADE JUNIOR 3 y Thompson von AGNER 4

Recibido: 05/12/13 • Aprobado: 24/02/14


Contenido

RESUMO:
O objetivo desse trabalho é analisar os elementos que influenciam no nível de produtividade e competitividade de aglomerados produtivos, sendo esses: aspectos da economia de aglomeração, estrutura de governança e aprendizagem interativa. Para tanto, o estudo contempla os resultados de um levantamento de dados realizado em 36 empresas de pequeno e médio porte, localizadas no Aglomerado Produtivo Madeireiro, no Estado de Paraná – Brasil. Os principais resultados apontam que a localização geográfica apresenta-se quase de forma exclusiva, como um ponto favorável à economia de aglomeração, devido a proximidade física com fornecedor da matéria-prima básica, especificação da mão-de-obra e fatores sistêmicos/infra-estruturais. Esses fatores podem ser considerados como economias externas, uma vez que contribuem para a manutenção competitiva e desenvolvimento local. Constatou-se que no ambiente das empresas do aglomerado produtivo prevalece os mecanismos do tipo “learning by doing”, obtidos pelas experiências acumuladas e habilidades adquiridas localmente, possibilitando a definição de adaptações e melhorias tecnológicas. Assim, um dos maiores desafios das empresas integrantes do aglomerado produtivo madeireiro está centrado na capacidade de buscar novas tecnologias, novos mercados e métodos de integração com clientes e fornecedores, maior sinergia entre os empresários para ampliar sua capacidade econômica e competitiva.
Palavras-chave: Aglomerados produtivos; Produtividade; Competitividade.

ABSTRACT:
The focus of this study is to analyze the factors that influence the level of productivity and competitiveness of production clusters, the analyzed factors are: aspects of agglomeration economics, governance structure and interactive learning. Thus, the study focuses on data resulted from a survey carried out in 36 small and medium-sized manufacturing companies, which are part of a lubber processing cluster, in the State of Parana - Brazil. The principal results demonstrate that the established geographic location of the cluster is greatly a favorable aspect to the clustering economy, this is due to the physical proximity of the feedstock suppliers, the availability of specialized labor and systemic and infrastructure factors. These factors can be considered as external economies since they contribute to the maintenance and competitiveness for local development. It was observed that the prevailing production mechanism of the cluster’s business environment is “learning by doing”, evolved via the accumulated experiences and skills acquired locally, enabling the definition of adaptations and technological improvements. Thus, one of the biggest challenges of the companies in this cluster is centered on there ability to pursue new technologies, new markets, methods of integration with customers and suppliers, greater synergy among the businessmen to extend its economic and competitive ability.
Key Words: Clusters; Productivity, Competitiveness.


1. Introdução

Atualmente, há uma preocupação crescente na literatura acerca dos principais determinantes da produtividade e competitividade das empresas de pequeno e médio porte. Nesse sentido, uma importante contribuição é que os aglomerados produtivos têm surgido como modelos de aglomeração de empresas e apresentando-se como uma alternativa estratégica para desenvolver competitividade e complementaridade entre as empresas, pelo fato de estarem localizadas geograficamente próximas uma das outras

O crescente interesse pela investigação dos sistemas de aglomerações de empresas como fatores estratégicos que favorecem a competitividade em uma economia globalizada, pode ser claramente verificado por autores (Casarotto Filho e Pires, 2011; Amato Neto, 2009; Suzigan, 2004; Cassiolato e Szapiro, 2002;) que em muitos casos partindo de enfoques distintos, porém com abordagens complementares, passaram a definir de forma contextualizada algumas terminologias conceituais sobre as estratégias de cooperação voltadas para a industrialização local.

Assim, surgem os Clusters, Distritos Industriais, Arranjo Produtivo Local (APL), Sistema Produtivo Local e/ou de Inovação (SPL), Rede de Empresas e Cadeia Produtiva como alguns dos modelos que procuram captar a diversidade dessas experiências. Ambos partem do princípio da necessidade de inter-relações entre empresas e instituições, tendo como premissas básicas à cooperação e a competição (CAPÓ-VICEDO et al. 2007; HEIKKILÄ et al., 2010).

Independente da forma que a aglomeração produtiva assuma, várias são os estudos e abordagens (Capó-Vicedo, 2011; Kim et al., 2010; Llapa et al., 2011; ) que preconizam que esta forma de organização tem auxiliado empresas dos mais variados tamanhos e, particularmente as pequenas empresas a superarem barreiras ao seu crescimento e a moldarem um quadro mais favorável para suas operações e relações interorganizacionais capazes de influenciar o seu nível de conhecimento, competitividade e produtividade (UNITED..., 2001).

A aglomeração de empresas e o aproveitamento das sinergias coletivas geradas por suas interações, e destas com o ambiente onde se localizam, vêm efetivamente fortalecendo suas chances de sobrevivência e crescimento, constituindo-se em importante fonte geradora de vantagens competitivas. Isto é particularmente significativo no caso das pequenas empresas que em função do novo ambiente de competição globalizada, necessitam desenvolver estratégias eficientes para sobreviverem e alcançarem lucratividade (SUZIGAN et al., 2001; LOMBARDI, 2003;).

Estudos realizados em aglomerações produtivas (Petter et al., 2011; Cantner et al.,2010; Kajikawa et al., 2010) apontam que as organizações utilizam dessa estrutura para atuarem conjuntamente, oferecendo assim melhores condições para conduzirem seus negócios e suplantarem as dificuldades, bem como para o fortalecimento da sua competitividade, melhoramento e inovação de seus produtos e processos.

Considerando que vários são os fatores que determinam a consolidação de um aglomerado produtivo de empresas é que esta pesquisa foi desenvolvida como o intuito de analisar os elementos que influenciam o nível de competitividade e produtividade, sendo esses: aspectos da economia de aglomeração, estrutura de governança e aprendizagem interativa.

Na busca desse objetivo, foi realizado um estudo empírico em um Aglomerado Produtivo Madeireiro, localizado no Sul do Brasil e classificado como um aglomerado do tipo Vetor de Desenvolvimento Local (VDL) e que apresenta importância significativa na economia local ou regional (IPARDES, 2005).

2. Referencial teórico

2.1. Aglomerado produtivo de empresas, vantagens das ações conjuntas e eficiência coletiva

As atuais discussões sobre o desenvolvimento local vêm ao longo do tempo despertando o interesse por antigos e novos conceitos relacionados à organização de sistemas produtivos geograficamente concentrados.

As abordagens e conceitos sobre os modelos de aglomeração de empresas, apesar de distintas entre si, apresentam fortes similaridades no que se refere à estrutura, operação e atores envolvidos. Em especial, percebe-se que os modelos de aglomerações produtivas de empresas estão sendo utilizados em vários estudos (Enright, 1998; Humphrey e Schmitz, 1998; Nadvi e Schmitz, 1999; Britto, 2000; Mitelka e Farinelli, 2000; Igliori, 2001; Porter, 2005; Amato Neto, 2009) por conta da necessidade de se focalizar um conjunto específico de argumentos teóricos, que possibilite e privilegie a análise e interpretação das interações existentes entre empresas e demais agentes econômicos, políticos e sociais.

Ainda que os conceitos sejam oriundos de abordagens teóricas diversas, verifica-se que a literatura tem demonstrado considerável convergência de idéias com relação à dimensão localizada da inovação e da competitividade de empresas. Dessa forma, há consenso entre autores (Moeller, 2010; Castro et al, 2011) de que a promoção de ações conjuntas entre empresas e outras organizações potencializa o ganho de eficiência coletiva que a concentração geográfica de empresas de um mesmo setor pode ter.

Machado (2003) preconiza que as vantagens competitivas que motivam determinada empresa a se localizar próxima geograficamente a outras empresas podem ser genericamente classificadas em dois grupos: as economias externas e economias internas. Nessa linha, a autora defende a diferenciação entre os ganhos planejados, aqueles que são buscados intencionalmente pelas empresas (economias internas) e os não planejados, ou incidentais (economias externas).

A soma dos ganhos entre economias internas e economias externas é apontada como decorrência da eficiência coletiva, onde autores (Rank et al. 2010; Fierro, 2011) apontam que a simples concentração geográfica e setorial das empresas não é garantia de eficiência coletiva, mas é condição necessária para uma série de desenvolvimentos posteriores, que podem ou não ocorrer, como a divisão de trabalho e especialização entre produtores; fornecimento de produtos especializados com rapidez; emergência de fornecedores de matérias-primas, componentes e máquinas; emergência de agentes que vendam para mercados distantes; o aparecimento de fornecedores de serviços tecnológicos, contábeis e financeiros; a emergência de um grupo de trabalhadores especializados; formação de consórcios e associações para ações específicas .

As economias externas as quais podem proporcionar custos reduzidos para as empresas aglomeradas espacialmente, são agrupadas em passivas - decorrentes da disponibilidade de mão-de-obra especializada; acesso a matérias-primas ou outros serviços; equipamentos ou maior disseminação local de conhecimentos especializados – ou ativas que resultam de ações conjuntas deliberadas das empresas e instituições locais (IEDI, 2003).

McCormick (1999) salienta que as ações conjuntas podem ocorrer tanto horizontal como verticalmente. Ações conjuntas horizontais referem-se àquelas entre concorrentes, e as ações conjuntas verticais são aquelas em que participam empresas envolvidas em diferentes estágios da cadeia de valor. Por não envolverem concorrentes diretos, as ações verticais são mais comuns. Isto pode ser explicado, em parte, pelo receio de muitos empresários em desenvolver ações conjuntas com seus concorrentes (PORTER, 2000).

Diante do exposto, evidencia-se que a eficiência coletiva dificilmente pode ser alcançada por empresas localizadas isoladamente. Nesse sentido, faz-se necessário analisar o elementos que influenciam na competitividade e produtividade do aglomerado produtivo, tendo em vista que a concentração geográfica ajuda a estabelecer contato contínuo e relações mútuas.

2.2. Produtividade e competitividade em aglomerados produtivos

Há uma preocupação crescente na literatura acerca dos principais determinantes da produtividade e competitividade das empresas de pequeno e médio porte (Becattini 1990; Porter, 1998; Lundvall, 2000; Abodor, 2011; Lemos, 2003; Amato Neto, 2005; Carpinetti et al. 2007; Takeda et.al.,2008; Carpinetti et al., 2008; Suzigan 2004; Casarotto Filho e Pires, 2001; IPARDES, 2003; Carbia et. al. 2012; Garcia e Madeira, 2013). Nesse sentindo, são apontados e discutidos os três tipos de influência sobre os níveis de produtividade e competitividade em aglomerados produtivos de pequenas empresas, sendo esses:

a) Economias de aglomeração - vantagens e economias externas à empresa individual, propiciando reduções de seus custos e ganhos de produtividade. Entre esses fatores destacam-se: o grau de concentração espacial das atividades econômicas, a rede de fornecedores que facilita o acesso e o fornecimento local dos insumos, o nível de complementaridade e a existência de indústrias correlatas. Incluem também a existência de mercado de trabalho especializado, a disponibilidade de serviço especializado, o acesso a informações técnicas, de mercado e tecnológicas, e a existência de um ambiente inovador através da interação com instituições de Ciência e Tecnologia (C&T);

b) Economias de aprendizado por interação (learning by interaction) - ganhos econômicos das empresas que surgem de relações duradouras com clientes ou fornecedores, criando um aprendizado coletivo para melhoria dos métodos de produção, qualidade dos produtos e maior capacitação tecnológica. São também denominados entornos inovadores e agrupam um sistema de produção, uma cultura técnica e atores organizados que utilizam os recursos materiais e imateriais regionais, produzem e trocam bens, serviços especializados e comunicação, formando uma rede de relações e vínculos de cooperação e interdependência;

c) Eficiência coletiva - combinação entre as economias de aglomeração, as economias de aprendizado por interação, a cooperação privada e o apoio público em ações deliberadas.

Partindo desse contexto, faz-se necessário uma observação em relação a esses elementos facilitadores da eficiência coletiva no ambiente de um aglomerado produtivo, formado por micro, pequenas e médias empresas.

2.3. Tipologia das aglomerações produtivas no Paraná (Brasil)

O IPARDES (2005) estabeleceu a partir de um trabalho estatístico de mapeamento e caracterização estrutural dos aglomerados produtivos no Estado do Paraná (Brasil), quatro tipos básicos de aglomerações produtivas segundo sua importância para a economia local (medida pelo Quociente Locacional - QL da atividade principal) e sua importância para o respectivo setor (medida pela participação percentual no total do emprego da atividade no Estado). Esses quatro tipos básicos de aglomerados produtivos têm seus determinantes resumidos na Figura 1.

Reduzida

(< 20% no emprego da classe no Estado)

Elevada

(≥ 20% no emprego de classe no Estado)

Cuadro de texto: Importância localElevada

(QL ≥ 5)

Vetor de Desenvolvimento Local (VDL)

Núcleo de Desenvolvimento Setorial - Regional

(NDSR)

Reduzida

(1< QL < 5)

Embrião de Aglomerado Produtivo Local

(E)

Vetor Avançado

(VA)

Figura 1 – Tipologia das aglomerações produtivas
Fonte: Adaptado de IPARDES (2005)

Segundo IPARDES (2005) dos quatro tipos básicos, o primeiro corresponde aos aglomerados produtivos que se destacam pela grande importância para a economia local e para o setor de atividade econômica em torno do qual as suas atividades estão nucleadas. Esta dupla importância do aglomerado produtivo para a região e o setor a que pertence, torna-se o “núcleo de desenvolvimento setorial - regional”.

Os aglomerados produtivos do segundo tipo são aqueles que possuem importância para o setor (traduzida pela participação no total do emprego), os que estão diluídos num tecido econômico muito maior e mais diversificado, ou seja, são importantes para o setor, mas o desenvolvimento econômico local ou regional não depende deles de forma tão pronunciada. Os aglomerados produtivos deste tipo podem ser considerados muito desenvolvidos, inclusive por disporem de recursos locais completamente significativos, e podem ser designados pela expressão “vetores avançados”.

O terceiro tipo de aglomerado produtivo é composto por aqueles que estão exatamente na condição oposta à dos vetores avançados: são importantes para a economia local, mas não têm participação expressiva na atividade principal a que estão vinculados. Esta configuração representa sobretudo um “vetor de desenvolvimento local”.

O quarto tipo de aglomerado produtivo é composto por aqueles que possuem pouca importância para o respectivo setor e convivem, na economia local, com outras atividades econômicas. Entretanto, pelas características estruturais observadas e pelo seu potencial, esses constituem como “embriões de aglomerado produtivo local”, sendo por sua vez o tipo de aglomerado produtivo mais carente de ações por parte das politicas públicas.

Nessa classificação, o Aglomerado Produtivo Medeireiro, objeto desse estudo foi classificado como do tipo Vetor de Desenvolvimento Local (VDL), caracterizado por um aglomerado com alta importância para a região, ou seja, para a economia local, porém com baixa importância para o setor (IPEA, 2006; IPARDES, 2005). Para esse tipo de aglomerado, classificado como VDL, torna-se necessário desenvolver conhecimentos sobre o mercado e sistemas de comercialização, formar mão-de-obra, capacitar-se em gestão empresarial e em ativos estratégicos, obter apoio para acesso a financiamentos e melhorar a infra-estrutura e a oferta de serviços tecnológicos (IPEA, 2006).

Localizado no estado do Paraná - Brasil, o Aglomerado Produtivo Medeireiro é estruturado e especializado na transformação da madeira. Ocupa uma área superior a 200 hectares, formando um conjunto de aproximadamente 60 empresas ligadas a esse setor e que geram cerca de 2.000 empregos (SILVA et al., 2013).

O Aglomerado Produtivo Medeireiro foi formado a partir da parceria entre uma grande empresa papeleira local, órgãos governamentais e a associação industrial do estado. O desenvolvimento desse aglomerado madeireiro também repercute na criação de empresas, o que revela a absorção da mão-de-obra local (SILVA et al, 2011).

3. Procedimentos metodológicos

A pesquisa foi realizada, num primeiro momento, por meio de uma literatura com fonte primária e secundária sobre o objeto de estudo, a fim de dirigir e orientar a investigação, o que exigiu uma contextualização teórica do problema, com base na revisão da literatura pertinente à questão proposta.

Para atingir o objetivo da pesquisa, foi desenvolvida uma investigação exploratória, cujos resultados permitiram analisar os elementos que influenciam o nível de competitividade e produtividade, sendo esses: aspectos da economia de aglomeração, estrutura de governança e aprendizagem interativa.

Do universo de 60 empresas, a pesquisa de campo contemplou uma amostra de 36 micro, pequenas e médias empresas atuantes na transformação da madeira em produtos com maior ou menor valor agregado. As empresas estudadas foram agrupadas de acordo com o segmento econômico atuante, conforme demonstrado na Tabela 1.

Tabela 1 – Número de empresas pesquisadas por segmento econômico da madeira

Segmento Econômico da Madeira

Nº empresas
Pesquisadas

Desdobramento de Madeira e ou /Secagem da madeira

20

Fabricação de Madeira Laminada e de Chapas de Madeira Compensada

4

Fabricação de Artefatos Diversos de Madeira

12

Total

36

Fonte: Os autores.

A pesquisa caracterizou-se como não probabilística e por acessibilidade. Nos casos em que se verificou que a empresa atuava em mais de um segmento econômico, tendo em vista a ocorrência de processos que se complementam em algumas plantas, gerando produtos que podem ser enquadrados também em outros segmentos, adotou-se como critério a classificação pelo segmento econômico com maior valor agregado e maior percentual de produção para empresa.

Com o objetivo de buscar subsídios que permitissem o desenvolvimentos da pesquisa, foi necessário levar em consideração uma metodologia para a análise pretendida. Nesse sentido, foi utilizado como instrumento de coleta de dados um formulário com questões preenchidas pessoalmente pelos pesquisadores. A construção do modelo de pesquisa e o dimensionamento das questões, fundamentaram-se nas abordagens teóricas expressas nesse trabalho.

4. Análise e discussão dos resultados

No intuito de verificar de forma prática o que foi apresentado até o momento, é que se analisa na seção seguinte o caso do Aglomerado Produtivo Madeireiro (Paraná – Brasil). Neste contexto, a partir do cruzamento dos resultados, apresenta-se uma análise sintetizada do processo de economia de aglomeração, estrutura de governança e aprendizagem interativa, esses considerados pela literatura como elementos significativos no nivel produtividade e competitividade de um aglomerado produtivo de empresas de pequeno e médio porte.

a) Economia de aglomeração

No Aglomerado Produtivo Madeireiro, observa-se a presença de um grande contingente de pessoas empregadas nos segmentos econômicos da madeira, geralmente residentes no próprio município. O ambiente caracterizado pela oferta dinâmica e absorção significativa de mão-de-obra pelas empresas do setor, se por um lado proporciona aspectos de economia de aglomeração, por outro lado vêm apresentando baixa disponibilidade de mão-de-obra especializada, decorrente da pouca exigência de escolaridade aliada à falta de treinamentos sistemáticos e incentivos na qualificação da mão-de-obra disponível.

Concernente a esse fator está a alta rotatividade de funcionários, caracterizada pela rotina dos trabalhadores de intercalar períodos de prestação de serviço em empregos fixos com períodos de remuneração mediante o seguro-desemprego. Tal prática tem se tornado um hábito para os funcionários que, descontentes com seus salários, buscam acordos para serem demitidos e passarem a usufruir desse benefício. Os fatores apontados se por um lado denota preocupação por parte das empresas, por outro, não tem sido suficientes para incrementarem ações que solucionem tais problemas.

A proximidade geográfica das empresas em relação ao fornecimento de matéria-prima, apresenta-se como um dos aspectos mais favoráveis à economia de aglomeração, visto que há o benefício do preço reduzido do frete. A disponibilidade de matéria-prima a um raio de distância entre as reservas e a empresa (aproximadamente 34 Km) é vista pelos empresários como fator determinante de suas instalações no município, quando comparado a outros pólos madeireiros do Paraná. Entre outros aspectos citados dessa proximidade, menciona-se a relação de parceria existente entre as empresas com o fornecedor de matéria-prima, uma vez que obtêm e ao mesmo tempo assumem o compromisso de venda da totalidade dos resíduos gerados (serragens, maravalhas, cavacos, ponteiras e até cascas). Essa relação de parceria é vista pelas empresas como fonte significativa de rentabilidade. Outra vantagem está no fato de que as empresas utilizam matéria-prima certificada pelo Conselho de Manejo Florestal (Forest Stewardship Council - FSC), garantindo por sua vez vantagem publicitária em seus produtos.

Já em relação ao fornecimento de bens e serviços especializados, apontou-se pelas empresas a oferta insuficiente e falta de assistência técnica especializada como principais dificuldades encontradas no âmbito municipal. Dessa forma, observa-se que o aglomerado não tem estimulado o surgimento local de empresas fornecedoras e prestadoras de serviços especializados e que resultaria em redução de custos às empresas madeireiras. Tal fato remete à dependência das mesmas em relação a fornecedores estaduais e nacionais tanto de insumos como de serviços especializados.

Ao enfocar a manutenção da capacidade competitiva do aglomerado, apontaram-se pelas empresas como fatores mais importantes: matéria-prima (oferta, qualidade, custo), capacidade de atendimento (volume e prazo); infra-estrutura física e de serviços disponível (energia, estradas, telefonia, etc) e nível tecnológico dos equipamentos. Dessa forma, verifica-se que esses fatores podem ser considerados como economias externas predominantes no aglomerado produtivo, porém assumindo as características de “incidentais”, ou seja, estão presentes no ambiente, independente de uma ação mais atuante das empresas e dos agentes locais. Entretanto na visão de Schmitz e Nadvi (1999) somente a presença dessas economias consideradas “passivas” não é suficiente, devendo somar-se economias externas de natureza “ativa”, que resultam em ações conjuntas entre empresas e instituições locais para uma ampliação dos níveis de “eficiência coletiva” no aglomerado.

Em relação aos fatores que influenciam ou dificultam as empresas a aderirem a relacionamentos cooperativos interempresariais mais consistentes, constatou-se os seguintes resultados:

a) 56,1% mencionam a falta de um articulador (órgão) legal que fomente a cooperação e que seja o gestor dos diversos inter-relacionamentos entre as empresas madeireiras;

b) 56,1% consideram a falta de hábito em cooperação entre os empresários locais;

c) 39% abordam o medo de a cooperação torná-las mais frágeis perante a concorrência;

d) 53,7% mencionam a desconfiança entre as empresas locais;

e) 36,6% consideram a disputa pelos mesmos mercados;

f) 31,7% apontam o fato das empresas não reconhecerem a cooperação como forma do aumento da competitividade.

No Aglomerado Produtivo Madeireiro em estudo, se por um lado às relações de cooperação ocorrem de forma isolada através de acordos informais, bilaterais ou multilaterais, movidos por relacionamentos de amizade que atendem mais interesses individuais do que coletivos, por outro lado constata-se a possibilidade de melhor articulação entre as empresas através de ações coletivas, como demonstrado na Tabela 2.

Tabela 2 – Número de empresas pesquisadas por segmento econômico da madeira

Ações coletivas

ConcordaPlenamente

ConcordaParcialmente

PrefereNão opinar

Discorda 

DiscordaTotalmente

Contratação e treinamento de pessoal

19 (52,8%)

11 (30,6%)

0 (0,0%)

1 (2,8%)

5 (13,9%)

Desenvolvimento conjunto de novas tecnologias.

14 (38,9%)

13 (36,1%)

1 (2,8%)

5 (13,9%)

3 (8,3%)

Compartilhamento de instalações.

4 (11,1%)

8 (22,2%)

1 (2,8%)

2 (5,6%)

21 (58,3%)

Compartilhamento de publicidade de produtos.

17 (47,2%)

9 (25,0%)

2 (5,6%)

0 (0,0%)

8 (22,2%)

Compartilhamento de promoção de novos processos e produtos – P&D.

12 (33,3%)

9 (25,0%)

3 (8,3%)

5 (13,9%)

7 (19,4%)

Manutenção de um escritório de vendas para o mercado externo.

15 (41,7%)

7 (19,4%)

3 (8,3%)

1 (2,8%)

10 (27,8%)

Compra compartilhada de suprimentos e matéria-prima.

12 (33,3%)

8 (22,2%)

1 (2,8%)

5 (13,9%)

10 (27,8%)

Total

93

65

11

19

64

Freqüência

36,9%

25,8%

4,4%

7,5%

25,4%

Fonte: Os autores.

Nesse intuito, torna-se fundamental que outros agentes locais como instituições de ensino e outras organizações, tornem-se parceiros do aglomerado e trabalhem em busca desses objetivos, de forma que os mecanismos de aprendizagem e compartilhamento de conhecimentos entre as empresas sejam estimulados e otimizem resultados que levariam a eficiência coletiva.

O Aglomerado Produtivo Madeireiro se caracteriza pela predominância de economias externas incidentais, acompanhado de poucas ações conjuntas realizadas pelas empresas. Entretanto apresenta a possibilidade de ocorrência de ações coletivas, que poderão constituir-se em embriões de um encadeamento em direção à consolidação do aglomerado.

b) A estrutura de governança

No quesito relacionamento com os fornecedores de matéria-prima, as empresas locais encontram-se totalmente dependentes do fornecimento, cabendo à principal fornecedora a definição tanto de preço como de volume ofertado. Embora constatado que alguns fornecedores locais de matéria-prima são importantes na estruturação produtiva do aglomerado, esses não possuem por sua vez representatividade acentuada no que tange as decisões estratégicas do aglomerado.

No aspecto institucional, observa-se que o aglomerado não apresenta uma estrutura representativa e centralizada de coordenação junto às empresas para discussão e definição de estratégias para o desenvolvimento e fortalecimento da competitividade setorial. As ações em sua maioria são realizadas de forma pontual, conforme as necessidades imediatas dos empresários e de acordo com a disponibilidade de atendimento de cada entidade organizacional.

O sindicato patronal é uma entidade classista de representatividade local junto às empresas filiadas, porém sua atuação está mais direcionada para a formalização de acordos coletivos de trabalho e questões trabalhistas do que para mobilização de ações coletivas sistematizadas junto às empresas do aglomerado produtivo.

No caso da associação setorial, verifica-se que a mesma está voltada especificamente para o estabelecimento de estratégia de suprimento da matéria-prima e negociação de preço junto ao principal fornecedor de matéria-prima local. Se por um lado, essa situação favorece os empresários, visto que em grupo obtém vantagens que isoladamente não conseguiriam, por outro, verifica-se a ausência de um planejamento sistematizado em direção a ações coletivas de interesse das empresas nesse tipo de organização. Mediante esse fato, Galvão (1999) considera que a existência de uma associação pode ser vista como uma oportunidade das empresas dirimirem os conflitos de interesses entre si, o que contribuirá por sua vez para a viabilização de todas as vantagens e oportunidades decorrentes do aglomerado.

No tocante a atuação do governo municipal, se por um lado é possível afirmar sua importante participação na constituição do aglomerado produtivo, por outro lado verifica-se que atualmente suas ações limitam-se ao atendimento das necessidades de manutenção da infra-estrutura do distrito industrial.

Formas de interação mantidas a nível institucional como realização de eventos/feiras, cursos/seminários, negociação coletiva, apoio na aquisição de insumos e contatos na troca de informações são praticamente inexistentes e ao mesmo tempo sem importância na opinião da maioria das empresas. Nessa linha, observa-se que o interesse dos empresários está mais centrado na resolução de questões individuais de ordem operacional, financeira e administrativa do que na cooperação interempresarial para a resolução de problemas comuns. Ações mais efetivas de discussão e de busca de soluções conjuntas entre as empresas madeireiras acontecem de forma bastante isolada, prevalecendo na maioria dos casos o nível de amizade e confiança como fatores motivadores dessa interação.

Embora as instituições locais existentes de natureza pública como privada tragam contribuições para o aglomerado, não atuam de forma integrada com planos de ação sistematizados para o fortalecimento do aglomerado produtivo, o que proporciona uma estrutura de governança de baixa representatividade, cujas ações acontecem de forma descentralizada, alterando conforme necessidades individuais e pontuais das empresas e de acordo com a estratégia institucional.

c) Processo de aprendizado interativo

A existência de uma capacitação adequada através do aprendizado constante, torna-se necessário para que as empresas enfrentem mudanças e isso se dá de forma mais completa com a interação para a troca de informações, conhecimento codificado e tácito e a realização de atividades complementares entre eles.

A execução das atividades rotineiras no ambiente interno das empresas madeireiras segue as características específicas dos produtos a serem fabricados, bem como a disposição tecnológica dos equipamentos e máquinas, resultando em processos desenvolvidos em conjunto pelos funcionários. Tais atividades propiciam o intercâmbio de conhecimento entre funcionários, contribuindo para a formação de mão-de-obra local com conhecimentos específicos. Prevalece por sua vez a geração de processos de aprendizagem simples e sem reflexos importantes no desenvolvimento da capacidade de inovação.

Embora a inovação seja um fator significativo para a maioria das empresas, as relações com Centros Tecnológicos de Pesquisa, Universidade e instituições afins para o desenvolvimento de novos processos e produtos do tipo “learning by searching” e “learning by interacting”, são praticamente inexistentes, restringindo a não mais que 05 empresas, conforme mostrado na Tabela 2.

Tabela 3 - Relações de intercâmbio com centros de pesquisa, universidade
e instituições afins pelas empresas do cluster madeireiro

Formas de interação

Freqüência (%)

Inexistente

Rara

Anual

Mensal

Certificação florestal da cadeia de custódia

63,9%

0,0%

36,1%

0,0%

Caracterização e seleção de matéria-prima

94,4%

2,8%

2,8%

0,0%

Desenvolvimento de novos produtos

97,2%

2,8%

0,0%

0,0%

Desenvolvimento de novos processos

97,2%

2,8%

0,0%

0,0%

Aproveitamento de resíduos industriais

97,2%

2,8%

0,0%

0,0%

Outras (especificar)

92,7%

7,3%

0,0%

0,0%

Fonte: Os autores.

Contribui para essa realidade fatores como comportamento individualista e relutante por parte dos empresários de perspectiva de curto prazo e lucros imediatos e de desconfiança em relação ao estabelecimento de parcerias com agentes institucionais, esses considerados como motivos fortes para darem lugar à idéia de aprendizagem interativa.

O Aglomerado Produtivo Madeireiro se por um lado favorece oportunidades de emprego e geração de renda local, por outro lado não vem se mostrando como um elemento facilitador do processo de intercâmbio e transmissão de conhecimentos entre as empresas de forma a incrementar processos evoluídos de aprendizagem. Pelo contrário, observa-se certo isolamento das empresas, cuja interação na maior parte é movida por interesses de resolver problemas comuns e concretos, como o de fornecimento de matéria-prima. Ademais, mecanismos de aprendizagem e compartilhamento de conhecimentos do tipo “learning by interacting” entre as empresas são incipientes e na maioria das vezes não proporcionam processos sistematizados de eficiência coletiva. Com efeito, pode-se correlacionar essa realidade ao que é preconizado por Souza (2005) ao mencionar os seguintes fatores contribuintes: (i) a pouca visão não aprimorada da maioria dos proprietários das empresas, com pouca valorização ao estabelecimento de mecanismos formais de capacitação de mão-de-obra; (ii) a própria natureza das atividades dos segmentos, considerados na maior parte como rotineiras e revisíveis, de fácil aprendizado com orientação direta, requerendo conhecimentos rudimentares; (iii) utilização intensiva de mão-de-obra pouco qualificada; (iv) baixa demanda das empresas no estabelecimento de programas formais de qualificação dos funcionários (cursos profissionalizantes e treinamentos); (v) existência de grande contingente de funcionários semiqualificados, com o qual a transferência de conhecimentos entre as empresas torna-se de baixa efetividade.

O que se verifica no aglomerado produtivo de Telêmaco Borba é um ambiente de conhecimento com mecanismos de aprendizagem restrito e passivo,principalmente em função do baixo grau de relacionamento entre as empresas. Esse cenário possibilita que a especialização da mão-de-obra esteja mais centrada nos processos do tipo “learning by doing” (aprender fazendo) com esforços substanciais de aprendizado gerado através de experiência própria, do que nos processo de “learning by interating”.

5. Considerações finais

Através do presente trabalho, foi possível analisar os conceitos e principais contextualizações de aglomerações produtivas de empresas de pequeno e médio portebem como os elementos que contribuem para sua consolidação. Assim, foram considerados de forma sintética os aspectos da economia de aglomeração, estrutura de governança e aprendizagem interativa.

Verifica-se que os diversos enfoques conceituais e analíticos procuram explicitar com exatidão a importância da visão de parceria, articulação de empresas e a valorização de práticas cooperativas entre empresas como elementos chaves para avaliar os resultados em termos de competitividade e solidificar o desenvolvimento de um determinado setor. Nesse enfoque se faz presente à revitalização das oportunidades às micro e pequenas empresas, em contraste as dificuldades das empresas localizadas isoladamente.

Frente aos diversos conceitos de aglomerações de empresas e seus enfoques, considera-se que os mesmos revelam uma visão de que empresas inter-relacionadas entre si e com ênfase em fatores locais adquirem vantagens que as habilitam para competirem no mercado global.

Constata-se uma predominância de pontos em comum na diversidade dos modelos que exprimem a ocorrência de aglomeração de empresas, como a concentração geográfica em espaços delimitados e proximidades de firmas, especialização em um produto ou em setor e a dedicação a determinadas indústrias como um dos principais condicionantes de vantagem competitiva.

No intuito de analisar essas abordagens teóricas, foi apresentado o caso concreto do Aglomerado Produtivo Madeireiro, localizado no Paraná – Brasil, onde se constatou que a localização geográfica das empresas madeireiras apresenta-se quase de forma exclusiva, como um ponto favorável à economia de aglomeração, principalmente pela proximidade física com fornecedor da matéria-prima básica, especificação da mão-de-obra e fatores sistêmicos/infra-estruturais. Esses fatores podem ser considerados como economias externas uma vez que contribuem para a manutenção competitiva do aglomerado. Entretanto, denota-se que há fraca interação entre as empresas, onde as relações de cooperação ocorrem de forma isolada, movidas por interesses individuais e que acabam não propiciando processos formalizados e sistematizados de ações coletivas.

Constata-se que o aglomerado produtivo em estudo não vem se mostrando como um mecanismo facilitador do processo de articulação e aprendizado interativo, prevalecendo no ambiente interno das empresas os mecanismos do tipo “learning by doing”, obtidos pelas experiências acumuladas e habilidades.

Verifica-se que o Aglomerado Produtivo Madeireiro estudado caracteriza-se pela formação de um cluster em potencial, onde um dos maiores desafios das empresas integrantes está centrado na capacidade de buscar novas tecnologias, novos mercados e métodos de integração com clientes e fornecedores, maior união e sinergia entre os empresários para ampliar a capacidade econômica e competititiva.

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1 Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR. E-mail: leo@cescage.edu.br
2 Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR. E-mail: lmresende@utfpr.edu.br
3 Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR. E-mail: pedropaulo@utfpr.edu.br
4 Thompson von AGNER Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR. E-mail: tomagner@gmail.com


Vol. 35 (Nº4) Año 2014
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