Espacios. Vol. 34 (4) 2013. Pág. 10


Fluxo de conhecimento interorganizacional: estudo de múltiplos casos em uma cadeia produtiva

LCA application in Brazilian electric mix: A multi-scenario analysis in terms of climate change, ecosystem quality, human health and resources

Diego Jacob Kurtz 1, Eduardo Juan Soriano Sierra 2 e Gregório Varvakis 3

Recibido: 10-10-2012 - Aprobado: 15-02-2013


Contenido

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RESUMO:
A compreensão de como ocorre o fluxo de conhecimento interorganizacional pode auxiliar na melhoria, solução e/ou minimização de problemas associados aos processos nas cadeias produtivas onde estão inseridas as organizações. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo verificar como ocorre o fluxo de conhecimento interorganizacional dentro de uma cadeia produtiva (segmento pecuário da cadeia suinícola), e como este fluxo influencia o desenvolvimento do setor. Para sua realização, partiu-se do pressuposto que a identificação e mapeamento de fluxos de conhecimento podem ajudar na compreensão de como os conhecimentos criados em um determinado contexto são modificados depois de um processo de compartilhamento. As três agroindústrias pesquisadas fazem parte do sistema de cooperativas de produção integrada AURORA. A coleta dos dados foi realizada junto aos gestores responsáveis pela integração e a três produtores integrados de distintos perfis de cada cooperativa. Foi possível observar distinções nos processos entre as três cooperativas estudadas, assim como uma associação positiva entre os fluxos e as capacidades relacionadas à absorção e compartilhamento de conhecimento por parte dos produtores integrados. Foram propostas ainda práticas para a gestão do conhecimento, como alternativas ao incremento dos fluxos e capacidades de acumulação de conhecimento.
Palavras chave: Fluxo de conhecimento interorganizacional, acumulação de conhecimento, cadeia produtiva.

ABSTRACT:
Understanding how the flow occurs between organizations can help to improve, solve and / or minimize the problems associated with processes in supply chains where they are inserted. In this sense, the present work aims to explore/understand how knowledge flow between organizations within a supply chain (pig livestock), and how this flow affects development of this sector. In order to achieve that, it was assumed that the identification and mapping of knowledge flows may help in understanding how the knowledge created in a given context are modified after a process of sharing. The three agro-industries surveyed are part of AURORA cooperative system of integrated production. Data collection was carried out with the managers responsible for integration and integrated producers of three different profiles of each cooperative. It was possible to observe the distinctions in the process between the three cooperatives studied, as well as a positive association between the knowledge flows and the capabilities related to the absorption and sharing of knowledge on the part of the integrated producers. Practices have been proposed for knowledge management as alternatives to increasing knowledge flows and accumulation of skills.
Key words: Interoganizational knowledge flow, knowledge acumulation, supply chain.


1. Introdução

O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de produção e exportação mundial de carne suína.  A produção vem crescendo em torno de 4% ao ano, sendo os estados do Sul do Brasil os principais produtores. Atualmente, o Brasil representa 10% do volume exportado de carne suína no mundo, chegando a lucrar mais de US$ 1 bilhão por ano (MAPA, 2011).

Apesar dos números favoráveis, a cadeia Suinícola apresenta potencial poluidor em todos os seus segmentos, desde os Insumos até a Distribuição e Consumo. A necessidade de padronização e regulamentação dos processos é necessária, para que seja mantida a competitividade do setor e retomada as negociações com os países que cortaram as importações pela inadequação da produção. 

A forma como o conhecimento é disseminado e utilizado nestas organizações  relaciona-se intimamente a fatores ligados à barreiras produtivas e de mercado (principalmente diante de práticas não transmitidas ou não efetivas), por meio de imposições cada vez mais rigorosas por parte da legislação vigente e dos países importadores

Neste sentido, este estudo visa analisar como ocorre o fluxo de conhecimento interorganizacional e sua influencia no desenvolvimento do setor pecuário da cadeia suinícola. A proposta tem por objetivo apresentar maneiras de analisar fluxos de conhecimento interorganizacional, visando apontar os facilitadores e lacunas existentes ao fluxo, considerando um contexto onde fatores relacionados à sustentabilidade ainda estão inadequados, implicando em entraves ao desenvolvimento do setor. Para isso, buscou-se junto às Agroindústrias identificar os principais canais que os ligam aos produtores. Posteriormente, a pesquisa objetivou mensurar a capacidade de acumulação de conhecimento por parte dos integrados visando identificar quão efetivo estão sendo os processos de comunicação e fluxo de conhecimento organizacionais e como estes incidem sobre as organizações.

2. Fluxo de conhecimento

O desdobramento dos processos de transferência das práticas/conhecimento identificado por Szulanski (1996) se dá em quatro etapas fundamentais que podem ocorrer em diferentes níveis, na seguinte ordem: Iniciação (iniciam os processos de transferência de conhecimento), Implementação (Iniciam os fluxos de recursos entre emissor e receptor), Ramp-up (Início da utilização do conhecimento transferido pelo receptor) e Integração (O uso do conhecimento transferido é incorporado nas rotinas).

O objetivo da gestão do fluxo de conhecimento é incrementar a eficácia e cooperação em uma “equipe de conhecimento” (knowledge team). A construção de uma rede de fluxos seletiva, que transfira apenas o conhecimento necessário para a organização consiste em um desafio, que, é ainda maior em organizações geograficamente dispersas e sujeitas a mudanças (ZHUGE et. al. 2006). Para a melhor compreensão das leis que governam os fluxos, Zhuge et. al. (2006) abordam o conceito de “Energia de Conhecimento” Knowledge Energy (KE), estabelecendo alguns critérios para julgar a efetividade do fluxo. Knowledge energy consiste em um parâmetro que expressa o nível dos knowledge nodes (KN), isto é, capacidades criativas e cognitivas de uma pessoa em um determinado campo. Quanto maior a energia de um KN, mais facilmente este aprenderá, utilizará e criará conhecimento.

A energia do conhecimento é qualificada em função da área e nível de conhecimento, tempo e dos KN’s. Sendo assim, para que ocorra algum tipo de fluxo entre membros de uma equipe, o KE deverá diferir em pelo menos uma destas quatro variáveis (área, nível, tempo, KN), ao passo que sua eficiência está sempre relacionada a um gradiente que deverá fluir do KN de maior para o KN de menor energia

2.1 Promotores / Facilitadores ao fluxo

Dentre os facilitadores identificados na pesquisa, são citados os sistemas de recompensas; relações recíprocas; clima organizacional; confiança; linguagens e visões compartilhadas; controle de supervisão; reputação, centralidade; experiência; percepção de valor, facilidade de acesso ao conhecimento; capital relacional; condições de incentivo.

2.2 Barreiras / Entraves ao fluxo

Os entraves ao fluxo de conhecimento ocorrem em níveis distintos (emissor, receptor, contexto onde o fluxo ocorre). A nível de emissor, as principais barreiras às transferência de conhecimentos são a baixa motivação de transmitir aliada à não percepção de valor referente aos conhecimentos a serem compartilhados. Quanto ao receptor, além da baixa motivação referente à recepção do conhecimento transmitido, a baixa capacidade de absorção e retenção dos conhecimentos também são entraves ao fluxo. Os entraves no contexto organizacional estão relacionados à cultura que não promova à interação e estímulo às trocas. O grau de afinidade entre os atores envolvidos também é um aspecto relevante.

2.3 Capacidades relacionadas à Acumulação de Conhecimento

A partir do framework hierárquico de nível de conhecimento acumulado na organização, proposto por Lai (2009), três tópicos foram abordados para a mensuração das capacidades absortivas por parte dos produtores integrados: (1) Capacidades relacionadas às fontes de investimento, referentes as capacidades para investir custos visíveis e invisíveis na propriedade (ex. Dinheiro e tempo); (2) Capacidades relacionadas à identificação do conhecimento, consistindo nas capacidades ligadas à compreensão e viabilidade das práticas recebidas e; (3) Capacidades relacionadas à Padronização e Aplicação/uso das práticas  / rotinas / conhecimento.

Quanto aos quesitos relacionados às Capacidades referentes ao compartilhamento de conhecimento (também adaptado de Lai, 2009) outros três grandes tópicos foram observados: (1) Motivação e Sistemas de Compensação para o compartilhamento e cumprimento das práticas; (2) Relações cooperativas, (3) Sistemas de Gestão da Informação

3. Cadeia produtiva

A cadeia estudada consiste em um sistema baseado na integração vertical, que consiste em um dos grandes facilitadores à produção de suínos e promove o Brasil a um dos principais produtores com um custo de produção relativamente baixo quando comparado aos demais países.

O fluxo adequado de informações é indispensável para a uniformidade e eficiência desses sistemas. Na Europa, principalmente Dinamarca e Holanda, modelos de gestão integrada da qualidade na cadeia produtiva foram implantados com sucesso (SILVA et al,. 1997).

Se as relações predominantes no segmento estudado são verticais, então para que ocorram mudanças, melhorias e /ou qualquer alteração nos processos, as trocas e fluxos de informações e conhecimento tem de ser claras e ocorrerem de forma eficaz entre as organizações. Da mesma forma, a percepção de valor diante das trocas bem como sua eficiência é que serão os norteadores e promotores da motivação para a execução de determinada ação proveniente desta relação vertical. Todavia, sem que as organizações (receptoras) possuam uma capacidade mínima de compreensão do que se objetiva transmitir (emissoras), o fluxo não será eficiente, nem a proposta alcançada, seja relacionada às rotinas relacionadas aos processos de produção ou questões ambientais, que atualmente entravam as negociações com países que exigem condições mais restritas à adequação da produção.

4. Metodologia

Quanto aos meios de investigação (VERGARA, 2007), este trabalho foi construído por meio de uma pesquisa bibliográfica, investigação a campo, e finalmente um estudo de múltiplos casos. A partir do levantamento do comportamento das pesquisas na área partiu-se posteriormente para a síntese dos estudos, voltando à abordagem para o foco estudado. O estudo de campo consistiu na investigação empírica in loco dos elementos para a explicação dos fenômenos estudados, incluindo a coleta de dados em campo. O detalhamento e aprofundamento das informações obtidas das organizações foram  realizados a partir do estudo dos múltiplos casos analisados. 

Os processos considerados foram aqueles que tangem as relações entre a Agroindústria e os Produtores Cooperados, bem como a relação entre os próprios produtores. A partir da lacuna de pesquisa existente no mapeamento do fluxo de conhecimento interorganizacional, este trabalho visa contribuir – por meio da identificação de características que compõem este fluxo - apontando possíveis lacunas e oportunidades que possam surgir a partir do entendimento da dinâmica do fluxo.

As três organizações foram selecionadas pelo fato de possuírem características e porte distintos.  A proposta é a realização de um estudo qualitativo das relações entre organizações envolvidas dentro de uma cadeia produtiva, com problemas relacionados tanto aos processos ambientais, internos e de negócio. Todavia, o presente trabalho contribui como ponto de partida para estudos mais específicos visando a adequação do setor.

Os sujeitos desta pesquisa serão os gestores responsáveis de cada cooperativa e seus respectivos produtores integrados. Três agroindústrias foram selecionadas, possuindo características e portes distintos. O mesmo ocorreu para os produtores integrados das cooperativas. Três integrados foram selecionados em cada cooperativa, também possuindo características e portes distintos.

A primeira etapa consistiu na entrevista aos gestores, visando obter (de uma maneira macro) os processos e os atores inseridos no sistema de integração. Esta etapa objetivou o mapeamento dos processos e, consequente, do fluxo de conhecimento ocorrente entre a agroindústria e os gestores integrados. A partir da listagem de facilitadores e barreiras ao fluxo, os gestores de cada cooperativa elencaram conforme ordem de importância as principais variáveis relacionadas.

A segunda etapa visou mensurar as capacidades de acumulação de conhecimento por parte dos produtores integrados. A partir da metodologia adaptada de Lai (2009), objetivou-se medir as capacidades relacionadas à absorção e compartilhamento de conhecimento.

4.1 Variáveis consideradas para o mapeamento do fluxo de conhecimento

A identificação e o mapeamento do fluxo foram realizados com base na proposta de alguns autores que abordam o tema a partir da modelagem dos fluxos (SHULTZ, 2001; ZHUGE, 2002; YOO, SUH, KIM, 2007). A representação dos fluxos consiste, basicamente na representação dos atores (Knowledge Nodes – humanos ou não), forma (tácito/explícito), conteúdo (o que está sendo transmitido) e sentido (who-to-who) do conhecimento compartilhado entre as organizações.

4.2 Variáveis consideradas para mensurar os níveis de absorção e compartilhamento de conhecimento

Conforme demonstrado por Chen, Liu & Tsai (2008) a capacidade de absorção do conhecimento (motivação de aprendizagem + capacidades de aprendizagem) estão diretamente relacionadas à performance da organização (financeira + nível de satisfação).

Os produtores integrados tiveram suas capacidades classificadas de acordo com o cumprimento das variáveis relacionadas à absorção e compartilhamento do conhecimento, conforme descrito por Lai (2009). A classificação foi adaptada de acordo com a metodologia proposta pelo autor, que pontua em uma escala de 5 a 0, capacidades definidas como Alta, Medianamente Alta, Mediana, Medianamente Baixa, Baixa e Não Sei, respectivamente

O fluxo de conhecimento é apresentado segundo modelo proposto por Zhuge (2002) e organizado conforme as etapas de transferência de conhecimento descritas por Szulansk (1996). Os facilitadores e as barreias ao fluxo apontados pelos gestores são apresentados em forma de matriz, ao passo que as capacidades referentes à acumulação (absorção e compartilhamento) de conhecimento por parte dos produtores foi demonstrado na forma de gráficos comparativos entre as três cooperativas selecionadas.

5. Resultados

As integradoras transmitem o conhecimento (procedimentos operacionais) aos suinocultores, que retroalimentam as agroindústrias seguindo quesitos relacionados a aceitação, adaptação, viabilidade e motivação para o uso do conhecimento transmitido. A partir desta resposta, as integradoras podem implantar e padronizar melhorias aos processos envolvidos. O Quadro 1 apresenta a Síntese dos mecanismos de coordenação identificados em cada Cooperativa.

Quadro 1. Síntese dos mecanismos de coordenação identificados em cada Cooperativa.

Dentre os produtores integrados entrevistados, mais da metade veem no técnico o maior facilitador e promotor ao fluxo de conhecimento entre as organizações. A comunicação ágil também foi ressaltada como um ponto positivo que auxilia os fluxos entre as organizações, com a possibilidade de contato telefônico. Confiança, pontualidade e a facilidade de implantação dos pacotes operacionais fornecidos pela cooperativa foram outros pontos destacados.

Já as principais barreiras e entraves apontados pelos produtores estão relacionados a questões operacionais, como problemas de alta rotatividade dos funcionários e baixa qualificação da mão de obra disponível. Problemas de infraestrutura também foram citados, principalmente àqueles que dizem respeito ao acesso físico às propriedades.

Questões ambientais, aspectos referentes a problemas de relacionamento entre os produtores (baixa confiança, alto individualismo) e a pluriatividade na propriedade (impedido a dedicação integral à atividade) também foram abordadas como barreiras ou entraves aos fluxos entre as organizações.

5.1 Análise dos resultados

5.1.1 Iniciação: Critérios de Seleção dos produtores

Por possuírem portes distintos, as cooperativas funcionam de maneira diferente principalmente diante de aspectos relacionados à organização de eventos e mobilização dos produtores integrados.

5.1.2 Iniciação: Condução das atividades junto aos produtores

A Cooperativa A apresentou ainda um elevado número de produtores por técnico responsável quando comparado com as demais cooperativas. A Cooperativa A possui um técnico para dez produtores, em média, ao passo que Cooperativa B e C apresentaram quarenta e cinco e sessenta produtores por técnico, respectivamente.

Os piores resultados são avaliados pela Cooperativa C, objetivando visualizar quais os principais pontos fracos dos produtores que estão em algum tipo de desvantagem em relação aos outros. O mesmo ocorre para a seleção dos pontos fortes.

5.1.3 Iniciação: Sistemas de Gestão da Informação

Nenhum dos produtores das cooperativas estudadas apresentou um sistema de gestão informatizado institucionalizado. Os controles são realizados predominantemente pelas agroindústrias.

5.1.4 Implementação: Formas de Interação e canais específicos para os fluxos

Todas baseiam-se principalmente na assistência técnica, sendo que manuais e informes (jornais e folders) fornecem suporte à comunicação e disseminação de práticas entre as organizações.

A Figura 1 representa como a ocorre a junção e difusão dos fluxos de conhecimento explícito no contexto estudado.

Figura 1. Representação do fluxo de conhecimento explícito
por meio de canais exclusivos para a disseminação de conhecimento e práticas.

Neste caso, é perceptível que os Knowledge Nodes não são representados diretamente por pessoas no contato face to face (formato mais comum de interação), apresentando formas paralelas de contato com os produtores para disseminação de conhecimentos.

5.1.5 Implementação: Facilitadores e Barreiras

Dentre os facilitadores da etapa de implementação das práticas, dois fatores foram identificados: (1) Bonificações e aplicações de scores de desempenho (Cooperativa A) e (2) O papel dos técnicos na assistência (todas salientaram este aspecto).

Quanto às práticas mais onerosas (financeiras e/ou operacionais) de serem implementadas, foi observado na Cooperativa A a existência de dificuldades frente à adaptação de questões sanitárias e ambientais, baixa qualidade de mão de obra, alta rotatividade dos trabalhadores contratados nas propriedades e ausência de técnicos devidamente qualificados no mercado

Para as Cooperativas B e C os maiores entraves estão relacionados à implementação de novas práticas, ou seja, aquelas que não faziam parte da rotina organizacional, exigindo esforços por parte dos produtores para sua institucionalização.

5.1.6 Rump up: Feedback das Práticas

Todas as cooperativas apontam o técnico como principal canal direto (node) e responsável pela avaliação dos produtores de como estão sendo as aplicadas as práticas transmitidas (Figura 2).

Figura 2. Input – transformação – output do fluxo do conhecimento.

5.1.7 Integração: Formalização / Institucionalização das práticas

A institucionalização das práticas consiste no processo de absorção do conhecimento transmitido pelas agroindústrias e sua consequente utilização no dia a dia das unidades produtoras

A Cooperativa A busca a formalização por intermédio de reuniões junto aos produtores e fornecimento de auxílio financeiro para que as práticas sejam de fato cumpridas e estabelecidas na rotina organizacional. Um fator considerado como positivo está no fato da Cooperativa possuir um número relativamente baixo de produtores (70 unidades), possibilitando assim maior contato com os técnicos e com a própria Cooperativa.

Já a Cooperativa B busca esta padronização de maneira informal, apoiando nos técnicos e nas unidades onde tais práticas já estão incorporadas o suporte para a institucionalização nas demais organizações.

A padronização e homogeneização do conhecimento na Cooperativa C ocorre principalmente por meio de laudos técnicos emitidos a cada visita e no auxílio de líderes comunitários.

5.2 Comparações dos processos realizados e os fluxos de conhecimento entre os produtores integrados: Fluxo horizontal

A comunicação e as trocas de experiências entre os produtores ocorrem fundamentalmente de maneira informal, nas três cooperativas estudadas. Os encontros ocorrem principalmente nos finais de semana, nos eventos locais, nos salões das comunidades, jogos, festas, etc. Os encontros formais ocorrem também nas reuniões gerais promovidos pelas cooperativas, porém em uma frequência consideravelmente inferior. Esta via de troca informal entre os produtores se mostrou fortemente presente nas três cooperativas.

5.3 Promotores e facilitadores do fluxo de conhecimento entre Agroindústria e os Produtores integrados

A Cooperativa A demonstrou maior interesse diante de aspectos relacionados à encontros coletivos (reuniões, dias de campo, visitação a propriedades vitrine) como forma de compartilhar práticas e rotinas de sucesso entre os produtores e funcionários da cooperativa

A Cooperativa B demonstrou relativamente a mesma importância para quesitos relacionados aos encontros coletivos, investimento em capacitação dos produtores e funcionários e redução de custos diante da melhor exploração dos próprios recursos.

Para a Cooperativa C o principal facilitador ao fluxo de conhecimento está relacionado ao investimento e capacitação dos produtores integrados e dos funcionários da cooperativa, visando homogeneizar a base de conhecimento para facilitar a transmissão de novas práticas.

5.4 Barreiras impostas ao fluxo do conhecimento entre a Agroindústria e os Produtores Integrados

Para a Cooperativa A, as principais barreiras ao fluxo de conhecimento se relacionaram às variáveis relacionadas a baixa capacidade – por parte dos produtores – de absorver e reter o conhecimento. Tais capacidades correspondem à baixa aptidão para valorar, assimilar e aplicar novos conhecimentos de forma efetiva e dificuldade em institucionalizar as práticas oriundas do novo conhecimento adquirido no cotidiano da organização,

A Cooperativa B relacionou os principais entraves ao fluxo à baixa confiabilidade por parte dos produtores e relutância em aceitar conhecimentos externos por ausência de comprovação das práticas propostas e baixa percepção de valor diante da implantação da práticas repassadas pelas cooperativas.      A ausência de pleno conhecimento a respeito das práticas que a cooperativa deseja transmitir para os produtores também é visto como uma barreira secundária. A baixa capacidade de absorção e o não compartilhamento entre os produtores também foram barreiras apontadas pelo gestor da cooperativa.

A principal barreira abordada pela Cooperativa C foi a baixa capacidade de absorção de conhecimento pelos produtores integrados.

Todas as Cooperativas abordaram questões relacionadas à relutância na aceitação de novos conhecimentos, dificuldades referentes às capacidades de absorção, valoração, assimilação e aplicação de novos conhecimentos e baixos níveis de compartilhamento de conhecimento entre os produtores receando perda de espaço, autonomia e/ou superioridade.

5.5 Capacidades relacionadas à acumulação de conhecimento

A Figura 3 ilustra as Capacidades de acumulação de conhecimento dos produtores integrados de cada organização.

Figura 3. Capacidades de acumulação de conhecimento dos produtores integrados de cada organização.

Fonte: do autor.

A Cooperativa A apresentou os maiores resultados referentes à capacidades de acumulação de conhecimento pelos produtores integrados, sendo que todos os produtores estudados se mantiveram acima da média. Os produtores da Cooperativa B apresentaram níveis medianos de acumulação. Observaram-se na Cooperativa C os piores resultados, estando todos abaixo da média obtida a partir dos resultados das três cooperativas.

Foi possível perceber que os maiores possuíram as maiores capacidades de acumulação, com exceção da Cooperativa C, pois o produtor de maior porte estava ainda apenas no primeiro lote (o que acabou prejudicando a coleta de dados) e teve problemas com assistência técnica.

Nas cooperativas A e C os produtores “antigos / menores” foram os que demonstraram menor capacidade de acumulação de conhecimento. Na Cooperativa B, o pior resultado foi constatado na propriedade considerada “problema” quando comparada em relação às demais. O problema nesta propriedade foi destacado em função de dificuldade de trabalho junto aos técnicos, principalmente.

O produtor considerado “problema” pela Cooperativa C foi o que apresentou a maior capacidade de acumulação de conhecimento entre as propriedades estudadas dentro da cooperativa. O produtor foi considerado “problema” pela cooperativa por possuir dívidas oriundas de investimentos na propriedade. O problema financeiro, neste caso, não se mostrou diretamente relacionado à capacidade de acumulação de conhecimento.

5.5.1 Capacidades relacionadas à absorção de conhecimento.

A Figura 4 a seguir ilustrará as variáveis relacionadas às capacidades de absorção de conhecimento dos produtores integrados.

Figura 4. Variáveis relacionadas às capacidades de absorção de conhecimento dos produtores integrados.

A partir da Figura 4 é possível perceber que os produtores da Cooperativa C possuem maiores limitações à realização de investimentos (tangíveis e intangíveis) na propriedade quando comparados com as demais cooperativas.

Cooperativa A apresentou maiores índices em todas as variáveis avaliadas. Os produtores demonstraram relativa superioridade relacionada às capacidades de padronização das práticas transmitidas pelas cooperativas.

Foi observado que quanto maior o número de produtores visitados por um único técnico, menor foram as capacidades destes produtores de absorver o que a cooperativa desejava transmitir. Isto se mostra ainda mais evidente quando analisadas às variáveis de padronização das rotinas transmitidas.

O menor nível de absorção de conhecimento na cooperativa que possuía alta relação produtores / técnicos é explicado por Zhuge (2006), onde a classificação da energia do conhecimento e seu respectivo fluxo ocorre em função da área, nível de conhecimento, tempo e dos próprios KN’s. Como as cooperativas transmitem os conhecimentos em formato de “pacotes tecnológicos” (possuindo área e níveis de conhecimento similares) e os técnicos (principais nodes de distribuição identificados) das cooperativas possuíam formação semelhantes (técnicos agrícolas, veterinários, zootecnistas e agrônomos), a diferença mais significativa em função do fluxo entre as cooperativas estudadas ocorreu em função da variável tempo.

Quanto maior for o número de produtores por técnico, menor será a disponibilidade de tempo que este dispenderá para cada unidade, enfraquecendo assim a energia do fluxo de conhecimento proposta por Zhuge (2006) entre as organizações, conforme ilustrado pela Figura 5.

Figura 5. Diferentes intensidades dos fluxos segundo o número de nodes na rede.

Na prática, o reflexo desta situação estava no fato da realização de visitas semanais pelos técnicos da Cooperativa A aos produtores, ao passo que na Cooperativa C as visitas limitavam-se a, no máximo, cinco por lote (a cada 20 dias).

5.5.2 Capacidades relacionadas à capacidade de compartilhamento de conhecimento.

As capacidades relacionadas ao compartilhamento do conhecimento dos produtores integrados serão apresentados a seguir.

Figura 6. Subvariáveis referentes às capacidades de compartilhamento
de conhecimento entre os produtores integrados.

As características referentes às capacidades de compartilhamento de conhecimento entre os produtores também apresentaram distinções entre as organizações estudadas. Principalmente diante das relações cooperativistas e dos sistemas de motivação e compensação adotados pelas cooperativas

Já as relações cooperativistas e os sistemas de compensação adotados apresentaram diferenças entre as organizações. Os produtores da Cooperativa C apresentaram índices inferiores diante das relações cooperativas 4 e dos sistemas de compensação pelo cumprimento e compartilhamento de práticas fornecidas pelas cooperativas. Isto ocorre fundamentalmente devido à ausência de políticas formalizadas de compensação (tanto na Cooperativa B quando na Cooperativa C) diante da correta realização das práticas fornecidas e, no caso da Cooperativa C, ao fato da cooperativa evitar trocas presenciais entre os produtores nas propriedades – devido à prevenção sanitária – e o alto individualismo (relatado tanto por produtores como também pelo gestor) dos próprios produtores.

A cooperativa que possui uma política institucionalizada de sistemas para a motivação e compensação para os produtores que seguem as práticas corretamente e compartilham apresentou os maiores índices relacionados a estas sub variáveis relacionadas ao compartilhamento de conhecimento. O mesmo foi observado nas sub variáveis referentes ao cooperativismo promovido pela cooperativa, a partir da visão dos produtores. A partir do modelo proposto por Zhuge este resultado poderá ser explicado (Figura 7).

Figura 7. Representação do feedback dos fluxos com e sem compartilhamento de conhecimento entre os cooperados.

KN= Knowledge node (Agroindústria) / kn= Produtores Integrados

KF1= Knowledge flow vertical / kf= knowledge flow horizontal

A partir da Figura 7 é possível observar que a retroalimentação do fluxo diante do compartilhamento limitado ou não compartilhamento de conhecimento entre os produtores integrados (horizontal) resulta em uma retroalimentação inferior àquelas onde existem a livre troca e estímulo ao compartilhamento entre os produtores.

Barreiras ou a falta de incentivos aos fluxos e compartilhamento de conhecimento entre os nodes resultam no enfraquecimento das trocas de práticas de sucesso entre os produtores, e consequentemente, no entrave aos processos de criação de novas práticas e conhecimentos relacionados à atividade.

5.6 Práticas de GC como promotores ao Fluxo

Os sistemas de recompensas adotados foram as práticas que mais apresentaram diferenças entre as organizações como forma de estímulo à aceitação das recomendações e práticas transmitidas pelas agroindústrias. Na visão dos integrados, estes sistemas são elementos positivos, uma vez que a bonificação recebida está associada ao grau em que as práticas transmitidas pela agroindústria são realizadas pelos integrados

A organização que apresentou maior sucesso na implementação e padronização das práticas transmitidas aos produtores foi também aquela que demonstrou fazer melhor uso das práticas para a gestão do conhecimento organizacional. Além de possuir maior número de knowledge nodes na rede que integra as duas organizações estudadas, a cooperativa que demonstrou melhor aplicar as práticas possui produtores com maior capacidade de acumulação de conhecimento, consideradas neste trabalho como capacidades referentes à absorção e compartilhamento de conhecimento.

Assim como o estudo realizado pela OCDE (2003), esta pesquisa demonstrou que as políticas para a GC estão mais avançadas nas empresas e nos produtores de maior porte. Pelo fato de estas práticas parecerem ser altamente complementares, as empresas tendem a adotá-las em conjunto, e não por intermédio de departamentos específicos.

6. Considerações finais

A cooperativa com maior relação técnicos (KN) / produtores (kn) inseridos na rede apresentou produtores com maior capacidade de acumulação de conhecimento. O menor número de produtores por técnico possibilita um maior número de visitas (assistência técnica) por lote, ampliando a possibilidade das trocas tácitas (do técnico para o produtor e vice versa), que vão além das reuniões e de conhecimentos transmitidos a partir de manuais, palestras e dias de campo. Conhecimentos explícitos (sobre normas de produção, por exemplo) podem ser facilmente codificados e transferidos em um grande grupo (por exemplo, por meio de reuniões entre uma organização agroindustrial e seus produtores-fornecedores). Por outro lado, conforme demonstrado neste trabalho, para que os fluxos de conhecimentos sejam bem sucedidos em grupos específicos onde o conhecimento é utilizado, as trocas de conhecimentos tácitos (sobre a maneira de fazer na prática, por exemplo) exigem intensa interação.

A pesquisa de campo demonstrou que os fluxos estão associados a fatores relacionados ao tempo e capacidade de acumular conhecimento por parte dos receptores (Joshi et. al 2004). No contato face to face (principal forma de trocas e responsáveis pelo fluxo constatado) o nível de comunicação entre os agentes está positivamente relacionado ao fluxo de conhecimento entre as organizações.

Ressaltando as variáveis constituintes da energia de conhecimento proposta por Zhuge (2007) (área e nível de conhecimento, tempo e as capacidade dos próprios Knowledge nodes) o tempo e os Knowledge nodes pareceram ser as variáveis que mais diferiram entre as cooperativas estudadas. Neste sentido, o número de técnicos (Knowledge nodes) inseridos na rede mostrou-se positivamente relacionado à variável “tempo” despendido por cada técnico e, consequentemente, ao número de visitas por lote nas propriedades.

A conectividade entre as organizações inseridas na rede também pareceu ser um fator que convergiu com a literatura abordada. A cooperativa que não estimula visitas presenciais entre seus produtores integrados – devido a questões sanitárias - foi a que apresentou os menores índices de capacidade de acumulação de conhecimento por parte dos integrados. A partir da perspectiva de Schultz (2001), barreiras aos fluxos horizontais podem entravar processos relacionados ao fluxo de conhecimento já existente na rede, prejudicando a implantação e institucionalização de rotinas e práticas, referentes à codificação do conhecimento (novos conhecimentos + conhecimentos existentes).

A cooperativa que apresentou os melhores resultados relacionados às capacidades de acumulação de conhecimento, além de possuir mais nodes (técnicos) disponíveis na rede apresentou maior sistematização e padronização dos processos relacionados a conexão entre os membros da rede. 

Condições de incentivo apresentaram-se positivamente associadas à percepção dos produtores frente aos sistemas de compartilhamento, cumprimento de práticas e capacidades cooperativistas das cooperativas nas quais estavam inseridos

Quanto aos facilitadores, encontros presenciais (reuniões, dias de campo, visitas a propriedades) e investimentos em capacitação objetivando a criação de uma linguagem comum demonstraram maior importância quando comparada às demais pelos gestores das cooperativas. Já as barreiras, aspectos relacionados a baixa confiabilidade, relutância em aceitar e absorver conhecimento externo e baixas capacidades de absorção e retenção (institucionalização) do conhecimento se mostraram como as mais relevantes.

A compreensão de como ocorrem as dinâmica dos fluxos tanto vertical (visualizada principalmente nos mecanismos de coordenação adotados pelas cooperativas) quanto horizontal é de grande importância para a mudança de conduta dos membros ao longo da cadeia. Tal mudança, no presente estudo, visa sua adequação tanto ambiental (objetivando solucionar problemas relacionados principalmente ao elevado número de resíduos gerados) quanto sanitária (referente aos aspectos associados a barreiras mercadológicas).

Referências

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1 Programa de Pós Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil diegokurtz@gmail.com
2 Programa de Pós Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil sierra_ejs@yahoo.com.br
3 Programa de Pós Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil grego@deps.ufsc.br
4 Opinião por parte dos produtores aos esforços realizados pela cooperativa frente à integração e compartilhamento de práticas entre seus produtores


Vol. 34 (4) 2013
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